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Salus in Caritate



Thomas GAINSBOROUGH (1748)



Thomas GAINSBOROUGH (1727-1788). Paisagem com Montanha e Ponte




POR ALEXANDRE WESTENBERG

NOTAS: ANA PAULA BARROS


A Estética como disciplina tem suas origens em grande parte na Europa do século XVIII (período do neoclassicismo, barroco, rococó) e por isso uma breve visão geral dessa linhagem na filosofia não será deslocada. A discussão aqui não pretende ser um esboço histórico exaustivo, mas uma demonstração das questões centrais da estética ao longo dos últimos trezentos anos. Isso dará o impulso para uma discussão da estética como o estudo da beleza.


Segundo Paul Guyer (2005, p. 25), o nome estética não era utilizado até 1735, quando Alexander Gottlieb Baumgarten, de vinte e um anos, em sua dissertação "Meditações filosóficas sobre alguns assuntos relativos à poesia", introduziu o termo para designar "a ciência para dirigir a faculdade inferior da cognição ou a ciência de como algo deve ser sensivelmente reconhecido".


Nota 1: é interessante notar o poder de uma dissertação, um trabalho acadêmico despretensioso de um jovem estudante do assunto, também é interessante notar a ligação entre a definição do jovem Baumgarten e a posição de Platão sobre o processo de maravilhamento. Tal processo, iniciado na aporia, termina com a purificação das afeições, que trata tanto de despir-se de falsas convicções como de dirigir os sentidos, que o jovem autor chama de "faculdade inferior da cognição". Esta capacidade de direção seria a ciência da estética. Ciência, por sua vez, é raciocínio, portanto, é mais que técnica (arte de fazer). Ciência é passar do conhecer por conhecer para a depuração da técnica pela inteligência (por isso a definição não está longe da percepção platônica do maravilhamento, não é, portanto, tão inovadora).


Ao trabalho de Baumgarten acrescentamos o trabalho do Conde de Shaftesbury (Characteristiks of Men, Manners, Opinions, Times, 1711), e seus dois seguidores Joseph Addison ("The Pleasures of the Imagination" in The Spectator, 1712) e Frances Hutcheson (An Inquiry into the Original of our Ideas of Beauty and Virtue, 1725), na Grã-Bretanha, e o trabalho de Jean-Baptiste Du Bos (Critical Reflections on Poetry, Painting, and Music, 1719) na França. Shaftesbury (1671-1713) fez a importante distinção, ainda mantida hoje, entre desfrutar de algo pelo benefício que ele traz – seja físico, mental, emocional ou qualquer outro tipo de benefício – e desfrutar de algo por si mesmo, simplesmente porque é digno de ser desfrutado ([1711] 1999, 318-319).


A resposta de Shaftesbury à questão fundamental da estética – como é que nossa experiência é subjetiva e, no entanto, em certo sentido, objetiva e universal – afirmava, de forma bastante platônica, que a beleza do mundo natural e as obras criadas da humanidade levam a mente "mais alta", a uma apreciação da beleza da totalidade da criação, e, finalmente, ao seu criador, a fonte de toda a beleza (Shaftesbury [1711] 1999, 322ss). Isso explica como é que fazemos julgamentos estéticos, já que temos um padrão objetivo de beleza ao qual podemos nos referir, embora só possamos vir a conhecer esse padrão através de nossa experiência de suas instanciações, abrindo assim o caminho para uma necessidade de refinamento. David Hume, embora tenha descartado a noção de um criador de beleza e, em vez disso, argumentado que nos movemos com a imaginação para um reconhecimento de alguma forma de utilidade – real ou não ([1739-40] 2009, 463-470) – entendeu a necessidade de algum tipo de padrão para explicar nosso uso de julgamentos estéticos, e assim introduziu a ideia de um crítico ideal cujos sentidos eram perfeitamente refinados para a recepção de experiências estéticas (Hume [1757] 2000).


Nota 2: a estética é atualmente definida como " aquilo que agrada aos olhos", no entanto, cabe a reflexão, um tanto simples, de que os olhos não andam por aí sem uma mente, que por sua vez, possuí uma bagagem boa ou ruim quanto as referências de beleza. Desta forma o que agrada aos olhos pode ser facilmente algo que corrompe a alma e a mente. Por isso, o Criador da beleza se torna o ponto final e ao mesmo tempo o moderador da apreciação das belezas. Separar estas duas instancias, reduzindo a beleza aos padrões de imagem e aparência de uma época, às modas, é criar um outro moderador, imperfeito e muitas vezes equivocado por seus apegos mais baixos. Na história da arte e da aparência o Criador foi substituído pelo critico de arte ou pelo padrão estético. Vale salientar que "padrões estéticos" são assumidos para arquitetura de prédios à arquitetura de corpos.  


