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Salus in Caritate


(basta clicar no titulo para acessar o material, aconselho a verificar as referências dos textos para incluí-los em seus estudos, cruzando as referências)

E-books de apoio de minha autoria ou participação:

Guia "definitivo" sobre Modéstia (aqui)

Modéstia: O Caminho da Beleza e da Santa Ordem (aqui)



Pronunciamentos Papais e da Sagrada Congregação do Concílio: 

1. Cruzada pela pureza, por S. S. Pio XII

2. Moda e modéstia, por S. S. Pio XII

3. O vestuário pode denegrir a pessoa, por S. S. Pio XII

4. Papa Bento XV fala sobre moda

5. Problemas morais nos estilos da moda, por S. S. Pio XII

6. Carta aos bispos: Imodéstia nas modas contemporâneas, pela Sagrada Congregação do Concílio aos Bispos do mundo

7. Carta da Congregação do Concílio sobre modéstia, pelo Cardeal Donato Sbaretti



Pronunciamento de Santos

1. Vestida com dignidade, por São Francisco de Sales

2. Modéstia aos olhos, por Santo Afonso Maria de Ligório

3. As excelências da mortificação, por Santo Afonso Maria de Ligório

4. As nossas conversas, por São Francisco de Sales

5. Honestidade das palavras e respeito que se deve ao próximo, por São Francisco de Sales

6. Da prática da caridade nas palavras, por Santo Afonso Maria de Ligório

7. Modéstia ao assistir à Santa Missa, por São Leonardo de Porto Maurício

8. Imodéstia - Noiva do diabo, por São Leonardo de Porto Maurício

9. Padre Pio insistiu na modéstia

10. Adorno de modéstia e sobriedade: Pe. Pio na luta pela modéstia

11. Modéstia por São Tomás de Aquino: Suma Teológica, II-II, qq. 160 e 168-170



Pronunciamento de Cardeais, Bispos, Monsenhores, Cônegos e Padres

1. Pureza interior, pelo Cardeal Mindszenty

2. Uso do véu / Modéstia no vestir, por Dom Antônio de Castro Mayer

3. O valor do pudor, por Dom Tihamér Tóth

4. Soldados da pureza, por Dom Tihamér Tóth

5. O sentido da vista / Modéstia: Baluarte que nos protege a débil virtude, pelo Cônego Augusto Saudreau

6. Praias e piscinas / Dança, pelo Padre Ricardo Félix Olmedo

7. As vestes à luz da Bíblia Sagrada, pelo Padre Elcio Murucci

8. Maria - Modelo acabado do mundo feminino, pelo Padre Hardy Schilgen

9. Modéstia no vestir - Cuidado com a moda!, pelo Padre Hardy Schilgen

10. Acerca da decência no vestuário, pelo Abade A. Bayle

11. A modéstia: I - No porte e nos olhares / II - Nas conversas e recreios, pelo Padre F. Maucourant

12. Modéstia do corpo, pelo Padre Adolph Tanquerey

13. Castidade / Modéstia / Castidade do coração, pelo Padre Gabriel de Santa Maria Madalena

14. As modas indecentes e a Maçonaria, por Dom Tomás de Aquino

15. Vestidas com o sol, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

16. Eu e minha toilette... Algemas da moda!, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

17. Heroínas do pudor, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

18. Inculcar nas crianças a modéstia nos trajes: um dever de mãe!, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

19. Relatividade do pudor?, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

20. Com teus vestidos, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

21. Pequeno catecismo do namoro, pela FSSPX

22. A sensualidade e o dano intelectual, pelo Padre Gillet

23. Grandes tesouros para a donzela cristã: modéstia e humildade, pelo Padre J. Baetman

24. Sois cristã: tendes, pois, uma fé que deve irradiar, pelo Padre J. Baetman

25. Moda: uma trama diabólica, pelo Padre J. Baetman

26. O coquetismo, pelo Padre J. Baetman

27. Ornamentos da donzela cristã: firmeza / brandura / altruísmo, pelo Padre Matias de Bremscheid

28. Vaidade feminina, pelo Padre Manuel Bernardes

29. Ambição e moda, pelo Padre Luis Chiavarino

30. Conversas, pelo Frade Frutuoso Hockenmaier

31. Palavras torpes e indecentes, pelo Padre Manuel Bernardes

32. Sermões de São João Maria Vianney - O cura D'Ars

33. Lembrete de algumas regras de modéstia cristã, pelo Monsenhor Bernard Fellay





POR SUA EXC. MONSENHOR BERNARD FELLAY - Superior Geral da Fraternidade S.S.Pio X

Como estamos, hoje, constatando uma tendência indiscreta em tornar leve a maneira de se vestir, não parece inútil de lembrar alguns princípios de ética que dizem respeito a isso:

» A indecência é um pecado; pecado de escândalo é causa de pecado para o próximo, da qual uma boa parte da responsabilidade e da pena deve ser atribuída ao causador dela;

» Não é permitido em nenhum caso vestir uma roupa indecente. Não pode, com certeza, ser chamada saia decente aquela que não cobre os joelhos quando a pessoa está sentada, ou que deixa aparecer por fendas ou por transparência o que o pudor não permite de mostrar, isto é, as pernas acima dos joelhos. A mesma coisa deve ser dita das roupas – tanto masculina como feminina – que ficam marcando as formas do corpo;

» Quanto ao decote e aos ombros descobertos, eis o que o Cardeal Vigário do Papa Pio X dizia: “Um vestido cujo decote desce a mais de dois dedos para baixo da base do pescoço e que não cobre os braços até o cotovelo, não pode ser chamado de decente.”;

» Além dessas regras gerais, as visita a uma Igreja, exige um traje correspondente à santidade desses lugares.



Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”. Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade? … S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo… Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!… Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma idéia digna de Deus, e vos mostrar, 1º. quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2º. o que nós devemos fazer para conservá-la.

I – Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus.
Seria preciso, meus irmãos, para vos fazer compreender bem a estima que devemos ter desta incomparável virtude, para vos fazer a descrição de sua beleza, e vos fazer apreciar bem seu valor junto de Deus, seria preciso, não um homem mortal, mas um anjo do céu. Ouvindo-o, vós diríeis com admiração: Como todos os homens não estão dispostos a sacrificar tudo antes que perder uma virtude que nos une de uma maneira íntima com Deus? Procuremos, contudo, conceber dela alguma coisa, considerando que dita virtude vem do céu, que ela faz descer Jesus Cristo sobre a terra, e que eleva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Dizei-me, meus irmãos, de acordo com isto, acaso não merece ela o título de preciosa virtude? Não é ela digna de toda nossa estima e de todos os sacrifícios necessários para conservá-la? Nos dizemos que a pureza vem do céu, porque só havia o próprio Jesus Cristo que fosse capaz de no-la ensinar e nos fazer sentir todo o seu valor. Ele nos deixou o exemplo prodigioso da estima que teve desta virtude. Tendo resolvido na grandeza de sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos? Foi Maria, a mais pura entre todas e por uma graça que não foi concedida a ninguém mais, foi isenta do pecado original. Ela consagrou sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-lhe seu corpo, sua alma, ela lhe fez o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Deus jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse mesmo de leve empanar seu brilho. Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que Ela não a perderia. Mas, tendo lhe dito o anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou empanar sua pureza de que Ela fazia tanta estima, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal. Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolhe um pai nutrício que era pobre, é verdade; mas ele quis que sua pureza estivesse por sobre a de todas as outras criaturas, exceto a Virgem Santa.Dentre seus discípulos, Ele distingue um, a quem Ele testemunhou uma amizade e uma confiança singulares, a quem Ele fez participante de seus maiores segredos, mas Ele toma o mais puro de todos, e que estava consagrado a Deus desde sua juventude.


Santo Ambrósio nos diz que a pureza nos eleva até o céu e nos faz deixar a terra, enquanto é possível a uma criatura deixá-la. Ela nos eleva por sobre a criatura corrompida e, por seus sentimentos e seus desejos, ela nos faz viver da mesma vida dos anjos. Segundo São João Crisóstomo, a castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza. Os anjos não têm nada a combater para conservá-la, enquanto que um cristão é obrigado a fazer uma guerra contínua a si mesmo. S. Cipriano acrescenta que, não somente a castidade nos torna semelhantes aos anjos, mas nos dá ainda um caráter de semelhança com o próprio Jesus Cristo. Sim, nos diz este grande santo, uma alma casta é uma imagem viva de Deus sobre a terra.

Quanto mais uma alma se desapega de si mesma pela resistência às suas paixões, mais ela se une a Deus; e, por um feliz retorno, mais o bom Deus se une a ela; Ele a olha, Ele a considera como sua esposa, como sua bem-amada; faz dela o objeto de suas mais caras complacências, e fixa nela sua morada para sempre. “Bem-aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”. Segundo S. Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” – nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer-se uma grande violência. Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demônio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”. Vemos também, meus irmãos, que os cristãos castos são os mais perfeitos. Nós os vemos reservados em suas palavras, modestos em todos os seus passos, sóbrios em suas refeições, respeitosos no lugar santo e edificantes em toda sua conduta. Santo Agostinho compara aqueles que têm a grande alegria de conservar seu coração puro, aos lírios que se elevam diretamente ao céu e que difundem em seu redor um odor muito agradável; só a vista deles nos faz pensar naquela preciosa virtude. Assim a Virgem Santa inspirava a pureza a todos aqueles que a olhavam… Bem-aventurada virtude, meus irmãos, que nos põe entre os anjos, que parece mesmo elevar-nos por sobre eles!

II – O amor que os Santos tinham por esta virtude
Todos os Santos fizeram o maior caso dela e preferiram perder seus bens, sua reputação e sua própria vida a descorar esta virtude.

