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Salus in Caritate



Anjo dos Macabeus por Doré



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Livro dos Macabeus





Os macabeus (“martelos”) foram os integrantes de um exército judeu que assumiu o controle de partes da Terra de Israel, até então um Estado-cliente do Império Selêucida.

O Império Selêucida foi um Estado helenista que existiu após a morte de Alexandre, o Grande da Macedônia, cujos generais entraram em conflito pela divisão de seu império. Entre 323 e 64 a.C., existiram mais de 30 reis da dinastia selêucida.

O período helenístico refere-se ao período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava. Foi neste período que as ciências particulares tiveram seu primeiro e grande desenvolvimento. Foi o tempo de Euclides e Arquimedes. O helenismo marcou um período de transição para o domínio e apogeu de Roma.

Durante o período helenístico, foram fundadas várias cidades de cultura grega, entre elas Alexandria e Antioquia, capitais do Egito ptolemaico e do Império Selêucida, respectivamente.

Os macabeus fundaram a dinastia dos Hasmoneus, que governou de 164 a 37 a.C., reimpuseram a religião judaica, expandiram as fronteiras de Israel e reduziram no país a influência da cultura helenística.

A dinastia dos asmoneus foi fundada sob a liderança de Simão Macabeu, duas décadas depois de seu irmão, Judas Macabeu (“Martelo”), derrotar o exército selêucida durante a Revolta Macabeia, em 165 a.C. (Guerra dos Judeus, Josefo).

O membro mais conhecido da dinastia foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação.

Os macabeus, durante anos, lideraram o movimento que levou à independência da Judeia e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos. Após a independência, os hasmoneus deram origem à linhagem real que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 37 a.C.

O Reino Asmoneu sobreviveu por 103 anos antes de render-se à dinastia herodiana, em 37 a.C. Ainda assim, Herodes, o Grande, sentiu-se obrigado a se casar com uma princesa da casa dos asmoneus, Mariamne, para legitimar seu reinado, e participou de uma conspiração para assassinar o último membro homem da família dos asmoneus, que foi afogado em seu palácio, na cidade de Jericó.


Lista de reis e governantes hasmoneus:

  • Judas Macabeu (164-160 a.C.) - Liderou sua família e os rebeldes contra o Império Selêucida.
  • Jônatas Macabeu (160-143 a.C.) - Governou como sumo sacerdote.
  • Simão Macabeu (142-134 a.C.) - Governou como sumo sacerdote.
  • João Hircano I (134-104 a.C.)
  • Aristóbulo I (104-103 a.C.)
  • Alexandre Janeu (103-76 a.C.) - Primeiro Hasmoneu a tomar o título de rei, além de sumo sacerdote.
  • Salomé Alexandra (76-66 a.C.)
  • Aristóbulo II (66-63 a.C.) - Deposto pelos romanos. Seu irmão, João Hircano II, foi feito sumo sacerdote em seu lugar.
  • João Hircano II (63-40 a.C.) - Colocado no governo como sumo sacerdote pelos romanos.
  • Antígono (40-37 a.C.) - Deposto pelos romanos, foi eleito Herodes, o Grande como rei da Judeia.

Herodes, o Grande , foi um rei do território da Judéia, como representante (rei cliente) do Império Romano, entre 37 a.C. (Aryeh Kasher, Eliezer Witztum, Karen Gold (trad.), King Herod: a persecuted persecutor : a case study in psychohistory and psychobiography, Walter de Gruyter, 2007).


Descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos” (Ken Spiro, History Crash Course: Herod the Great), Herodes é conhecido por seus colossais projetos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do Segundo Templo, naquela cidade, por vezes chamado de Templo de Herodes. Alguns detalhes de sua biografia são conhecidos pelas obras do historiador romano-judaico Flávio Josefo.


Seu filho, Herodes Arquelau, tornou-se etnarca da Samaria, Judeia e Edom de 4 a 6 d.C., e foi considerado incompetente pelo imperador romano Augusto, que tornou o outro filho de Herodes, Herodes Antipas, soberano da Galileia (de 6 a 39 d.C.). Parte dessa história política pode ser vista no filme José, o Pai de Jesus (ano 2000, disponível na Amazon Prime) e também no livro A Sombra do Pai, indicado pelo Papa Francisco(você encontra aqui). Segundo o livro de Atos, Herodes morreu durante seu discurso em Cesareia, onde as pessoas o chamavam de deus. Então, um anjo o feriu, pois ele havia recebido a honra que apenas Deus merece, e ele morreu comido por vermes (Atos 12, 19-23).

Eleazar por Doré. Eleazar é um mártir judeu retratado em II Macabeus 6. O versículo 18 afirma que ele "se sentava no primeiro lugar entre os doutores da lei" . Ele tinha noventa anos quando morreu (v. 24).





O Livro dos Macabeus foi excluído do cânon judaico por ter sido escrito em grego e é chamado de “deuterocanônico” por alguns cristãos. É o registro histórico das lutas travadas contra os soberanos selêucidas para obter a liberdade religiosa e política do povo judeu. Seu título provém do apelido de Judas Macabeu que, por extensão, passou a designar também os seus irmãos.

Esses registros são divididos em quatro relatos, o primeiro e o segundo livro de Macabeus, como descrito abaixo:

O relato do primeiro livro dos Macabeus abrange quarenta anos, desde a ascensão de Antíoco IV Epifânio ao poder, em 175 a.C., até a morte de Simão e o início do governo de João Hircano em 134 a.C. Foi escrito em hebraico, mas só foi conservado numa tradução grega. Seu autor é um judeu palestinense, que compôs a obra depois do ano 134 a.C., mas antes da tomada de Jerusalém por Pompeu em 63 a.C. As últimas linhas do livro indicam que ele foi escrito não antes do final do reinado de João Hircano, mais provavelmente pouco depois de sua morte, por volta de 100 a.C. O livro é considerado de grande valor histórico tanto para judeus e protestantes como para católicos.