Outra importante distinção influente do século XVIII foi feita pelo filósofo e estadista britânico, Edmund Burke (1729-1797), que distinguiu entre o belo e o sublime. Para Burke ([1757] 2005), a beleza é uma qualidade social, "onde mulheres e homens, e não apenas eles, mas quando outros animais nos dão uma sensação de alegria e prazer em contemplá-los (e há muitos que o fazem), eles nos inspiram com sentimentos de ternura e afeto para com suas pessoas" (parte 1, sec. 10). O sublime, por outro lado, é a experiência mais profunda, "a emoção mais forte da qual a mente é capaz de sentir" (parte 1, sec. 7). O sublime é orientado para o que está além de nossa compreensão, enquanto o belo, para Burke, não tem fim aparente. Assim, por exemplo, se, ao ouvir "If Love's a Sweet Passion", de Henry Purcell, alguém for movido a uma onda de emoção, até mesmo às lágrimas, Burke consideraria isso uma experiência sublime, por causa de seu poder de evocar emoções fortes e apaixonadas. O que é notável nessa distinção é que o conceito de sublime de Burke permite que experiências estéticas "negativas", como a experiência da obra de realidade virtual "Real Violence", de Jordan Wolfson, sejam consideradas sublimes e, portanto, avaliadas positivamente. Tal obra de arte é capaz de induzir "as emoções mais fortes" que, para Burke, podem nos levar além da obra para algo maior, e, portanto, a experiência dela é sublime.


Nota 3: a distinção entre belo e sublime de Burke, encanta num primeiro momento, no entanto, depois de duas ou três respirações vemos que é fonte de uma série sucessiva e exaustiva de confusões. Primeiro: ele diz que o belo é aparente, logo, no percurso da história abraçamos que o belo é a aparência, a aparência que causa agrado e um bem querer. Segundo: o sublime foi atrelado aos rompantes de emoção. Nenhum dos dois tem relação com a natureza da obra, a elevação da mente e da alma, mas ao querer bem e emocionar-se, isto é em si a própria elevação para algo maior, um portal. O belo saiu do território da direção do sentido para o afago dos sentidos (belo) ou a comoção dos sentidos (sublime). Para almas mais emotivas é uma definição que merece a honra do acolhimento, mas se pensarmos num sentido de educação estética, verdadeira e cristã, é um belo problema que o sr. Burke nos entrega, afinal a experiência  do Belo (Deus) se ligaria ao sublime, nesta experiência seria necessária a comoção dos sentidos, sem ela não entraríamos no sublime. Ora, mas isso pode acontecer ou não, muitas vezes acontece justamente o oposto, um direcionamento dos sentidos, num silenciamento moderado. Desta forma, em última análise, o sr. Burke retira Deus da ala do sublime, para algumas experiências, já que existe uma dose alta de vivencia pessoal neste autor. Já o território do belo, ligado ao aparente, a aparência, tem a função de ser agradável. Portanto, a visão atual de beleza (mesmo nos meios católicos) é burkiana. Na instancia do belo, Deus também não se encaixa, afinal Ele mesmo e os atributos da alma bela não são aparentes, são invisíveis. O terceiro ponto problemático da estética burkiana é atrelar a existência do belo a existência de emoções, propriamente. Jane Austen (viveu no fim do século 18 e 19) faz, reiteradamente e com razão, críticas a esta visão em seus livros, já que as emoções são volúveis (hoje sentimos uma coisa e amanhã outra e semana que vem nada). Se a percepção do belo está unicamente ligado às emoções, e as toma como juíza suprema, o belo passa a ser o volúvel. A beleza se torna mutável. Ou seja, oscilamos entre a visão acachapante de padrão estético e a mutabilidade do volúvel, baseada no gosto. Veja quão longe estamos de Platão e Socrátes e, vale lembrar, ainda mais, de Jesus Cristo. 


Provavelmente a obra filosófica mais importante sobre estética no século XVIII, no entanto, foi escrita pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), ou seja, a Crítica do Juízo (1790). Como fica evidente pelo título de sua obra, Kant tomou a questão do julgamento estético como primordial, tornando-a o foco da primeira metade de seu livro. Uma discussão completa da obra de Kant está fora do escopo deste capítulo, mas alguns pontos merecem menção.

Em primeiro lugar, a formulação da faculdade do juízo por Kant é influenciada pelas de Shaftesbury e Hume, tendo como característica mais conhecida o desinteresse pelo objeto do juízo. O que isso significa é que o observador, a pessoa que tem a experiência estética, não tem interesses instalados na coisa vivida e, portanto, o julgamento está fora de qualquer benefício para eles (Kant [1790] 2015, sec. 2).

Kant manteve a distinção de Burke entre o belo e o sublime, mas a modificou de uma maneira que une fios de Shaftesbury também. Para Kant, a beleza está presente quando discernimos a inteligibilidade do que experimentamos sem qualquer propósito final aparente. Assim, a beleza está presente, para Kant, em um paradoxo de ser intencional – isto é, parecer ter sido de alguma forma projetada – e estar sem um propósito aparente real. Como exemplo, quando olhamos para uma flor que chamamos de bela, sua beleza parece ter um propósito. E, no entanto, nenhum propósito específico é aparente, nenhum conceito claro de "para que serve essa beleza". Da mesma forma com um pôr do sol, podemos nos maravilhar com sua beleza e senti-la como proposital, mas não há um propósito claro e definido – afinal, que propósito poderia ter a beleza de um pôr do sol? O sublime, por outro lado, entra em jogo quando nos colocamos diante de algo tão verdadeiramente inspirador que rejeita todas as tentativas de compreensão, e simplesmente permanecemos em sua presença, por assim dizer (Kant [1790] 2015, sec. 23-29). O poeta e cantor e compositor judeu americano, Leonard Cohen, expressou isso muito bem ao explicar o sentimento de sua canção mais famosa, Hallelujah:

Este mundo está cheio de conflitos e coisas que não podem ser reconciliadas, mas há momentos em que podemos transcender os ... e reconciliar. … Por mais impossível que a situação [pareça], tem um momento que você abre a boca, abre os braços e abraça a bagunça toda... e você apenas diz "Aleluia! Bendito o nome". (Cohen, 1988)