Nós temos um belo exemplo disto na pessoa de Santa Inês. Sua formosura e suas riquezas fizeram com que, à idade de doze anos, ela fosse procurada pelo filho do prefeito da cidade de Roma. Ela lhe fez saber que estava consagrada ao bom Deus. Ela foi presa sob o pretexto de que era cristã, mas em realidade para que consentisse nos desejos do rapaz. Ela estava de tal modo unida a Deus que nem as promessas, nem as ameaças, nem a vista dos carrascos e dos instrumentos expostos diante de si para amedrontá-la, não a fizeram mudar de sentimentos. Não tendo conseguido nada dela, seus perseguidores a carregaram de cadeias, e quiseram colocar uma argola e anéis em seu pescoço e em sua mãos; eles não puderam fazê-lo, tão débeis eram suas pequenas mãos inocentes. Ela permaneceu firme em sua resolução, no meios destes lobos enraivecidos, ela ofereceu seu corpinho aos tormentos com uma coragem que espantou aos carrascos. Arrastam-na aos pés dos ídolos; mas ela confessa bem alto que só reconhece por Deus a Jesus Cristo, e que os ídolos deles não são mais que demônios. O juiz, cruel e bárbaro, vendo que não consegue nada, crê que ela será mais sensível diante da perda daquela pureza que ela estimava tanto. Ele ameaça expô-la num lugar infame; mas ela responde com firmeza; “Vós podeis fazer-me morrer, mas não podereis jamais fazer-me perder este tesouro: o próprio Jesus Cristo é zeloso deste tesouro.” O juiz, morrendo de raiva, manda conduzi-la ao lugar das torpezas infernais. Mas Jesus Cristo, que velava por ela duma maneira particular, inspira um tão grande respeito aos guardas, que eles só a olhavam com uma espécie de pavor, e manda a Seus anjos que a protejam. Os jovens que entram naquele quarto, inflamados de um fogo impuro, vendo um anjo ao lado dela, mais belo que o sol, saem dali abrasados do amor divino. Mas o filho do prefeito, mais perverso e mais corrompido que os outros, penetra no quarto onde estava santa Inês. Sem ter consideração por todas aquelas maravilhas, ele se aproxima dela na esperança de contentar seus desejos impuros; mas o anjo que guarda a jovem mártir fere o libertino que cai morto a seus pés. Rapidamente se espalha em Roma o boato de que o filho do prefeito tinha sido morto por Inês. O pai, enfurecido, vem encontrar a santa e se entrega a tudo o que seu desespero lhe pode inspirar. Ele a chama de fúria do inferno, monstro nascido para a desolação de sua vida, pois tinha feito morrer seu filho. Santa Inês lhe responde tranqüilamente: “É que ele quis fazer-me violência, então o meu anjo lhe deu a morte.” O prefeito, um pouco acalmado, lhe diz: pois bem, pede a teu Deus para ressuscitá-lo, para que não se diga que foste tu que o mataste.” – Sem dúvida, diz-lhe a Santa, vós não mereceis esta graça; mas para que saibais que os cristãos nunca se vingam, mas, pelo contrário, eles pagam o mal com o bem, saí daqui, e eu vou pedir ao bom Deus por ele.” Então Inês se põe de joelhos, prostrada com a face em terra. Enquanto ela reza, seu anjo lhe aparece e lhe diz: “Tenha coragem”. No mesmo instante o corpo inanimado retoma a vida. O jovem ressuscitado pelas orações da Santa, se retira da casa, corre pelas ruas de Roma gritando: “Não, não, meus amigos, não há outro Deus que o dos cristãos, todos os deuses que nós adoramos não são mais que demônios que nos enganam e nos arrastam ao inferno.” Entretanto, apesar de um tão grande milagre, não deixaram de a condenar. Então o tenente do prefeito manda que se acenda um grande fogo, e faz lançá-la nele. Mas as chamas entreabrindo-se, não lhe fazem nenhum mal e queimam os idólatras que acudiram para serem espectadores de seus combates. O tenente, vendo que o fogo a respeitava e não lhe fazia nenhum mal, ordena que a firam com um golpe de espada na garganta, afim de lhe tirar a vida; mas o carrasco treme como se ele mesmo estivesse condenado à morte… Como os pais de Santa Inês chorassem a morte de sua filha, ela lhes aparece dizendo-lhes: “Não choreis minha morte, pelo contrário, alegrai-vos de eu Ter adquirido uma tão grande glória no Céu.”

Estais vendo, meus irmãos, o que esta Santa sofreu para não perder sua virgindade. Formai agora idéia da estima em que deveis ter a pureza, e como o bom Deus se compraz em fazer milagres para se mostrar-se seu protetor e guardião. Como este exemplo confundirá um dia estes jovens que fazem tão pouco caso desta bela virtude! Eles jamais conheceram seu preço. O Espírito Santo tem, portanto, razão de exclamar: “Ó, como é bela esta geração casta; sua memória é eterna, e sua glória brilha diante dos homens e dos anjos!” É certo, meus irmãos, que cada um ama seus semelhantes; também os anjos, que são espíritos puros, amam e protegem duma maneira particular as almas que imitam sua pureza. Nós lemos na Sagrada Escritura que o anjo Rafael, que acompanhou o jovem Tobias, prestou-lhe mil serviços. Preservou-o de ser devorado por um peixe, de ser estrangulado pelo demônio. Se este jovem não tivesse sido casto, é certíssimo que o anjo não o teria acompanhado, nem lhe teria prestado tantos serviços. Com que gozo não se alegra o anjo da guarda que conduz uma alma pura!

