instagram
  • Home
  • Projetos Preceptora: Educação Católica
  • Cursos Educa-te
  • Login Educa-te

Salus in Caritate





Hoje é dia 31 de outubro, um dia após as eleições de 2022 para Presidente da República. O eleito no pleito foi o Lulalá. Ontem, ao ser constatada a vitória matemática, alguns fogos foram escutados em meio a um silêncio sepulcral. E hoje é, convenientemente, dia das bruxas.

Choveu pela manhã, e eu acabei de escrever um texto. São 8h12. Não tomei café ainda. Estou pensando.

As pessoas falaram muito sobre Cuba e Venezuela nesses últimos anos. Ontem, acabei encontrando, ao acaso, um canal de uma cubana que está em Cuba, vlogando a vida real cubana. Ela é muito fofa, é engenheira e ganha 78 dólares por mês. Bem, achei importante a existência dela na internet e oportuno encontrá-la. Pena que ela nunca recebeu o benefício do dinheiro que saiu daqui.

Existe o medo de nos transformarmos em Cuba ou Venezuela. É sempre possível. Mas o Brasil tem uma tendência a imitar os Of Course ou o Xinguilingui. A aproximação do Brasil com o Xinguilingui sempre foi valorizada nos governos petecas, e parece que irão se unir até que se tornem um mar vermelho — e nós tenhamos que pedir a Deus para abri-lo.

A ação Xinguilingui é: moderna, rica, tecnológica e adepta de uma ditadura digital para a “proteção” de todos. Desde aplicativos que pontuam sua “qualidade de cidadão”, analisando se você passa na faixa, o que compra durante a semana etc.; até localizadores no celular (vem de fábrica). Tudo culmina no sistema interno e independente de internet que “filtra” informações externas. Todos vivem numa redoma tecnológica moderna.

Se eu fosse apostar, apostaria nessa réplica abrasileirada: alienação, desinformação e o mundo da Luluzinha ampliado (e agora esse termo que uso há anos tomou um significado a mais). Ninguém sabe o que acontece, as informações não chegam, propagandas do governo lindas e sorridentes na TV. Novela, propaganda, novela, propaganda e plim plim. Pronto.

Somado a isso, os youtubers de esquerda que viajam para o exterior três vezes ao ano e passam o réveillon fora do país dirão que o dólar baixou, que podem comprar, que está tudo maravilhoso. Também existe a valorização da ancestralidade, das regiões do país etc., o que atrai muita gente — principalmente as que viajam três vezes ao ano para fora do país.

Mas ainda existe a cogitação do meu pai — que é progressista, veja bem — ele acha que a Luluzinha será pega e o Alquimista irá finalmente sentar na cadeira presidencial. Chutes. Eu também chuto que, depois do desenrolar, quem pega a cadeira é a Tablet. Afinal, é um jogo de peteca.

Bem, agora são 8h30. Vamos seguir a vida.











Não abandone a obediência diária por uma revolução mundana. Não abandone o seu posto.

Gustavo Corção, numa conferência em 1960, disse que essa guerra — que já vivemos há tempos (nós é que chegamos agora) — se caracteriza por ser muito diferente das outras. Anteriormente, os soldados precisavam sair de casa e lutar num lugar (ou lugares) específicos. Já na atual guerra, nós simplesmente temos que ficar onde estamos. A guerra é justamente não abandonar o posto: o posto de mulher ou de homem, o posto de pai e de mãe, o posto de filho e filha, o posto de católico, o posto da sua profissão. Uma guerra que se desenrola sob a regra: "Sigamos em frente, trabalhando com as mãos" (1 Tessalonicenses 4, 11).

A melhor maneira de lutar é sermos fiéis — mas, infelizmente, muitos estão se esquecendo da ordem das coisas. O espiritual é superior ao temporal. Nós temos que rezar e agir para a ação eficaz da evangelização e para que os governadores nos permitam levar uma vida tranquila, de dignidade e piedade (1 Timóteo 2).

Eu consigo entender o medo — e, com ele, a descrença — que cresce em muitos corações. Mas o Senhor não está preso aos acontecimentos terrenos. Nós podemos ser cancelados pela cultura, mas o Senhor não nos cancelará. Então, não se antecipe, não se atormente. Canalize a atenção para algo mais eficaz, pois o Senhor sempre nos diz coisas pelos atos da história. Nós já temos um Salvador: Jesus, Nosso Senhor.

O Reinado do Senhor Jesus é um reinado de santos.

Mantenha-se, portanto, no seu posto — e santifique as tarefas diárias. Mude a sua vida espiritual e moral para melhor. E busque ordenar as preocupações. Pois, como nos adverte o Cardeal Pie em suas palestras sobre a Realeza de Cristo: "A questão social tem sua solução na questão religiosa, e a questão religiosa se resume ao devido Culto a Deus, à Santa Missa." Observando como estão as coisas na Santa Missa, deveríamos mudar — cada um de nós — a forma como a vivenciamos. Existem mais problemas sociais que brotam da má prestação do Culto a Deus do que você imagina.

Portanto, por enquanto, há muito a ser feito. E, se houver algum tipo de revolução, lembre-se que, apesar disso: na sua casa se come na hora certa, o trabalho a ser feito é feito, as orações são feitas. Enfim, na sua casa e vida, a ordem existe. Não abandone o seu posto.

Paz e Bem!

Educação Cristã 5: A falsa percepção de formação






Como relatei nos textos anteriores, a formação catequética e intelectual católica está em um novo patamar.

Há 10 anos, quando a internet era só mato e ninguém se importava com alguns temas, falar sobre catequese, beleza, meditação, caminho da perfeição e livros era o caminho de sucesso caso a meta fosse não ser escutado. No entanto, “uma pá de gente” fazia isso… eu sei porque eu estava lá, fazendo isso.

Lembro-me agora de um vídeo sobre leituras anuais. Recordo-me de que recebi um comentário interessantíssimo: “você só lê?”. No entanto, acredite, em tão pouco tempo - 5 anos - não recebo mais comentários desse tipo. Existem mais clubes do livro do que uma pessoa é capaz de ler, e as editoras de livros católicos não estão mais falindo. Escrevo isso para que você saiba, com muita clareza, que nem sempre foi assim e que, para que isso acontecesse, foi necessário muito trabalho, abrindo o mato, para que outros semeassem e colhessem. É importante ter noção dos acontecimentos na linha do tempo, uma visão clara da ação e do tempo da Graça, principalmente nessa terra tupiniquim.

No entanto, com o aumento de conteúdo na internet (outra coisa que não era assim, uma aula na internet era considerada uma pedra preciosa para uns ou uma coisa enfadonha para outros), me parece que a percepção da educação e da formação foi alterada. Veja bem, as pessoas têm acesso a muito conteúdo, muitos são realmente bons, mas isso gera duas questões:

  1. Será realmente que é possível existir uma banalização do conhecimento, a ponto de as pessoas não valorizarem mais tudo o que é preciso para que determinada aula exista?
  2. Com tantas lives e aulas acessadas com um clique, será realmente que isso pode ser considerado um verdadeiro processo formativo?