Nota 4: é interessante notar como é quase impossível explicar o belo sem recorrer ao Belo, em algum momento. Em Kant vemos a dificuldade de falar de beleza sem Deus como referência ou ponto final. O "belo aparência" de Burke se torna o belo inútil de Kant (apontado por Oscar Wilde no prefácio do livro Retrato de Dorian Gray). Esta inutilidade abre um caminho com nuances boas e más. A beleza passa para o território do prazer, enquanto antes pertencia ao terreno do etéreo, um dom divino e transcendente, portanto, nada inútil. Este prazer poderia ser, olhando pelo lado bom, um portal. O "sublime emotivo" de Burke dá lugar ao "sublime sem resposta" de Kant. O autor sem encontrar uma forma de explicar o "sublime de Kant" recorre a uma experiência religiosa. É nítido o fracasso da beleza sem a real referência. A frase "a beleza é inútil" tem uma raiz moderna kantiana e, novamente, nos coloca muito distantes de Sócrates e Platão sobre a beleza como atributo da alma moralmente bela, um dom divino, um portal para o mundo das ideias. Tudo é simplesmente aparência inútil, que agrada e dá prazer (novamente, isto se desenrola tanto nas artes, na arquitetura de prédios e corpos). O belo deixou seu lugar de portal para o Belo, para se tornar "prisioneiro do pessimismo de Salomão", na constatação de que tudo é vão, inútil. No entanto, ainda é um portal racional (embora tímido), um resgate, de certa forma, da visão de Burke. 

A percepção kantiana do belo esta ligada a ver valor, o que nos leva, novamente, a reflexão sobre a bagagem que cada pessoa possuí sobre o que é valioso e a ligação disto com o maravilhamento socrático - platônico.

 

Para Cohen, a canção era sobre reconhecer que há algumas coisas em nosso mundo que são tão grandes que estão além de nós, e quando vislumbramos esse quadro maior, mesmo que pouco, nossa resposta é gritar, nas palavras de Cohen: "Aleluia!" A formulação de Cohen é particularmente apropriada porque, para Kant (como para Shaftesbury), é através de experiências estéticas como essas que conhecemos a fonte última da beleza ou da sublimidade.

Kant responde à tensão entre o pessoal e o universal nas experiências estéticas ligando a experiência do estético com a natureza fundamental dos seres racionais (Kant [1790] 2015, sec. 5). Para Kant, é intrínseco e único à racionalidade poder ver as coisas como valiosas em si mesmas – é, de fato, a base de sua teoria da moralidade na Crítica da Razão Prática. Essa habilidade, no entanto, pode ser usada de duas maneiras: pragmaticamente ou o que chamarei de "esteticamente". No primeiro, só usamos essa habilidade no que diz respeito ao raciocínio puramente prático (especialmente moral) e, portanto, a capacidade de ver algo como intrinsecamente valioso é em si mesma uma habilidade puramente pragmática. Como exemplo, imagine que alguém venha até você querendo financiamento para uma pré-escola de música. Você poderia raciocinar para si mesmo que a música é intrinsecamente valiosa e, portanto, vale o ônus financeiro de financiar a escola, e isso seria um processo de pensamento justo. Mas observe neste exemplo que a capacidade de ver algo como intrinsecamente valioso está sujeita à questão maior e prática de "devo financiar esta pré-escola de música?" Esse uso do valor intrínseco como ferramenta de raciocínio é ainda mais comum no raciocínio moral, onde se pode raciocinar que é errado ferir um animal porque a própria vida é intrinsecamente valiosa e, portanto, vale a pena proteger. Observe novamente que há um "e, portanto, x ação deve ser feita". Claramente, a capacidade de ver algo como valioso em si pode se tornar uma habilidade puramente pragmática, isto é, uma habilidade útil, mas não intrinsecamente valiosa. Isso ocorre porque se usarmos apenas nossa capacidade de ver as coisas como valiosas em si mesmas para nos ajudar a tomar decisões, então essencialmente estamos tratando essa habilidade apenas como uma ferramenta a ser usada para melhorar nossa tomada de decisão sobre o que fazer ou não fazer. Assim como nossa capacidade de ver o espaço (ou seja, nossa capacidade de percepção de profundidade) é uma ferramenta que nos ajuda a nos mover pelo mundo físico, também nossa capacidade de ver as coisas como valiosas em si mesmas é, se usada exclusivamente para raciocínio prático e moral, simplesmente uma ferramenta para nos ajudar a nos mover pelo mundo moral.


Nesses exemplos de "valoração intrínseca pragmática", embora a abordagem possa ser exclusivamente racional, ela ainda é prática; mas se colocarmos todos os pensamentos práticos de lado, e observarmos algo em seu valor intrínseco ... uma forma de liberdade para o ser racional, na qual a racionalidade não está vinculada pela necessidade de escolher ou deliberar, mas pode puramente experimentar o valor de algo simplesmente porque é valioso. Assim, para Kant, a estética torna-se a atividade mais singularmente pessoal – mesmo a mais singularmente humana –, uma vez que é função e expressão da racionalidade experimentar esteticamente.


William HOGARTH (1697-1764). O casamento de Stephen Beckingham e Mary Cox, 1729.


