Masaccio, Crocifissione, 1426. Tempera su tavola, 83 x 63 cm. Cimàsa del Polìttico di Pisa. Napoli, Museo di Capodimonte.
A arte utiliza uma linguagem não verbal eficaz, muitas vezes imediatamente comunicativa, cujos códigos se desenvolveram ao longo do tempo. Os personagens que animam pinturas e esculturas são obviamente silenciosos, mas ainda se dirigem ao observador "falando" através da linguagem corporal. Palavras não ditas são efetivamente substituídas por gestos, poses e expressões.
Cimabue, Crocifisso di San Domenico, 1270 ca. Particolare di Maria dolente. Tempera su tavola. Arezzo, Chiesa di San Domenico.
A casuística dos gestos é muito ampla: há gestos que ainda hoje são imediatamente compreensíveis e comunicativos, e outros que o eram para o público a quem as obras outrora se dirigiam, mas que para nós, contemporâneos, podem parecer misteriosos, curiosos ou até engraçados. No entanto, reconhecer seu verdadeiro significado é essencial para uma compreensão correta e completa de uma obra.
Na arte, duas categorias principais de gestos podem ser identificadas: os descritivos, que têm caráter predominantemente ilustrativo e indicam uma ação ou declaram o papel social de um personagem; e os expressivos, que revelam sentimentos, emoções e humores. Estes últimos, codificados por uma longa tradição iconográfica, envolvem principalmente braços, mãos e pernas.
Por exemplo, o gesto dos braços estendidos, para cima ou para trás, equivale a um grito de partir o coração, a mais alta expressão de dor e desespero. Nas crucificações, nos enlutados e nos depoimentos há uma explosão incontrolável de angústia, bastante típica das figuras femininas e, em particular, de Maria Madalena, e contrasta com a dor muda, mas dilacerante, de Nossa Senhora.
Pelo contrário, o gesto do braço direito dobrado e apoiado no corpo, com a palma da mão voltada para fora, simboliza a submissão à vontade superior de Deus e indica a aceitação de uma realidade dolorosa. Já os braços cruzados simbolizam um estado de inatividade, típico de quem presencia a manifestação de uma ação sem participar ativamente dela. Quando os anjos que cercam Nossa Senhora estão nessa postura, o gesto denota um estado de espírito de adoração e contemplação.
O gesto mais comum na história da arte, no entanto, é levar a mão ao rosto, típico dos enlutados, expressão de uma dor profunda, mas controlada, com dignidade. Não é um gesto de desespero, não é sintomático de uma paixão forte, mas transitória; pelo contrário, indica sofrimento duradouro, que não pode ser aliviado com o tempo. É típico de Nossa Senhora e João Evangelista que testemunham impotentes a crucificação de Cristo.
Para aprofundamento: Revista Digital Salutaris: Educação Estética, Arte & Patrimônio
Para aprofundamento: Educa-te: Paideia Cristã
Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia, Graça & Beleza.
"Quem deitar fora as espécies consagradas ou as subtrair ou retiver para fim sacrílego incorre em excomunhão "latae sententia" e reservada à Sé Apostólica" (CIC 1367).
Muitos católicos desconhecem a imensidão de sacrilégios cometidos contra o Santíssimo Corpo do Senhor, sacrilégios que se multiplicam imensamente e nos levam a nos posicionarmos em defesa do Santíssimo Corpo do Senhor.
Todos sabemos que existem duas formas de comunhão, atualmente, no que se refere ao rito romano: na boca e na mão. A orientação da Igreja sempre foi que os fiéis comungassem na boca, mas em alguns países a conferencia episcopal permitiu a comunhão na mão como na Itália, Espanha e Brasil, assim como permitiu ministros da Eucaristia.
Desde então os fiéis, nesses países, podem escolher a forma de comungar.
"Não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé" (Redemptionis Sacramentum, 91).
No entanto, vemos, como já dito, uma multiplicação absurda de ofensas e sacrilégios a Santíssima Eucaristia. Os sacrilégios a Jesus Eucarístico podem ser feitos quando um padre celebra a Missa com a intenção sacrílega, a profanação de um sacrário ou uma falsa comunhão, ou seja, o individuo finge comungar e leva o Corpo de Cristo para profaná-Lo.
Qualquer alma cristã, devidamente amante de Jesus Eucarístico sente uma dor imensa diante de qualquer uma dessas possibilidades. Nada pode ofender mais o Coração de Jesus que a profanação do Seu Santíssimo Corpo deixado como alimento para os membros da Igreja.
Você deve estar a se perguntar como seria possível alguém roubar e profanar o Corpo do Senhor, não é mesmo?
É uma realidade, o Corpo Santíssimo do Senhor, diante do qual todo o joelho deve se dobrar no Céu, na Terra e nos Infernos é usado em ritos satânicos, em rituais de magia negra e também é levada "para casa" como uma espécie de amuleto, ou como uma fonte de "energias', ou como um "purificador de energias da casa", além das comunhões em que o fiel esta longe da graça ou ainda os que comungam sem crer, enfim profanações diversas e sem fim, espinhos no Coração do Amado Jesus que já esta muito ofendido.
Diante de roubos mediante falsas comunhões cabe aos fiéis, aos ministros e aos padres orientar o maior número de pessoas e passar a orientação da Igreja:
“Se houver perigo de profanação, NÃO se distribua aos fiéis a Comunhão na mão”. (Redemptionis Sacramentum 92).
Ou seja, diante de tantas profanações explicitas, hóstias consagradas vendidas pela internet, pessoas colocando partículas consagradas em saquinhos como lembrancinhas zen ou em cultos protestantes e diversas profanações em missas satânicas em que se pisoteia o Corpo Santíssimo do Senhor ou ainda outras profanações horrendas, como passar a hóstia consagra no corpo nu de uma mulher, não podemos deixar de fazer o que devemos fazer e o que devemos fazer é incentivar a comunhão na boca.
Independente do que eu e você pensamos, se gostamos ou não, se o padre gosta ou não, se é mais demorado ou não, isso não importa! O que importa é zelar pelo Santíssimo Corpo do Senhor, é defende-Lo, honrá-Lo, amá-Lo e isso faz da comunhão na boca uma ação de emergência e de zelo, devemos dificultar a ação desses diversos profanadores e facilitar a identificação dos mesmo pelos ministros da eucaristia, padres e fiéis - sim, fiéis.
Que ninguém se abstenha de deter alguém que sai da fila da comunhão com Jesus na mão sem comungar ou que coloca o Corpo do Senhor no bolso, na bolsa ou o fecha na mão como uma bolacha trakinas.
Nenhum católico pode se calar ou ficar a olhar sem fazer nada diante de tanta cara de pau satânica.
Que sejamos consumidos de zelo Eucarístico!