O segundo livro dos Macabeus não é a continuação do primeiro. É, em parte, paralelo a ele, iniciando a narração dos acontecimentos um pouco antes, no fim do reinado de Seleuco IV, predecessor de Antíoco IV Epifânio, mas acompanhando-os apenas até Judas Macabeu. Isto não representa mais do que quinze anos e corresponde somente ao conteúdo dos capítulos 1 a 7 do primeiro livro.



Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).





"Pitágoras foi o primeiro que chamou de filosofia ao estudo da sabedoria, preferindo ser conhecido como filósofo do que como sábio, pois antes dele os homens que se dedicavam a este estudo chamavam-se sofos, isto é, sábios. Mas é belo que ele tivesse chamado aos que buscam a verdade de amantes da sabedoria em vez de sábios, porque a verdade é tão escondida que por mais que a mente se inflame em seu amor e se disponha à sua busca, ainda assim é difícil que possa vir a compreender a verdade tal como ela é. Pitágoras, porém, estabeleceu a filosofia como a disciplina daquelas coisas que verdadeiramente existem e que são, em si mesmas, substâncias imutáveis.

A filosofia é o amor, o estudo e a amizade da sabedoria; não porém desta sabedoria que trata de ferramentas, ou de alguma ciência ou notícia sobre algum método fabril, mas daquela sabedoria que, não necessitando de nada, é uma mente viva e a única e primeira razão de todas as coisas. Este amor da sabedoria é uma iluminação da alma inteligente por aquela pura sabedoria e como que um chamado que ela faz ao homem, de tal modo que o estudo da sabedoria se nos apresenta como uma amizade daquela mente pura e divina. Esta sabedoria impõe a todo gênero de almas os benefícios de sua riqueza, e as conduz à pureza e à força própria de sua natureza. Daqui nasce a verdade das especulações e dos pensamentos, e a santa e pura castidade dos atos." (Hugo de São Vítor)











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Livro de Baruc






Filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36,4 ss). Era homem erudito, de nobre família (Jr 51,59 ss), tendo servido fielmente ao profeta. Pelas instruções de Jeremias, escreveu Baruc as profecias daquele profeta, comunicando-as aos príncipes e governadores. E um destes foi acusar de traição o escrevente e o profeta Jeremias, mostrando ao rei, como prova das suas afirmações, os escritos, de que tinham conseguido lançar mão. Quando o rei leu os documentos, foi grande o seu furor. Mandou que fossem presos os dois, mas eles escaparam. Depois da conquista de Jerusalém pelos babilônios (586 a.C.), foi Jeremias bem tratado pelo rei Nabucodonosor II - e Baruc foi acusado de exercer influência sobre Jeremias a fim de não fugirem para o Egito (Jr 43,3). Mas, por fim, foram ambos compelidos a ir para ali com a parte remanescente de Judá (Jr 43,6). Durante o seu encarceramento deu Jeremias a Baruc o título de propriedade daquela herdade que tinha sido comprada a Hanameel (Jr 32,8-12).


A obra tem por objetivo mostrar como era a vida religiosa daquele povo, seus cultos e tem o mérito de conservar o sentimento religioso dos israelitas dispersos pelo mundo todo após a ruína de Jerusalém e a perda de quase todas as suas instituições. Mostra como eles conservaram viva a consciência de ser um povo adorador do verdadeiro Deus. Ao mesmo tempo, mostra a consciência que tinham do desastre nacional: não atribuem tudo isso à infidelidade de Javé; ao contrário, reconhecem que os males se originaram por culpa deles próprios: estão assim porque desprezaram a palavra dos profetas, rejeitaram a justiça e a verdadeira sabedoria. Mas, ao lado dessa consciência de seus pecados, conservam uma viva esperança, pois acreditam que Deus não abandona o seu povo e continua fiel às promessas. Se houver arrependimento e conversão, poderão confiar no perdão divino: serão reunidos de novo em Jerusalém, que é para sempre a cidade de Deus.



Resumão do Livro de Baruc:



1. Capítulo 1,1-14: faz uma descrição da origem da obra, uma introdução (em prosa);
2. Capítulos 1,15 a 3,8: há confissão dos pecados de Israel (1:15-2:10) e suas orações, pedindo perdão (2,11-3,8), foi escrita originalmente em hebraico (em prosa), e desenvolve a oração de Dn 9,4-19.
3. Capítulos 3,9 a 4,4: Os profetas exortam o povo a parar de cometer erros e seguir os mandamentos dados (em poesia, no estilo dos livros sapienciais).
4. Capítulos 4,4 a 5,9: O povo recebe por meio dos profetas a promessa de que será liberto do cativeiro (em poesia).
5. Capítulo 6: Jeremias alerta os israelitas sobre os perigos da idolatria no cativeiro da Babilônia. Este livro é conhecido como "Epístola de Jeremias" e é um livro a parte na Septuaginta. Na Vulgata, base das bíblias católicas, é o capítulo 6 de Baruc.

Alguns capítulo dos livros de Baruc são conhecidos por nomes individuais:
Baruc 1: "Livro de Baruc";
Baruc 2: "Apocalipse Siríaco de Baruc. Os capítulos 78-87 são também conhecidos por "Carta de Baruc à tribo dos nove e meio".
Baruc 3: "Apocalipse Grego de Baruc ou ou apenas "Apocalipse de Baruc".
Baruc 4: "Paralipomena de Jeremias", que aparece como um livro a parte em diversos manuscritos antigos gregos, e significa "coisas deixadas de fora de [do livro de] Jeremias".







Resumão Eclesiástico + Comentários




Eclesiástico ou Sirácida é um dos livros deuterocanônicos da Bíblia, de composição atribuída a Jesus filho de Sirach (Jesus Ben Sirac ou Ben Sirá, ou, em grego Sirácida). O livro, formado por reflexões pessoais do autor, era comumente lido em templos cristãos, aliás o nome Eclesiástico (Livro da Igreja ou da Assembleia) provém do uso oficial que a Igreja cristã faz desse livro, em contraposição à Sinagoga judaica, que não o aceita como Palavra de Deus. Tal designação vem desde a época de São Cipriano de Cartago. O livro foi originalmente escrito em hebraico, entre 190 e 124 a.C., possui 51 capítulos e, posteriormente, foi traduzido para o grego por um neto de Jesus filho de Sirach, em 123 a.C.