Esses temas da estética do século 18 desenham essa tensão no coração da estética, a tensão entre o pessoal e o universal. Em particular, a noção de Kant da experiência estética como única, mesmo suprema e racional desenha essa mesma tensão. Faz isso destacando o elemento exclusivamente racional – que é, é claro, universalmente humano – e o elemento exclusivamente pessoal de estar na presença da fonte dessa experiência, juntamente com seu papel como instigador de uma jornada pessoal da coisa bela ou sublime para a beleza e a sublimidade como tal. Embora, para Kant, tais experiências tenham sido em grande parte (embora não exclusivamente) encontradas no mundo natural, a causa – isto é, se o objeto da experiência estética é natural ou criado pela humanidade – não é importante para nossa discussão. O que é importante é a conexão entre a disciplina do século 18 e essa tensão fundamental. Assim, pode-se realmente dizer que a estética é uma disciplina do século 18, pois é aqui que encontramos a abordagem mais influente para essa tensão que está em seu coração (universal e pessoal).


Nota 4: o século 18 conta com a influencia iluminista, nas artes o juízo passa a ser feito pela sensibilidade, gosto e prazer. Pouco a pouco a cidade prevalece sobre o campo, as ideias inovadoras estavam em alta. Os artistas focaram no retorno à natureza dentro dos moldes da sensibilidade, gosto e prazer. Entre os franceses: Jean Antoine WATTEAU (1684-1721), Jean-Baptiste Siméon CHARDIN (1699-1779); François BOUCHER (1703-1770) e Jean-Honoré FRAGONARD (1732-1806) se dedicaram à pintura ora intimista ora festiva, em que a atmosfera era peculiarmente erótica, bem ao gosto da sociedade francesa da época. As pinturas do Rococó na França do século XVIII remetem ao prazer e aos caprichos da sociedade. Já os ingleses, que ainda possuíam um grande contato com o campo, tomaram um outro caminho, se aperfeiçoando em retratos e paisagem, como: William HOGARTH (1697-1764), Sir Joshua REYNOLDS (1723-1792), Thomas GAINSBOROUGH (1727-1788), Allan RAMSAY (1713-1784), George ROMNEY (1734-1802) e Francis HAYMAN (1708-1776).





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sobre arte, educação estética e patrimônio cultural




Referências:

Tradução do livro parcial: What is Aesthetics? in Introduction to Philosophy: Aesthetic Theory and Practice Copyright © 2021 by Yuriko Saito; Ruth Sonderegger; Ines Kleesattel; Elizabeth Burns Coleman; Elizabeth Scarbrough; Matteo Ravasio; Xiao Ouyang; Richard Hudson-Miles; Andrew Broadey; Pierre Fasula; Alexander Westenberg; Matthew Sharpe; Valery Vino (Book Editor); and Christina Hendricks (Series Editor) is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License, except where otherwise noted.


NUNES, B. Introdução à Filosofia da Arte. São Paulo: Edições Loyola, 2016. 116 p.
Disponível em: https://amzn.to/43xVApb.


NOUGUE, C. Das Artes do Belo. Formosa: Edições São Tomás, 2021. 2ª edição. 588 p. Disponível em: https://amzn.to/3YbmUac


MARTINI, Fatima Sans. Pintura inglesa, o Iluminismo e a Estética no século XVIII. ArteRef. Edição de Março de 2020. Disponível em: Artigos Acadêmicos ArteRef.





“Feminino não é um atributo da mulher, masculino não é um atributo do homem. São dois construtos sociais que nós, tempo a tempo, sociedade a sociedade, classe a classe, raça a raça, gênero a gênero, localização geográfica a localização geográfica, inventamos. Feminino, feminilidade é uma coisa que você compra, literalmente, da unha ao cabelo, da prótese ao espartilho, do sapato à meia-calça. Você vai comprar, está à venda. Ela se constrói a partir do que pode ser comprado.”

Esta fala é de um comunista.

No entanto, me pergunto se está perceptível que a concepção da construção do denominado “gênero”, conforme a literatura revolucionária e seus defensores, fundamenta-se na aquisição de certos apetrechos que conferem ao seu portador a feminilidade ou a masculinidade, independentemente de ser este ente homem ou mulher. A feminilidade e a masculinidade são edificadas pela aquisição de determinados adornos, sendo, portanto, transitórias. O indivíduo está homem ou está mulher, podendo amanhã estar de outra forma.

Muito bem, certamente, isso já é de conhecimento do leitor. Portanto, adentremos o Pantheon contemporâneo que é a percepção da feminilidade atual.

A educação católica tradicional é bastante clara, tanto na Patrística quanto nos textos Sagrados, ao afirmar que os apetrechos e acessórios não são determinantes para a definição de um sexo (por isso o homem não deve se vestir de mulher e a mulher de homem). O sexo é uma condição intrínseca, assim como a nacionalidade e a genealogia; ou seja, você nasce com um sexo, uma nacionalidade e em uma família (numa linhagem, mesmo que você a desconheça). Isto está dado.

Ao adotarmos o discurso da feminilidade como a adesão a acessórios, além de confortarmo-nos em nossas próprias afeições e afetações, também nos propomos a um flerte perigoso com a ideia materialista revolucionária de construção do sexo por meio de apetrechos externos. Isso é bastante contraditório e grave para aqueles que não acreditam em “fluidez identitária” ou em uma “sexualidade construída”.

Compreendo que o exercício de análise do discurso e crítica cultural é exaustivo. Contudo, neste estágio, torna-se necessário revisitar os discursos dos cristãos, conservadores e da direita. Nós, cristãos, estamos replicando, ingenuamente ou burguesamente, mas certamente, solenemente e alegremente, discursos marxistas em menor escala.