Paz e Bem!
Ana Paula Barros
"Enchi-me de zelo pela minha Mãe Imaculada e Ela me livrou de todas as tribulações"
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Nós pensamos mais do que respiramos, e em uma única respiração surgem inúmeros pensamentos. Muitas vezes, nós mulheres somos mestras em inventar, aumentar ou criar coisas “dentro da nossa cabeça” (mais sobre isso aqui). É importante lembrar que a mente é um território de batalhas constantes e que tudo o que pensamos repercute em nossa vida e até mesmo em nossa saúde. A mente não distingue plenamente realidade de imaginação: basta assistir a um filme de terror ou ler uma história horrenda para sentir medo, mesmo sabendo que é “mentira”.
Nossos pensamentos são a melodia da vida interior e se alimentam do que lemos, ouvimos e do meio em que vivemos. Por isso, se desejamos mudar o padrão dos pensamentos, torná-los menos cansativos e mais fecundos, precisamos transformar o ambiente ao nosso redor: o que consumimos, o que assistimos e até mesmo com quem conversamos. Na tradição da educação clássica católica, esse cuidado é parte da formação integral, pois não basta aprender conteúdos; é preciso cultivar virtudes. Uma dama não desperdiça tempo com atividades que não produzem frutos bons, que não honram a Deus nem edificam os que estão à sua volta. O primeiro passo é uma verdadeira faxina interior e exterior: afastar livros, filmes, novelas e hábitos que alimentam pensamentos ruins, desordenados ou inúteis.
Os Padres do Deserto ensinaram que os pensamentos podem vir de três fontes: de nós mesmos, de Deus ou do demônio. O que vem de Deus é sempre bom; o que vem de nós pode ser confuso; e o que vem do demônio muitas vezes se apresenta como aparentemente bom, mas leva à morte da alma. Por isso, o dom do discernimento dos espíritos foi considerado essencial na educação espiritual e continua sendo central na formação católica clássica: sem ele, não se vence a batalha interior.
Essa batalha se desenvolve em quatro estágios. Primeiro, a infecção: o pensamento surge como uma ideia, mas não somos culpados por recebê-lo. Depois, a luta: o pensamento retorna insistentemente como tentação, e resistir é mérito diante de Deus. Em seguida, a combinação: quando começamos a dialogar com a tentação, buscando justificativas ou supostos “bens” em um mal, já há pecado venial. Por fim, o consentimento: quando o pensamento se torna ato. Todo pecado nasce primeiro na mente, e por isso Jesus advertiu: “Quem olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério em seu coração” (Mt 5,28). São João reforça: “Todo aquele que odeia o seu irmão é um assassino” (1Jo 3,15).
A educação clássica católica sempre entendeu que formar a mente é formar a alma. Para bem aprender retórica, lógica ou filosofia; é preciso vigiar os pensamentos e cultivar virtudes. Como diz Cristo: “Não sejais sepulcros caiados” (Mt 23,27). É necessário limpar o interior para que o exterior também esteja puro (Mt 23,26). Assim, como um vigia que espera a aurora, devemos observar e treinar nossa mente para discernir os pensamentos, rejeitar os maus e acolher os bons. Essa é a verdadeira pedagogia católica: unir razão e fé, disciplina e oração, para que o coração seja educado junto com a inteligência.
professora Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).
Julian Marías, filósofo espanhol, observou que a interação entre homem e mulher sofreu uma transformação radical ao longo das décadas. Se antes o contato era distante, quase furtivo — um olhar rápido entre divisórias, um encontro breve na missa ou a alegria contida ao receber um bilhete —, com o advento das guerras mundiais e a reorganização social, a convivência se tornou aberta e cotidiana: nas ruas, nas escolas, nas universidades. Nunca houve tanta oportunidade para a amizade. E, contudo, contraditoriamente, nunca houve tanto desencantamento.
No romantismo, o encantamento era levado ao extremo. A mulher era vista como figura angelical, idealizada em sua palidez, brancura ou morenice, como faz o protagonista volúvel de A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, o primeiro romancista brasileiro. Hoje, em contraste, o que domina é a sexualidade. Freud e seus discípulos deram à sensualidade um peso quase absoluto, e com isso a amizade parece ter sido sacrificada. A aproximação entre homem e mulher, em muitos casos, é reduzida a um movimento instintivo, quase animal, voltado ao acasalamento, mesmo nos meios cristãos. É uma interação empobrecida, desumana.
Não surpreende, portanto, que alguns defendam que não existe amizade entre homem e mulher. Mas essa premissa se desfaz diante da vida dos santos e da própria tradição bíblica. Segundo a Bíblia, Adão e Eva foram criados em estado de inocência e pureza: viviam nus e não se envergonhavam, tinham inteligência infusa, não morriam nem adoeciam e possuíam o domínio das paixões pela razão. O Talmude e os Midrashim, da tradição judaica, descrevem Adão como portador de uma luz espiritual intensa visível de longa distancia, e Eva igualmente sem mácula antes da queda, também revestida de “luz de glória” (kotnot or). O Tanya, obra central do judaísmo chassídico, interpreta Adão e Eva como representantes da alma em estado de pureza original, sem inclinação ao mal. Essa pureza, porém, não era definitiva: estava em prova e foi perdida com o pecado. Assim, o plano original de Deus era um casal em pureza, que deveria passar por provação e ser elevado à vida celeste. A pureza é o estado da nossa alma na forma original, criada por Deus, antes da queda da humanidade.
No Antigo Testamento encontramos Débora e Baraque, que cooperaram na liderança de Israel contra Sísera. Após Cristo, surgem amizades santas que edificaram a Igreja: São Jerônimo e Santa Paula de Roma, Santa Teresa e São João da Cruz, São Francisco e Santa Clara, Dom Bosco e Santa Maria Mazzarello, São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal. Essas amizades existiram e geraram frutos espirituais imensos.
O problema, portanto, não está na impossibilidade da existência da amizade entre homem e mulher, mas em nossa mediocridade como humanidade caída, ferida e luxuriosa. É a incastidade, os pensamentos mundanos, o coração volúvel, a falta de fortaleza e a incredulidade na graça de Deus que nos impedem de viver amizades puras entre homem e mulher. Mesmo entre cristãos essa interação foi reduzida a uma só palavra: coito, tal e qual um animal. A graça redentora, porém, mostra que é possível restaurar a pureza nos relacionamentos e antecipar, já nesta vida, algo do convívio celeste. Talvez o mínimo de honestidade que se possa exigir seja reconhecer: a amizade entre homem e mulher existe, os santos estão aí para provar. Quem não consegue vivê-la deve dizer: a amizade existe, eu é que não consigo porque sou incrédulo, incasto, prisioneiro de pensamentos impuros, mas existe.
