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Salus in Caritate



Na maioria das vezes os assuntos são tratados como preto no branco, existe a "opinião a" e a "opinião b" (pode existir soterrada em alguma mente acanhada a "opinião c"), elas são opostos e distintas, normalmente inconciliáveis. Muitas vezes é assim... mas nem sempre. Alguns assuntos quando bem trabalhados chegam à bifurcações em que os argumentos, que antes eram disparados de trincheiras opostas, parecem se tornar uma só coisa, estranhamente parecem que estão falando a mesmíssima coisa os mesmos soldados inconciliáveis de antes. Eu chamo a esse momento de "encruzilhada".


Em alguns assuntos isso é fácil de notar. Por exemplo, a pauta do veganismo e o cristianismo, em outros nem tanto, como a medicina de Santa Hildegarda x a New Age ou a Teologia da Prosperidade x a boa administração dos bens temporais. 


Para servir de exemplo começo pelo primeiro tema citado. Todos sabem que um vegano não consome produtos de origem animal e que suas razões são políticas no sentido de influenciar com isso a indústria alimentícia e o agronegócio, além da pauta da crueldade animal. Por outro lado, o cristianismo orienta um reto uso dos bens criados, ou seja, a cadeia alimentar existe e deve se manter. A Ordem criada por Deus nos aponta a beleza da cadeia alimentar e dos ensinamentos milenares que os animais transmitem entre si justamente por conta dela (a cadeia alimentar está ligada a sobrevivência das espécies), no entanto, o reto uso dos bens criados também nos faz refletir sobre a Ordem Divina na criação e na nossa ação co-criadora. Veja bem, um porco demora por volta de um ano para crescer, comendo coisas que porcos comem e vivendo como um porco vive, isso é o certo, mas não é o que acontece. O mesmo para a galinha e a vaca, a primeira é dopada com hormônios para dar ovos sem conta, de gemas quase tão brancas quanto a clara e a segunda produz uma quantidade de leite que é impossível para uma vaca que vive como vaca, comendo o que uma vaca come. Ou seja, o desejo de lucro realmente alterou a Ordem da Criação estabelecida por Deus ao ponto de fazer com que uma galinha cresça o que tem que crescer em menos de três meses... ver isso como normal não é sensato. 


Provavelmente, você notou que estamos numa bifurcação, numa encruzilhada, os argumentos ditos anteriormente não são ilusórios, são reais e verdadeiros, você sabe disso por ver isso na realidade (mesmo que seja uma visão da comodidade dos corredores do supermercado), mas o motivador desses argumentos e dessa linha de pensamento não é o combate contra o capitalismo, a crueldade animal, a aversão a cadeia alimentar e sim a alteração da Ordem da criação, ou seja, o motivo é: não foi assim que Deus fez as coisas para a nossa manutenção, não é assim que deveríamos cuidar da criação. 


O que importa na bifurcação é o motivo do argumento, sem notá-lo podemos sair rotulando a todos como ambientalistas progressistas sem nenhum motivo real. 


Provavelmente você se lembra da menina que enviou um pedido ao Papa Francisco para que Sua Santidade ficasse não sei quanto tempo sem comer carne. Esse tipo de postura nos leva a notar como no geral as pessoas conhecem pouco os costumes cristãos católicos, principalmente os costumes tradicionais, um católico não come carne todas as sextas feiras do ano (exceto solenidades), não come nos dias de jejum obrigatório, não come carne na quaresma (se assim escolher), se fizer a quaresma de São Miguel pode também não comer carne durante a mesma (se assim escolher), se entrar numa ordem penitente não come carne nunca (exceto se estiver doente). Fazer abstinência de carne é uma prática religiosa penitente (não somente cristã) muito comum, que nada tem com bandeiras e pautas, mas hoje não comer carne é usado largamente como bandeira política para alistar e agregar pessoas nos grupos de base da massa de manobra revolucionária. O veganismo atualmente nada tem com a vertente oriental, é somente uma vivência para unir grupos com determinadas pautas, é uma "cola de pertencimento" que une vários grupos e suas pautas, por isso você pode escutar com frequência que "o veganismo é um ato político", e da forma como ocorre atualmente, de fato o é. 


Dessa forma é assombroso o número significativo de católicos que alinhados a essas idéias seguem-nas não por querer melhor viver a Ordem da criação, já mencionada, mas como reflexo dos argumentos desses grupos. É profundamente diferente respeitar a criação (sua ordem de nascer, viver e morrer, o galo como galo, a galinha como galinha, a vaca como vaca, cada coisa no seu tempo e lugar, no curso da criação e da cadeia alimentar) e levantar bandeiras desprovidas de sentido eterno.


As pautas podem chegar a um extremo horripilante, há alguns anos contava aos meus alunos em uma formação online para um grupo em Kendall, EUA, que assisti a um documentário que contava a história de famílias que viviam perto de uma área de reserva que antes era usada como terreno de caça. Bem, falando dessa forma parece muito sensato preservar a mata, no entanto, na vila ali perto, de moradores locais, famílias que nunca saíram dali e que plantam feijão, uma família permitiu que mostrassem o que comiam: feijão e muitas vezes só feijão. Pois era o que plantavam. Acontece que esse pai de família caçava tatu para alimentar a família de uma forma mais completa, pois você já pode imaginar uma família com seis crianças, vivendo somente com feijão. Mas ele não podia mais caçar para dar de comer aos filhos pequenos e se fosse caçar seria multado em cinco mil reais... uma pessoa que só come feijão, em todas as refeições, seria multada em cinco mil reais por caçar para dar de comer aos filhos. Enfim, é esse o fim dos caminhos ideológicos, um tatu vale mais que uma família com seis crianças. 