Todavia, esses discursos são deletérios em termos morais, sociais e políticos, pois encerram uma contradição intrínseca.




Qual seria a conduta adequada?

Alinhar os atributos da feminilidade à sua verdadeira essência.

A maioria das mulheres não sabe definir o que é a feminilidade. Sabem citar atributos, e metade deles tem alguma relação com imagem e aparência. Isso é realmente preocupante, pois a redução da feminilidade a apetrechos também reduz a percepção da beleza. A mulher é o ícone visível da Beleza Suprema. Reduzindo a percepção da beleza temporal, reduzimos também a moralidade. A moral, por sua vez, nos permite trilhar o caminho até o Belo Supremo.

Novamente, observe que o discurso atual está servindo à pauta revolucionária e inviabilizando a conduta cristã genuína, mesmo que revestido do verniz conservador-culto-cristão.




O que é a feminilidade?

Tentemos, mais uma vez, destruir as estátuas de Ísis e das deusas da toalete feminina espalhadas por aí.

Santa Hildegarda, ao descrever o momento da criação de alguns minerais e plantas, narra que cada um deles recebeu um atributo ou potência em determinado momento. Embora nem todos apreciem a linha teológica da Santa, o exemplo se torna oportuno para explicar o feminino e o masculino para além das análises materiais.

É uma potência conferida ao corpo da mulher e que somente nele reside, possuindo a função física e/ou espiritual de receptáculo, de gestar e gerar. Tal potência nos credibiliza o direito à proteção, ao amparo e à recepção de dádivas. É desta potência que advêm a docilidade, a fortaleza, a delicadeza, a sabedoria e a firmeza. Quando esta potência se encontra suprimida, desregulada ou deseducada, surgem: as revoltas, as afetações e apegos, os vícios, a brutalidade e a falta de docilidade ao ser educada ou corrigida. Independe dos apetrechos. 

Estas questões não são insignificantes; todo acolhimento de discurso é uma aprovação de uma mentalidade. E se isso acontece, é pela fraca mentalidade cristã moderna.





A expressão material da feminilidade é, indubitavelmente, a virtude da modéstia.



A expressão material da feminilidade é, indubitavelmente, a virtude da modéstia.

É evidente que a potência feminina norteia os atos. A virtude responsável por moderar o comportamento é a virtude da modéstia e, por meio dela, ocorre a moderação da mente pela estudiosidade, da percepção de si pela humildade e dos gestos, vestimenta e fala pela modéstia. A manifestação da feminilidade não se realiza pela aquisição de apetrechos, mas sim pela transformação da ordem interior que gera uma conduta refinada espiritual e moralmente. Desta forma, cumpre-se o pedido do Apóstolo Pedro para que as mulheres cristãs se adornem de piedade, sabedoria, firmeza e coragem: “Não seja o vosso adorno exterior: cabelos frisados, adereços de ouro, gala e preparo dos vestidos — mas (resida) no interior do vosso coração, na incorruptibilidade de uma alma doce e serena; eis o que é de grande valor diante de Deus” (1 Pedro 3, 3-4).

A instância material não pode oferecer tais coisas; as escolhas materiais são reflexos da ordem interior e das preocupações da mente. O Apóstolo propõe que façamos boas escolhas na esfera material, mas que, acima de tudo, estejamos firmes na certeza de que somos fortes, sábias e corajosas na piedade, não buscando tais atributos em modas ou apetrechos. E continuamos sábias, fortes e corajosas com poucos apetrechos ou sem apetrechos, pois a beleza não reside neles.






“A tradição pode ser definida como uma extensão dos direitos civis. Tradição significa dar votos à mais obscura de todas as classes, os nossos antepassados.” (G. K. Chesterton)



Quarto Papa


Primeiro Papa: São Pedro (Cartas disponíveis na Bíblia)

Segundo Papa: Sâo Lino (sem documentos oficiais que chegaram até nós)

Terceiro Papa: Sâo Anacleto (sem documentos oficiais que chegaram até nós)


Governou a Igreja durante a perseguição do Imperador Dominiciano (88-97 ou 92-99 d.C - 7 a 9 anos)

Motivo da escrita: trata-se de uma carta aos coríntios motivada pela rebelião dos presbíteros novos contra os que vieram antes deles, os novos depuseram o antigo (algo que para nós é bem familiar, nada há de novo debaixo do sol), a carta aborda as condutas de autopreservação tomadas por ciúmes dentro deste cenário e a dulia, que é a veneração às pessoas santas (não por pura imposição de autoridade).



Citações gerais


"Insurgiram-se, assim, os vis contra os honrados, os inglórios contra os gloriosos, os insensatos  contra os prudentes, os jovens contra os anciões. Por causa disso, afastam-se para longe a justiça e a paz, ao abandonar cada um o temor de Deus e enceguecer quanto à fé n'Ele, visto que não se caminha segundo às diretrizes de seus mandamentos, nem se leva a vida de acordo com o que seria digno de Cristo, mas cada um procede conforme as concupiscências do próprio coração malvado, tomado por um ciúme injusto e ímpio, através do qual a morte entrou no mundo."


"Afastemo-nos, porém, dos antigos exemplos e venhamos aos atletas que se nos tornaram próximos, tomemos os generosos exemplos da nossa geração [mártires] ...as maiores e mais justas colunas foram perseguidas e lutaram até a morte"


"A esses homens, que santamente viveram, agregou-se numerosa multidão de eleitos, os quais, tendo sofrido muitos suplícios e tormentos por ciúme, entre nós se tornaram belíssimo exemplo. "


"Deixemos, por isso, as vãs e frívolas preocupações e venhamos à gloriosa e veneranda regra da nossa tradição. Consideremos o que é belo, prazenteiro e agradável na presença d'Aquele que nos criou."