Negar a existência da possibilidade dessa amizade é negar a própria obra da Graça, o poder da Graça.
professora Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).
Esta formação é complementar a duas anteriores, que para melhor assimilação, sugiro que sejam lidas antes: Qual a minha missão? (aqui) e Sentindo-se no lugar errado? (aqui.)
Um grande problema feminino é o das mulheres solteiras, referimos-nos àquelas que, embora com vocação matrimonial, não chegam a casar-se. Como não o conseguem, perguntam-se: para que estamos nós no mundo? Que lhes responderia?
Para que estamos nós no mundo? Para amar a Deus com todo o nosso coração e com toda a nossa alma, e para estender esse amor a todas as criaturas. Ou será que isso parece pouco? Deus não deixa nenhuma alma abandonada a um destino cego; para todas tem um desígnio, a todas chama com uma vocação pessoalíssima, intransferível.
O matrimônio é caminho divino, é vocação. Mas não é o único caminho, nem a única vocação. Os planos de Deus para cada mulher não estão necessariamente ligados ao matrimônio. Têm vocação e não chegam a casar-se? Em algum caso, talvez seja assim: ou, quem sabe, talvez tenha sido o egoísmo ou o amor próprio que impediu que esse chamado de Deus se cumprisse. Mas, outras vezes, a maioria mesmo, isso pode ser sinal de que o Senhor não lhes deu matrimonial. Sim, gostam de crianças, sente que seriam boas mães, que entregariam seu coração fielmente ao seu marido e aos filhos. Mas isso é normal em todas as mulheres, também naquelas que, por vocação divina, não se casam - podendo fazê-lo -, para se ocuparem no serviço de Deus e das almas.
Não se casaram. Pois bem: que continuem, como até agora, amando a vontade de Deus, vivendo na intimidade desse Coração amabilíssimo de Jesus que não abandona ninguém, que é sempre fiel, que vai olhando por nós ao longo desta vida, para se dar a nós desde agora e para sempre.
Além disso, a mulher pode cumprir a sua missão - como mulher, com todas as suas características femininas (mais sobre aqui e aqui), incluindo as características afetivas da maternidade - em círculos diferentes da própria família: em outras famílias, na escola, em obras assistenciais, em mil lugares. A sociedade é, às vezes, muito dura - com grande injustiça - para com aquelas que chamam "solteironas". Mas há mulheres solteiras que difundem à sua volta alegria, paz, eficácia, que sabem entregar-se nobremente ao serviço dos outros e a ser mães, em profundidade espiritual, com mais realidade do que muitas que são mães apenas fisiologicamente.
Para refletir com amor. Esse texto tem a intenção de nos despertar a missão real da mulher, que é inerente a nós e pode ser executada no estado que Deus nos coloca hoje. Tem a intenção de despertar as mulheres para que não esperem o que acreditam ser o estado adequado para trabalhar e colocar em prática suas habilidades femininas. O estado adequado, o tempo favorável é o que o Senhor nos coloca, hoje. Não tenho a intenção de dizer se você irá casar-se ou não, isso é com o Senhor. O fato é que o tempo vivido hoje, é o tempo que hoje esta reservado para viver sua feminilidade e trabalhar espalhando-a com alegria pelo mundo. Não é o tempo para se angustiar com o que não esta acontecendo, é tempo de viver o feminino no que acontece, no hoje.
São Josemaria Escrivá
Revista Feminina Telva
Paz e bem,
Abraços,
Ana Paula Barros
Olá, paz e bem
Hoje iniciamos um pequeno ciclo de formação com São José Maria Escrivá, em que ele responde questões importantes sobre a mulher, o lar e o trabalho. Como hoje ainda sentimos as sequelas do movimento feminista, acredito que será útil partilhar essa formação, para mostrar a visão da Igreja sobre a mulher, as motivação que a mesma da as mulheres, a importância da vocação feminina e principalmente o reconhecimento da extensão da mesma.
Tenho notado em conversas com algumas meninas, moças e mulheres que, provavelmente devido ao feminismo que entrou nos lares e na formação escolar, existe uma confusão e uma inquietação sobre a missão e a vocação de ser mulher. Isso sendo ampliado para a relação da mulher com o lar, a família e o trabalho, transparecendo que são coisas contrárias e inimigas. Lembrando que essa formação vale para homens e mulheres casadas ou solteiras.
Monsenhor, é cada vez maior a presença da mulher na vida social, para além do âmbito familiar em que ela até agora se movia quase que exclusivamente. Que lhe parece esta evolução? E quais são, em seu entender, as características gerais que a mulher deve vir a ter para cumprir sua missão?
Em primeiro lugar, parece-me oportuno não contrapor esses dois âmbitos que acaba de referir. Tanto como a vida do homem, ainda que com matizes muito peculiares, o lar e a família ocuparão sempre um lugar central na vida da mulher: é evidente que a dedicação aos afazeres familiares representa uma grande função humana e cristã. Isso, porém, não exclui a possibilidade de uma ocupação em outros trabalhos profissionais - o do lar também o é-, qualquer dos oficios e empregos nobres há na sociedade em que se vive. Logo se vê o que se quer dizer quando se equaciona o problema assim; contudo, eu penso que insistir na contra-posição sistemática - mudando apenas a tônica- levaria facilmente, do ponto de vista social, a um equivoco maior do que aquele que se tenta corrigir, pois seria mais grave que a mulher abandonasse o seu trabalho em casa.
No plano pessoal, também não se pode afirmar unilateralmente que a mulher só fora do lar alcança sua perfeição, como se o tempo dedicado à família fosse um tempo roubado ao desenvolvimento e à maturidade da sua personalidade. O lar - seja qual for, porque a mulher solteira deve ter um lar- é um âmbito particularmente propicio ao desenvolvimento da personalidade. A atenção prestada à família será sempre para a mulher a sua maior dignidade: no cuidado com o marido e os filhos ou, para falar em termos mais gerais, no trabalho com que procura criar em torno de si um ambiente acolhedor e formativo, a mulher realiza o que há de mais insubstituível em sua missão e, por conseguinte, pode atingir aí sua perfeição pessoal.
Como acabo de dizer, isso não se opõe à participação em outros aspectos da vida social e mesmo da politica, por exemplo. também nesses setores pode a mulher dar uma valiosa contribuição, como pessoa, e sempre com as peculiaridades de sua condição feminina; e assim o fará na medida em que estiver humana e profissionalmente preparada. É claro que tanto a família quanto a sociedade necessitam dessa contribuição especial, que não é de modo algum secundária.