Não há outra virtude para conservação da qual Deus faça milagres tão numerosos como os que ele pródiga em favor duma pessoa que conhece o preço da pureza e que se esforça por salvaguardá-la. Vede o que Ele fez por Santa Cecília. Nascida em Roma de pais muito ricos, ela era muito instruída na religião cristã, e seguindo a inspiração de Deus, ela Lhe consagrou sua virgindade. Seus pais, que não o sabiam, prometeram-na em casamento a Valeriano, filho de um senador da Cidade. Era, segundo o mundo, um partido bem considerado. Ela pediu a seus pais o tempo de pensá-lo. Ela passou este tempo no jejum, na oração e nas lágrimas, para obter de Deus a graça de não perder a flor daquela virtude que ela estimava mais que sua vida. O bom Deus lhe respondeu que não temesse nada e que obedecesse a seus pais; pois, não somente não perderia esta virtude, mas ainda obteria… Consentiu, pois, no matrimônio. No dia das núpcias, quando Valeriano se apresentou, ela lhe disse: “Meu caro Valeriano, eu tenho um segredo a lhe comunicar.” Ele lhe respondeu: “Qual é este segredo? ” – Eu consagrei minha virgindade a Deus e jamais homem algum me tocará, pois eu tenho um anjo que vela por minha pureza; se você atenta contra isto, você será ferido de morte”. Valeriano ficou muito surpreso com esta linguagem, porque sendo pagão, não compreendia nada de tudo isto. Ele respondeu: “Mostre-me este anjo que a guarda.” A Santa replicou: “Você não pode vê-lo porque você é pagão. Vá ter com o Papa Urbano, e peça-lhe o batismo, você em seguida verá o meu anjo”. Imediatamente ele parte. Depois de Ter sido batizado pelo Papa, ele volta a encontrar sua esposa. Entrando no seu quarto, vê o anjo velando com Santa Cecília. Ele o acha tão bonito, tão brilhante de glória, que fica encantado e tocado por sua formosura. Não somente permite à sua esposa permanecer consagrada a Deus, mas ele mesmo faz voto de virgindade … Em breve eles tiveram a alegria de morrerem mártires. Estais vendo como o bom Deus toma cuidado duma pessoa que ama esta incomparável virtude e trabalha por conservá-la?

Nós lemos na vida de Santo Edmundo que, estudando em Paris, ele se encontrou com algumas pessoas que diziam tolices; ele as deixou imediatamente. Esta ação foi tão agradável a Deus, que Ele lhe apareceu sob a forma de um belo menino e o saudou com um ar muito gracioso, dizendo-lhe que com satisfação o tinha visto deixar seus companheiros que mantinham conversas licenciosas; e, para recompensá-lo, prometia que estaria sempre com ele. Além disto, Sto. Edmundo teve a grande alegria de conservar sua inocência até a morte. Quando Santa Luzia foi ao túmulo de Santa Águeda para pedir ao Bom Deus, por sua intercessão, a cura de sua mãe, Santa Águeda lhe apareceu e lhe disse que ela podia obter, por si mesma, o que ela pedia, pois que, por sua pureza, ela tinha preparado em seu coração uma habitação muito agradável ao seu Criador. Isto nos mostra que o bom Deus não pode recusar nada a quem tem a alegria de conservar puros seu corpo e sua alma…

Escutai a narração do que aconteceu a Santa Pontamiena que viveu no tempo da perseguição de Maximiano. Esta jovem era escrava dum dissoluto e libertino, que não cessava de a solicitar para o mal. Ela preferiu sofrer todas as sortes de crueldades e de suplícios a consentir nas solicitações de seu senhor infame. Este, vendo que não podia conseguir nada, em seu furor, entregou-a como cristã nas mãos do governador, a quem prometeu uma grande recompensa se a pudesse conquistar. O juiz mandou que a conduzissem ante seu tribunal, e vendo que todas as ameaças não a faziam mudar de sentimentos, fez a Santa sofrer tudo o que a raiva pôde lhe inspirar. Mas o bom Deus concedeu à jovem mártir tanta força que ela parecia ser insensível a todos os tormentos. Aquele juiz iníquo, não podendo vencer sua resistência, faz colocar sobre um fogo bem ardente uma caldeira cheia de pez, e lhe diz: “Veja o que lhe preparam se você não obedece a seu senhor.” A santa jovem responde sem se perturbar: “Eu prefiro sofrer tudo o que vosso furor puder vos inspirar a obedecer aos infames desejos de meu senhor; aliás, eu jamais teria acreditado que um juiz fosse tão injusto de me fazer obedecer aos planos de um senhor dissoluto.” O tirano, irritado por esta resposta, mandou que a lançassem na caldeira. “Ao menos mandai, diz-lhe ela, que eu seja lançada vestida. Vós vereis a força que o Deus que nós adoramos dá aos que sofrem por Ele.” Depois de três horas de suplício, Pontamiena entregou sua bela alma a seu criador, e assim alcançou a dupla palma do martírio e da virgindade.


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III – Como esta virtude é pouco conhecida e apreciada no mundo.
Ai, meus irmãos, como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a estimamos, quão pouco cuidado nós pomos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois que não a podemos ter de nós mesmos. Não, nós não conhecemos esta bela e amável virtude que ganha tão facilmente o coração de Deus, que dá um tão belo brilho a todas as nossas outras boas obras, que nos eleva acima de nós mesmos, que nos faz viver sobre a terra como os anjos no céu!…