"Com esse mandamento, com esses preceitos, fortaleçamo-nos a nós mesmos, para caminhar humildes, na obediência às santas palavras d'Ele, pois diz a Palavra Santa: sobre quem pousarei os meus olhos, senão sobre o humilde, o manso, o que treme diante de minhas palavras (Is 66, 2)."


"Unamo-nos, então, àqueles que, com piedade, cultivam a paz, e não os que a querem com uma atitude hipócrita". 

**Hipócrita: que ou aquele que demonstra uma coisa, quando sente ou pensa outra, que dissimula sua verdadeira personalidade e afeta, quase sempre por motivos interesseiros, fingido, falso, simulado.


"Consideremos que nada Lhe escapa dos nossos pensamentos, nem dos discursos que fazemos. É justo, pois, que não desertemos da Sua vontade. Mais vale chocar-nos com homens ignorantes, insensatos, soberbos, jactanciosos na arrogância de seus discursos, que com Deus".


"Aproximemo-nos d'Ele, portanto, na santidade da alma, elevando-Lhe mãos castas e sem mancha, amando o nosso Pai benigno e misericordioso, que nos fez porção eleita para Si".


"Unamo-nos estreitamente, pois, à Sua benção e vejamos quais os caminhos da benção".


"Militemos, portanto, irmãos, com toda a diligência nos Seus imaculados preceitos."


"O forte cuide de quem é fraco, e o fraco respeite quem é forte; o rico preste auxílio a quem é pobre, e o pobre agradeça a Deus por ter-lhe dado alguém que lhe supra. O sábio mostre a sua sabedoria não com palavras, mas com boas obras; quem é humilde não dê testemunho de si mesmo, mas deixe que por meio de outrem se testemunhe a seu respeito. O casto na carne não se vanglorie, sabendo que Outro é quem lhe concede a continência."


"Não encontrareis que os justos tenham sido repelidos por varões santos. Os justos foram perseguidos, mas por iníquos; foram aprisionados, mas por ímpios; foram apedrejados por criminosos, mortos por gente tomada de um impuro e injusto ciúme"


"Enquanto muitas portas estão abertas, aquela que se abre na justiça é a que se abre em Cristo: bem aventurados todos os que por ela tiverem entrado e orientado o seu caminho na santidade e na justiça, tudo fazendo de modo imperturbável. Cada um seja fiel, capaz de expor o conhecimento, sábio no discernimento das palavras, casto nas obras."


"Intercedamos, pois, também nós, pelos que se encontram incursos em alguma falta, para que se lhes concedam mansidão e humildade a fim de cederem não a nós, mas à vontade de Deus."

"Obedeçamos, pois, ao Seu Nome, em tudo santo e glorioso, fugindo das ameaças feitas pela Sabedoria aos que não se deixam persuadir, a fim de habitarmos em segurança sob o nome santíssimo da Sua Majestade."


"De resto, o Deus que tudo vê e é Soberano dos espíritos e Senhor de toda carne, que escolheu o Senhor Jesus Cristo e a nós por meio d'Ele, para que fossemos o Seu povo eleito, conceda a toda alma que tiver invocado o Seu magnífico e Santo nome a fé, o temor, a paz, a paciência e a longanimidade, a continência, a castidade e a moderação, a fim de que agrade a Seu nome por meio de nosso sumo sacerdote e protetor, Jesus Cristo, pelo qual a Ele sejam dados glória e majestade, poder e honra, agora e por todos os séculos".






Relacionados aos temas de trabalho salus



Educação e Filosofia:

"Instruamos os jovens na disciplina do temos de Deus"

"Os nossos filhos participem da educação em Cristo, aprendam o que pode a humildade junto a Deus, o que pode, junto a Deus, o casto amor e como é belo o Seu temor, como é grande e como salva todos os que levam santamente a vida n'Ele, com puro coração. Ele é, de fato, esquadrinhador de pensamentos e sentimentos, e Seu sopro está em nós; quando quiser, Ele o retomará."




Arte e Literatura

Citações sobre o Belo, de raiz socrática, ou seja, a beleza da alma, elevada ao cristianismo (colocadas nas citações gerais). 




A Mulher Católica:

"Exortáveis os jovens a pensar em coisas moderadas e sensatas, recomendáveis às mulheres que tudo fizessem um consciência irrepreensível, digna e pura, amando com ternura, como convém a seus maridos, e as ensináveis a administrar dignamente como concerne à casa, atendo-se à norma da submissão e agindo, em tudo, com discrição. "

"Encaminhemos nossas mulheres para o que é bom. Que elas mostrem a amável conduta da castidade e façam ver a pura vontade da sua doçura; tornem manifesta, através do silêncio, a moderação da sua língua e pratiquem a sua caridade sem acepção de pessoas, mas igualmente para com todos os que, na santidade, temem a Deus."