No início do século II a.C., a Palestina passou do domínio dos Ptolomeus (Egito) para o dos Selêucidas (Síria). A fim de unificar o império, exposto a conflitos internos, os selêucidas promoveram uma política de assimilação, e procuraram impor aos povos dominados a cultura, a religião e os costumes gregos - um imperialismo cultural que ameaçava destruir a identidade cultural e religiosa dos dominados.

Parte dos judeus aceitava adaptar o judaísmo a uma civilização mais universal, entretanto outra parte buscava preservar a identidade e salvaguardar a fé e a vocação de Israel, testemunha do Deus vivo para todas as nações. Ben Sirac escreveu então este livro, uma espécie de longa meditação sobre a fidelidade hebraica. Ele procura reavivar a memória e a consciência histórica do seu povo, a fim de mostrar sua identidade própria e o valor perene de suas tradições. O autor, porém, não é intransigente, pois em seu livro mostra ter já assimilado diversos aspectos da cultura grega, iniciando o caminho de uma síntese que culminará no Livro da Sabedoria, ou seja, o livro dirige-se a todo aquele que queria se comportar como judeus em um mundo que mudava, trata-se de uma obra de um conservador lúcido, que quer preservar o essencial, sabendo que não se deve ignorara as situações novas.

O centro do livro está no cap. 24, em que o autor identifica a Sabedoria com a Lei de Moisés (24,23), presente nos cinco livros do Pentateuco que, em hebraico, se chamam Torá = Lei. Esta, na visão do autor, constitui a Sabedoria de Israel.

Com efeito, a narração toda do Pentateuco mostra a experiência básica de todo homem e de qualquer povo: a sabedoria que nasce da experiência concreta e conduz à vida.

São Jerônimo afirmava tê-lo conhecido em sua língua original.

Aproximadamente dois terços de uma antiga cópia do texto em hebraico provenientes de uma Sinagoga no Cairo foram encontrados em 1896.

Alguns fragmentos também foram encontrados nas grutas de Qumrã (Manuscritos do Mar Morto) e outros fragmentos foram encontrados em Massada.





Comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesêtre, Lestrade, Poels, Vigouroux, Bossuet etc. editado pela Editora das Américas, 1950.



Este livro denomina-se O Eclesiástico, tradução duma palavra grega, que significa "livro para uso da assembleia'. Na versão dos Setenta tem este outro: "Sabedoria de Jesus, filho de Sirac", título que indica o objeto e o autor do livro.


Não se sabe ao certo quem foi esse Jesus, pelos dados que o texto nos fornece sabemos ser homem versado na medicina, sacerdote, com larga cultura obtida em viagens, desempenhando funções elevadas na corte de um rei.


É incerta a época em que o autor do Eclesiástico viveu.


O seu livro fornece-nos um esclarecimento indicando-nos o nome do grande sacerdote judeu, Simão, filho de Ozias, mas esta indicação é insuficiente, porque são conhecidos dois grandes sacerdotes com o mesmo nome e a mesma filiação: Simão I, cognominado o justo, que viveu no tempo de Ptolomeu, no ano 290 A.C e Simão II, eleito pontífice magno quando Ptolomeu IV Filopator quis à força entrar no templo de Jerusalém. Os críticos divergem: uns têm o autor como contemporâneo do primeiro, outros do segundo.


O texto que possuímos é grego, mas foi composto em hebraico, como deduzimos do prólogo e também da tradição judaica. São frequentes no Talmud e no Midraschim as citações do Eclesiástico, feitas em hebraico. Há uma coleção de provérbios do Eclesiástico, e que são conhecidos pelo nome de "Ben Sira, do filho de Sirah". São Jerônimo atesta que viu o texto hebraico do Eclesiástico. Há ainda um outro argumento fornecido pelas passagens dificeis de empreender na tradução e que se explicam facilmente pelo original hebraico.


Sempre se considerou este livro como divinamente inspirado, o mais útil dos livros sapienciais, e uma das partes das Escrituras, cuja a leitura é mais útil. Os protestantes negaram a canonicidade do Eclesiástico, mas contra esta pretensão protesta a tradição universal e constante (De canonicis Scripturis decretum. Sess 4). Martini, célebre tradutor italiano e comentador da Bíblia, diz deste livro: "Aqui se encontram com singular abundância os ensinamentos mais puros e mais santos, adaptados aos homens, de todos os tempos e de todas as condições, etc". (Martini, Vecchio Testamento)


Partes do livro:


Prólogo - escrito pelo neto do autor

Primeira parte - compreende os primeiros 42 capítulos (até cap. 42, 14), podemos nomear esta parte como "tratado dogmático", o autor nos faz conhecer: 

1) Deus e seus atributos; 
2) a doutrina da predestinação, 
3) a inocência do homem antes da queda, 
4) a liberdade humana (Welte, Dictionnaire encyclopedique de la théologie catholique). 


Segunda parte - tem por objetivo o elogio de Deus, Criador. Compreende 3 pontos: 

1) Hinos a Deus, Criador da Terra, é como um resumo da teodicéia. 
2) Do elogio de Deus o autor passa aos justos, é um hino em honra dos patriarcas e dos santos do Antigo Testamento. 
3) Súplica final, agradecendo a Deus todos os benefícios que o autor recebeu. 



















Oração para a escolha do estado de vida (Devocionário O devoto de Santa Teresinha)




Ó Santa Teresinha do Menino Jesus, em vossas mãos entrego o negócio importantíssimo da escolha do meu estado. Ninguém, melhor do que vós, poderia inspirar-me e aconselhar-me; pois vós muito amais a minha alma e desejais que em mim e por mim seja Deus glorificado. 