Outro ponto de bifurcação citado como exemplo  é a medicina de Santa Hildegarda (rogai nós!). Eu me lembro que há 12 anos existiam pouquíssimas pessoas que falavam sobre os escritos dela. Me lembro de um dia pesquisar a respeito, no meu consultório (não atendo mais), e encontrar pessoas não muito ortodoxas falando uma coisa ou outra. Depois encontrei um curso sério em Portugal e foi só. Durante todos esses anos os ensinamentos da Santa cresceram na Europa e não aqui no Brasil, até 2020. Bem... o ponto é que a Santa usa recursos naturais, o que é bem lógico já que ela viveu na Idade Média (que não tem nada de obtusa), dentre seus usos encontramos plantas e pedras, que só são orientados e efetivos depois de uma conversão verdadeira. 


Bem, a bifurcação está no uso dos elementos naturais, tal ato pode ser recebido como um discurso semelhante aos dos esotéricos e adeptos da New Age. No entanto, existe uma diferença sutil, mais profunda, entre: reconhecer que Deus realmente colocou princípios curativos em plantas e algumas pedras (não todas) e reduzir toda a espiritualidade ao uso de plantas ou pedras. É claro que esse assunto sempre será espinhoso, principalmente aqui no Brasil, porque nós somos um povo dado a terceira tentação do deserto, como diziam os primeiros missionários jesuítas que aqui chegaram, nós temos tendência ao paganismo, a sucumbir ao pedido do diabo de ajoelhar diante dele e o adorar. Essa inclinação é a raiz de toda a bagunça religiosa atual, essa tendência a misturar tudo num sincretismo que nos impede de ver algumas obviedades. Por exemplo, existe uma diferença entre acreditar que Deus colocou características curativas em plantas e algumas pedras (não todas) e acreditar nos astros, por exemplo, como é a "nova" - nada nova - moda católica do momento: palavrões místicos interplanetários (retrocedendo todo o trabalho da RCC no país inteiro quanto a isso, diga-se de passagem, para não faltar com a justiça). Os planetas podem obedecer um ditame divino, como o sol que rodou em Fátima, ou como os eclipses Tetrabiblicos, mas todos são sinais que Deus permite para mostrar seu poder ou assinalar algo no Plano da Salvação (como os eclipses citados) ou algo na Ordem da Criação (como o ciclo circadiano ou a ação reguladora do sol e da lua sobre alguns outros componentes da criação como o mar, o ciclo de plantio e colheita e etc.), os astros em si não deviam ser pauta de conversas cristãs, isso seria - e é - um retrocesso ao paganismo, assim como dar ênfase demais, sem falar de conversão, a plantas e minerais também o seria e é. 

Santa Hildegarda apresenta uma medicina dentro da Ordem da criação, que parte da conversão verdadeira e da vida na graça, ela diz que nada mais fará efeito se a vida espiritual não estiver acertada diante de Deus. Ou seja, somente por isso já vemos que embora exista a indicação de plantas e pedras, a motivação e o alicerce são diferentes da frente da New Age, que prega uma espiritualidade sem compromisso, uma vivência espiritual que não cobra nada. A medicina de Santa Hildegarda é o antídoto que a Santa Tradição preservou por séculos para esse momento da história humana, de adoecimento físico, metal e espiritual, em que devemos voltar a vivência de uma religião em comunhão com a criação, dentro da redenção que o Senhor Jesus nos alcançou, sem as artimanhas do paganismo e sua tendência a ressuscitar deusas pagãs e seus costumes. Uma vivência da busca por uma vida sadia de corpo, mente e alma; de uma vida que se une ao resto da criação e não que se aparta dela.


Dentre os temas citados como exemplo, também citei a Teologia da Prosperidade x o bom uso dos bens materiais que estão sobre a administração de cada um. Esse ponto é extenso e se liga a Doutrina Social da Igreja, costumo dizer aos meus alunos, no curso da Doutrina Social da Igreja, sobre a boa gestão dos bens materiais e a responsalidade que aquele que tem mais tem diante do que tem menos, pois se ele tem mais não é por injustiça divina e sim porque ele deve ser administrador desses bens em prol dos outros. E todos nós temos mais que alguém, vale lembrar, sempre existe alguém que tem menos do que temos, infelizmente. Portanto, a visão cristã da gestão dos bens temporais é essa: você pode e deve crescer, evoluir, ser promovido, ter mais renda, para o bem dos seus e de todos os outros (da sua comunidade local e depois na sociedade), que precisam de ajuda; você deve progredir como administrador dos bens que Deus lhe deu, mas você não é o dono de nada, é o administrador e Deus pedirá contas disso. Nem preciso dizer o quanto esse motivador é diferente do motivador da Teologia da Prosperidade e da nova onda de incentivo a ganhar e ganhar; um ponto importante está sendo esquecido: que quanto mais abastado você é, maior é a sua responsabilidade. 


Os assuntos citados são somente uma amostra do que acontecerá, os debates se tornarão a cada momento mais sutis, as diferenças mais difíceis de se notar e as linhas de discernimento mais finas. Por isso, a necessidade de observar os motivadores verdadeiros das escolhas e discursos. Nem sempre a fala será 8 ou 80, muitas vezes grupos contrários falarão coisas parecidas e cabe ao ouvinte observar a veracidade do motivador dessa fala, o que sustenta o discurso, assim como o fim último da proposta contida no discurso. 


