Gotas de Tomismo 70: Da Magnificência e seus vícios opostos mesquinharia e desperdício
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| Johann Georg Meyer von Bremen |
A virtude da magnificência (atitude generosa) consiste em projetar e empreender obras de difícil execução, sem recuar diante da grandeza do trabalho, nem dos gastos necessários para levá-la a cabo.
É uma virtude que se refere ao uso dos bens temporais para o bem da Igreja e do culto de Deus. É particularmente uma virtude para ser buscada pelos ricos e poderosos, para que empreguem a sua riqueza e o seu poder a serviço da vontade de Deus e o bem da Igreja.
São opostos a esta virtude o vício da mesquinharia ou avareza, que obriga a mesurar e cercear, mais do que é justo, os gastos necessários para as obras em projeto ou execução, e o vício do desperdício ou dos gastos supérfluos e injustificados, em relação com a obra construída.
Baseado no Catecismo da Suma Teológica de São Tomás
"O Batismo não tem por único objetivo purificar a alma, santificá-la e levá-la à adoção divina pela comunicação da graça santificante, das virtudes infusas e de todos os dons sobrenaturais, mas também e principalmente comunicar-lhe o Espírito Santo... É tal a importância do Batismo... é um filho de Deus que acaba de nascer, um príncipe do Reino Celestial; e este nascimento não é devido às leis da natureza nem à vontade dos homens, mas unicamente à infinita misericórdia de Deus".
"No Batismo recebe o homem a vida espiritual: nasce em Deus, mas reconcentra a vida em si mesmo e em tudo que a Ele se refere, torna-se filho de Deus e herdeiro do Céu, súdito e cidadão do reino Celestial. Por estes títulos é também soldado de Cristo... mas seu combate é por enquanto todo pessoal, pois não começou ainda a servir nas fileiras do exército que luta pelo bem comum de todo o povo. Na Confirmação (Crisma) é que o cristão embraça o escudo, empunha as armas e se converte em defensor da fé, não só contra os inimigos interiores, mas também contra os que exteriormente perseguem a Igreja. É então que recebe em sua alma, sinal indelével, o sinal da sua consagração a esta santa milícia e fica pertencendo verdadeiramente a Jesus Cristo e a seu Reino, não já simples súdito ou cidadão, mas soldado".
"Orar, dizem, não é trabalhar... a falta de ânimo, de espírito sobrenatural e de fé viva, expõem-nos, sempre, ao perigo de não prezarmos devidamente a oração e de darmos a primazia às ocupações em que a vaidade, o capricho ou qualquer outra vantagem temporal encontrem seu proveito. Devemos apreciar a oração com Deus, a medida que nossas obrigações pessoais o permitam, dar-lhe preferencia sobre qualquer outro dever e até mesmo sacrificar-lhe tudo o mais. É que se trata de um ato privilegiado do serviço pessoal a Deus... afirma um eminente teólogo que teria preferido renunciar a toda ciência, a omitir voluntariamente uma Ave Maria em suas orações obrigatórias." (A Vida Espiritual Reduzida a Três Princípios, você encontra aqui)

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