Pois bem, essas são perguntas que qualquer professor ou formador já se fez, principalmente se trabalha na internet. Será mesmo que as pessoas podem valorizar uma coisa que acessam com um clique? Não digo somente valor monetário, mas valor efetivo. Talvez seja uma questão individual, mas existem alguns pontos que me vêm à mente sempre que penso nisso. Há uns dois anos, lembro-me de abrir o canal de um instituto, hoje muito famoso, para assistir a uma aula de um professor que me é muito caro. Acontece que, por algum motivo, a aula 1 foi duplicada como aula 2, ou seja, era a mesma aula. No entanto, meu espanto foi ler os comentários das pessoas reclamando. Fiquei espantada por ser o cúmulo da desvalorização. É incomum esse tipo de reflexão, por isso deixo-a aqui: todo professor é chamado a ensinar, mas ele não é obrigado a ensinar, tampouco é obrigado a oferecer anos do seu conhecimento de graça. Se o professor o faz, é por amor fraterno e por gentileza. Dez minutos de um ensinamento com um professor já devem ser vistos como prêmio, como graça.

Lembro-me de que, em 2010 - 2012, encontrar uma aula, uma palestra na internet era um achado, um congresso era uma grande graça, isso em qualquer área. A percepção do valor do conhecimento mudou muito. E isso se relaciona com o volume da oferta.

Por outro lado, existe a falsa percepção de formação que a internet oferece. A pessoa assiste a uma live aqui, outra ali, outra já lá adiante e pronto, acredita que está em um processo formativo. Não está, me perdoe a sinceridade. Essa falsa percepção de formação é muito danosa para a vida de estudo, e o motivo principal é que está baseada no mimetismo. Dado que a pessoa assiste ao fulano, ao beltrano e ao sicrano da Silva Sauro, passa a falar como ele, a usar os mesmos jargões, expressões e exemplos. Isso não é uma formação, é uma imitação.

Em outros textos, citei que, a depender do modelo, isso é melhor do que nada. Mas de forma alguma é o ideal. O processo educativo busca lapidar o que de melhor você tem, incentivar a pesquisa, a busca, a aprendizagem verdadeira e não a imitação através de lives e aulas soltas, cada uma guiada por um professor.

É preciso buscar um método.

Para um processo formativo, de fato, não é necessária faculdade, mas sim um método, e esse método precisa ter um mentor. Você pode passar por vários processos formativos, mas é preciso entrar em um e seguir até chegar no que deseja e depois mudar, se for o caso. Não deve ficar quicando de live em live achando que isso é uma formação, pois não é.

É como uma criança que passa o dia lambiscando tudo que encontra em uma mesa de petiscos; ela está comendo, mas não está se alimentando, está lambiscando. Aquilo sacia, aparentemente dá forças, mas não nutre.

Conta-se que Santo Agostinho foi para Roma, esperançoso de lá não encontrar os costumeiros alunos que passavam de uma aula a outra. Para que me entenda melhor, explico. Na época de Santo Agostinho, ainda se fazia muita “formação em rodas” nas praças, o mestre e os discípulos, assim o aluno podia entrar e sair dessas rodas de formação… Pois, Santo Agostinho não gostava nada disso, achava desrespeitoso e, de fato, devia atrapalhar muito o professor. Quando penso nessa questão da falsa formação, me parece a mesma coisa, mas online.

Eu falo sobre isso no Curso de Introdução à História da Igreja. O povo quer assistir a aulas mirabolantes, no entanto, não sabe a diferença entre matéria e forma. Desejam entender os grandes momentos conturbados da História da Igreja, mas não buscam saber para onde foram cada um dos apóstolos após o envio do Senhor na Ascensão, ou como cada país da Europa recebeu o Evangelho, quem levou, quem ajudou, depois como os reinados se tornaram católicos, já que eram todos pagãos. Me espanta que poucos queiram suprir os déficits de conhecimento básico antes de se tornarem “católicos cool”.


Todos os dias



VENI, CREATOR SPIRITUS

Vem , ó criador Espírito,
As almas dos teus visita;
Os corações que criastes,
Enche de graça infinita.

Tu, Paráclito és chamado
Dom do Pai celestial,
Fogo, caridade, fonte
Viva unção espiritual.

Tu dás septiforme graça;
Dedo és da destra paterna;
Do Pai, solene promessa,
Dás força da voz suprema.

Nossa razão esclarece,
Teu amor no peito acende,
Do nosso corpo a fraqueza
Com tua força defende.

De nós afasta o inimigo.
Dá que Deus Pai e seu Filho
Por ti nós bem conheçamos,
E em ti, Espírito de ambos
Em todo tempo creiamos.

A Deus Pai se de a gloria
E ao Filho ressuscitado,
Paráclito e a ti também
Com louvor perpetuado. Amém

V. Envia o vosso Espírito, e a tudo será criado.
R. E renovareis a face da terra.


Oremos. O’ Deus, que instruíste os corações de vossos fieis com a luz do espírito conheçamos o que é reto, e gozemos sempre as suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém


Dia um: A Graça

"Aos filhos de Deus cumpre serem perfeitos como é perfeito o Pai Celeste, terem costumes divinos e reproduzirem a imagem de Deus em cada um de seus atos, em todos os gestos e ações"

Senhor que dignastes descer do Alto Céu e se encarnar no ventre da Virgem Maria, concedei-nos que neste primeiro dia, por ação da Vossa Graça abundante, tenha início em nós a fecundação efetiva da Vossa Graça de Amor e que a Vossa ação em nós seja profunda, trazendo cura, paz e saúde a nossa alma e corpo, medula e ossos, coração e mente; que todo o nosso ser receba a Graça da Vossa ação eficaz. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria!
Valei-nos, São José!
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 2: O Descanso

"Nos vivificou em Cristo e por Cristo" (Ef 2, 4-5)

Senhor Jesus que vos dignastes descer do mais Alto Céu para habitar entre nós, vê como somos pequenos e muito frágeis. Nosso coração bate um tanto descoordenado em amores, alegrias, preocupações, ansiedades, desgostos ou doenças; nossos ouvidos escutam barulhos internos e externos sem pausa ou descanso, nossos pés se cansam em buscar seja nos vales do mundo, seja na busca da alegria de Vos ver; nossas pálpebras estão inclinadas a simplesmente fechar, sedentas por algum descanso verdadeiro sem nunca conseguir; as mãos estão fartas de buscar às apalpadelas a felicidade. Socorre-nos Senhor nossa pequenez e nos refaz espiritualmente e fisicamente. Vós que elevastes o corpo humano ao se encarnar, socorrei-nos. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
São José, valei-nos! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 3: Vivificação