Desenvolvimento, maturidade, emancipação da mulher, não devem significar uma pretensão de igualdade - de uniformidade - com o homem, uma imitação do modo de atuar masculino: isso seria um logro, seria uma perda para a mulher; não porque ela seja mais, mas porque é diferente. Num plano essencial - que deve ser objeto de reconhecimento jurídico, tanto no direito direito civil como eclesiástico -, aí, sim, pode-se falar de igualdade de direitos, porque a mulher tem, exatamente como o homem, a dignidade de pessoa e filha de Deus. Mas, a partir dessa igualdade fundamental, cada um deve atingir o que lhe é próprio; e, neste plano, dizer emancipação é o mesmo que dizer possibilidade real de desenvolver plenamente as virtualidades próprias: as que tem em sua singularidade e as que tem como mulher. A igualdade perante o direito, a igualdade de oportunidades em face da lei, não suprime, antes pressupõe e promove essa diversidade, que é riqueza para todos.
A mulher esta destinada a levar a família, à sociedade civil, à Igreja, algo de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: sua delicada ternura, sua generosidade incansável, seu amor pelo concreto, sua agudeza de engenho, seu capacidade de intuição, sua piedade profunda e simples, sua tenacidade...A feminilidade não é autêntica se não reconhece a formosura dessa contribuição insubstituível, e se não a insere na própria vida.
Para cumprir essa missão, a mulher tem de desenvolver sua própria personalidade, sem se deixar levar por um ingênuo espírito de imitação que - em geral - a situaria facilmente num plano de inferioridade, impedindo-lhe a realização das suas possibilidades mais originais. Se se forma bem, com autonomia pessoal, com autenticidade, realizará eficazmente o seu trabalho, a missão para que se sente chamada, seja qual for: sua vida e trabalho serão realmente construtivos e fecundos, cheios de sentimento, quer passe o dia dedicada ao marido e aos filhos, quer se entregue plenamente a outras tarefas, se renunciou ao casamento por alguma razão nobre. Cada uma em seu próprio caminho, sendo fiel a vocação humana e divina, pode realizar e realiza de fato a plenitude da personalidade feminina. Não esqueçamos que Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens, é não somente modelo, mas também a prova do valor transcendente que pode alcançar uma vida aparentemente sem relevo.
São Josemaria Escrivá
Entrevista a revista feminina Telva, 1968
Paz e bem,
Abraços,
Ana Paula Barros
Olá, paz e bem
Hoje vamos continuar as formações com São José Maria Escrivá. A primeira formação esta aqui, vocês também pode encontrar outras formações do Damas da Rainha aqui. Sugiro que seja lida antes dessa.
Mas, às vezes, a mulher não tem certeza de se encontrar realmente no lugar que lhe compete e a que é chamada. Muitas vezes, quando faz um trabalho fora de casa, pesam sobre ela as solicitações do lar; e, quando continua dedicando-se em cheio à família, sente-se limitada em suas possibilidades. Que diria o senhor às mulheres que passam por essas contradições?
Esse sentimento, que é muito real, procede frequentemente, mas do que das limitações concretas - que todos temos, por sermos humanos -, da falta de ideais bem determinados, capazes de orientar a vida inteira, ou então de uma inconsciente soberba: às vezes, desejaríamos ser os melhores sob qualquer aspecto e em qualquer nível. E, como isso não é possível, nasce um estado de desorientação e de ansiedade, ou até desânimo e tédio (mais sobre aqui): não se pode estar em toda parte ao mesmo tempo, não se sabe a que se há de atender e não se atende a nada eficazmente. Nessa situação, a alma fica exposta a inveja, a imaginação tende a desatar-se, e a buscar um refúgio na fantasia que, afastando da realidade, acaba adormecendo a vontade (mais sobre aqui). É uma mística do oxalá, feita de sonhos vãos e de falsos idealismos: oxalá não me tivesse casado, oxalá não tivesse essa profissão, oxalá tivesse mais saúde, ou menos anos ou mais tempo!
O remédio - custoso, como tudo que tem valor- está em procurar o verdadeiro centro da vida humana, o que pode dar uma hierarquia, uma ordem e um sentido a tudo: a intimidade com Deus, mediante uma vida interior autêntica. Se, vivendo em Cristo, tivermos nEle o nosso centro, descobriremos o sentido da missão que nos foi confiada, teremos um ideal humano que se torna divino, novos horizontes de esperança se abrirão à nossa vida, e chegaremos a sacrificar com gosto, não já este ou aquele aspecto de nossa atividade, mas a vida inteira, dando-lhe assim, paradoxalmente, seu mais profundo acabamento.
O caso da mulher, que focaliza, não é extraordinário: com outras peculiaridades, muitos homens sentem algo de semelhante algumas vezes. A raiz costuma ser a mesma: falta de ideal profundo, que só se descobre à luz de Deus.
Em todo caso, também é preciso pôr em prática pequenos remédios, que parecem banais, mas que não o são: quando há muitas coisas a fazer, é necessário estabelecer uma ordem, impõe-se organizar a vida. Muitas dificuldades provêm da falta de ordem, da carência deste hábito. Há mulheres que fazem mil coisas, e todas bem, porque organizaram a vida, porque impuseram com fortaleza (mais sobre aqui e aqui) uma ordem à abundância das tarefas. Souberam permanecer em cada momento no que deviam fazer, sem se desvairarem pensando no que viria depois ou no que talvez houvessem podido fazer antes (mais sobre isso aqui), Outras, em contrapartida, vêem-se afobadas pelos muitos afazeres; e, assim afobadas, não fazem nada (mais sobre aqui).
Sempre haverá, decerto, muitas mulheres cuja única ocupação seja dirigir o seu lar. Devo dizer que esta é uma grande ocupação, que vale a pena. Através dessa profissão - porque o é, verdadeira e nobre-, influem positivamente, não só na família, mas também numa multidão de amigos e conhecidos, em pessoas com as quais de um modo ou de outro se relacionam, realizando uma tarefa bem mais extensa, muitas vezes, do que a de outras profissões. Isto, para não falar do que acontece quando põem essa experiência e essa ciência ao serviço de centenas de pessoas, em centros destinados à formação da mulher. Nesta altura convertem-se em professoras do lar, com mais eficácia educativa, diria eu, do muitos catedráticos de universidade.
São Josemaria Escrivá
Entrevista a revista feminina Telva, 1968
Paz e bem
Abraços
Ana Paula Barros
Abraços
Ana Paula Barros
De súbito começaram a aparecer dúvidas sobre masturbação na minha caixa de e-mails e nas mensagens das redes sociais. A princípio me perguntei qual seria a razão, já que nunca falei desse tema diretamente, nem em palestras, nem em posts, nem em qualquer outro lugar. Mas logo percebi que isso devia estar relacionado ao fato de eu falar frequentemente sobre castidade, pureza e modéstia.