Esse nível de discernimento se faz necessário com urgência, primeiro para não taxar de progressista ou ideológico o que e quem não é; segundo para reconhecer a característica mutante das ideologias e portanto do comportamento de seus adeptos; não se surpreenda por exemplo que um membro progressistas ou amante de ideologias passe a usar símbolos tradicionais, não se surpreenda que comecem a falar da beleza e etc... basicamente ocorrerá mudanças no agir dos membros desses grupos desde que isso possibilite defender e passar adiante as bases da ideologia que acreditam, se é um caminho para as pessoas eles mudarão a forma de agir para se infiltrar, desde que não comprometa a mensagem revolucionária que desejam passar. E isso já está acontecendo. Portanto, cabe mais atenção às sutilezas, às nuances que passam como positivas e boas diante de um olhar desatento. 


Esteja alerta e vigilante. Mas não se esqueça de pedir a Deus a graça de um olhar límpido, um coração puro como a pomba e um instinto sagaz como a serpente. Nós nascemos para sermos santos, não tontos. Que você tenha um coração vibrante e bondoso mas também uma mente atenta e sagaz. 


Singelamente, Ana. 



























Recentemente, estive pensando nessa nova forma de evangelização vigente: essa de mostrar a própria vida. Não digo uma coisa ou outra, digo essa atual forma de mostrar, mostrar, mostrar...

É claro que é normal falar sobre si mesmo e sobre o que Deus faz ou não faz. Mas estava me perguntando se os discípulos faziam isso: mostrar-se.

Fiquei por semanas ruminando essa questão, numa onda ora filosófica, ora meramente reflexiva, e sempre chegava a esse ponto: os discípulos faziam isso?

Bem, nenhum deles fez. Somente São Paulo falou algumas vezes sobre si mesmo. Já os outros, tudo o que temos são suas palavras sobre o Senhor. A vida deles se afundou na vida do Senhor, de modo que tudo o que contavam era sobre a vida do Senhor... e não as suas.

Nesse ponto da reflexão, eu me deparei com o ponto que você deve também estar pensando agora: o testemunho. No entanto, sobre isso, também existem perguntas: testemunho é falar sobre si mesmo? Ou testemunho é falar sobre o que viu ser feito?

Novamente, me perguntei o que os discípulos fizeram... e eles falaram o que viram.

Sempre achei interessante um ponto na narrativa bíblica: já reparou que não sabemos nada sobre o que aconteceu com as pessoas que viveram com o Senhor? Exceto São Pedro e São Paulo, não é narrado o que aconteceu com os outros — todos os outros. Não é interessante? Só sabemos pelo legado da Santa Tradição.

É porque o Senhor é o escritor e o personagem principal do livro, numa história que não acabou. Todos que se encontram com o Senhor se afundam n'Ele de tal forma que o Senhor se torna a sua história pessoal.

Por isso, fico a pensar nas diversas coisas que essa necessidade de exposição pessoal significa. Todos têm que mostrar o que fazem e quando fazem, pois só assim aquilo existe. Os debates se resumem a atitudes pessoais e opiniões pessoais, e não a direcionamentos específicos e claros. A maioria das pessoas pergunta: "O que você acha sobre isso?"... É muito estranho perguntar o que uma pessoa da era moderna tem a dizer sobre algo pessoalmente, quando temos doutores, santos e filósofos para consultar. Mas por que se faz isso? Por ser mais fácil. O escritor Gustavo Corção já falava da "era da publicidade" em 1970. Imagina se ele visse o que está acontecendo até entre os "bons e sãos".

Uma vida com certa discrição, com um território privado, uma vida com áreas não compartilháveis, é uma vida normal. Jacinto Choza diz que a era do despudor gerou essa abertura excessiva das nossas vidas e casas. Coisas que antes pertenciam ao terreno sagrado do privado e íntimo se tornaram entretenimento nas mídias sociais (veja que o despudor se refere a uma cartela extensa de atitudes e está presente entre os bons de forma alarmante).

No entanto, como católicos, o mais preocupante ainda é: os discípulos fizeram isso? Os discípulos, os santos, expunham a sua vida?

Sempre me lembro de um episódio em que Santa Gema preferiu ser tida como boba e um tanto tola do que mostrar a sua vida íntima, cheia de colóquios com anjos, visões e êxtases. E, veja bem, ela fez isso a um prelado enviado pela Cúria... nem se tratava de cento e uma mil telementes.

Será que mostrar coisas cotidianas, a sacralidade da vida íntima e familiar, o lar... enfim, será que isso é ok? Sempre me recordo do costume de receber visitas — ao menos aqui no interior, é super estranho trazer gente recém-conhecida para casa. Um estranho. Fazer isso é coisa de gente doida, e quem entra sem ser convidado é bisbilhoteiro e intrometido, e provavelmente será visto assim por toda a vida. Na internet, sem muros e portas, parece que todos entram e saem vendo intimidades alheias sortidamente, sem nenhum problema... Isso é realmente normal?

Qual seria o limiar entre propagar a si mesmo e propagar o que o Senhor fez e faz? Essa é a pergunta atual dos meios interneteiros que são minimamente sérios.

Me pergunto se existe como colocar um limite depois que essa abertura foi iniciada... Talvez uma alma bem desarraigada da vaidade consiga, não sei. Afinal, é como olhar um espelho, não é? Os stories, quando feitos sobre si, tornam-se um espelho compartilhável, que pode ser real, falso ou fracionado. Mas é um espelho, e é sempre bom olhar espelhos, já reparou? Principalmente nós, mulheres.