"Recorda-te de como, arrancado ao poder das trevas, foste transportado à luz e ao reino de Deus" (São Leão)

Amado Jesus que Vos dignastes tomar a forma humana para salvar a humanidade, olhai para mim que sou imagem Vossa desfigurada, que a Vossa Imagem em mim seja restaurada, cura-me do que eu fiz comigo mesmo e do que fizeram comigo, salva-me do demônio, do mundo e de mim mesmo. Cinge meus rins para servi-lO e me ensina a guardar o meu coração para amá-lO, enche-me de vida Deus da Vida e que a Vossa ação vivificante se estenda por toda a minha vida. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 4: Atos Celestes

"A alma do justo é trono de Deus, cheia de sua glória divina"

Belo Jesus que vos dignastes se encarnar no seio da Virgem Maria para nos salvar e elevar o corpo humano e as mais simples tarefas cotidianas ao patamar celestial, reveste o meu corpo da vossa proteção, permita-me mover-me em Vós nas mais simples tarefas. Lembrai-vos daquele dia em que fui apresentado a Vós no batismo, o dia em que minha vida se encheu da vida sobrenatural, lembrai-Vos desse dia que tão frequentemente me esqueço, me ensina a ter atos celestes. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 5: Transfiguração

"O Batismo não tem por único objetivo purificar a alma, santificá-la e levá-la à adoção divina pela comunicação da graça santificante, das virtudes infusas e de todos os dons sobrenaturais, mas também e principalmente comunicar-lhe o Espírito Santo... É tal a importância do Batismo... é um filho de Deus que acaba de nascer, um príncipe do Reino Celestial; e este nascimento não é devido às leis da natureza nem à vontade dos homens, mas unicamente à infinita misericórdia de Deus".

Sabedoria Eterna e encarnada, amável Jesus que se fez homem para nos restituir a graça de filhos de Deus, para podermos ser príncipes e princesas celestiais, transfigura pela graça a minha inteligência e vontade em novas faculdades celestes, Vossa Graça pode transfigurar a essência da minha alma e fazê-la participar da vossa natureza divina, concedei-me Senhor a transfiguração e as maravilhas da vossa graça.
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 6: Domínio Universal

"O que confere à nossa alma o mais completo direito ao domínio universal é a dignidade de verdadeira esposa de Cristo".

Ó Amado da minha alma como é grande o poder que a Vossa Graça confere aos Vossos Filhos, pela Vossa Graça recebi o poder sobre as coisas, tudo que é Teu é meu, louvado seja Senhor pela Sua Bondade e Amor, louvado seja por dividir conosco o domínio universal. Mas como sou fraco e ignorante, muitas vezes não soube ou me esqueci de toda a riqueza que me deu e quer me dar. Concedei-me Senhor a graça e a glória que tantas vezes reneguei pelo pecado, revesti-me da Vossa Graça. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 7: Amor Eterno

"Desposar-te-ei na fidelidade". Jr 31,3

Louvado seja o Senhor que se dignou a ser esposo da minha alma, louvado seja por sua bondade, por ver a minha pequenez. A união Contigo é superior a união dos esposos, permita que nada tenhamos em separado: a mesma herança, a mesma casa, o mesmo coração. Permita Senhor que de graça em graça eu cresça nessa união, que minha vida seja cheia da Vossa Presença Esponsal e que meu coração, pela graça, lhe seja fiel, em compromisso convicto e frutos espirituais. Que Vossa Graça faça nossa união fecunda e eterna.
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 8: Regeneração

"Ao amá-lO sou casta, ao toca-lO sou pura, ao recebê-lO sou virgem" (Ofício de Santa Inês)

Grande é o Poder da Vossa Graça que nos concede uma nova criação e um alimento celestial. O Senhor que nos legou seus bens, nos honrou com seu nome, nos fez participantes de sua glória, quer que peçamos o pão de cada dia. Grande é a nossa fortuna de sermos destinados a comer o pão celestial, o bom trigo dos eleitos. Louvado seja o Senhor por me conceder acesso tão divino e salutar, via edificada pelo influxo do seu amor, o mesmo influxo de amor que criou o mundo. O Senhor se dá a nós com todos os bens criados, na Eucaristia recebo de Vós o melhor da substância corporal no Vosso Corpo Puro e o melhor da natureza espiritual em Vossa Alma Santíssima. Louvado seja pelas maravilhas incontáveis, visíveis e invisíveis da Vossa Graça, que além de tudo isso nos dá ainda toda natureza divina na Eucaristia. Que a Vossa Presença regenere alma, corpo, mente e comportamento, que a vossa Graça nesse sacramento transforme minha natureza terrena em natureza celeste, que a Vossa Graça operante na transubstanciação atue ainda mais em beneficio de seus filhos suspendendo em nosso favor as leis da natureza e os limites humanos.
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria! 
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Dia 9: Elevados

"Como crianças desejamos um leite espiritual"

Senhor, pela Vossa Graça, eu me apoio em Vosso Poder como se fosse meu. Permita que já aqui na terra eu viva uma vida da mesma espécie que viverei no Céu. Não permita que os filhos de Deus andem pela terra esquecidos da sua dignidade, esquecidos de que todas as criaturas são chamadas a servir os filhos do Deus e de que os tesouros do Altíssimo estão a nossa disposição. Concedei-nos todo o impulso da Graça que contêm poder suficiente para lutar contra o inferno inteiro. Cumula em nós Senhor toda a potência de Vossa Graça, enobrece e transfigura mente, corpo e alma para abarcar a Vossa Santa Ação e nos conduz a uma vida cristã, uma vida celeste, cheia de luz, santidade e paz, como é a Vossa Vontade desde o começo dos tempos. 
Rogai por nós, Santíssima Virgem Maria!
Valei-nos, São José! 
Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória


Baseado no livro Maravilhas da Graça Divina de 1863 (aqui)


Francesco Vanni (Siena, 1563 – Siena, 26 ottobre 1610) - Immacolata Concezione con Gesù e Dio Padre - 1588 - Pinacoteca Nazionale, Siena



A Igreja, segundo o novo Manual de Indulgências do Papa Paulo VI, concede uma indulgência plenária a quem reza o Terço em família, nas condições habituais (ter se confessado recentemente, ter comungado e rezado pelo Papa).


Nossa Senhora também disse ao Bem-Aventurado Alano: “Quero que saibas que, apesar de haver várias indulgências já concedidas ao meu Rosário, acrescentarei muitas mais para cada 50 Ave Marias (cada Terço) para aqueles que as rezarem "devotamente, de joelhos, estando, é claro, livres do pecado mortal". E todo aquele que perseverar na devoção do Santo Rosário, rezando estas orações e meditações, será recompensado por isso; eu lhe obterei completa remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados no fim de sua vida. Não sejais descrentes, pensando ser isto impossível. É fácil para mim, pois sou a Mãe do Rei do Céus, e Ele chama-Me 'cheia de graças'. E, sendo 'cheia de graças', posso dispensá-las ao meus filhos.”.