Não, meus irmãos, ela não é conhecida por este velhos infames impudicos que se arrastam, se rolam e se submergem na lama de suas torpezas, cujo coração é semelhante àqueles … sobre o alto das montanhas… queimados e abrasados por estes fogos impuros. Ai! Bem longe de procurar extingui-lo, eles não cessam de acendê-lo e abrasá-lo por seus olhares, por seus pensamentos, seus desejos e suas ações. Em que estado estará esta alma, quando aparecer diante de Deus, a Pureza mesma? Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por esta pessoa, cujos lábios não são mais que uma abertura e um tubo de que o inferno se serve para vomitar suas impurezas sobre a terra, e que se alimenta disto como de um pão quotidiano. Ai! A alma deles não é mais que um objeto de horror para o céu e para a terra! Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estes jovens cujos olhos e mãos estão profanados por estes olhares e … Ó DEUS, QUANTAS ALMAS ESTE PECADO ARRASTA PARA O INFERNO!… Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo! … Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração. Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas. Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá a morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza! Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do inferno por toda a eternidade. Mas, meus irmãos, deixemos uma matéria tão desagradável e tão revoltante para um cristão, cuja pureza deve imitar a de Jesus Cristo mesmo; e voltemos à nossa bela virtude da pureza que nos eleva até o céu, que nos abre o coração adorável de Jesus Cristo, e nos atrai todas as bênçãos espirituais e temporais.
Se lhe apresentassem na sua mesa o pão ou qualquer outro manjar, em um prato ou vaso que houvesse servido em coisas que não são para nomear, quanto se indignaria contra o seu criado, por esta grosseria e desatenção. E quem duvida que muito mais repreensível é que a língua de um fiel, que serve de patena ao verdadeiro corpo de Cristo quando comunga, sirva de instrumento a palavras torpes e indecentes?


(II – 530)


Quem usa de semelhante linguagem, por mais que se desculpe, dizendo que lhe não entra da boca para dentro, e que é só para rir e passar o tempo, dá claro indício de que o seu interior está corrupto. Porque oráculo é de Cristo Senhor nosso que a boca fala conforme o de que abunda o coração: Ex abundantia enim cordis os loquitur; e outra vez disse: Que do coração saem os maus pensamentos; e claro é que o que vem a língua primeiro esteve no pensamento; e ainda Sêneca assentou que o modo com que cada um fala é o translado ou cópia do seu espírito: Imago mentis sermo est; qualis vir, talis oratio... Logo, quem é acostumado a falar descomposturas, com que verdade afirma que lhe não entram no coração? E se até os sonhos de um adormecido e os delírios de um frenético são ordinariamente das coisas a que a natureza estava acostumada, quanto mais se conhecerá o nosso interior pelas palavras que proferimos, estando em nosso siso e liberdade? (II 530/531)


Escreve Estrabão que há na Índia um gênero de serpentes com asas como de pergaminho, que, voando de noite, sacodem uns pingos de suor tão pestífero que onde caem causam corrupção. Tais me parecem os que entre conversação soltam palavras e chistes descompostos; que são estes senão pingos de suor asquerosíssimo, que onde caem geram maus pensamentos e corrompem os costumes dos ouvintes? E se estes são gentes de tenra idade, a corrupção é mais pronta e mais certa, porque meninos são tábuas rasas onde o bem e o mal se pintam facilmente; pelo que mais respeito se deve ter a um menino, para não falar ruins palavras em sua presença, do que a homens de cãs veneráveis, porque estes sabem conhecer e reprovar o mal e aqueles não; neste caso ficará quem falou mal temeroso de achar repreensão, naquele outro ficará contente de achar imitadores.

(Tratado da Virtude da castidade – Padre Manuel Bernardes - II – 532)
Caráter é um modo de pensar e agir adquirido por decidida determinação da vontade, que domina as faculdades da alma e lhe imprime um constante equilíbrio moral. Será um louvor para ti a afirmação de que possuis um caráter firme e positivo; pelo contrário, será uma afronta, o afirmar que não tens caráter.

Somente quem possui caráter firme e nobre merece a nossa confiança em qualquer circunstância. Quem confia num homem sem caráter, se verá de ordinário amargamente enganado. Viver ao lado de pessoas de caráter nobre é sobremodo agradável e benéfico; essas pessoas nos comunicam coragem para o bem e confiança no futuro.

Ao invés, o tratar com pessoas de mau caráter torna-nos a vida difícil; sentimo-nos como que apertados num cárcere e atormentados pelo desassossego e aborrecimento. Pelos benefícios que influi do bom caráter, podes deduzir quão importante seja que desde a meninice trabalhes na formação e enobrecimento do teu caráter.

Quão são, pois as qualidades do caráter para que se possa denominá-los bom?


1ª Firmeza e inflexibilidade

Não sejas como o caniço ou o salgueiro, que se curva profundamente, ao sabor do vento. Sê como o robusto e vigoroso carvalho, que ergue livre e corajoso a sua fronde para o alto, em direção ao céu.

Forte e inabalável! Tempestades e tormentas sacodem-no sem cessar, esbravejam em torno daquela soberba copa, agitando-lhe os galhos e a folhagem, e não obstante, mantêm-se o tronco rijo, tranqüilo e imóvel, como nos dias calmos e lindos da primavera.

Não há quem o vergue nem arranque nas tempestades; embora os esguios pinheiros e outras árvores, que o circundam, venham abaixo com estrondo, o carvalho persiste ereto e desafia qualquer embate dos vendavais.

...É o Cristianismo rico em pessoas desta natureza. Lembra-te dos santos mártires dos primeiros séculos da Igreja. Não permitiam que nada lhes abalasse ou quebrantasse a convicção; nem o suplício da tortura, nem as chamas das fogueiras, nem a fúria dos animais ferozes.


Se quiseres adquirir tamanha firmeza de caráter, cumpre que te habitues, desde a juventude, a não seguir, em teu proceder a vontade dos homens caprichosos, e sim o desejo de Deus eterno e imutável, que te julgará depois da morte.