Talvez, ao entrar nesse caminho, seja bom pensar nos riscos, ter um bom diretor e, principalmente, ver a efetividade disso... E aí vem a parte que muita gente não gosta: falo isso porque pode ser um apostolado ou um negócio. Não existe problema em fazer da própria imagem uma renda honesta, um negócio; modelos, atrizes, apresentadores etc. fazem isso. Mas não preciso lembrar dos riscos espirituais e morais dessa abordagem — as pessoas podem passar a ser o centro, e aí tudo pode ser bem ruim (temos exemplos atuais bem claros sobre isso). A segunda forma é a de apostolado. Num apostolado, a pessoa não é o centro. Mesmo mostrando algo de si, o centro é o objetivo do apostolado, a razão que te levou a fazer aquilo ali, o princípio norteador e inegociável da sua presença ali... Um apostolado é mais exigente que uma aparição monetizável porque não tem como foco nem o executor, nem os seguidores. O foco é o princípio norteador e sua fonte, que é Deus e o cerne do apostolado... Raramente cabe num apostolado aparições demasiadas ou indevidas, por simplesmente corromper o princípio norteador. Então, o executor mata a vaidade em prol do princípio. Ao menos deveria ser assim.

Mas existem casos em que se faz o oposto, e não sei sinceramente até que ponto isso é bom ou ruim. Nós vivemos num país televisivo, que ama um BBB e que acha natural acompanhar a vida das pessoas como forma de passatempo (mesmo depois da "conversão", parece que essa atitude não muda). Sempre que penso na exposição nos meios cristãos, me vem a imagem da logo do BBB na cabeça — e olha que não tenho TV em casa já fazem dez anos. Traumas televisivos.

Mas, voltando ao assunto, pode ser que, nessa conjuntura nada saudável e profundamente dementizante, mostrar a própria vida seja um anzol para algo mais elevado. Pode ser, mas não é certo que será. Afinal, os santos não faziam isso. Então, existe uma margem de questionamento enorme, além dos diversos livros que falam sobre recolhimento, escondimento etc., ou seja, orientam o oposto.

Por exemplo (e estava a conversar sobre isso com a Daiane do @fiatvoluntastua), um conteúdo mesmo edificante no Instagram (ou no YouTube), que é uma tela de rolagem sem fim, é mesmo efetivo? Muda mesmo as pessoas? Quando penso nisso, acho que é uma efetividade de baixa para média, a depender da linguagem. Se for uma linguagem comum ao brasileiro, e ele não precisar mudar nada moralmente diante daquilo, mas apenas saber sobre o assunto para ter um status cool, pode ser que ele "melhore" alguma coisa sem tempo determinado. Basta ver as mudanças políticas e morais de areia movediça que passamos. Mudamos? Sim. É firme? Não. E a razão é essa mentalidade do status cool sem mudança religiosa e moral real. Todos sabem dizer "eu sou eu e minhas circunstâncias" com ares filosóficos, mas não sabem de quem é essa frase (é de Ortega). O ciclo de mimetismo que deveria ter sido quebrado para gerar mentes capazes de discernir não aconteceu. Todos estão imitando, até entre os bons. Claro que, diante do quadro, isso não é de todo ruim — melhor imitar algo melhor do que continuar imitando o ruim — mas está longe de ser o ideal e efetivo. Até porque a imitação é baseada no conveniente e gostosinho. Se for proposto algo que exige mudanças comportamentais, já não serve. Basta ver a onda de status cool embalada em palavrões que estamos vivendo, e outros pontos morais e comportamentais simples que ganharam retrocesso, mesmo com o cartaz de feminilidade exposto nas cento e uma mil biografias do Instagram. Pautas vazias, que fazem pensar se realmente existe efetividade de evangelização num meio assim (o que não quer dizer que não devemos estar lá, veja bem... mas podemos pensar na qualidade do solo... e não é boa).

Já quando existe uma abertura de coração verdadeira, mesmo diante de uma linguagem mais sóbria, a pessoa mudará muito. Já vi pessoas encontrarem na internet toda a formação que não tiveram (e não se tornarem revoltadas). Uma vez, eu ofereci uma resposta num stories a uma caixa de pergunta, e depois a pessoa mandou uma mensagem dizendo que mudou sobre o abordado e outras coisas. Veja bem: ela pegou um norte numa resposta de storie e foi atrás. Deus já estava lá, e o coração estava aberto; enquanto com outros podemos falar por horas e nada — pedra pura e dura. O número de corações sedentos é grande; já os abertos, é ainda bem reduzido. E a ferramenta não parece ajudar a abri-los de verdade.

Outro ponto é a própria ferramenta. O Instagram é uma rede instantânea: tudo lá dura no máximo 24 horas, e pessoas que querem deixar um legado mais sério acabam não vendo muita razão nessa linha. Eu, por exemplo, faço as coisas para que durem. O Instagram gera tudo muito rapidamente e superficialmente. Nem barra de busca de conteúdo tem, veja bem — quer dizer que isso não importa de verdade. As outras plataformas fazem quase o mesmo caminho e estão se tornando a terra dos monólogos: todos falam, ninguém escuta.

Portanto, o meio de evangelização nas redes é, sim, bem limitado se considerarmos a efetividade, que é: a pessoa que vê o conteúdo se converter, ter vida sacramental, mudar de vida mesmo e criar tipo... um tipo católico mesmo. Isso porque a maioria está de passagem, querendo ver a vida alheia — isso digo até dos bons e religiosos, que fique claro. Lembrando que, se isso — mostrar a própria vida — edifica, pode até ser bom, mas, novamente, a vaidade e a curiosidade vã são leões sempre rondando essa abordagem.