Vós, que para seguir a voz de Deus que vos chamava ao claustro, suportastes mil penas internas e o sofrimento das contradições e dos atrasos externos; vós que, num só instante, vistes todos os vossos sonhos destruídos pela humana prudência, e todavia sempre achastes no fundo do vosso coração muita força para confiar unicamente em Deus, concedei-me a graça de poder conhecer, sem erro, a Divina Vontade e segui-la com todas as forças da minha alma. E, se para conseguir a minha vocação tivesse que passar, assim como vós por penas e tribulações, fortalecei a minha fé, robustecei a minha perseverança, sustenta a minha confiança em Deus, até ao completo triunfo da Divina Vontade. 


Ó minha Santa Conselheira, não me abandoneis, mas assisti-me neste gravíssimo negócio, do qual depende a minha eterna salvação e felicidade, e fazei com que, obedecendo perfeitamente ao chamado de Deus, eu possa alcançar, pelo caminho ao qual se dignará chamar-me, o último fim para que me criou. 


Amém.


Devocionário: O Devoto de Santa Teresinha do Menino Jesus (1927)

nas mão de Deus




Sou vossa, sois o meu Fim:
Que mandais fazer de mim?

Soberana Majestade
E Sabedoria Eterna,
Caridade a mim tão terna,
Deus uno, suma Bondade,
Olhai que a minha ruindade,
Toda amor, vos canta assim:


Que mandais fazer de mim?


Vossa sou, pois me criastes,
Vossa, porque me remistes,
Vossa, porque me atraístes
E porque me suportastes;
Vossa, porque me esperastes
E me salvastes, por fim:


Que mandais fazer de mim?

Que mandais, pois, bom Senhor,
Que faça tão vil criado?
Qual o ofício que haveis dado
A este escravo pecador?
Amor doce, doce Amor,
Vede-me aqui, fraca e ruim:


Que mandais fazer de mim?


Eis aqui meu coração:
Deponho-o na vossa palma;
Minhas entranhas, minha alma,
Meu corpo, vida e afeição.
Doce Esposo e Redenção,
A vós entregar-me vim:

Que mandais fazer de mim?


Piracicaba, 1954


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Enquanto o Papa Clemente XIII permitia o culto ao Sagrado Coração de Jesus, pedido por Nosso Senhor a uma freira desastrada, que sempre trombava com alguma coisa quando via a madre superiora e que frequentemente deixava os animais comerem a horta do mosteiro, para horror da mesmíssima madre. 


Enquanto Catarina (a Grande) garantia a liberdade de culto na Rússia, antes de se lançar no luteranismo e o Padre Figueiredo inaugurava a Tentativa Teológica num abraço amigável com o pombalismo iluminista, apesar de seu saber extenso em exegese. 


Enquanto a Igreja de São Francisco em Ouro Preto era erigida por Aleijadinho. E Franz Haydn compôs A Grande Missa com Órgão.


Enquanto tudo isso acontecia dentro e fora do Brasil colonial, em 1766, um capitão português que atendia pelo nome de Antônio Corrêa Barbosa recebeu a incumbência de fundar um povoado a beira do Rio Piracicaba. Então ele escolheu a margem direita do rio, junto aos extintos índios Paiaguás, que eram vizinhos e rivais dos índios guaranis. Os Paiaguás eram um subgrupo da tribo dos Guaicurus, uma tribo guerreira do Paraguai que usava cavalos para caçada e ataques. Com traços muito determinados os Paiaguás eram uma tribo nômade e caçadora antes da colonização, tinham um código de honra que impedia que o guerreiro recuasse em batalha, se orgulhavam de não ter piedade do inimigo, eram peritos em cavalgadura e navegação e no Paraguai costumavam hostilizar os guaranis que frequentemente roubavam as suas colheitas. 


Assim, o Capitão se instalou entre guerreiros, o que parece muito lógico sendo ele um capitão. A intenção era formar um centro de apoio para as embarcações que desciam o  Rio Tietê. 


Depois, enquanto era fundado o município de Divinópolis em Minas e São José dos Campos em São Paulo. 


Enquanto o rei da Espanha, Carlos III, expulsava os jesuítas da Espanha, sem cogitar que o fundador da ordem era espanhol e Benjamim Constant dava o seu primeiro choro ao nascer, antecipando o seu agir liberal na segunda metade da Revolução Francesa - em defesa da liberdade dos civis, em oposição a guerra voraz de Napoleão numa defesa a modernidade, marcada pela mentalidade de que o comércio é superior à guerra. 


Enquanto tudo isso acontecia, a vila no interior de São Paulo ganhou o nome de Vila de Itú (significa salto), oficialmente e devidamente fundada em 1º de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. 


Mais adiante, em 1774, o cometa Halley resolveu aparecer, a cidade de Campinas foi fundada e a Beata Ana Catarina Emerich nasce e a Vila de Itú é elevada a Freguesia, com o número significativo de 230 habitantes. Acontece que o Povoador tinha Santo Antônio como seu santo de devoção, portanto, a paróquia instalada, também nesse ano, teve o santo como orago e o Padre João Manuel da Silva como pároco. No entanto, essa transição de um santo para outro não agradou muito o povo, que tem fama de ser muito fiel, já que conta com essa mistura de índios guerreiros e portugueses desbravadores. Segundo nos conta a lenda, já que esta terra tem muitas, no dia da instalação da paróquia (21 de junho de 1774) os devotos de Santo Antônio sabendo da determinação dos devotos de Nossa Senhora dos Prazeres em manter Nossa Senhora como padroeira, sumiram ousadamente e corajosamente com a imagem de Nossa Senhora! De modo que não houve jeito de parar a proclamação de Santo Antônio como padroeiro. Foi dessa ocasião que surgiu a lenda, inventada pelo Capitão, que diz que Nossa Senhora dos Prazeres foi levada por anjos Rio Piracicaba abaixo.


O tempo passou e era preciso pensar em ampliar, então no ano pacato de 1784, já que nada acontecia no mundo, a Vila de Itú resolveu tomar para si a responsabilidade de acontecer e tomou a decisão de mudar de margem, assim se instalou na margem esquerda do rio. A mudança realmente foi efetiva, a fertilidade da terra atraiu fazendeiros e a disputa de terras deu ao ano a dose de mudanças necessária a vida de uma vila.  E o capitão passou a morar na margem esquerda, na casa mais conhecida de Piracicaba: a Casa do Povoador. 