Atualmente, sobretudo no Brasil, temos nos atentado novamente à virtude esquecida da modéstia. Por consequência, torna-se inevitável falar também da castidade e da pureza. O caminho dessas virtudes leva à purificação da sexualidade e da afetividade, tornando mais claro o conflito para aqueles que se encontram escravos desse vício.
Vivemos em uma sociedade que enaltece a luxúria e a imodéstia. Não podemos esquecer que o Brasil é representado por uma festa como o “Carnaval”, em que pessoas desfilam sem pudor em espetáculos caros e eufóricos. Essa exaltação da lascividade perverteu nosso povo e enfraqueceu a vivência de um catolicismo autêntico. A luxúria, uma das portas da corrupção, não apenas está aberta em nossa sociedade, mas tornou-se uma marca cultural.
Por isso, toda luta contra a luxúria, através da vivência da modéstia, da castidade e da pureza, enfrentará grandes percalços. Os Padres do Deserto já alertavam sobre o demônio da luxúria:
“O demônio da luxúria força a desejar outros corpos. Ele ataca cruelmente os que praticam a continência, para que a abandonem, já que não leva a nada. Enlameia a alma e a seduz a ações vergonhosas. Fá-la pronunciar certas palavras e tornar a ouvi-las, como se o objetivo estivesse visível e presente.” ( Evágrio Pôntico)
Segundo os monges, esse demônio age através da fantasia e da ilusão. Avaliando isso, percebemos o tamanho da escravidão de quem vive alimentado por tais pensamentos, assim como de um povo que os transforma em entretenimento cultural. Essa escravidão e alienação se estendem a diversas áreas da sociedade e são nutridas por comportamentos como fornicação, masturbação e relações sexuais desordenadas.
A educação clássica católica ensina que a formação da mente e da vontade é inseparável da formação moral. Por isso, compreender o território desse combate é de importância radical. Sem a graça, a pureza é impossível.
A batalha se vence na mente. Antes da ação, a imaginação conduz à luxúria. É preciso cortar pela raiz, eliminando pornografia, programas inúteis e hábitos solitários, substituindo-os por amizades e práticas saudáveis. Cada vitória aumenta a confiança. Resistir fortalece a alma e enfraquece a tentação.
A Tradição Católica sempre valorizou:
- Jejum, como mortificação e caminho de humildade.
- Disciplina, regulando horários de sono, alimentação e hábitos.
- Prudência, evitando estímulos que alimentem a imaginação.
- Confissão clara, inclusive dos pensamentos, pois a queda começa na mente.
- Comunhão frequente, mesmo que seja necessário confessar-se muitas vezes.
- Adoração eucarística, visitando o sacrário com constância.
Essas práticas são parte da pedagogia clássica católica, que une a ascese, a disciplina e os sacramentos para formar não apenas intelectos, mas corações virtuosos, que segundo o prisma tradicional também significa mentes fortes.
professora Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).
O Papa Bento XVI publicou na constituição apostólica Porta Fidei:
«Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial» (João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 115 e 117).
É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.
Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.
Parte I:
Parte II:
Parte III: Como se comportar na Santa Missa
Parte IV: Piedoso Uso do Véu
Parte V: Os Mandamentos de Deus e da Igreja
Parte VI: Quando satanás triunfa, avança e zomba de uma alma.
Parte VII: A cura da culpa e da pena pelo pecado.
Parte VIII: Oração e Penitência
O trabalho é a vocação inicial do homem, é uma bênção de Deus, e enganam-se lamentavelmente os que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no paraíso, "ut operaretur" - para que trabalhasse. (Sulco, 482)
Nos dias atuais, é cada vez mais comum observar trabalhos profissionais realizados com descuido, desatenção e falta de compromisso. Seja em um atendimento apressado, em um serviço mal executado ou em tarefas feitas apenas para “cumprir tabela”, percebe-se uma crise de qualidade que afeta diretamente a confiança entre as pessoas e a dignidade do próprio trabalho. Essa realidade não está ligada à ausência de produtos sofisticados ou luxuosos, mas ao simples fato de não se fazer o trabalho corretamente, de não oferecer o mínimo de atenção e consideração às pessoas que dele dependem.
O cristianismo, porém, oferece uma visão diferente. Para São Paulo, o trabalho deve ser feito “de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens” (Cl 3,23). Isso significa que cada tarefa, por mais simples que seja, pode ser expressão de amor, responsabilidade e fé. O trabalho bem feito não é apenas uma questão de eficiência, mas também de testemunho: mostra respeito por quem recebe o serviço e por quem o realiza. Lembro-me claramente de escutar, aos 15 anos, um catequista de crisma ensinar que o cristão deve ser o melhor naquilo que faz: se trabalhar em uma empresa, deve ser o melhor; se for professor, o melhor; se for lixeiro, que seja o melhor — e isso já é um testemunho. É estranho que, em um país de tradição cristã, tenhamos tantos trabalhos mal feitos.
Estudo, trabalho: deveres ineludíveis para todo o cristão; meios para nos defendermos dos inimigos da Igreja e para atrairmos - com o nosso prestígio profissional - tantas outras almas que, sendo boas, lutam isoladamente. São arma fundamentalíssima para quem queira ser apóstolo no meio do mundo. (Sulco, 483)
Não se pode santificar um trabalho que humanamente seja um “lixo”, porque não devemos oferecer a Deus tarefas mal feitas. (Sulco, 493)
São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, insistia que o trabalho cotidiano é caminho de santidade. Para ele, não existem tarefas pequenas ou insignificantes; qualquer atividade, quando realizada com dedicação, pode ser oferecida a Deus. O trabalho mal feito, ao contrário, é sinal de desleixo e falta de amor. Escrivá afirmava que a santificação da vida ordinária passa justamente pelo esforço de fazer bem aquilo que nos cabe, seja atender um cliente com atenção, limpar um espaço com cuidado ou conduzir uma reunião com responsabilidade.
O heroísmo do trabalho está em “acabar” cada tarefa. (Sulco, 488)
Tu também tens uma vocação profissional que te “aguilhoa”. - Pois bem, esse “aguilhão” é o anzol para pescar homens. Retifica, portanto, a intenção, e não deixes de adquirir todo o prestígio profissional possível, a serviço de Deus e das almas. O Senhor conta também com “isso”. (Sulco, 491)
Assim, quando vemos serviços prestados com desatenção, maus atendimentos ou trabalhos mal executados, não estamos diante apenas de falhas técnicas, mas de uma crise de valores. A mediocridade nasce quando se busca apenas cumprir o mínimo sem colocar o coração naquilo que se faz. Recuperar a visão cristã do trabalho significa compreender que cada tarefa é oportunidade de servir, crescer e santificar-se. Não se trata de oferecer luxo ou requinte, mas de realizar o trabalho de forma correta, minimamente bem feita, com atenção às pessoas e respeito por sua dignidade. Trabalhar mal é negar essa dimensão maior; trabalhar bem é transformar o cotidiano em oração.