As 15 promessas de Nossa Senhora a quem rezar o terço foram feitas ao dominicano Alan de la Roche, que morreu em 1475 e é considerado o apóstolo da devoção ao rosário em vários países, especialmente europeus.


15 Promessas



1. A todos os que rezarem meu Rosário com devoção, prometo minha proteção especial e grandíssimas graças.


2. Aquele que perseverar na oração de meu Rosário receberá uma graça insigne.


3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.

4. O Rosário fará florescerem as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia divina; fará que nos corações o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão com esse meio!

5. Quem se confia a mim por meio do Rosário não perecerá.

6. Quem rezar meu Rosário com devoção, meditando seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. Pecador, se converterá; justo, crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.

7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.

8. Aqueles que rezam meu Rosário encontrarão durante sua vida e em sua morte a luz de Deus e a plenitude de suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.

9. Libertarei muito prontamente do purgatório as almas devotadas a meu Rosário.

10. Os verdadeiros filhos de meu Rosário gozarão de uma grande glória no céu.

11. O que pedirem por meio de meu Rosário, obterão.

12. Aqueles que defenderem meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades.

13. Obtive de meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do céu.

14. Aqueles que rezarem fielmente meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.

15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação.



Bênçãos do terço (magistério dos papas)


1. Os pecadores obtêm o perdão.

2. As almas sedentas se saciam.

3. Os que estão presos se verão livres.

4. Os que choram encontraram alegria.

5. Os que são tentados encontram tranquilidade.

6. Os pobres são socorridos.

7. Os religiosos são reformados.

8. Os ignorantes são instruídos.

9. Os vivos triunfam sobre a vaidade.

10. Os mortos alcançam a misericórdia por via dos sufrágios.




Vantagens de se rezar o terço (São Luís Maria Grignion de Montfort)


1. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;

2. Purifica as nossas almas do pecado;

3. Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;

4. Torna-nos fácil a prática das virtudes;

5. Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;

6. Enriquece-nos de graças e de méritos;

7. Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens;

8. Por fim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.


São Luís Maria Grignion de Montfort coloca os dois erros mais comuns dos que rezam o Santo Rosário ou parte dele:

O primeiro erro é não formular nenhuma intenção (é necessário estar em estado de graça para formular intenção para outros), de sorte que se lhe perguntais porque estão rezando, não vos saberiam responder. Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a imitar ou algum pecado a evitar.

O segundo erro que se comete frequentemente é não ter em vista, ao começar o Rosário, outra coisa senão acabá-lo o quanto antes.

São Luís diz que "É uma pena ver como a maior parte das pessoas rezam o Rosário. Rezam-no com uma precipitação espantosa, devoram até a maior parte das palavras. Não se cumprimentaria desse modo ridículo ao último dos homens, e no entanto se imagina que Jesus e Maria se sentem honrados com isso!....".


Outras referências sobre o assunto:


Rosarium Virginis Mariae (16 de outubro de 2002): Carta Apostólica de João Paulo II.
Marialis Cultus (2 de fevereiro de 1974): Exortação Apostólica de Paulo VI.
Christi Matri (15 de setembro de 1966): Carta Encíclica de Paulo VI.
Grata Recordatio (26 de setembro de 1959): Carta Encíclica de João XXIII.
Ingruentium Malorum (15 de setembro de 1951): Carta Encíclica de Pio XII.
Magnae Dei Matris (8 de Setembro de 1892): Carta Encíclica de Leão XIII.
Superiore Anno (30 de agosto de 1884): Carta Encíclica de Leão XIII.
Supremi Apostolatus Officio (1 de setembro de 1883): Carta Encíclica de Leão XIII



Introdução


Parece que não, mas pessoas se convertem a todo momento e existem várias "safras de convertidos", como gosto de chamar: 

a) os que vem dos meios carismáticos; 

b) os que vem dos "meios mais racionais" (que são um número cada dia maior): que se converteram por ação do estudo, por ação de institutos; numa busca individual ou não. 

Dentro de cada uma dessas safras existem os que são "os filhos pródigos" e os "filhos mais velhos", ou seja: 

1- os que saíram do catolicismo e voltaram ou os que nunca foram católicos, 
2- os que nunca saíram da Igreja, que sempre estiveram aqui, participando, mas que se converteram estando aqui dentro. 

Bem, para que você saiba, eu sou do segundo grupo, sempre estive dentro da Igreja, embora tenha tido uma ou duas situações que resolvi encenar o filho pródigo, mas nunca dava certo, eu era o filho mais velho mesmo, o que reclama da bondade do Pai para com os pródigos e recebe a resposta " mas tudo que é meu é teu", pois é, essa pessoa aí sou eu, pessoalmente, acho que essa é a chave da conversão daqueles que, como eu, nunca saíram daqui e, veja bem, nunca quiseram sair... às vezes nós nos esquecemos que tudo que é dEle é nosso também, porque quando na parábola o pai diz isso quer dizer que o filho era tão amado que não precisava pedir um cordeiro para fazer um churrasco era só ir lá e pegar... claro que Deus tem mais que um cordeiro para um churrasco e que ao descobrir os tesouros da Graça podemos tomar como nossos, porque são nossos. Mas voltemos ao objetivo desse texto.


Não sei de qual safra você veio, mas seja muito bem vindo a nossa família, tenho certeza que irá se maravilhar, eu vivo agradecendo por ser católica, várias vezes. Mas vamos ao lado prático, afinal catolicismo é concretude. 



Sagrada Escritura, Sagrado Magistério e Sagrada Tradição


Esses são os pilares do catolicismo, sem o conhecimento de um deles a nossa fé se torna capenga. Claro que é muita coisa, dois mil anos são muitos anos e muito conhecimento e muita genialidade, mas se você seguir o caminho seguro da catolicidade conseguirá. O primeiro passo é saber que os pilares estão erigidos juntos e que:

a) a Bíblia é a Bíblia e precisa ser lida, é para nós espírito e vida, quem não conhece a Bíblia não conhece o Senhor. 

b) o Magistério é a função de ensinar que somente o Papa, os bispos e os padres possuem, você encontra essa coletânea de ensinamentos nas boas homilias das Missas, nos catecismos já publicados, nos ensinamentos e livros dos santos e bons padres, ou seja, o magistério abrange o ensinamento dado em todas as épocas, veja bem, não somente o magistério visível atual composto pelo nosso Papa e seus bispos atuais, isso resguarda o ensino para que seja coerente e idêntico ao ensino que os apóstolos nos deram, sem interpretações pessoais. O Magistério existe para manter o ensino puro e abundante em obediência ao ensino apostólico. 