Mas a vila ainda não tinha o título de Vila, era uma vila que não era Vila. Então em 1821, enquanto a Espanha reconhecia a independência da Venezuela, o Uruguai era incorporado ao Brasil, o Rei Dom João VI partia do Brasil e deixava Dom Pedro I como Regente, enquanto Napoleão Bonaparte morria e todo mundo ao redor do Brasil declarava independência da Espanha, Anita Garibaldi, Dostoiévski, Gustave Flaubert, davam o seu primeiro choro; em meio a tudo isso, a vila passava a ser de fato Vila, agora com o nome de Vila da Nova Constituição, em homenagem a Constituição Portuguesa, que dava fim ao absolutismo, abria alas à monarquia constitucional e ao mesmo tempo afirmava a união real de Portugal e Brasil, o Brasil era uma extensão de Portugal, e ainda a afirmação de que a religião católica era a única religião da Nação Portuguesa, pontos dignos de serem comemorados com o nome de uma Vila, de fato.


Mas uma vez o tempo passou e em 1836, a Vila da Nova Constituição, se constitui em uma respeitado centro abastecedor, todos os lotes de terra estavam ocupados, os campos cobertos de plantação: café, feijão, milho e algodão. E no mundo ainda existia, como sempre, ares de revolução.


E enfim, no ano em que Freud deu o seu primeiro choro psicanalítico que provavelmente reflete alguma querela familiar, 1856, a Vila da Nova Constituição termina a sua saga e é reconhecida como Cidade. Mas ainda faltava um ponto importante, embora o nome "Nova Constituição" fosse cheio de simbolismo político, o povo é guiado pelo nome do coração e a Vila sempre fora chamada de Piracicaba, assim faltava esse último passo na história da saga da nossa pequena vila que queria crescer e ser cidade. 


Foi em 1877, o momento do desfecho, a Rainha Vitória na Inglaterra inaugurava uma era somente por existir; José de Alencar descansava a sua pena, Dom Pedro II tentava manter um reino e o Rio de Janeiro ganhava a sua primeira estação telefônica, foi quando a vilazinha que virou cidade passa a ser oficialmente Piracicaba, pela voz do vereador Prudente de Morais, que não era piracicabano mas ficou aqui por casamento com Adelaide, até ser o primeiro Presidente Civil, sempre em apuros com o mandato sempre por um fio. 


Catedral Santo Antônio, 1959



No entanto, ainda restava a questão dos padroeiros, afinal todos sabem que os piracicabanos não esquecem de nada com facilidade, em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial e a Beata Celestina Faron terminando sua jornada terrestre num campo nazista, Santo Antônio era considerado também seu padroeiro, ou seja, essa cidade tem o orgulho de dizer que tem vários padroeiros, pois é comum, que o cortejo do padroeiro seja triplo. Sim, triplo, já que São Benedito entrou para a lista algum tempo depois. 


A lenda é a seguinte, conta-se que por volta de quarenta anos atrás, ou mais ou menos, um prefeito quis botar abaixo a Igrejinha de São Benedito, no entanto, os devotos determinados do santo fizeram grande oposição, todo piracicabano sabe que com São Benedito não se brinca e que seus devotos tem uma grande razão de levantar a mão como quem diz "espera e verá" quando alguém mexe com a capelinha, isso se deve ao que aconteceu nessa ocasião. O então prefeito, contrariado com a resistência dos devotos, falou em alto e bom som na rádio que ia, ele mesmo, colocar a igrejinha abaixo na manhã seguinte. Pois não foi preciso outro motivo para o povo se juntar em frente a igrejinha e esperar o prefeito que devia subir no trator e colocar a igrejinha abaixo, como havia dito. Acontece que o prefeito não apareceu, foram então saber o que sucedeu com a autoridade ... o prefeito estava morto. Por essa razão, todos os devotos piracicabanos de São Benedito não têm dúvida de que mexer na igrejinha com más intenções não é boa idéia. 


Por outra lenda, também não é boa idéia deixá-lo fora da procissão do padroeiro, parece que São Benedito tem algum cargo auxiliar à função de São Pedro de gerenciar a chuva, pois se ele não estiver na procissão certeza que choverá. Assim por muito tempo a cidade teve a procissão do padroeiro com três andaimes: Nossa Senhora dos Prazeres (por ser a primeira protetora, mesmo tendo sido levada por anjos rio abaixo), Santo Antônio (afinal todo português tem devoção a Santo Antônio) e São Benedito ("afinal, vai que chove? melhor prevenir.")


O que parece um capricho devocional caipira diz muito sobre a alma piracicabana formada durante essa jornada de vila à cidade: simples mas com ímpetos de amplitude. Sempre quando conto essa história me lembro de Santa Maria Mazzarello, co-fundadora (com Dom Bosco) das Filhas de Nossa Senhora Auxiliadora. Ela tinha o hábito de "usar todas as chaves". O padre Pestarino lhe ensinara que a porta do Céu pode ser aberta com a chave do trabalho, ou da oração, ou da doação, enfim, se usar bem a chave pode abrir a porta; no entanto, ela decidiu que usaria todas, "só para ter certeza". Existe algo desse "só para ter certeza vou usar todas as chaves" na alma piracicabana. 


Essa é a história da vila que virou cidade, com três santos na festa do padroeiro e que gerou a alma piracicabana que é simples mas que tem sede amplitude. 


Singelamente, Ana















 









 





Ó Jesus, estando Vós sobre a terra, disseste: "aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma". Ó poderoso Monarca dos Céus, a minha alma acha o seu repouso contemplando-vos revestido das aparências e da natureza de escravo, abaixando-Vos até lavar os pés aos discípulos. Recordo, ó Jesus, as palavras que, para me ensinardes a humildade, pronunciastes nessa ocasião: "Eu vos dei o exemplo, para que, assim como eu vos fiz, assim vós também façais. Não é o discípulo maior do que o seu mestre... se sabeis estas coisas, bem aventurados se a praticardes". 