Esta há de ser sua divisa: “Deve-se antes obedecer a Deus que os homens” (Atos, 5 29)


Adquirirás esta firmeza e independência interior, se te exercitares desde cedo no domínio de ti própria. Para o conseguires, recusa-te, por vezes, alguma coisa que te seria lícito. Ainda que seja isto uma ninharia, a abnegação dessas pequenas coisas dará pouco à tua vontade a firmeza do aço.


Guarda-te, sobretudo da insensata inconstância, que perde inteiramente o objetivo da ação e por isto gira, ora para cá, ora para cá, ora para lá, sem nenhum alvo determinado.


Procura finalmente fortificar a tua vontade fraca e inconstante por meio da oração metódica e da assídua recepção dos santos Sacramentos. A graça de Deus favorecerá o teu sincero esforço e verificarás dentro em breve que o teu caráter adquiriu força e constância.



2º Amabilidade e brandura


Se o caráter possuir apenas inflexibilidade e firmeza, degenera em capricho e rigidez, e tornar-se-á desagradável e repulsivo. À firmeza cumpre aliar a brandura e mansidão.

Sê firme e inflexível no tocante aos princípios essenciais, e inabalavelmente fiel ao cumprimento consciencioso dos deveres; contudo, evita toda aspereza no trato com teus semelhantes e mostra-te afável e branda com todos.


...Assim deve ser a jovem virtuosa: firme nos princípios, tenaz e enérgica nas atitudes, avessa à insensibilidade e grosseira; compassiva e amável; indulgente e atenciosa; e assim, sua vida esparzirá felicidade, alegria, prosperidade e bênçãos.


Se quiseres adquirir esta doçura de caráter, impõe-te seriamente o esforço de combater, com energia, a tua natureza arrebatada e a tua propensão para a cólera. Habitua-se a falar e tratar com todos pacificamente e com brandura.


O Divino Salvador elogia a mansidão, dizendo: “Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra”. (Mt., 5,4)


... Não te obstines na tua opinião, nem tomes facilmente resolução irrevogável em coisas secundárias, se não estiveres seguramente convencida diante de Deus, de que isso em quaisquer circunstâncias constitui um dever imutável.


Nas pequenas contrariedades e dissabores, não te exaltes intimamente, nem profiras palavras de enfado; domina-te, corajosamente e não permitas que se altere o teu humor. Se aprenderes desde cedo a aliar doçura e indulgência, à firmeza e energia, evitarás, muitos contratempos e situações dolorosas...


3º Altruísmo e desinteresse


Quanto é feio e detestável o egoísmo!


Já tiveste ocasião de observar como procede quem ambiciosa alguma coisa? Torna-se completamente possuído pelo objeto da sua cobiça e não atenta a outra coisa.


Tudo o mais deixa-o numa completa indiferença; despreza até as coisas mais importantes, torna-se desleixado em relação aos deveres e até inconsiderado nas relações sociais, pois o objeto de sua cobiça absorve-o completamente.


É exatamente o que sucede com a jovem egoísta. Só pensa em si, naquilo que se relaciona consigo, que lhe interessa. Considera só a si mesma e tudo o mais – circunstâncias, coisas e pessoas – vê tão somente através do prisma do seu egocentrismo.


O seu maior gosto é ouvir falar de si mesma, principalmente se possui voz agradável e sabe discorrer com facilidade e desembaraço; sua opinião pessoal, que sempre manifesta com prazer, afigura-se-lhe naturalmente a melhor.


Não fala senão de si, dos seus trabalhos e realizações, dos seus planos e esperanças, das suas relações e perspectivas.


Volta-se, apenas, para os seus desgostos e sofrimentos e não tem a mínima consideração para com as dificuldades e dores alheias.


Como é feio e desagradável a atitude de uma jovem egoísta!


Jovem, diante destas considerações, pondera os efeitos perniciosos do egoísmo e procura corrigir-te desta paixão.


Guarda-te, portanto, do amor próprio desordenado; aprende a pensar no teu próximo, a considerá-lo, servi-lo e proporcionar-lhe alguma alegria, mesmo à custa de sacrifícios. É o que de modo tão perfeito te ajusta ao espírito cristão e enobrece teu caráter mais do que qualquer outra coisa, grangeando-te em alto grau a estima e o respeito dos teus concidadãos.


Que louvores não é digna a jovem que se sujeita a muitas privações, a fim de proporcionar alegria a seus pais ou prestar-lhes auxílio nas dificuldades financeiras. Com que reverência se deverá olhar para uma moça que, em muitas relações se restringe, talvez até imponha grandes sacrifícios para cuidar da educação e futuro de seus irmãozinhos!


São estas, pois, as três qualidades que ornam e embeleza o caráter: firmeza, doçura e altruísmo. Esforça-te, jovem, para adquiri-las; não será um mês, nem talvez num ano, que chegarás a conquistá-las perfeitamente.


Isso te custará longos anos de esforços e combates. Pode acontecer que, apesar da tua boa vontade, caias em pequenas ou grandes faltas. Não percas, todavia, a coragem; trabalha sempre com mais valor em teu aperfeiçoamento, e convence-te do que os teus esforços e lutas lograrão por fim o merecido triunfo.


Com o passar dos anos plasmarás o teu caráter irradiando do teu espírito brilho mais belo e mais intenso do que o ouro mais fino.