c) a ação continua do Magistério da Igreja em ensinar gerou uma bagagem fascinante que nós chamamos de Sagrada Tradição, que é o ensinamento apostólico, desde os 12 apóstolos, até os seus sucessores atuais, que são os bispos em comunhão com Sua Santidade, O Papa. Esse ensino tem uma grande autoridade e deve ser abraçado, uma vez que sua função é nos ligar ao ensinamento católico passado de geração em geração. A Santa Tradição é o DNA católico, por isso se diz que cada sacerdote, e principalmente o Santo Padre, devem ser os zeladores da Santa Tradição, do ensino ininterrupto e imutável dos apóstolos em relação a fé e a moral dos cristãos. Nesse ponto, para salvaguardar o significado real do termo, é importante lembrar o que é uma tradição: por exemplo, se eu lhe disser, "nós temos uma tradição de Natal" e você me perguntar "que legal, pode me contar qual é?" e eu lhe responder "então, cada ano muda!" ...bem... você me achará louca, já que a característica inerente de uma tradição é simplesmente não mudar. Portanto, com a Santa Tradição é a mesma coisa, não muda, o que pode acontecer são adaptações em algumas orientações segundo a incapacidade do povo (eu e você, no caso). Também vale lembrar que essa Tradição, com T maiúsculo que cito, é distinta de "costumes locais", por exemplo, uma vez vi uma paróquia que tinha o costume de queimar os calendários do ano velho no ano novo (sufocando um padre com rinite no processo, coitado), bem, era um costume local, que poderia ser abolido pelo padre local, assim como foi inserido por um padre local. A Santa Tradição que me refiro aqui não muda, a Santa Tradição é o rosto da Imutabilidade Divina e você encontra essas orientações, principalmente, nos documentos dos concílios, mas veja bem, não somente de um concílio específico mas de todos os concílios desde o primeiro, em Jerusalém, até o mais recente. 


Sim, é bastante coisa. Por isso sugiro que respire e tenha calma, eu quero te ajudar nisso, ao menos um pouco, mas não poderia deixar de falar sobre essas três coisas, elas serão a base de uma boa vida cristã católica, você precisa conhecer a família da qual faz parte. Um recurso que pode ajudar é o Plano de Leitura Bíblica com os Comentários dos Santos Doutores (aqui), que lhe atualiza nos três pilares: no conhecimento da Bíblia, no ensinamento do Magistério e da Tradição. 



Participar de uma Paróquia



A nossa família tem uma organização, é assim: a sede de tudo é em Roma, como você já deve saber, o Vaticano (que não é uma propriedade da Igreja, é um patrimônio universal sob os cuidados da Igreja). Depois existem as "províncias eclesiásticas" (que abrangem as dioceses de uma região) que é regida por um arcebispo. Uma diocese (composta de várias cidades) é regida por um bispo, a diocese possuí sempre uma Igreja Mãe da Diocese, que normalmente é uma Catedral. Uma paróquia que é um conjunto de comunidades (bairros), cada uma com uma igreja local, é regida por um pároco (um padre administrador) e normalmente um ou dois vigários (também padres), as paróquias possuem sempre uma "Igreja Matriz", lá você encontra sempre um padre ou alguém solicito para te ajudar. 

Portanto, resumindo, você encontrará uma Igreja no seu bairro (raramente existem mais de uma igreja católica por bairro, por conta da unidade característica do Corpo Místico de Cristo, se existir, provavelmente, é por conta de alguma questão histórica da cidade), essa igreja pertence a uma paróquia (e tem um pároco responsável por essas almas), essa paróquia pertence a uma diocese (com um bispo responsável por essas almas, incluindo a dos padres e religiosos) e essa diocese pertence a uma arquidiocese (com um arcebispo responsável por essas almas todas, incluindo as almas dos padres e religiosos). Bem, por conta da distância de Roma cada país tem um Núncio Apostólico que é o representante do nosso Papa no país. 

Participar de uma paróquia, ativamente, é crucial, no entanto, sugiro que busque tarefas que realmente falta quem ajude, normalmente são as que não recebem nenhuma visibilidade. Além desse ponto, é importante saber da nossa obrigação de amor para com a Santa Missa aos Domingos e a Confissão Sacramental frequente. Essa obrigação que o amor nos impele dá toda a força necessária para viver a vida cristã que o Senhor deseja. Por isso é importante a fidelidade a uma paróquia, evite fazer "tours de igrejas", não participando assiduamente de nenhuma, eu sei que isso é gerado pela falta de pertencimento ou por uma visão preconceituosa, principalmente, para com aqueles que se converteram e já tomaram hábitos mais tradicionais, estes são frequentemente confundidos com rebeldes e, coitados, acabam tomando indiretas e nem sabem o motivo. Bem, a vocês que se vêem nessa situação, tenha paciência com o padre e com os irmãos, assim como com o seu processo de conversão, essa confusão é comum e normalmente suaviza, e muito, com prontidão para servir, principalmente no que é mais necessário e oculto. Depois, caso seja a sua missão, você poderá tomar outros lugares... evite querer ser mestre logo de cara... Sempre acho que imitar Santo Antônio que trabalhava na cozinha e surpreendia no sermão seja, talvez, um bom caminho para a vida em comum. 

Ajude a sua paróquia, esteja na sua paróquia. Mas se precisar viajar ou estar em outro lugar sempre terá uma paróquia ali, você nunca estará sozinho ou perdido, salvo algumas excessões, a Santa Missa é a mesma, em suas partes principais, em todos os lugares, novamente, por conta da nossa unidade.  


Oração e Vida Sacramental


Com o tempo busque estruturar a sua vida espiritual, a sua vida de oração. Você verá que ao ler e enriquecer o que você conhece da Igreja isso será bem mais fácil. Mas se lembre, o estudo serve para conhecer a Verdade, a oração nos guia para mudarmos a nossa conduta, por isso as duas coisas andam juntas e a mudança de conduta é o fruto do estudo e da oração. 

Você poderá utilizar alguns recursos para isso: 

- um app chamado Passo a Rezar, é do Apostolado de Oração Português e tem varias meditações. 

- um plano de vida espiritual (aqui) que pode ser unido a uma direção espiritual com a intenção de lhe fazer dar passos para instalar em si ações católicas cotidianas: santo terço, jaculatória, leituras e etc. 

Já a vida sacramental começa na recepção dos sacramentos e depois deságua na vida banal e cotidiana, portanto, a vivência frequente dos sacramentos e da oração vai purificando o nosso coração, mente e atos segundo o Evangelho. Portanto, após encontrar a sua paróquia e o seu pároco será a hora de verificar se você recebeu ou receberá o sacramento do batismo ou da eucaristia ou do crisma... enfim independente se precisará receber um ou todos, você passará por uma formação e então lhe será aberto a porta da Graça especial que cada sacramento nos confere, incluindo a Confissão Sacramental. É surreal, mas é real. Para isso se acostume a uma catequese contínua. 