Assim, existem perguntas importantes: isso é inerente e necessário à sua vocação? Isso compromete a sua vocação? Você ajuda pessoas efetivamente? Qual o reflexo disso na sua espiritualidade e plano de vida espiritual? Você consegue manter-se no caminho das virtudes mesmo com as divergências de exemplos do meio ou parece uma biruta que muda de opinião toda hora? E aí faz dos outros birutas também. O que isso muda na sua vida efetivamente, no sentido de propósito de vida?

Essas perguntas importam porque, quando uma pessoa escolhe expor a sua vida e tenta influenciar pessoas, corre o risco de passar somente a sua visão do assunto. Veja bem: é diferente passar o que São Tomás diz e a minha visão sobre tal assunto sério. A chance da minha visão ser limitada, fraca, medíocre ou tendenciosa a fazer o mínimo é enorme. O interessante é que parece que todos querem opiniões pessoais que obviamente não chegarão a um consenso, pois são pessoais. Principalmente entre as mulheres isso é muito comum, pois se considera mais a afinidade do que a realidade (parece o BBB, percebeu?).

Por isso, esse assunto está longe de ser simples. Parece mais um efeito colateral no que se refere ao nosso país bbbtizado. No entanto, pode ser um anseio em alguns casos raros. Outros países também têm visto crescer o número de influencers do cotidiano, principalmente nas linhas do slow living e outras, que são a expressão de um anseio genuíno, justo e aceitável por uma vida mais lenta dentro da insanidade que se tornou a modernidade. É uma voz serena que pede para voltar à forma de vida tradicional humana, em que o tempo é vivido e não perseguido. Mas a principal característica dessa vertente é que se mostra justamente isso: o viver o tempo e não a vida da pessoa. A pessoa não é o centro... Não sei se estou sendo feliz em explicar, mas me parece uma diferença bem significativa, já que todo anseio humano manifesto traz uma espécie de ensinamento que nos afasta do erro.

Também é importante lembrarmos da atmosfera de competição que existe atualmente na internet. Mesmo sem questões políticas e religiosas envolvidas, sempre temos a experiência de observar certa falta de maturidade ao ver a vida diferente de outra pessoa — suas possibilidades, seus supostos privilégios. Tudo isso exige um nível de maturidade, ainda mais se pensarmos que estamos falando sobre ver a vida de mais de uma pessoa em minutos. Isso pode gerar uma sensação de insatisfação e a já dita competição velada. Claro que não quero dizer que isso é algo justificável. É muito sério quando não conseguimos notar que as pessoas têm condições de vida diferentes — e é isso. Não estou falando de exibicionismo, só da parte simples de ver que o fulano tem outro status social. Não se desanimar com isso ou ainda não usar isso para permanecer na mesma é maturidade... Muitas vezes, ver o status de outra pessoa dá aquela desculpa para não fazer algo, pois se pensa: "haaaa, mas a fulana tem ajuda na faxina", "haaaa, mas a fulana mora num condomínio", "haaaa, mas olha a máquina de café da fulana", "haaaa, mas olha onde ela mora"... Enfim, desculpas vindas da comparação.

A internet aumentou a percepção das diferenças entre as pessoas — diferenças morais, religiosas e sociais. Eu me lembro que descobri que era pobre quando olhei o conjunto de 64 mil canetinhas da minha amiguinha de sala, e eu com o meu de doze cores sem marca. Na internet, esse momento foi amplificado na vida de todos. Estamos diante das diferenças todo o tempo, e quanto maior a exposição, mais isso se afirma. Pensando como cristãos: será que devemos contribuir com isso? Onde o Senhor cresce nessa dinâmica?


Singelamente, Ana





 
























O mar de Pourville por Monet (Impressionismo)






Uma das minhas metas é escrever, inclusive fiz essa meta por não conseguir fazer nenhuma outra.

Há momentos na vida em que simplesmente os sonhos e metas somem, não como num estado depressivo necessariamente, mas como alguém que não conhece o lugar em que está. Como numa viagem em que se para numa cidade desconhecida, não é o término, não é o destino da viagem, mas lá estamos. Então fazemos o que já sabemos fazer, e podemos fazer, em qualquer lugar.

Não sei se somente eu sinto isso, mas parece que estamos todos cansados e cansativos, desesperançados, as frases já tão repetidas não fazem mais efeito.

Eu estava lendo o comentário de São João Crisóstomo à carta de São Paulo aos Gálatas. Bem, ele fala sobre a fé de crer sem ver, que nós somos mais felizes pois de fato cremos sem ver, enquanto outros viram o Senhor Jesus e não creram. Crer… Amar… Esperar.

Sempre achei que em cada momento da história da humanidade os santos se destacavam pela vivência mais brilhante de uma das três virtudes teologais. Nos primeiros séculos, a Fé dos Mártires brilhou, a Caridade até muito recentemente, e a Esperança, ao meu ver, será a virtude que brilhará no final dessa era.

Eu não sei se estou sendo feliz em explicar, existem alguns pensamentos que, quando escritos, possuem muitas falhas pela limitação da linguagem e capacidade de quem escreve. Mas, resumindo, me parece que a esperança será a santificadora desses tempos… Santo Luís de Montfort disse que os santos dos últimos tempos serão maiores do que qualquer santo já visto na Igreja (veja bem, maiores que Padre Pio… é claro que não acho que ele fala da nossa geração). No entanto, suspeito que ele diz isso porque terão, e já temos, que fazer um esforço gigante para manter a sanidade e outro para alcançar a santidade.