(A donzela cristã - Pe. Matias de Bremscheid)


Porém há “a moda”! dir-se-á. E, quando se pronuncia esta palavra, diz-se tudo. A moda é uma deusa, uma divindade à qual se sacrifica tudo! Por ela a pessoa torna-se escrava de um costureiro de fama; por ela, sacrifica os seus gostos, e veste-se de maneira excêntrica; por ela, vestidos luxuosos, berrantes, arriscados, extravagantes em excesso; por ela não cora de se parecer com as “virgens loucas”; por ela fecham-se os ouvidos aos avisos que nos vêm da Igreja, autoridade a mais sagrada que há na terra. Por ela, pra “seguir a moda”, que é que se não faz?

A invasão desses vestuários indecentes tornou-se tão grande, que os Bispos se viram obrigados a publicar contra aquelas que não se pejam de arrastá-los até o templo de Deus… até o confessionário… até a Mesa santa… punições que deveriam fazer tremer uma cristã… mas que não bastam para corrigi-la disso!

No seu número de 15 de outubro de 1924, a “Revue des objections” publicou uma série de instruções do Cônego Coubé sobre está questão mais do que nunca na ordem do dia. Citamos algumas passagens dela:

“Depois da guerra, um vento de loucura tem feito virar muitas cabeças. Não creio que nas épocas mais depudoradas do paganismo antigo se tenha ido jamais tão longe na libertinagem do vestir. E me pergunto se as mulheres mais desmoralizadas de Roma e de Babilônia não tinham mais recato, ao menos em público, do que certas cristãs dos nossos dias.”

“A rainha Vasthi, esposa de Assuero, que preferiu renunciar ao trono a renunciar à modéstia e ao pudor no seu afeite régio, certamente faria pena acertas emancipadas do nosso tempo e passaria aos olhos delas por uma pequena ‘otária’.”

“A moral não é aqui a única a protestar; o bom gosto, a arte, a estética também protestam contra essas criações francamente ridículas que afeiam aquelas que as usam. Uma prova de que essas modas são horríveis é a rapidez com que passam. Há um plano diabólico concebido e executado para ridicularizar e desmoralizar a mulher; e um dos meios escolhidos para isso é a criação de modas cada vez mais cínicas.”

Refleti, pois, jovem cristã, no que o dever aqui vos impõe. Querem descristianizar a Sociedade pela família, a família pela mulher e a mulher pela sua vaidade ou pela sua fraqueza. E haveríeis de deixar a impiedade urdir a sua trama sem nada tentardes para rompê-la? E haveríeis de consentir em vestir-vos como uma pagã?

“A formação da donzela”. Padre Baeteman.


Esplêndido é o vosso papel, com a condição, todavia, de não figurardes entre as “flores artificiais”, mas sim entre as verdadeiras florinhas de Deus. As flores artificiais apenas encantam os olhos, não têm nenhum perfume; não vivem, são inertes. Vós, sede flores bem vivas e espalhai em torno de vós o bom odor de Jesus Cristo.

Isso, aliás, é fácil para quem tem uma fé viva e compreende as obrigações que ela impõe. O título de cristã acrescenta à donzela o que a luz do dia acrescenta à flor: fá-la resplandecer. Tirai Deus do coração da donzela, e ela ainda será bela, mas de uma beleza toda profana; não terá essa candura, esse brilho particular, essa virtude que emana dela e que desarma o vício e a impiedade, clamando-lhe: Alto lá! Jesus está aqui!

Em vez de levar ao bem, será ela singularmente perturbadora! Não tendo a Deus no coração, não pode comunicá-Lo! E no entanto, diz um grande orador, “a mulher deve dar a Deus a todos os que dela se aproximam”.

E vós, “Filha de Deus”, haveríeis de dizer que nada podeis fazer, e que não tendes de defender essa Religião que tão bem vos defendeu? Se ainda hoje o catolicismo precisa de vós, vós precisais dele!

O vosso papel não é ensinar, não é elevar vossa voz no meio do século, não! Mas é fazer passar a verdade ao coração, convertendo-a em amor.

Como diz Mons. Gerbet:

“A missão inspiradora atribuída à mulher é uma missão privada. Cumpre-se no santuário da sociedade doméstica, nas confidências, na efusão das almas, no seio da família, na amizade, no próprio infortúnio que provoca consolações, secretas como seus queixumes. A pregação da mulher será menos retumbante. A grande voz que anuncia a verdade através dos séculos compõe-se de duas vozes: a do homem, à qual pertencem os tons estridentes e maiores, a da mulher, que se exala em tons menores, velados, untuosos, cujo silêncio não deixaria à outra voz senão a rudeza da força.”

Deveis, pois, ser fiel a esse primeiro dever, de pregar a verdade fazendo-a amar. Mas deveis também defendê-la, pois sabeis como a atacam em toda a parte.

Dia virá, talvez, em que tereis de protegê-la não tanto em vós mesmas como na alma dos entes caros que Deus enviar ao vosso lar. Mulher, esposa, mãe, então é que devereis velar, é que devereis agir, falar, convencer.

Preparai-vos para essa nobre tarefa. Para isto, a educação dos tempos de paz já não basta; hoje em dia a luta está em toda a parte; menos do que nunca vos poderia convir ficar neutra!

Trecho do livro “Formação da donzela”. Padre J. Baeteman, 1947.


Não são menos deploráveis os efeitos intelectuais da sensualidade; a satisfação dos sentidos é feita à custa do espírito, e a vida dissoluta do corpo destrói, por sua vez, as energias da alma. Para expandir-se, a inteligência necessita da tranquilidade da carne, do equilíbrio das funções, da pureza e do frescor do sangue, do repouso dos nervos.