Leituras 


Nem tudo pode ser vivenciado pela leitura, mas ela pode lhe ajudar muito a conhecer toda a graça de ser cristão. Na busca de tornar o povo apto para ler as Escrituras a Igreja fez escolas nos mosteiros. Portanto, a leitura sempre esteve ligada ao ato de evangelizar e ser evangelizado, sabendo disso separei algumas indicações de leituras (aqui) que podem lhe dar uma boa dose de estrutura, que será muito necessária. Lembre-se da regra de ouro: o que um santo diz é mais confiável do que o que eu digo, por exemplo, isso vale para muitas coisas e situações, os santos escreveram seus livros por vários motivos e um deles é você. Portanto, os leia, sem deixar de ler a Bíblia. 



Ser evangelizado e evangelizar


Esse é o ciclo do discípulo do Senhor. Mesmo sem "cargos oficiais" somos todos "filhos amados" e chamados a levar a Boa Nova. O nome "cristão" significa "outro Cristo" e "Cristo" significa "ungido". Quando você recebe o batismo e o crisma você é ungido, no primeiro como sinal da sua pertença, filiação divina, ou seja, você se torna príncipe ou princesa celestial e no segundo como mensageiro, soldado de Cristo. Bem, para que isso funcione é preciso sempre se deixar evangelizar, portanto, não existe fim no aprendizado, o Céu em si, que tanto buscamos, é um conhecer a Deus eternamente. Esse movimento para converter e converter e converter para Deus gera o ato de evangelizar. Santo Antônio em um dos seus sermões diz que a alma que viu o Senhor é como alguém que O vê passando correndo e que sai correndo atrás dEle e como está empolgado de amor passa a chamar a todos pelo caminho - sem perder o Senhor de vista - "não queres seguir Jesus?", "Vem corre!".

Isso é o que acontece com todos que vêem o Senhor passar, que vêem de verdade. Evangelizar é falar sobre o nome, a vida, as obras, o mistério e milagres de uma pessoa que está entre nós: o Senhor Jesus. Evangelização é falar do Senhor (veja bem, não de mim, nem de você, mas do Senhor). Mas nem sempre isso é fácil e natural, portanto a vivência e maturação dos pontos anteriores é crucial, somado ao simples ato de: busque pessoas com fé madura, que já vivem bem a fé. 



O diretor espiritual


Provavelmente, você escutará ou lerá sobre a direção espiritual. Trata-se de um padre que acompanha o seu processo espiritual, a função desse padre é lhe dar conselhos e mais precisamente moldar a sua alma. Realmente, lhe antecipo, verá dificuldade em encontrar um diretor, a depender da sua região. Por isso, já lhe apresentei o Plano de Vida Espiritual e outras ferramentas, assim, ao menos de base, trilhará um caminho seguro e facilitará o trabalho do seu diretor quando o encontrar. No entanto, é preciso que lhe explique alguns pontos sobre a direção espiritual:

- o padre não decidirá nada por você, no fim quem escolhe o caminho que seguirá é você, a função do padre é aconselhar e corrigir;
- salvo exceções a direção espiritual deve ser feita por um padre, o sacerdote é o único que recebeu luzes, pelo sacramento da ordem, para iluminar as almas, qualquer outra orientação sempre será fraternal;
- o diretor não é um produto no supermercado que podemos escolher segundo certas características, por isso, salvo se o padre orientar algo errado ou motivos maiores, não devemos mudar de diretor como quem muda de acessório;
- após um tempo de direção espiritual é comum que chegue a um crescimento guiado pelas estacas que o padre foi colocando e já não precise dele a todo tempo, isso é natural numa vida familiar e esperado, estranho seria se ficássemos estagnados para sempre no mesmo lugar; no entanto, a obediência ao que o padre diretor ensinou deve permanecer. 



Acredito que pontuei os principais pontos, mas se caso eu tenha me esquecido de algo, coloque nos comentários o tema que posso endossar esse texto em atenção a você. 

Seja bem vindo! Eu e os anjos estamos felizes e rezando por você!
Paz e Bem!




Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 











 







Este artigo ensaístico foi produzido como um material de apoio para alunos. Trata-se de um apontamento da obra Alienação e Intolerância, de Rafael Ruiz, elaborado pela Professora Ana Paula Barros. O tema central da obra é a liberdade da consciência individual, explorada em sua tensão constante entre o interno e o externo, e analisada ao longo de diferentes momentos históricos e intelectuais.




A tensão entre o interno e o externo nasce do conflito entre a consciência individual e a coletividade. O interno corresponde ao foro íntimo da pessoa, à sua relação com Deus e à sua própria consciência; o externo refere-se às normas, leis e costumes impostos pela sociedade, seja pela Igreja, pelo Estado ou por outras instituições. A tensão é o resultado da busca, muitas vezes mal sucedida, de fazer o interno e o externo refletirem-se mutuamente, ou seja, o externo refletir o estado interior e a consciência, e vice-versa.



Num momento de tensão dialética entre o interno e o externo surge a asfixia do cidadão. 


Na Idade Média, a Igreja assumiu o controle de ambos os âmbitos; hoje, é o Estado que busca legislar sobre o interno e o externo. 

A chamada Devotio Moderna foi o nome dado à renovação espiritual do século XIII, impulsionada por Mestre Eckhart. Seus ensinamentos promoveram a interiorização e o incentivo a uma vida íntima com Deus. Após sua morte, esse movimento ganhou força com Tomás Kempis, autor da Imitação de Cristo, e com o surgimento dos irmãos de vida comum, também chamados de leigos celibatários. Esse processo, dentro da Igreja, destacou a importância da interioridade e da consciência, tanto em relação a Deus quanto à vida pública cotidiana.

A tensão entre o interno e o externo, contudo, não se dissipou. Em 1215, a Igreja determinou a prática da confissão auricular anual, acompanhada de pregações sobre o juízo e o purgatório. A confissão tinha como objetivo despertar a consciência individual, enquanto as pregações buscavam promover a renovação e a purificação da vida e dos costumes. Buscando com isso alinhar o âmbito interno e o externo dos cristãos. 






A tensão entre o interno e o externo, presente em cada indivíduo, levou à busca de soluções também no âmbito coletivo. Nesse contexto, surge o segundo ato da história: a tentativa de separar a política da ética, como forma de minimizar essa tensão no âmbito público. Para Aristóteles, nas questões políticas podem existir várias soluções razoáveis e prudentes, pois o terreno do político é prático. Ao propor algo bom e justo, é necessário o conhecimento particular: a pessoa precisa ser boa e justa. O homem prudente, por sua vez, surge e se constrói a si mesmo, já que a virtude se adquire pela repetição.



Essa concepção aristotélica permaneceu viva durante a Idade Média. No século XVI ainda era comum considerar que o espiritual e o material estavam ligados, embora cada um possuísse sua autonomia. Nesse período, o ético e o político continuavam unidos.