A vida quieta  e o tempo:

"Os céus, que se movem por disposição d'Ele, obedecem-Lhe na paz. O dia e a noite perfazem o curso por Ele estabelecido, sem que mutuamente se impeçam. O sol e a lua, assim como os coros das estrelas, conforme a ordenação d'Ele, giram em harmonia sem qualquer desvio, nos limites que lhes foram marcados. A terra, geminando de acordo com a vontade d'Ele, produz, nos devidos tempos, alimento abundante para os homens, as feras e todos os que sobre ela vivem, sem rebelar-se ou mudar coisa alguma de quanto foi por Ele decretado. As regiões insondáveis dos abismos e os juízos imperscrutáveis dos infernos regem-se pelas mesmas leis. A cavidade do mar imenso, contraída pelo ato criador d'Ele em seus reservatórios, não ultrapassa os limites que lhe foram impostos, mas conforme lhe foi estabelecido, assim age. "

"Vejamos, amados, a ressurreição, que acontece a seu tempo. O dia e a noite manifestam-nos uma ressurreição: a noite cessa, levanta-se o dia, o dia vai-se, cai a noite. Tomemos os frutos: como nasce uma semente, de que maneira. Saiu o semeador e lançou na terra cada semente, e elas, caídas em terra, secas e nuas, dissolvem-se. Em seguida, a partir da dissolução, a magnífica providência do Senhor fá-las ressurgir e, de uma só, muitas crescem e produzem fruto."



Referências:


Coleção Guardiões da Tradição. Documentos Pontifícios: Idade Antiga. Rio de Janeiro: Ed. CDB, 2024. 11-51 p. Disponível em: Documentos Pontifícios (Coleção - 5 tomos - CAPA DURA) - Guardiões da Tradição 



Parábola das Virgens Sábias e Loucas (1886), 
por Baron Ernest Friedrich von Liphart




Neste mês estou a fazer, novamente, o Mês de Maio. Um mês que é como uma bala dada a uma criança com lágrimas nos olhos. Um mês que trás doçura a esta vivência eclesial tão cheia de espinhos e dessabores. Nossa Senhora e Nosso Senhor são as únicas coisas realmente valiosas nesta vivência eclesial que ele mesmo instituiu.

Bem, num dos dias de meditação é solicitado a leitura do texto das Virgens Prudentes. Lembra-se? O texto das lamparinas e das moças que ficaram sem óleo. Mas o que me chamou a atenção foi: as Virgens Prudentes não dividiram o seu óleo. Elas disseram "não". 

Eu confesso que fiquei um tanto chocada. Estamos tão habituados ao modo de pensamento de que a bondade é sinônimo de ser trouxa, que muitas vezes é difícil se livrar disso. Então, lá estava eu, maravilhada com o "não" daquelas moças, que simbolizam a alma prudente que se prepara para receber o Senhor.

Confesso que sou uma pessoa de poucos "sim". Tenho a sensação de que muitas pessoas, ainda que na Igreja, preservam essa visão de que o cristão é meio trouxa e acabam usando isso em seu proveito.


Por exemplo, há muitos locais que chamam para dar aula, não pagam o professor e depois colocam a aula em um curso ou em uma plataforma de membros paga (veja bem). Editoras que querem divulgação mandam livros retirados das vendas por estarem danificados, livros com erro de impressão ou com páginas faltando. Ou seja, mandam livros aos "divulgadores", que devem incentivar a compra obrigatoriamente, independentemente de terem lido ou não o livro, e gerar lucro para os editores com os livros que receberam do resto inutilizado da impressão. Grupos que fazem "convite" sem conhecer o trabalho ou ler uma linha de texto. Grupos que fazem "convite" por representatividade feminina, sem conhecer o trabalho (o que é uma falta de respeito para uma pessoa que não acredita em "representatividade", mas em competência, o que me levaria a falar dos possíveis preconceitos sobre a competência feminina, mas isso seria outro texto).

Tudo isso e muito mais acontece. Então, ler sobre esse "não" protetor, que preserva o óleo da lamparina, foi um sufrágio. Não é uma tarefa fácil se proteger da malícia das pessoas, da falta de cuidado e respeito que permanece no comportamento de muitos, mesmo após a conversão. Exige paciência e muitos "nãos".


O "não" protetor também protege quem nós somos. Talvez, se elas tivessem dado o óleo, não seriam quem são. Teriam perdido a própria identidade.

A identidade ...  a pequena luz que já me levou a dizer muitos "nãos": 
-mostrar a própria vida na internet: não 
-se expor todo o tempo: não 
-seguir as panelinhas: não
-aceitar propostas baseada em visibilidade e status: não 
-adotar os discursos correntes para pertencer: não
-puxar o saco das pessoas: não 
-acatar tudo sem pensar e refletir: não 
-fazer concessões em matérias simples e fáceis: não 

E, claro, todo não tem um custo.

Segundo os exegetas, o óleo são as boas obras. Por isso, elas mandaram que as Virgens Loucas fossem comprar o seu óleo. Pareceu-me muito oportuno refletir sobre isso, num momento (alguns anos) em que existem tantas pessoas que querem lucrar placidamente e descaradamente em cima dos esforços das obras de outras pessoas. Eu me pergunto se elas não notam mesmo que isso é errado...

Bem, quanto a mim, adotei o "não" das Prudentes e a postura de sonhar com um meio católico em que o trabalho das pessoas é realmente valorizado, que os professores recebam a justa paga de suas aulas, que os escritores recebam a justa paga e em dia, que os coordenadores busquem conhecer o trabalho e o talento das pessoas e as escalem por sua competência em um assunto, que as pessoas não sejam usadas como tapa-buraco ou algo similar. Enfim, que a conduta cristã seja melhor que a do pagão.


Um sonho que vale vários "nãos".