Senhor, eu compreendo estas palavras, saídas do Vosso Coração, manso e humilde, e quero praticá-las, ajudada pela vossa divina graça. Quero humilhar-me e sujeitar a minha vontade à de minhas irmãzinhas, sem nunca contradizê-las, sem investigar se tem ou não sobre mim direito de mandar. 


Ninguém, meu Deus, tinha este direito sobre Vós e todavia obedecestes, não só à Santíssima Virgem e a São José, mas até aos vossos algozes! E na Santa Eucaristia pondes o cúmulo ao vosso aniquilamento. 


Com que humildade, ó Divino Rei da Glória, obedeceis a todos os sacerdotes, fervorosos ou tíbios no vosso divino serviço! Eles podem apressar ou retardar a hora do sacrifício, e Vós estas sempre pronto a descer do Céu. 


Ó meu Bom Jesus, como Vós mostrais manso e humilde debaixo do véu da Hóstia Imaculada!


Ah! Não poderíeis Vos humilhar demais para ensinar a humildade! Para corresponder, pois, ao vosso amor, quero colocar-me no último lugar e partilhar convosco no Reino dos Céus. Suplico-vos, Divino Jesus, me mandeis uma humilhação toda vez que eu ousar elevar-me sobre os outros. 


Mas oh! Como sou fraca; de manhã proponho ser humilde, e à noite reconheço ter pecado por orgulho. 


Vendo-me tal, sou tentada a desanimar, mas sei que também o desânimo é orgulho. Portanto, quero fundar a minha esperança somente em Vós, meu Deus. 


E já que Vós sois, Todo Poderoso, concedei-me esta virtude, muito desejada. E para que eu seja atendida, repetirei: "Jesus, manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso!". 


Devocionário: O Devoto de Santa Teresinha do Menino Jesus (1927)

Santa Teresinha, Jeane, Celina, Maria G. e o cão Tom.



"Ó Face adorável do meu Jesus, beleza sem igual, que arrebatastes o meu coração... transformai-me à vossa imagem e semelhança, de modo que, contemplando Vós a minha pobre alma, acheis nela o retrato da vossa... Por vosso amor resigno-me a viver na terra, privada da doçura do vosso olhar... renuncio também às vossas divinas caricias... uma só coisa Vós peço, que me abraseis no vosso divino amor, para que ele me consuma rapidamente e me faça aparecer diante de Vós. + Amém "


"Ó pequeno Menino Jesus, meu único tesouro, abandono-me aos vossos divinos caprichos, não quero outra alegria, senão a de Vós fazer sorrir. Concedei-me as vossas graças e as vossas infantis virtudes, afim de que, no dia de meu nascimento para o Céu, os Anjos e os Santos me reconheçam como vossa pequena esposa. + Amém"



Devocionário: O Devoto de Santa Teresinha, por uma carmelita descalça, 1926. 



 



CONTO

O cavaleiro e o pacto com o diabo


Um cavaleiro nobre, poderoso e rico despendeu todos os seus bens e caiu em muito grande miséria. Tinha uma esposa muito casta e devota da Santíssima Virgem Maria.


Havendo uma grande festa na cidade, o cavaleiro queria fazer muitas despesas, mas não tinha mais dinheiro. Por vergonha, foi se esconder numa mata até que passasse a festa. Estando ele naquele lugar, apareceu-lhe uma criatura muito espantosa em um cavalo assustador, e perguntou-lhe por que estava assim tão triste. O cavaleiro contou-lhe toda sua história. E a criatura espantosa lhe disse:

 — Se quiseres fazer o que eu te mandar, eu te farei ter mais riquezas e mais honras que antes. 


O cavaleiro lhe prometeu que faria tudo o que ele quisesse, se ele cumprisse o que estava prometendo. E o demônio lhe disse: 


— Vai à tua casa e cava um lugar. Acharás muito ouro. E promete-me que tal dia trarás aqui a tua mulher. O cavaleiro prometeu. Foi para casa e achou muita riqueza, segundo lhe dissera o diabo, e começou a viver como antes.


Quando veio o dia em que prometera levar sua mulher ao diabo, disse-lhe que subisse em um cavalo, porque haviam de ir longe. Apesar de grande temor, ela não ousou contradizer o marido e foi com ele, recomendando-se a Santa Maria. Indo eles pelo caminho, viram uma igreja. Ela entrou e o marido ficou fora esperando-a. Enquanto ela rezava devotamente à Santa Virgem, adormeceu. A Virgem tomou a semelhança daquela mulher, saiu da igreja, montou no cavalo e seguiu viagem com o cavaleiro, o qual pensava que tinha ao lado a sua mulher. Quando chegaram ao lugar, veio logo o diabo, mas não ousou chegar perto deles. Começou a tremer, a fazer grande barulho e a mostrar grande pavor. E disse ao cavaleiro:


 — Ó falso e muito desleal cavaleiro, por que me fizeste tão grande escárnio, e me fazes tanto mal por muito bem que te fiz? Tu me prometeste que trarias tua mulher, e trouxeste Maria. Eu queria vingar-me da tua mulher, por muitas injúrias que me faz, e tu me trouxeste Esta que me atormenta gravemente e me lança no abismo do inferno. 

Quando isto ouviu o cavaleiro, ficou muito espantado e maravilhado, e com temor não pôde falar. 


E a Virgem disse ao diabo: 


— Por tua ousadia e teu atrevimento, presumias matar uma devota minha. Mas não escaparás assim sem pena. Eu te mando que logo desças aos abismos do inferno, e que daqui em diante não cries obstáculos a nenhuma pessoa que me chamar com devoção. 