Com Hobbes, pensador inglês do século XVII, ocorre uma mudança significativa: ele afirmava que os atos internos e externos são separados, o que alterou a visão do justo interno e do justo externo. Essa separação gerou uma situação que permanece atual e frequente: em questões polêmicas, muitas pessoas declaram pensar de uma forma em âmbito pessoal, mas publicamente escolhem e agem de outra, contrariando a virtude da verdade.


As leis morais católicas passaram, de forma não verbal, a não obrigar mais externamente, mas apenas “internamente”. O conceito de consciência foi alterado, e o termo “opinião” passou a ser usado sem qualquer conotação religiosa. A consciência passou a ser entendida como privada, enquanto a lei se tornou pública: a lei representava a consciência coletiva, e a consciência privada foi reduzida a um conjunto de opiniões. Nesse novo arranjo, o Estado não interferia no privado e, em troca, o indivíduo não expressava publicamente as opiniões de sua consciência. Com isso, consolidou-se a ruptura entre o ético e o político.







O probabilismo surgiu como resposta para lidar com o cenário criado pelas ideias de Hobbes. Defendia que poderiam existir várias respostas prováveis para uma mesma questão, e que qualquer pessoa poderia seguir uma opinião — razoável, pouco razoável ou até muito pouco razoável — desde que estivesse apoiada em uma autoridade reconhecida e em um motivo consistente, sem que ninguém pudesse impedi-la.

Essa multiplicidade de opções levou o jesuíta Busenbaum a reunir, em suas obras, um vasto conjunto de opiniões e a estabelecer um método versátil de argumentação. O probabilismo nasceu entre os jesuítas, mas foi alvo de críticas dentro da própria ordem. Não chegou a ser condenado oficialmente, embora algumas doutrinas e sentenças tenham sido rejeitadas pelos papas Alexandre VII e Inocêncio XI.




O probabilismo passou a ser visto como causa de corrupção e decadência, tanto dentro da Igreja quanto fora dela. Contudo, nem sempre aquilo que está corrompido é imediatamente percebido como tal.

Santo Afonso elaborou sua Teologia Moral (1748) a partir de anotações do livro de Busenbaum (1737), que utilizava em suas aulas. Em 1753, sistematizou ainda mais seus comentários à Medulla, obra de Busenbaum, afirmando que recorria a ela por ser bem estruturada, concisa e clara.

Dez anos depois, diante das críticas ao probabilismo e aos jesuítas, Santo Afonso buscou destacar suas diferenças em relação a Busenbaum, chamando-o de “probabilista simples”, enquanto se considerava “probabilista moderno”. Já em 1772, não há mais menções a Busenbaum na Teologia Moral de Santo Afonso. Apesar disso, ambos enfatizavam a importância da consciência no ato moral.



Após as controvérsias em torno do probabilismo e das críticas dirigidas aos jesuítas, o período barroco (final do século XVI e século XVII) trouxe uma nova configuração. Nesse contexto, o costume era considerado o melhor intérprete da lei, e a consciência individual mantinha sua autonomia e campo de atuação. Com o tempo, porém, instaurou-se uma época de desconfiança em relação à consciência pessoal, e medidas foram tomadas para restringi-la. Tanto frentes políticas quanto religiosas recorreram ao legalismo para esse fim.


Quando a consciência perde sua autonomia, torna-se fácil compreender o surgimento de indivíduos sem remorso: desde que exista um código a seguir, não há outra possibilidade, nem espaço para objeções da consciência. Essa transição prepara o terreno para o século XVIII, quando o Iluminismo consolidará uma nova configuração entre ética, política e consciência, numa ruptura entre espiritual e terreno.





O Iluminismo criou as condições para que a civilização cristã fosse substituída pela chamada “civilização ocidental”. Essa ideia nasceu da noção de que o Iluminismo representava uma forma de civilização considerada mais moderna do que as anteriores. O Iluminismo pregava que era necessário ter coragem de servir-se do próprio entendimento e, com o tempo, a sociedade moderna foi ressignificando e substituindo os conceitos e instituições da sociedade clássica como se Deus não existisse. Para que o homem utilizasse seu entendimento por si mesmo, era preciso desligá-lo primeiro da Igreja e, depois, de Deus.

A moral cristã foi substituída pela moral republicana, que se propunha a lançar luz sobre as trevas e as amarras da religião. O Iluminismo consolidou o que já havia sido semeado por alguns jesuítas: a separação entre o espiritual e o temporal. No século XVIII essa relação já estava rompida, e os homens passaram a andar sobre a terra de forma autônoma e imanente, permanecendo no âmbito da experiência possível, não transcendente. Para viver, bastava colocar em prática planos e agendas, dar as mãos e cirandar.


O Iluminismo estabeleceu uma disputa com a Igreja em torno da educação. A partir desse embate, a educação republicana passou a ser concebida como técnica, voltada para formar cidadãos, e não mais almas imortais. Nesse contexto, a nova moral defendia que a técnica e o adestramento ideológico eram suficientes, enquanto a tradição aristotélica-tomista sustentava que a moral se adquire pela prática das virtudes.

Já não importava conformar o exterior ao interior, bastava possuir os traços valorizados pela moral republicana. Assim, a moral passou a ser entendida como um conjunto de regras, e não mais como exercício de virtudes. Quando a moral é reduzida a regras, discute-se apenas se devem ser seguidas ou não, e busca-se brechas para transgredi-las — o que se observa ainda hoje, inclusive na mentalidade eclesiástica.





Na civilização cristã, as pessoas buscavam cumprir o plano providencial de Deus. O Iluminismo, em sua festa de substituições, reduziu esse prisma à obtenção do interesse comum e da felicidade mútua. Mesmo na esfera religiosa, agradar a Deus passou a estar ligado apenas à benevolência: é preciso ser bom, mesmo que já não se saiba claramente o que é o bem.

Em seguida ocorreu o eclipse da graça: se o homem já era uma criatura de Deus, autônoma, poderia descobrir por si o plano divino para o mundo sem a graça. Se podemos desvendar os planos de Deus, não há mais mistérios. Com o eclipse da graça, perdeu-se a finalidade da vida do homem na terra e foi necessário reconstruir outra, com uma finalidade terrestre.

O homem racional poderia criar leis justas e, por serem justas, seriam obedecidas e conduziriam ao bem comum. O Estado seria o portador do poder de transformar a realidade atual nessa realidade pensada e, para isso, a vontade pessoal e o interesse individual cederiam lugar à vontade pública e ao interesse coletivo, mesmo contra a consciência pessoal. O coletivo seria sempre bom e o individual sempre mau. O Estado entra na vida do homem como uma nova Igreja.



Na civilização cristã, a ordem natural era considerada obra do Criador, e cabia aos homens reconhecê-la e respeitá-la. Essa ordem expressava os pensamentos de Deus, e nem mesmo as leis do Rei poderiam contrariá-la, pois uma lei que se opusesse à ordem natural não era, de fato, uma lei. Com o tempo, porém, a imposição da vontade humana passou a substituir a ordem natural como critério de legitimidade. Esse deslocamento abalou a política, enfraqueceu a religião, corroeu a autoridade do Estado e, por fim, atingiu também a própria natureza. Essa ruptura é apontada como raiz da ideologia de gênero.