Todos estão cansados, e é porque estamos vivendo em estado de sítio. Estamos cercados por todos os lados: alguns fisicamente, com suas dores, fraquezas e limitações; alguns psicologicamente, pelo medo, pela insegurança, pela falta de esperança, pelo cansaço, pela tristeza; outros estão cercados pelos dois. E todos estamos cercados por palavras que nos fazem adoecer, vindas da TV, do rádio e de todos os locais. Tudo se tornou um discurso político, até mesmo a fala dos bons. E quando digo político, não me refiro à discussão de ideias, e sim ao partidarismo e apoios que transpassaram o bom senso do saudável para humanos. Novamente, falo tanto dos revolucionários como dos normais. Todos os discursos, de ambos os lados, estão voltados para o medo e a insegurança, usados como armas para alistar as pessoas a uma ou outra ideia.

Ninguém está interessado na pessoa que está escutando ou lendo o conteúdo. Nós estamos presos em nós mesmos, cada vez mais.

Esses tempos andei pensando muito sobre a frase que o Papa Francisco mais fala: “sair de si”, “uma Igreja em saída”… Sempre achei as explicações para a fala do Papa muito ruins, me parecia que faltava alguma coisa nas explicações… Isso porque pareciam frases de autoajuda (nada contra, veja bem), e eu achava que o Papa não falaria algo que encontramos numa prateleira de livraria. Até que recentemente me deparei com o que ele disse, na prisão em que eu e você estamos, consciente ou inconscientemente, e que nos impede de ver o outro de verdade. Vou dar exemplos: a maior parte de nós, quando sabe do problema de alguém, dedica no máximo meia hora e depois volta para si e seus problemas… É raro encontrar alguém que ofereça ajuda concreta e palpável; é comum encontrar quem diz “pode chamar se precisar” e, no entanto, não passa o contato. Eu acho que o Papa estava falando disso, sabe? Dessa falta de atenção genuína e efetiva, que se torna gesto concreto, que testifica alguém que saiu de si para ajudar.

The Cliff Walk, Pourville por Monet (Impressionismo)







Visitei a América do Norte uma única vez, um presente da Santa Virgem na verdade, e até hoje penso em coisas que aprendi lá, observando os costumes locais. Eu cheguei e a vizinha, que não me conhecia, deixou um bolo no hall da casa em que fiquei hospedada e me disseram: “É pra você!”. Minha mente deu um nó, nunca pensei que aquilo pudesse ser real, que as pessoas separam mesmo um tempo do dia para fazer ou comprar, que seja, um bolo para uma desconhecida hóspede da vizinha.

Depois, eu fui visitar uma pequena capela com 24 horas de adoração. A moça que estava comigo, depois de rezar um tempo, disse que ia sair para comprar flores… Bem, eu olhei o altar e vi que tinha muitas flores, eram rosas vermelhas, parece que ela as achou cansadinhas e foi comprar novas. E não, ela não era da equipe de manutenção, ou limpeza ou seja lá o que for na capelinha… Ela era só uma fiel que participava da adoração.

Em outro momento, uma das moças estava passando um pouco mal e, logo que a comunidade ficou sabendo, alguém fez uma sopa, uma vizinha que também era da mesma igreja, e levou lá.

Esses cuidados me vieram muito à mente nesses dias. Talvez seja por ser um grupo pequeno que sustentam uns aos outros, mas vi muito da igreja primitiva nessas atitudes simples e sem nenhuma intenção de abalar o mundo conhecido. Tenho tentado ser mais atenta às pessoas para fazer algo concreto, para fazer parte do pequeno número dos que fazem algo mesmo. É bem desafiador, nós todos estamos habituados a dar alguns minutos de atenção aos que precisam de ajuda e depois deixar pra lá. Eu acho que já fiz isso e já fizeram isso comigo. Eu sempre acho estranho que se pergunte “Como você está?” e depois da resposta nada de concreto vem, é uma pergunta vazia. Foi nesses momentos que me lembrei de tudo que contei antes. Quando uma pessoa precisa de ajuda… ela precisa de ajuda, não de palavras.

Uma vez o professor Olavo disse isso (se ele souber que eu o citei no mesmo texto que citei Sua Santidade rsrs), salvo várias ressalvas em suas falas, acrescidas da minha gratidão - já que a justiça me impede do contrário - ele disse que o brasileiro tem essa mania de discursar quando a pessoa pediu ajuda e não discurso. Infelizmente, é a pura verdade. Claro que palavras são curativas, quando você pediu palavras, como ao buscar uma terapeuta, um padre, enfim. Mas muitas vezes a pessoa precisa de coisas concretas, ajudas concretas e palavras são inúteis, não fazem surgir a solução concreta e nem facilitam o caminho para a solução.

Sair de si é um desafio mesmo, já que estamos soterrados em nós mesmos, cercados de todos os lados em várias instâncias. E para sair de si é preciso ter esperança.

A esperança é simbolizada por uma âncora. Um barco, quando está ancorado, está esperando, parou. Talvez precisemos parar, ancorar, para sair de si, para contemplar, para viver, para ficar forte no posto, para não ser levado pelas ondas, para estar seguro no porto do Senhor. Ancorados.


Singelamente, Ana 




Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 







Livro A Mulher Católica: Graça & Beleza (Ana Paula Barros)







"Pitágoras foi o primeiro que chamou de filosofia ao estudo da sabedoria, preferindo ser conhecido como filósofo do que como sábio, pois antes dele os homens que se dedicavam a este estudo chamavam-se sofos, isto é, sábios. Mas é belo que ele tivesse chamado aos que buscam a verdade de amantes da sabedoria em vez de sábios, porque a verdade é tão escondida que por mais que a mente se inflame em seu amor e se disponha à sua busca, ainda assim é difícil que possa vir a compreender a verdade tal como ela é. Pitágoras, porém, estabeleceu a filosofia como a disciplina daquelas coisas que verdadeiramente existem e que são, em si mesmas, substâncias imutáveis.

