Visão Geral: Livro de Ester

by - outubro 07, 2021





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Livro de Ester



Também conhecida como Hadassa bat Avihail, foi uma rainha persa cuja história é narrada no Livro de Ester. Ela foi esposa do rei persa Assuero (identificado como Xerxes I*).


Xerxes I, foi o xá aquemênida de 486 a.C. até a data do seu assassinato em 465 a.C. Era filho de Dario I e neto de Histaspes e de Ciro, o Grande. Seu nome, Xerxes, é uma transliteração para o grego de seu nome persa depois de sua ascensão, Jshāyār Shah, que significa "governante de heróis". Na Bíblia é mencionado como "Assuero". Mais tarde morreria assassinado por seu ministro Artabano, em 465 a.C. Retratado no rei persa do filme Os 300 de Esparta. 



Segundo o Livro de Ester, essa mulher originária da Judeia, chamava-se Hadassa, que significa mirta em hebraico. Quando ela entra para o harém real, recebe o nome de Ester, que possivelmente era a designação dada à mirta, pelos medos. A palavra é bastante próxima da raiz do termo que designa tanto "mirta" como "estrela", a forma da flor. 


Os judeus o chamam o Livro de Ester de Meghil-láth És-tér, ou simplesmente de o Meghil-láh, que significa "rolo", "rolo escrito", porque constitui para eles um rolo muito estimado, parte da seção dos "Escritos" (Ketuvim) da Bíblia hebraica. É um dos cinco megillot e é lido no feriado judaico do Purim (a festa da salvação do povo hebreu do plano de Hamã, narrado no Livro de Ester). A celebração deste feriado é uma forte evidência da autenticidade do livro. Diz-se que uma inscrição cuneiforme, evidentemente de Borsipa (cidade da Suméria, hoje Iraque), menciona um oficial persa de nome Mardukâ (Mordecai?), que estava em Susã no fim do reinado de Dario I ou no começo do reinado de Xerxes I.

O Livro de Ester está de pleno acordo com o restante das Escrituras e complementa os relatos de Esdras e de Neemias, contando o que aconteceu com o exilado povo de Deus na Pérsia.









Comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesetre, Lestrade, Poels, Vigouroux, Bossuet, etc. Editado pela Editora das Américas, 1950


Este livro é assim chamado porque contem a história de Ester, ilustre mulher da tribo de Benjamim, que logrou obter do rei da Pérsia a liberdade e  vida dos judeus, que por edito do mesmo tinham sido condenados à morte. 

O autor é desconhecido. O Talmude, Barbabathra, 15, a, 1, 4, 5, atribui-o à Sinagoga; Clemente de Alexandria, Aben Esra e outros, a Mardoqueu. O cap. 9, no versículo 20, parece confirmar esta opinião, mas o versículo 31 mostra que o final lhe não pode pertencer. Os críticos modernos, Glaire [em seu] Introducion à l'Escriture Sainte e Vigouroux [em seu] Manuel Biblique, e outros, sustentam que a maior parte desta história foi composta por Mardoqueu. 


Este livro, em que pese aos racionalistas; que consideram uma fábula, "Confictam esse universam parabolam"¹ (Semler), é um livro histórico. Para nos certificarmos basta que se apliquem as mais elementares regras da boa hermenêutica. Alude o autor à festa do Purim, Est 9, 28, que ainda hoje é celebrada nas sinagogas. O dia 13 de adar, véspera da festa, é um dia de jejum, em cuja a tarde se lê todo o livro de Ester. A história profana confirma a narração deste livro relativa aos usos e costumes dos persas. Nada há, pois, que não seja rigorosamente histórico. É certo que na parte chamada proto canônica do livro de Ester, se não encontra uma só vez o nome da Divindade, certamente por ter sido escrito entre pagãos; mas se não está o nome augusto de Deus expresso, está claramente indicada a ação eficaz e sobrenatural da Providência. 


O livro de Ester compreende o livro propriamente dito e uns apêndices, juntos por São Jerônimo, que constituem uma segunda parte deste livro. Conquanto não se conheça o texto original, é certo que se encontram nas mais antigas e autorizadas versões. De Rossi sustenta que existiu um original aramaico do livro de Ester, mais completo que o texto hebreu atual, contendo esses fragmentos apensos por São Jeronimo. "Spicimen variarum lectionum sacri textus et chaldaica Estheris additamenta"² (Tubingue, 1783). 