Perguntaste o que é podias oferecer ao Senhor. - Não preciso pensar a minha resposta: as coisas de sempre, mas melhor acabadas, com um arremate de amor, que te leve a pensar mais nEle e menos em ti. (Sulco, 495)
Trabalhemos, e trabalhemos muito e bem, sem esquecer que a nossa melhor arma é a oração. Por isso, não me canso de repetir que temos que ser almas contemplativas no meio do mundo, que procuram converter o seu trabalho em oração. (Sulco, 497)
Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira…, uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-lhe o olhar ao começares a tua tarefa, enquanto a realizas e ao terminá-la. Ela te alcançará - garanto! - a força necessária para fazeres, da tua ocupação, um diálogo amoroso com Deus. (Sulco, 531)
Checklist do Trabalho Cristão Bem Feito
- Fazer cada tarefa com atenção e cuidado, evitando o desleixo.
- Não buscar apenas “cumprir tabela”, mas entregar o melhor possível.
- Lembrar que o trabalho é serviço às pessoas, não apenas obrigação.
- Considerar quem será beneficiado pelo trabalho e respeitar sua dignidade.
- Trabalhar como quem oferece a tarefa a Deus, mesmo nas atividades simples.
- Transformar o cotidiano em oração através do esforço bem feito.
- Não se trata de oferecer luxo ou sofisticação, mas de fazer corretamente o que deve ser feito.
- O mínimo bem feito já é testemunho cristão.
- Tratar clientes, colegas e superiores com respeito e cordialidade.
- Ouvir com paciência e atender com verdadeira consideração.
- Manter disciplina e regularidade no trabalho, sem se deixar levar pela preguiça.
- Buscar sempre melhorar, evitando a mediocridade.
- Realizar o trabalho com alegria, mostrando que o cristão santifica-se no cotidiano.
- Ser exemplo de dedicação, seja qual for a profissão: professor, médico, lixeiro ou empresário.
- Cumprir prazos e compromissos com seriedade.
- Negar atalhos desonestos ou soluções que prejudiquem os outros.
Indicações de Leitura
ESCRIVÁ, Josemaria: Sulco. São Paulo: Quadrante, 2002. Disponível em: https://amzn.to/482FqXW
ESCRIVÁ, Josemaria: Forja. São Paulo: Quadrante, 2002. Disponível em: https://amzn.to/49lwsHA
BARROS, Ana Paula; BUDNICK, Mary Ann: Cultivo: Plano de vida espiritual. São Paulo: Salus in Caritate, 2024. Disponível em: https://amzn.to/4oIBcMc
Patrimônios imateriais da Igreja
Professora Ana Paula Barros¹
Os patrimônios imateriais são expressões culturais que não se traduzem em bens materiais, mas em práticas, saberes, tradições e rituais que carregam identidade e memória coletiva. São exemplos de patrimônio imaterial as festas populares, as receitas tradicionais, os modos de fazer artesanato e os ritos religiosos que atravessam gerações.
No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconhece como patrimônio imaterial elementos como a receita do pão de queijo, o modo de fazer o acarajé, as festas juninas e o frevo. Fora do Brasil, organismos como a UNESCO também preservam tradições culturais, como o flamenco na Espanha ou a dieta mediterrânea. Esses exemplos mostram que preservar o patrimônio imaterial é garantir a continuidade de práticas que dão sentido à vida comunitária.
“O patrimônio cultural imaterial significa as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas — juntamente com os instrumentos, objetos, artefatos e espaços culturais que lhes são associados — que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.” - Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, 2003
“O patrimônio cultural imaterial é o conjunto de práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios, celebrações, formas de expressão e lugares.” - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Brasil
Na Igreja Católica, também encontramos patrimônios imateriais. Entre eles, destacam-se os ritos litúrgicos, que não são apenas celebrações, mas expressões vivas da fé e da tradição. A Missa Tridentina, codificada após o Concílio de Trento (séc. XVI) mas vivenciada antes, é um exemplo claro: mais do que uma forma de culto, tornou-se símbolo de identidade e continuidade da tradição católica.
Outro patrimônio imaterial da Igreja são as liturgias próprias das igrejas sui iuris. O termo sui iuris significa “de direito próprio” e designa as igrejas orientais católicas que, embora estejam em plena comunhão com Roma, possuem autonomia litúrgica e disciplinar. Atualmente, existem sete grandes ritos reconhecidos na Igreja Católica:
- Rito Romano (Latino) – celebrado pela Igreja Latina, incluindo a Missa Tridentina e a forma ordinária pós-Vaticano II.
- Rito Bizantino – celebrado por igrejas como a Greco-Católica Ucraniana, Melquita, Romena e outras.
- Rito Alexandrino (Copta e Etíope) – celebrado pelas Igrejas Católicas Coptas e Etíopes.
- Rito Antioqueno (Sírio e Maronita) – celebrado pelas Igrejas Sírio-Católica e Maronita.
- Rito Armênio – celebrado pela Igreja Católica Armênia.
- Rito Caldeu – celebrado pela Igreja Católica Caldeia e pela Sírio-Malabar.
- Rito Latino-Ambrosiano e Mozárabe – variantes dentro da Igreja Latina, preservadas em regiões específicas como Milão (Ambrosiano) e Toledo (Mozárabe).
Cada rito é um patrimônio imaterial da Igreja, pois preserva tradições litúrgicas, linguísticas e musicais próprias.
Voltando ao rito tridentino, é importante observar que a resistência de parte do clero à sua celebração não se deve a razões pastorais ou a uma preocupação genuína com o entendimento do povo. Afinal, jovens e adultos hoje têm contato com o latim em filmes, séries e até em expressões populares — basta lembrar que muitos sabem o que significa Expecto Patronum em Harry Potter. Não haveria, portanto, risco de que, ao entrar na igreja, a pessoa de repente perdesse a habilidade já utilizada em outros contextos de compreensão.
O motivo da resistência é, em grande parte, político, partidário e pessoal: pela preguiça em estudar, pelo receio de se sentir inferior diante de quem domina outros saberes ou pelo medo — nada real, portanto vão — de perder fiéis para a Missa Tridentina (e quem nutre essa esperança também alimenta uma esperança vã). Esse medo chega a ser irracional, como se toda uma cidade fosse migrar de repente para o rito antigo, isso não corresponde à realidade possível.
Assim, os patrimônios imateriais da Igreja, como a Missa Tridentina e os diversos ritos das igrejas sui iuris, são tesouros vivos que preservam a riqueza cultural e espiritual de uma tradição que atravessa séculos. Reconhecer e valorizar esses patrimônios é importante para manter viva a identidade católica em sua diversidade e profundidade — diversidade e profundidade em si mesma, em sua cultura e saberes — sem necessidade de se perder fora de si.