Quando o diabo ouviu isto, partiu logo dali, uivando e fazendo grande barulho. O cavaleiro desceu do cavalo e lançou-se em terra, aos pés da Virgem Maria. Esta o repreendeu pelo que fizera e mandou-lhe que voltasse, pois acharia sua esposa dormindo na igreja. Mandou que lançasse fora aquelas riquezas conseguidas pelo demônio, e em seguida desapareceu. O cavaleiro voltou à igreja, despertou sua esposa e contou-lhe tudo o que lhe acontecera. Voltaram para sua casa e lançaram fora o que o demônio tinha conseguido. Perseveraram em louvores e no serviço da Virgem Maria, muito devotamente, e depois tornaram-se muito ricos a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo. 


(Fonte: Theophilo Braga, "Contos tradicionais do povo português" - Magalhães e Moniz Editores, Porto, 1ª edição)

 



CATEQUESE

Quando satanás triunfa numa alma



Quando Satanás triunfa numa alma?


Satanás triunfa numa alma quando consegue que ela viva tranquilamente no estado de pecado mortal e, por isso, pronta para a viagem ao Inferno.



1- A maior astúcia do século: "O diabo não existe!"

"Exorbita já, fora do quadro bíblico e eclesiástico, aquele que se recusa reconhecer (o demônio) como existente; do mesmo (...), que não tivesse sua origem em Deus (...). (O demônio) é um ser vivo, espiritual, pervertido e corruptor" (Paulo VI, 15-XI-1972).



2- O Plano de Satanás

Já Pio XII, falando ao Congresso Catequético dos EUA em 26-X- 1946 afirmava: "O pecado do século é a perda do sentido do pecado". Na Exortação Apostólica "Reconciliação e Penitência" (02-XII-84), São João Paulo II confirmou: "Demasiados sinais indicam que em no nosso tempo existe um eclipse da consciência, tanto mais inquietante quanto esta consciência (...) anda estreitamento ligada à liberdade do homem". Em um mundo em que a moral católica autêntica parece, para muitos, um corpo estranho de tempos passados, julgou-se útil colocar três lições sobre as três etapas do plano do nosso inimigo: o Triunfo ( a vivência no estado de pecado mortal), a Avançada (tibieza, que é estar conformado com pecados veniais e não buscar se emendar achando que afinal "não são pecados mortais") e a Zombaria (as imperfeições, não buscar desarraigá-las e se conformar dizendo "eu nasci assim", "Deus me fez assim"). Feitas objeto de séria meditação, estas três lições podem ajudar a adquirir novamente ou tornar mais profundo o sentido do pecado.



3- Vitória de Satanás

Qualquer pecado mortal (mortal pois que mata a vida sobrenatural da alma) é vitória de Satanás e prepara o seu triunfo na alma. Para compreender esta afirmação, é de grande utilidade refletir sobre as seis principais consequências do pecado mortal: 

- Expulsa Deus de nossa alma, e, com Deus, todos os bens de que Ele é fonte (a Graça Santificante - que é a graça da filiação divina - com o glorioso cortejo de virtudes e dons: é um verdadeiro suicídio espiritual!); mesmo que a pessoa faça "boas ações", se estiver em pecado mortal o valor de suas boas obras é sufocado e invalidado pela escolha ao pecado, pois quem escolhe o pecado, escolhe satanás. 

- Facilita a recaída em outros pecados mortais: "Quem faz o pecado, é escravo do próprio pecado" (Jo 8, 34);

- Impede o mérito de todas as obras feitas em estado de pecado mortal (como foi dito anteriormente); 

- Tira a verdadeira paz também neste mundo: "Não há paz para os ímpios" (Is 48, 22);

- Faz merecer o inferno (Mt 25, 46).



4- Para evitar o pecado mortal devemos usar cinco meios:


- Rezar para obter as graças atuais necessárias para evitar o mal e praticar o bem (Mt 26, 41);
- Praticar a penitência interior (humildade - a humildade é a verdade) e exterior (mortificação) (Tg 4, 6; Mt 17, 21);
- Fugir das ocasiões de pecado (2 Tm 3,5);
- Receber frequentemente os sacramentos da Penitência e da Eucaristia (Jo 6, 48-53);
- Meditar sobre os novíssimos: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso (Eclo 7, 36)


O Pecado


"Constituído por Deus em estado de justiça, o homem contudo, instigado pela Maligno, desde o início da história abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus desejando atingir seu fim fora Dele. Apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram como Deus. O seu coração insensato se obscureceu e eles serviram à criatura ao invés do Criador. Isto, que nos é conhecido pela Revelação Divina, concorda com a própria experiência. Pois o homem, olhando o seu coração, descobre-se também inclinado para o mal e mergulhado em múltiplos males que não podem provir do seu Criador que é bom" (Gaudium et Spes, 1965). 


Catecismo Essencial
Imprimatur 
Dom José de Aquino Pereira
07-06-1987
Solenidade de Pentecostes

São Tomás ensina sobre o demônio:

“Não perseverou na verdade’. A este respeito, deve-se notar que existem dois tipos de verdade: a verdade da palavra e a verdade das obras. A verdade da palavra é quando se fala com a boca o mesmo que se pensa no coração e que corresponde à realidade […] A verdade da justiça, ou das obras, é quando realizamos o que nos compete segundo a ordem da nossa natureza. O Senhor acenou a isto ao dizer: ‘Quem obra a verdade vem à luz, para que se veja claramente que as suas obras foram feitas em Deus".


“O diabo pode induzir o homem a pecar persuadindo-o internamente. O diabo move a vontade do homem como alguém que persuade […]. O diabo engana […] movendo os espíritos animais e humores internos do corpo, cujo movimento origina aquelas representações. É capaz de impedir o uso da razão, como nas possessões. […] O demônio é chamado de tentador porque sonda os homens a fim de saber por quais representações eles são mais subjugados.[…] Deve-se dizer que, como afirmado acima, o diabo não pode ser a causa do pecado do homem como alguém que mova diretamente a vontade, mas apenas como alguém que persuade. Ora, ele persuade o homem a fazer algo de duas maneiras: de maneira visível e de maneira invisível”.