Após as separações promovidas pelo Iluminismo, o Romantismo trouxe a cisão entre cultura e natureza. A natureza passou a ser entendida como o lugar onde as coisas são o que são, enquanto a cultura se tornou o espaço da liberdade, onde as coisas poderiam transformar-se. No século XXI, a natureza já não é mais vista como o lugar onde as coisas simplesmente são o que são.



Tudo teve raízes no Romantismo alemão, especialmente em Schiller e Goethe, que reagiram ao racionalismo iluminista. Eles defendiam a predominância da vontade e dos sentimentos como contraponto ao dualismo kantiano. Nesse contexto, a estética transcendental buscava superar essa cisão e encontrava sua expressão na contemplação do Belo e do Supremo.

Schiller formulou a ideia da “alma bela”, conceito que também foi utilizado por Goethe, inspirado na pietista Susana Katharina. Esses romances sobre a “alma bela” provocaram um deslocamento na motivação da relação da alma com Deus: antes fundamentada na purificação e na união, passou a ser movida por um impulso emotivo, despertado pela arte e pela contemplação da beleza artística.




O pietismo, movimento de renovação da fé cristã na Igreja Luterana em fins do século XVII, dava primazia ao sentimentalismo místico em detrimento da teologia racionalista. Nesse processo, a religião foi gradualmente substituída pela cultura. O ponto não é negar que Deus seja a Beleza, mas esclarecer que Ele não se confunde com “as coisas belas” ou com a “bela cultura”. Essa substituição da fé pela cultura preparou o terreno para a mentalidade posterior, em que a verdade deixou de ser buscada como absoluta e passou a ser relativizada.

Na pós-verdade e na pós-modernidade, todo pensamento forte e toda convicção são vistos como fanatismo, exceto os pensamentos ideológicos já difundidos pela literatura. Qualquer pretensão à verdade é considerada intolerância, o que gera afirmações provisórias, sustentadas apenas enquanto convém. Para viver democraticamente, é preciso acolher toda divergência social e política, pois o contrário é entendido como fanatismo. Nesse contexto, não pode haver liberdade de consciência ou, se existe, deve ser silenciada, já que a consciência pessoal “não interessa”.

Essa relativização da verdade e o silenciamento da consciência repercutem diretamente na prática democrática. A votação, característica da democracia, acabou por abrir espaço para a exclusão dos divergentes, instaurando uma mentalidade revolucionária.





professora Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 




Newer Posts
Older Posts

Visitas do mês

"A língua dos sábios cura" - Provérbios 12, 18

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




"Quem ama a disciplina, ama o conhecimento" - Provérbios 12, 1

Abas Úteis

  • Sobre Ana Paula Barros, Portifólio Criativo Salus e Contato Salus
  • Projetos Preceptora: Educação Católica
  • Educa-te: Paideia Cristã
  • Revista Salutaris
  • Salus in Caritate na Amazon
  • Comunidade Salutares: WhatsApp e Telegram Salus in Caritate
  • Livraria Salus in Caritate

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Temas Tratados

  • A Mulher Católica (81)
  • Arte & Literatura (67)
  • Biblioteca Digital Salus in Caritate (21)
  • Cartas & Crônicas & Reflexões & Poemas (65)
  • Celibato Leigo (7)
  • Cronogramas & Calendários & Planos (10)
  • Cultura & Cinema & Teatro (6)
  • Devoção e Piedade (124)
  • Devoção: Uma Virtude para cada Mês (11)
  • Educação e Filosofia (94)
  • Estudiosidade (36)
  • Estudos Literários Católicos (25)
  • Gotas de Tomismo (72)
  • Livraria Digital Salus (4)
  • Plano de Estudo A Tradição Católica (1)
  • Plano de Leitura Bíblica com os Doutores da Igreja (56)
  • Podcasts (1)
  • Salus & Viriditas (5)
  • Semiótica & Estudos Culturais (18)
  • Total Consagração a Jesus por Maria (21)
"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Arquivo da década

  • ►  2026 (11)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (2)
    • ►  janeiro (4)
  • ►  2025 (51)
    • ►  novembro (24)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (2)
    • ►  agosto (2)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (4)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (6)
  • ►  2024 (37)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  novembro (4)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (3)
    • ►  julho (1)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (3)
    • ►  fevereiro (3)
    • ►  janeiro (4)
  • ►  2023 (61)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (5)
    • ►  agosto (7)
    • ►  julho (7)
    • ►  junho (8)
    • ►  maio (5)
    • ►  abril (3)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (4)
    • ►  janeiro (6)
  • ▼  2022 (41)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (5)
    • ▼  outubro (7)
      • Crônicas: Mundo da Luluzinha
      • Não abandone o seu posto
      • Educação Cristã 5: A falsa percepção de formação
      • Novena da Graça Abundante
      • O Santo Terço I: Promessas, Bênçãos e Vantagens da...
      • Recém convertido ao Catolicismo: por onde começar
      • Alienação e Intolerância
    • ►  setembro (12)
    • ►  junho (2)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (4)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2021 (104)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (5)
    • ►  outubro (16)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (11)
    • ►  julho (7)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (10)
    • ►  abril (11)
    • ►  março (7)
    • ►  fevereiro (13)
    • ►  janeiro (9)
  • ►  2020 (69)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (6)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (7)
    • ►  julho (8)
    • ►  junho (9)
    • ►  maio (6)
    • ►  abril (6)
    • ►  março (6)
    • ►  janeiro (5)
  • ►  2019 (95)
    • ►  dezembro (43)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (5)
    • ►  setembro (5)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (9)
    • ►  abril (3)
    • ►  março (14)
    • ►  fevereiro (3)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2018 (24)
    • ►  dezembro (3)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (7)
    • ►  junho (4)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (2)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2017 (25)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (4)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (6)
    • ►  julho (3)
    • ►  junho (2)
    • ►  maio (2)
    • ►  abril (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2016 (11)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  fevereiro (2)
  • ►  2015 (3)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  junho (1)
  • ►  2014 (3)
    • ►  novembro (2)
    • ►  agosto (1)
  • ►  2013 (1)
    • ►  julho (1)
  • ►  2012 (4)
    • ►  novembro (2)
    • ►  agosto (1)
    • ►  junho (1)

Ana Paula Barros| Salus in Caritate. Tecnologia do Blogger.

É uma alegria ter você por aqui!

Gostaria de convidá-lo(a) para a Comunidade Salutares: Literatura | Arte | Filosofia no WhatsApp e Telegram

Entrar

Ana Paula Barros SalusinCaritate | Distribuido por Projetos Culturais Católicos Salus in Caritate