Ao longo da história, a Igreja sempre assumiu a missão de preservar não apenas a fé, mas também a memória, a cultura e os ritos que formam a identidade do povo cristão. Foi a Igreja que guardou manuscritos, tradições litúrgicas, obras de arte e práticas comunitárias, garantindo que séculos de espiritualidade não se perdessem diante das mudanças do mundo. Essa vocação de conservar e transmitir o patrimônio espiritual e cultural foi de importância radical para manter viva a continuidade da fé e até mesmo os saberes ocidentais. No entanto, essa missão de preservação parece hoje muitas vezes esquecida, diante de uma tendência de adaptação imediata ao presente ou de obstinações político-partidárias, sociais e eclesiásticas, que nos expõem ao risco de diluir a riqueza acumulada pela tradição. Recuperar essa consciência é fundamental para que a Igreja não apenas dialogue com o mundo moderno sem se perder de si, mas também permaneça fiel ao seu papel histórico de guardiã da memória e da identidade cristã. Uma guardiã que transmite saberes.
A missão do clero não se limita ao anúncio imediato do Evangelho, mas inclui também a preservação e o discernimento daquilo que, ao longo dos séculos, foi recebido como patrimônio espiritual e cultural. Nesse sentido, o clero é chamado a exercer não apenas funções administrativas ou pastorais, mas sobretudo um papel missionário de escuta e de investigação. É necessário compreender por que tantos fiéis se interessam pela tradição, pelo rito tridentino e pelos saberes antigos do cristianismo. Esse interesse não pode ser reduzido a uma nostalgia ou a uma resistência ao presente, mas deve ser reconhecido como expressão legítima de busca por profundidade espiritual e continuidade histórica.
Grande parte das conclusões correntes sobre tais movimentos intraeclesiais nasce de afirmações repetidas em ambientes acadêmicos ou seminários, transmitidas de professor a aluno sem contato direto com a realidade celebrativa da missa tridentina. Tal postura fragiliza a análise, pois carece de experiência concreta. O que se exige dos padres, portanto, é um resgate do interesse genuíno: conhecer, perguntar, escutar e discernir. Uma avaliação teológica séria não pode estar condicionada por alinhamentos partidários ou por linhas clericais com correntes de pensamento internas baseadas na afinidade , mas deve ser conduzida com a liberdade de quem busca compreender a ação do Espírito na Igreja. Somente assim o clero poderá oferecer respostas consistentes, enraizadas na tradição e capazes de dialogar, de verdade, com os desafios contemporâneos.
¹Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).
Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.
Totus Tuus, Maria (2015)
Eu sei, eu sei... você se sente sozinho, sem diretor espiritual, sem pastor, sem amigos, sem pessoas que compartilhem com você a sua fé. Sei que muitos não se sentem acolhidos em suas paróquias, que se sentem num circo ou num espetáculo, que não conseguem rezar, que não sabem rezar, que se fartaram de muitas coisas e não suportam outras tantas. Eu sei, eu sei...
Eu sei... sei que você quer pertencer a um grupo, quer segurança, é natural do ser humano. Eu também já quis isso...
Mas isso não será mais possível para a maioria de nós, entende? Não teremos mais a segurança que os grupos e uma direção pessoal nos dá.
Eu sei que no fundo todos estão ressentidos com os padres e com os bispos, se sentem abandonados, perdidos, órfãos e até injustiçados. Eu sei de tudo isso...
Mas não podemos mais ficar perdendo tempo com isso. Não podemos mais ficar como filhos carentes cobrando atenção dos pais. Temos que aceitar esta solidão que o Senhor permitiu que todo o rebanho sentisse.
Estamos sozinhos em certo sentido, mas isso também faz parte do plano de Deus, que nunca nos abandona. Deus supre tudo o que nos falta e é o abandono em Deus que nos fará fazer o que é melhor para Igreja.
Temos que confiar na graça de Deus, Ele nos dará as graças necessárias para viver esse tempo.
Portanto, não se angustie mais com a falta de um diretor, falta de amparo, falta de um grupo, falta de amigos, falta de uma paróquia que faça as coisas corretas (pode constatar os fatos, mas não se angustie mais com isso), falta de tudo que sentimos falta. Não se angustie mais, a única coisa que posso te dizer é para abraçar essa solidão, unido a solidão de Jesus no Calvário é o que mais dará frutos espirituais e temporais. A solidão nos fará amadurecer pois, enquanto ficamos angustiados com a falta, não progredimos no caminho da oração e na vontade de Deus.
Saía disso! Faça o que a Santa Virgem mandou, mantenha uma vida sacramental, vá às Santas Missas, reze o Santo Terço e leia boas coisas da Santa Tradição e faça boas obras. Existe um motivo para que muitos santos tenham se dedicado a escrever e a deixar suas direções, para momentos como esse, temos na Santa Tradição e no Catecismo toda direção que nos falta. Teremos que fazer mais esforço, mas é o que a época pede, não receberemos nada na boca. É assim, essa é a realidade.
Reze por um diretor, por amigos, por uma paróquia e padres bons, reze, mas não pare tudo até que isso aconteça. Não fique esperando as situações adequadas, os santos foram santos justamente nas situações inadequadas.
Chega de angustia, ok? Se Deus quer que boa parte dos leigos se abandone a Sua Vontade e que tenha somente a Ele, sem direção espiritual ou padres e bispos bons, assim seja.
Deus sempre superou a ação humana e agora não será diferente, seja na história da Igreja, seja na história pessoal de cada um de nós.
"As trevas atraem demasiados. Isso tem que acabar. Rezareis para que isso acabe e muitos de vós rezaram para que isso acabasse. Esta é a maneira como nós erradicaremos o seu controle sobre o mundo. É doloroso para vós assistir, mas sereis bastante recompensados. Louvai-Me em tudo o que virdes. Quando virdes a bondade caluniada e perseguida, quando virdes a bondade rotulada como maldade, quando virdes a bondade perseguida e castigada, então tereis que Me agradecer porque é então que o tempo se aproxima. Fostes escolhidos para testemunhardes estes tempos. Não desejeis estar em qualquer outro lugar porque Eu vos escolhi cuidadosamente. Tudo está bem. O vosso Deus vos assegura, tudo está bem." Revelações de Jesus e Nossa Senhora a Anne, apóstola leiga. EUA, 2003-2004. Nihil Obstat e Imprimatur, a 12 de Novembro de 2013, pelo Bispo de Kilmore, Leo O’Reilly
Paz e Bem!