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No primeiro sábado do mês, para cumprir minha devoção por Nossa Senhora de Fátima, procurei um confessor numa igreja que deixara de frequentar, há alguns anos, por motivos que dispensam fastidiosas explicações. Diziam os persistentes frequentadores que tudo por lá melhorara, com a saída de 3 ou 4 jovens loucos. Quem sabe? Lembrei-me do velho Pe. X, homem simples e bom, cabeça branca, manso e ingênuo. Um dia, nos tenebrosos tempos em que o ISPAC energicamente se empenhava em perverter padres moços e freiras simplórias, subia eu a Rua Cosme Velho quando avistei o Pe. X, que vinha ao meu encontro feliz e aureolado de novas ideias. Saía do ISPAC e logo que me viu apressou o passo e generosamente veio ensinar-me o que acabara de aprender:



— Sabe? Agora é tudo explicado pela Evolução. Os padres professores estudam muito e explicam que tudo é diferente depois do Concílio. Diante da transfigurada felicidade do padre, senti a refulgente evidência da inutilidade de qualquer debate. Atirei-lhe pelas costas uma Ave-Maria, “às traição” como dizem lá por dentro do Brasil, e estuguei o passo, já mais atraído pelo café com pão do que preocupado com a sorte do Pe. X. Passaram-se os anos como costumavam passar nos gloriosos tempos pós-conciliares e eu confesso que enterrei o Pe. X no esquecimento, ou perdi-o de vista, sob o volume de escombros ex-católicos e de cadáveres de ex-padres insepultos. Ultimamente tive notícias de que o Pe. X andava muito triste. Alegrei-me eu. Quem sabe se não poderia procurar o Pe. X e pedir-lhe o Sangue de Jesus para o perdão de meus pecados. Tomada a resolução, entrei na sacristia silenciosa e deserta. No altar à direita transcorria a missa das oito. Um moço apiedado de meu ar desamparado disse-me que o Pe. X estava na sala em frente; e efetivamente lá estava ele, todo branco a arrumar não sei o quê num armário: pouco mudado, mais grave, mais sério, mais branco. Quando me viu, alegrou-se e quase correu ao meu encontro. Dias antes eu publicara o artigo Falsa Bondade, que anos atrás, certamente, escandalizaria o Pe. X. Com surpresa ouvi-o:



— Muito bem! Muito bem! Continua! Coragem.



Quando fiz breve alusão à pressão que sofrera o Governo da Espanha, não só dos países, mas do próprio Vaticano. O Pe. X ficou mais rosado e com voz severa começou a falar para interlocutores invisíveis:


— Palhaçada! Palhaçada! Olhe, quer saber o que penso? Só isto: dois e dois são quatro. E a verdade de Deus não se reforma. 


E agora, voltado para mim, firme e didático, abria os dedos das duas mãos em VV, como Churchill fazia para anunciar a chamada vitória democrática que entregaria o mundo à URSS, mas para repetir:


 — Dois e dois são quatro.


Disse-lhe que desejava confessar-me e ele logo me indicou um canto de sala onde eu me ajoelhei ao lado de sua cadeira: — ouviu-me. Prometi a Deus o miserável firme propósito de minha fragilidade que só na força d’Ele poderia cumprir tão audaciosa promessa. Deus meu! Deus meu! E logo depois das palavras que desciam para mim do alto do Calvário, o Pe. X volveu ao seu solilóquio:

— Maus tempos. Maus tempos. Só temos agora diante de nós o Martírio. Estamos no Apocalipse. Continue a luta até o fim e Deus dará o necessário.


Na porta que dá para o jardim, despediu-se de mim, risonho e como se entre nós dois houvesse um segredo delicioso e divertido; tornou a abrir os dedos e repetiu:

 — Dois e dois são quatro.



Na volta para casa sentia arder-me o coração, e em mais de uma esquina como nos caminhos de Emaús pareceu-me que Alguém me repetia, com infinita doçura e infinita firmeza, aquela tabuada divina:

 — Dois e dois são quatro.



Em casa, na escuridão e no silêncio de meu escritório, estive a considerar, ora uma ora outra das duas alternativas: o martírio, ou quem sabe? A tênue esperança humana de uma volta ao ponto em que todos se desviaram da “diritta via” e tomaram o caminho do Inferno.



Não é possível. Em todos os itinerários humanos o que mais prevalece é sempre a volta. Mesmo sem pecado, a simples necessidade do trabalho de cada dia nos obriga a sair de casa, a perder nossa integridade e nosso nome para espalhar pela cidade nossa alma estilhaçada. Depois dessa dispersão, desse pluralismo de títulos e nomes minúsculos o homem empreende a parte mais alta e mais nobre de sua jornada: a volta para casa. O desvairado mundo moderno pensa que o homem é mais homem, mais elevado, quando sai de casa e se empenha na luta que contribui para o Produto Nacional Bruto e para o progresso nacional. A casa deixou de ser o Porto Seguro, o Paraíso Perdido, o Jardim Fechado, o lugar maravilhoso, onde, aberta uma porta-sagrada, o homem recupera o nome de seu batismo, chama por seus nomes os animais domésticos e ouve o passo da companheira nascida de seu sonho de amor.



Mas tudo isto e mais alguma coisa que possa dizer da casa dos homens é pó ou nada quando pensamos numa volta à Casa do Pai que corre ao nosso encontro e nos cobre de beijos. Pater! Pater! Pater! Não é impossível pensar num volta maior e mais animosa do que todas as cruzadas: vejo milhões de Padres X, milhões de bispos e até dezenas de cardeais — todos a seguirem um Papa mais branco e mais firme que o Pe. X a dirigir a Cruzada da Volta, parando de vez em quando nas curvas do caminho para abrir os braços e os dedos, clamando:

 — Dois e dois são quatro! Amigo! Friend! Cantemos um cântico novo, às avessas da marcha progressista da Nona Sinfonia; cantemos a alegria da volta à verdade e à bondade de Deus.



(O Globo, 23/10/1975)

ps: sim, O Globo já publicou coisas assim.




Gustavo Corção (1896 – 1978) foi um escritor, engenheiro, ensaísta e jornalista católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil.

Escreveu para diversos jornais, como 
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"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




"Quem ama a disciplina, ama o conhecimento" - Provérbios 12, 1

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