A filosofia é o amor, o estudo e a amizade da sabedoria; não porém desta sabedoria que trata de ferramentas, ou de alguma ciência ou notícia sobre algum método fabril, mas daquela sabedoria que, não necessitando de nada, é uma mente viva e a única e primeira razão de todas as coisas. Este amor da sabedoria é uma iluminação da alma inteligente por aquela pura sabedoria e como que um chamado que ela faz ao homem, de tal modo que o estudo da sabedoria se nos apresenta como uma amizade daquela mente pura e divina. Esta sabedoria impõe a todo gênero de almas os benefícios de sua riqueza, e as conduz à pureza e à força própria de sua natureza. Daqui nasce a verdade das especulações e dos pensamentos, e a santa e pura castidade dos atos." (Hugo de São Vítor)









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"Em 27 de junho de 1862, contando com 23 anos, anota a seguinte reflexão:
Seguirei com vivacidade o plano de estudo proposto pelo Padre Graty aos amigos da verdade e da sabedoria: seis anos empregados no estudo sério das ciências e da Teologia. Hesitei; gostaria mais de um trabalho mais fácil... Mas o que eu poderia responder? Que não tenho coragem? Mas essa é uma palavra digna de um homem e de um cristão? Fizeste, meu Deus, reprovações interiores à minha laxidão. Procurei-Vos na oração e tomei minha resolução. Ó Jesus, abençoai essa resolução e me dê a força de cumpri-la. Ó Jesus, eu me consagro a Vós. Começarei amanhã. Vida regrada, trabalho constante, oração viva e interior, meditação profunda" (Professor Ollé-Laprune em As fontes da paz intelectual, 1892).


"Vossa piedade não deve ser restrita, pouco inteligente, mas uma piedade esclarecida, uma piedade de horizonte largo. Há pessoas que julgam poder ocultar a ignorância debaixo do véu da piedade, [mas] sede engenhosa em regularizar vossas ocupações, de modo que possais empregar, cada dia, algum tempo na leitura e no estudo. Aprende não o que é vão, o que passa, mas aquilo que perdura, e que se encontra na eternidade" (Maria Luiza Chaveut em a Virgem Cristã, 1927).



Plano de Leitura Bíblica 



Desde o começo deste trabalho, tenho como intenção fornecer ferramentas que possam alavancar a sua vivência da fé católica e enraizá-lo nas belezas da tradição da Santa Mãe Igreja. Para isso, é preciso se deixar preencher e educar pelas Sagradas Escrituras, pelo Santo Magistério e pela Santa Tradição da Igreja.

Este projeto, iniciado em 2020, permanece disponível até hoje, cinco anos depois, como um calendário inteligente. Caso já tenha realizado esta leitura conosco, apresento-lhe a atualização deste ano, que poderá acompanhá-lo por mais alguns anos. Você poderá começar assim que descobrir este material, não precisando esperar o começo de um novo ano ou de um novo mês. Além disso, sugiro vários comentários dos santos, que são nossas leituras de apoio seguras. Estes comentários são dos doutores da Igreja ou bons exegetas a respeito das Sagradas Escrituras, iniciando assim um processo de enraizamento nas Escrituras, no Magistério e na Tradição.

A proposta é realizar a leitura em ordem cronológica, gerando uma percepção mais clara dos acontecimentos e dos ensinamentos.

Os comentários não são meus, são retirados dos escritos dos doutores da Igreja, por isso as referências bibliográficas estão disponíveis. Eu fiz uma curadoria dos comentários, uma seleção, pois o material original é quatro vezes maior. Também adicionei mapas e a visão geral dos livros. Basta correr a página para acessar os materiais dos comentários.

Siga as orientações no calendário e visite esta postagem ao término da leitura de cada livro bíblico para acessar os textos de apoio. 




Atenção: Você deve ler o Novo Testamento antes do Antigo Testamento, isso significa que lerá em um ano o NT e no ano seguinte o AT. 



BAIXE AQUI SEU CALENDÁRIO DE LEITURA BÍBLICA NT 


BAIXE AQUI SEU CALENDÁRIO DE LEITURA BÍBLICA AT 



Comentários dos Doutores da Igreja para cada livro do Novo Testamento



Carta aos Gálatas 
São João Crisóstomo sobre a Carta aos Gálatas  (ler online aqui ou baixar PDF aqui)
Frutos do Espírito Santo por São Tomás de Aquino (ler online aqui ou baixar PDF aqui)



Carta de São Tiago
São Tomás de Aquino sobre o Espírito Santo: fé e obras (ler online aqui ou baixar PDF aqui)


Carta aos Tessalonicenses I e II
Aula do Professor Sidney Silveira sobre os Comentários de São Tomás de Aquino aos Tessalonicenses (aqui)



Carta aos Coríntios I e II
São Tomás de Aquino sobre a Primeira Carta aos Coríntios (ler online aqui ou baixar PDF aqui)



Carta aos Romanos 
Santo Agostinho sobre a Carta aos Romanos (ler online aqui ou baixar PDF aqui) 



Evangelho de São Marcos 
Comentários de São Tomás (ler online aqui, basta selecionar no canto superior à direita o capítulo e o versículo que terá os comentários de vários doutores reunidos por São Tomás, caso no seu computador ou celular esteja em espanhol e você queira traduzir basta habilitar a tradução do site, na ferramenta "traduzir" do Chrome, caso não saiba como faz basta procurar no Google).
Visão Geral do Evangelho de São Marcos - online aqui.