Ana
"Enchi-me de zelo pela minha Mãe Imaculada e Ela me livrou de todas as tribulações"

Tradução livre do site Catholic Essentials, as citações bíblicas foram revertidas para a formatação brasileira, mas ainda estão traduzidas com base no inglês. Contêm duas horas de trabalho manual.
Definição:
"A apostasia da fé é o ato pelo qual uma pessoa batizada, depois de possuir a verdadeira fé cristã, a rejeita totalmente. O abandono total da prática da fé não é apostasia, nem mesmo a presunção da apostasia. Uma pessoa é uma apóstata se ele se junta a uma religião não-cristã, como o judaísmo, o budismo, o islamismo ou cai na incredulidade, o ateísmo, o materialismo, o agnosticismo, o racionalismo, a indiferença ou o "pensamento livre". Os apostatas da fé incorrem em excomunhão ipso facto e outras penalidades "(The Catholic Dictionary, 1951)Referências à Apostasia na Escritura:
Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 10,33)
A tua maldade te repreenderá, e a tua apostasia te repreenderá. Sabe, e veja que é uma coisa má e amarga para você ter deixado o Senhor, seu Deus, e que o temor de mim não esteja contigo, diz o Senhor Deus dos exércitos. (Jeremias 2,19)
Um homem que é um apóstata... Com um coração perverso, ele planeja o mal e, sempre semeia a discórdia... sua destruição virá, e de repente ele será destruído, e não terá mais nenhum remédio. (Provérbios 6, 12-15)
Ensino da Igreja Católica sobre a Apostasia na Igreja:
Excomunhão especialmente reservadas ao Papa são impostas às seguintes pessoas:
"Todos os apóstatas da fé cristã, hereges de todo nome e seita, e aqueles que lhes dão credibilidade, que recebem ou fale com eles, e geralmente todos aqueles que aceitam sua defesa " (Enciclopédia Católica, 1917)
"Todos os apóstatas da fé cristã, hereges de todo nome e seita, e aqueles que lhes dão credibilidade, que recebem ou fale com eles, e geralmente todos aqueles que aceitam sua defesa " (Enciclopédia Católica, 1917)
Mensagens de Nossa Senhora sobre a Apostasia:
Mensagens de Nossa Senhora
aos Sacerdotes, Seus filhos prediletos,
através do Pe. Stefano Gobbi
(1973-1997)
Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de Guayaquil.
Imprimatur do Arcebispo Metropolitano de Pescara – Penne, D. Francesco Cuccarese.
Imprimatur do Cardeal Ignace Moussa Daoud, Patriarca emérito de Antioquia
dos Sírios, e Perfeito da Congregação para as Igrejas Orientais.
A Grande Apostasia: um dos sinais do “fim do tempo”
e da Vinda de Nosso Senhor
São Paulo (Brasil), 13 de Março de 1990,
"Vós ledes no Evangelho: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará ainda fé sobre a terra?” (Lc 18,8).
Hoje, quero-vos convidar a meditar nestas palavras pronunciadas pelo meu Filho Jesus. São palavras graves, que fazem refletir e que vos conseguem fazer compreender os tempos em que viveis.
Antes de mais, podeis perguntar-vos porque é que Jesus as pronunciou.
Para vos preparar para a sua segunda vinda e vos descrever uma circunstância que será indicativa da proximidade do seu glorioso retorno.
Esta circunstância é a perda da fé.
Também numa outra parte da Divina Escritura, na Carta de S. Paulo aos Tessalonicenses, é claramente anunciado que, antes do retorno glorioso de Cristo, se deve verificar uma grande apostasia (cf. 2 Tes 2, 1-14).
A perda da fé é uma verdadeira apostasia.
A difusão da apostasia é, portanto, o sinal que indica já estar próxima a segunda vinda de Cristo.
Em Fátima, predisse-vos que havia de vir um tempo em que se perderia a verdadeira fé. Estes são os tempos.
Os vossos dias estão marcados por esta dolorosa e significativa situação, que vos foi predita na Sagrada Escritura: a verdadeira fé está a desaparecer num número cada vez maior dos meus filhos.
As causas da perda da fé são:
1) A difusão dos erros que são propagados e, frequentemente, ensinados por professores de teologia nos Seminários e nas escolas católicas, e que adquirem assim um certo carácter de veracidade e legitimidade.
2) A rebelião aberta e pública contra o Magistério autêntico da Igreja, sobretudo contra o do Papa, que recebeu de Cristo a missão de manter toda a Igreja na verdade da fé católica.
3) O mau exemplo dado pelos Pastores que se deixaram possuir completamente pelo espírito do mundo e se tornam propagadores de ideologias políticas e sociais, em vez de serem anunciadores de Cristo e do seu Evangelho, esquecendo assim o mandato d’Ele recebido: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.
Assim, nestes vossos dias, alastra cada vez mais a apostasia da parte de muitos dos meus pobres filhos. Quando o Filho do Homem voltar…
Se o seu retorno está próximo, então torna-se mais preocupada e forte a minha ação materna de ajudar todos os meus filhos a permanecerem sempre na verdadeira fé. Eis porque vos pedi para vos consagrardes ao meu Coração Imaculado.
Eis porque difundi por toda a parte, nestes vossos tempos, o meu Movimento Sacerdotal Mariano. Para formar o pequeno rebanho, reunido na oração dos Cenáculos e vigilante na expectativa. O rebanho reunido e formado por Mim, para conservar sempre a verdadeira fé.
Assim, quando o Filho do Homem voltar, encontrará ainda a fé sobre a terra em todos aqueles que se consagraram a Mim, deixando-se recolher no jardim celeste do meu Coração Imaculado.
Nota:
Para uma visão mais completa dos sinais que precedem a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, remeto à mensagem de Nossa Senhora ao P. Stefano Gobbi no dia 31 de Dezembro de 1992. Ali Nossa Senhora explica os sinais que precedem a vinda de Nosso Senhor descritos na Bíblia e como se estão a realizar nos nossos dias (João Pedro Batalheiro Marques).
Resumo
É claro a partir da Escritura que os apóstatas não entrarão no Céu, e o ensino da Igreja afirma abertamente que a apostasia incorre em excomunhão. Apostados e católicos são opostos e nunca um católico pode estar em posição de defender uma crença apóstata.
Referências:
BATALHEIRO MARQUES, João Pedro. A Apostasia. In: A Grande Apostasia: um dos sinais do “fim do tempo” e da Vinda de Nosso Senhor. Portugal, 24 ago. 2016. Disponível em: http://apelosdenossasenhora.blogspot.com/search/label/f.t.%20-%20A%20Grande%20Apostasia. Acesso em: 13 fev. 2018.
CATHOLIC ESSENTIALS. Apostasy. [S. l.], 1 jan. 2008. Disponível em: http://www.catholicessentials.net/apostasy.htm. Acesso em: 13 fev. 2018.