Quando considero o corpo nas suas relações com a inteligência, da qual ele é o instrumento natural, não posso impedir-me de pensar nas harpas eólias, que os antigos penduravam nos ramos dos salgueiros e que vibravam ao sopro da brisa fresca das manhãs de abril ou do vento fresco tépido das tardes de outono.

Se estiver tudo calmo em derredor, se a carne não está sacudida pela paixão, nem o sangue viciado, nem os nervos demasiadamente tensos, então a inteligência poderá, como um vento leve passando pelas inúmeras fibras desse maravilhoso instrumento, fazer soar acordes cheios e agradáveis, cuja suavidade e plenitude compensam amplamente a agrura e o vazio dos sons sensuais.

Se, ao contrário, o corpo for sacudido pelo sopro violento da volúpia, nesse caso as milhares de fibras sensíveis – tais como as cordas delicadas de uma harpa sob um vento de tempestade – se torcem e se rompem; a inteligência não consegue tirar nem o mais leve som.

Texto retirado do livro “A educação do caráter”, pelo Padre Gillet, edição de 1956.
O que é “namoro”?
Namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.
Em que consiste o matrimônio?
No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.
Então, em que deve consistir a preparação ao matrimônio?
Antes de dar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer não o corpo do outro, mas sua alma.
Que conclusão podemos tirar daí?
Os namorados não podem ter relações sexuais (fornicação), nem atitudes contrarias à castidade.
Porque?
Pois o corpo do outro ainda não lhes pertence, pelo sacramento do matrimônio religioso. Unir-se ao corpo alheio, antes do casamento na Igreja é um pecado contra a castidade e contra a justiça, e como nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1 Cor. 6, 19), a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.
São permitidos os abraços e beijos?
Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca o desejo da fornicação, como abraços e beijos.
Não podem ser considerados como simples expressões de afeto?
Não, já que muitíssimo mais do que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico. Aliás, é possível profanar o templo do nosso corpo até por um pensamento: “Todo aquele que olha para uma mulher com mau desejo já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mat. 5, 28).
Que conseqüências práticas tiramos disso?
Durante o namoro deve evitar o contato físico, como abraços e beijos, que já constitui uma entrega física que, se acidentalmente pode não se consumar, no entanto prepara ou apressa. Vale aqui lembrar a advertência de Cristo: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito é pronto, mais a carne é fraca” (Mt 26, 41).
Que outra conseqüência tirais disso?
O prazer da excitação dos sentidos torna-os incapazes de perceber a beleza da alma do outro. O namoro assim deixa de ser uma ocasião de amar para ser uma ocasião de egoísmo a dois, cada uno desejando sugar do outro o máximo prazer.
Como, então, deve-se namorar?
Sendo o namoro o encontro de dois templos sagrados que desejam conhecer-se e amar-se interiormente, os namorados deveriam agir a semelhança de um rito litúrgico:
1- Rezar antes e depois do namoro;
2- Namorar apenas em lugar visível, para evitar ocasiões de pecar. Nada há para esconder.
3- Durante o namoro evitar ir além de conversar e dar as mãos.
4- Ter sempre em mente: “Eu estou diante de um templo sagrado. Ai de mim se eu profanar este templo até por um pensamento!”
5- Depois do namoro convém fazer um exame de consciência: “Estou agora amando a Deus mais do que antes?”
E se o outro não aceitar namorar cristãmente?
É preciso renunciar ao namorado (à namorada): “Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10, 37). O que poderíamos acrescentar: “Aquele que ama o namorado ou a namorada mais do que a mim não é digno de mim”. Para conservar a graça que Jesus Cristo nos conquistou a preço do seu Sangue, devemos renunciar à própria vida, e com maior razão ao namorado (à namorada).
Não é isso muito duro?
Sim é duro, mas tem um consolo. Se o outro não aceita namorar senão a través de beijos e abraços escandalosos, na verdade ele não ama você, mas deseja gozar do prazer que você pode oferecer. O verdadeiro amor sabe esperar. A reta intenção incluí a prudência, autodomínio, fundamento da castidade conjugal.
Mas, é realmente preciso ser diferente de todo o mundo?
Sim, o cristão deve ser o sal da Terra (Mt 5, 13, luz do Mundo (Mt. 5, 14), fermento na massa (Mt. 13, 33). “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito” (Rm. 12, 2).
Mas não é levar uma vida muito triste?
Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza de ter pecado.
Aquele que se abstém do prazer ilegítimo, por obediência a Jesus Cristo, encontra a alegria e a felicidade: “Bem aventurados os puros porque verão a Face de Deus” (Mt. 5, 8).
Que significa isso?
Isso significa que a alegria da pureza está acima do prazer da impureza assim como o Céu está acima da Terra. Ao olharmos para os olhos de uma pessoa pura, vemos algo de divino em sua alma, algum reflexo deste Deus que contempla com maior facilidade e perfeição.
Oração para antes do namoro
Senhor, estou diante de um templo onde Vós habitais. Amo-Vos presente neste templo e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por pensamento. Fazei que com este namoro eu aprenda a amar a Vós presente no outro, e assim descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar a meu lado por toda a vida. São Rafael Arcanjo, que conduzistes Tobias e Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei que na obediência aos mandamentos, possamos glorificar a Deus para sempre. Amém.
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"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




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