Quanto ao Livro de Ester, não há dúvidas sobre a sua canonicidade... na segunda parte, isto é, com respeito aos adiantamentos que acima falamos, os protestantes não aceitam como divinamente inspirada ou autentica* . Josefo aceitou e citou como autenticas e inspiradas estas passagens. A tradição constante na Igreja, desde os primeiros tempos, reconheceu a autoridade destas passagens, da mesma maneira que a do livro de Ester. Nos Setenta, na versão de Tedocião e na Itália, como nas siríaca, árabe, etiópica, copta e armênia, encontram-se estes adiantamentos. O citado Rossi encontrou os manuscritos antigos aramaicos, um na biblioteca de Pio VI, outro na Vaticana, outro na Ambrosiana. 


* O texto se refere a parte do decreto do rei e a morte de vários persas. De fato existe uma vertente de comentários, agora não somente da linha protestante, que considera todo o texto uma ficção, mas principalmente, essa parte. 



1- "A história toda foi inventada"
2- "Um exemplo das várias leituras do texto sagrado e dos acréscimos caldeus de Ester"


Autores citados:


Jean-Baptiste Glaire nasceu em Bordeaux. Tendo concluído um curso de estudos sérios em Bordéus, foi para o seminário de Saint-Sulpice em Paris, cujos cursos frequentou simultaneamente com os de línguas orientais na Sorbonne. Após a ordenação sacerdotal, em 1822, começou a lecionar hebraico no seminário de Saint-Sulpice.

Em 1825, Glaire foi nomeado assistente do Abade Chaunac de Lanzac, professor de hebraico na Sorbonne, e o sucedeu como conferencista em 1831. Foi professor de Sagrada Escritura em 1836, tornou-se reitor da faculdade em 1841 e se aposentou em 1851. Morreu em Issy, perto de Paris.



Fulcran Grégoire Vigouroux nasceu em Nantes. Terminou sua educação em outubro de 1853. Ele foi ordenado em 21 de dezembro de 1861. Após a ordenação, ele se tornou membro da Sociedade de Saint-Sulpice. Entre 1862 e 1864 Vigouroux lecionou como professor de filosofia, primeiro no seminário de Autun e depois, de outubro de 1864 a 1868, no seminário de Issy. Em 1890, ele substituiu o abade Paul Martin no Institut Catholique de Paris como instrutor da Bíblia, particularmente do Antigo Testamento. Vigouroux se engajou na defesa da historicidade da Bíblia. Preocupado principalmente com questões apologéticas, Vigouroux tendia a ser conservador na exegese. 

Em 1903, Vigouroux foi chamado a Roma para se tornar o primeiro secretário da recém-formada Comissão Bíblica Pontifícia. Vigouroux se envolveu na obra de fundação do Pontificio Istituto Biblico. Ele morreu em Paris.

É autor de um Manuel Biblique (1880). Sua obra La Bible et les découvertes modernes en Égypte et en Assyrie teve seis edições entre 1877 e 1896. De acordo com esse trabalho, as descobertas arqueológicas modernas no Egito e na Assíria confirmavam a confiabilidade da Bíblia. Vigouroux também editou o Dictionnaire de la Bible (Dicionário da Bíblia), com orientação apologética, em cinco volumes (1891–1912). Suas obras têm caráter apologético. Vigouroux foi um dos polemistas de Ernest Renan.

Vigouroux foi considerado um dos maiores apologistas católicos de sua época.


Flávio Josefo, ou apenas Josefo, também conhecido pelo seu nome hebraico Yosef ben Mattityahu, "José, filho de Matias" [Matias é variante de Mateus]) e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo (latim: Titus Flavius Josephus), foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I.

Suas duas obras mais importantes são A Guerra dos Judeus (c. 75) e Antiguidades Judaicas (c. 94). O primeiro é fonte primária para o estudo da revolta judaica contra Roma (66-70), enquanto o segundo conta a história do mundo sob uma perspectiva judaica, também publicada como História dos Hebreus. Estas obras fornecem informações valiosas sobre a sociedade judaica da época, bem como sobre o período que viu a separação definitiva do cristianismo do judaísmo e as origens da dinastia flaviana, que reinou de 69 a 96.






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2 comentários

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