Evangelho de São Lucas 

Comentários de São Tomás (ler online aqui, basta selecionar no canto superior à direita o capítulo e o versículo que terá os comentários de vários doutores reunidos por São Tomás) 

Visão Geral do Evangelho de São Lucas e o Reinado do Senhor Jesus (online aqui)



Carta de São Paulo aos Efésios 

Comentário de São João Crisóstomo (baixar em PDF aqui e ler online aqui)



Carta de São Paulo aos Colossenses

Comentário de São João Crisóstomo (baixar em PDF aqui ou ler online aqui)



Carta de São Paulo a Filemon

Comentário de São João Crisóstomo (baixar PDF aqui ou ler online aqui)



Atos dos Apóstolos 

Comentário de São João Crisóstomo + Diário de Bordo (baixar PDF aqui ou ler online aqui)



Filipenses

Comentário de São João Crisóstomo  (baixar PDF aqui ou ler online aqui)


Carta a Timóteo

Comentário de São João Crisóstomo (baixar PDF aqui ou ler online aqui)


Carta de São Pedro (I e II) 

Primado Petrino por Santo Agostinho (ler online aqui)


Evangelho de São Mateus 

Comentários de São Tomás (online aqui, basta selecionar no canto superior à direita o capítulo e o versículo que terá os comentários de vários doutores reunidos por São Tomás)



Carta aos Hebreus

Comentário de São João Crisóstomo (baixar PDF aqui ou ler online aqui)


Carta de São Judas

Resumão  (baixar em PDF e ler online aqui)



Evangelho de São João

Comentários de São Tomás (online aqui, basta selecionar no canto superior à direita o capítulo e o versículo que terá os comentários de vários doutores reunidos por São Tomás)



Sobre as Cartas de São João e o Apocalipse (online aqui)



Trechos dos textos de apoio anexados acima foram retirados dos livros:


Patrística vol. 25 (Comentários de Santo Agostinho)
Patrística vol 27- 2/3 (Comentários de São João Crisóstomo)
Comentário a Tessalonicenses - Edição Bilíngue (São Tomás de Aquino)
Catena Áurea (Comentário aos Evangelhos de Santo Tomás de Aquino)O Apóstolo São João (Monsenhor Baunard, Reitor da Universidade Católica de Lille, 1974)






Comentários dos Doutores da Igreja para cada livro do Antigo Testamento



Gêneses

Resumão do Livro do Gênesis (on line aqui ou PDF aqui)
Comentários dos Doutores da Igreja sobre o Gênesis (on line aqui ou PDF aqui)

Jó

Resumão + Comentário dos Doutores da Igreja (on line aqui ou PDF aqui)



Êxodo

Resumão do Livro do Êxodo (on line aqui ou PDF aqui)


Levítico

Resumão do Livro do Levítico (on line aqui ou PDF aqui)


Números

Resumão do Livro do Números (on line aqui ou PDF aqui)



Deuteronômio

Resumão do Livro do Deuteronômio (on line aqui ou PDF aqui)



Josué

Resumão do Livro do Josué (on line aqui ou PDF aqui)



Juízes

Resumão do Livro do Juízes (on line aqui ou PDF aqui)



Rute

Resumão do Livro do Juízes (on line aqui ou PDF aqui)



Primeiro Samuel

Resumão de Primeiro Samuel (on line aqui ou PDF aqui)




Primeiro e Segundo Livro de Crônicas


Resumão de Primeiro e Segundo Livro de Crônicas (on line aqui ou PDF aqui)





Primeiro e Segundo Livro de Reis


Resumão de Primeiro e Segundo Livro de Reis (on line aqui ou PDF aqui)



Provérbios

Resumão de Provérbios (on line aqui)




Eclesiastes

Resumão de Provérbios (on line aqui)


Abdias

Resumão do livro de Abdias(on line aqui)


Jonas

Resumão do livro de Abdias(on line aqui)


Amós

Resumão do livro de Amós (on line aqui)


Miqueias

Resumão do livro de Miqueias (on line aqui)


Oseias

Resumão do livro de Oseias (on line aqui)



Isaías

Resumão do livro de Isaias e comentário de Lagrange (on line aqui)



Naum

Resumão do livro de Naum (on line aqui)


Sofonias

Resumão do livro de Sofonias (on line aqui)



Jeremias

Resumão do livro de Jeremias (on line aqui)



Habacuc

Resumão do livro de  Habacuc (on line aqui)



Lamentações

Resumão do livro de Lamentações (on line aqui)



Ezequiel

Resumão do livro de Ezequiel (on line aqui)



Joel

Resumão do livro de Joel (on line aqui)




Daniel

Resumão do livro de Daniel (on line aqui)



Esdras

Resumão do livro de Esdras (on line aqui)


Ageu

Resumão do livro de Ageu (on line aqui)



Zacarias

Resumão do livro de Zacarias (on line aqui)



Ester

Resumão do livro de Ester (on line aqui)



Neemias

Resumão do livro de Neemias (on line aqui)



Malaquias

Resumão do livro de Malaquias (on line aqui)



Tobias

Resumão do livro de Tobias (on line aqui)



Judite

Resumão do livro de Judite (on line aqui)



Baruc

Resumão do livro de Baruc (on line aqui)




Macabeus

Resumão do livro de Macabeus (on line aqui)




Eclesiástico

Resumão do livro de Eclesiástico (on line aqui)




Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 



















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"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




"Quem ama a disciplina, ama o conhecimento" - Provérbios 12, 1

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