 






            Artista desconhecido, Vitória de Samotrácia ou Nice de Samotrácia, século II a.C, período helenístico (mesma época da ação militar judaica realizada pelos Macabeus no livro bíblico de mesmo nome, estudo disponível aqui)



por aLEXANDRE WESTENBERG

Notas: Ana paula barros


É uma característica notória da filosofia que qualquer tentativa de defini-la levante mais perguntas do que respostas: se isso é verdade para a filosofia de forma mais ampla, talvez seja ainda mais verdadeiro para esse ramo conhecido como estética. Embora em alguns aspectos seja uma disciplina moderna, com raízes na filosofia europeia do século XVIII, não foi um trabalho isolado, mas um resultado de trabalhos realizados em muitos séculos anteriores. Além disso, verificamos a longa tradição do trabalho estético na China e no Japão. Finalmente, embora a estética seja frequentemente tomada como uma área que se preocupa somente com obras de arte, isso está em desacordo com grande parte da estética histórica.

 



Se, portanto, lês, ou estudas, e tens por isto a inteligência e conheceste o que se deve fazer, isto já é princípio do bem, mas ainda não te será suficiente, não és perfeito ainda.


Sobe, pois, na arca do conselho, e medita como poderás realizar aquilo que aprendeste através da leitura e do estudo que deve ser feito. De fato, houve muitos que possuíram a ciência, mas poucos foram aqueles que souberam de que modo era importante saber.

O conselho do homem, porém, sem o auxílio divino, é enfermo e ineficiente. É necessário, pois, levantar-se à oração, e pedir o seu auxílio, sem o qual nenhum bem pode ser feito; isto é, a sua graça, a qual, antes que tivesses chegado até aqui para pedí-la era ela que já te iluminava, e daqui para a frente será quem haverá de dirigir os teus passos para o caminho da paz, e de cuja única boa vontade depende que sejas conduzido ao efeito da boa obra.

Resta agora para ti que te prepares para a boa ação, de tal maneira que aquilo que pedes na oração mereças receber pela obra, se Deus consigo quiser operar. Não serás obrigado, serás ajudado. Se apenas tu operares, nada realizarás; se apenas Deus operar, nada merecerás. Opere Deus para que tu possas; opera tu para que algo mereças. O caminho pelo qual se vai à vida é a boa obra, e aquele que corre por este caminho busca a vida.

Conforta-te e age virilmente. Esta via tem o seu prêmio. E quantas vezes, fatigados pelos seus trabalhos, não somos ilustrados do alto pela graça, saboreando e vendo
"quão suave é o Senhor" (Salmo 33).

Hugo de São Vitor, Dicascalicon, L.V, C.9.





As indulgências sempre foram matéria de muitos debates, má reputação, amor genuíno ou puro desconhecimento. Assim como muitos outros assuntos, é comum que o ensino sobre as indulgências seja fraco ou inexistente. Com isso, perde-se a riqueza profunda das pequenas práticas de piedade e a união que as mesmas possuem com a vida cotidiana. Isso se agrava quando se fala de vida de estudo ou vida intelectual (pelos motivos já apontados nos artigos anteriores).

No entanto, antes disso, caso não entenda o que são as indulgências, poderá estudar aqui. Também oriento que leia as concessões do Manual de Indulgências; muitas podem lhe impressionar pela riqueza e facilidade.


As concessões úteis são:


Concessão 01 - Inspirai Senhor as nossas ações... (indulgência parcial)

Antes de começar a estudar, ler e etc...


Concessão 20 - Ensino e aprendizado da Doutrina Cristã (indulgência parcial)



Considerando que o estudo católico abarca várias áreas do saber, este ponto é bem interessante.

Embora as mentes ainda estejam imbuídas da forma moderna de percepção sobre o ensino, separando religião ou ensino catequético de filosofia, sociologia e educação, o ensino clássico católico considera o primeiro como base dos outros, uma vez que contém a causa e os princípios das coisas.

Talvez uma das maiores dificuldades atuais seja o fato de as pessoas não entenderem que pontos de catequese fazem parte de uma aula católica, seja lá qual for o assunto. Na mente delas, tudo que contém um versículo ou a simples menção ‘Espírito Santo’ é catequético e somente catequético, nada mais que catequético. Não conseguem fazer pontes entre o livro dos Macabeus, o helenismo, a filosofia antiga, os 300 de Esparta, por exemplo. E o professor também se vê refém da caixa social do nivelamento, já que, se ele corajosamente fizer esta ligação em aula, terá entrado no perigoso e proibido território religioso. E até mesmo os que estão dentro do catolicismo e defendem uma cristandade estranhamente não aceitam a cristandade nos assuntos e nas aulas (e, se for uma professora, esta poderá ser acusada de querer ser padre e “ensinar a doutrina”).

Mas a Doutrina Católica é obviamente a base da Educação Clássica Católica, da Filosofia Perene e de qualquer estudo executado catolicamente. Novamente, isto é uma obviedade: se existem falhas no ensino da doutrina, todo o resto ficará sem alicerce (por isso, gastei tanto tempo com catequese, por exemplo, e, claro, me colocaram numa caixa). Logo, ensinar e aprender a Doutrina se torna uma exigência para além da catequese paroquial. Tal coisa já era vivenciada nas Escolas Catequéticas, como a de Alexandria, dos primeiros séculos da Igreja, por exemplo, que foram as antecessoras das Universidades, ou seja, visavam mais que um ensino local e desprendido do restante das áreas de conhecimento. Não era uma caixa, mas um portal.



"A humildade",
diz Hugo de São Vítor,
"é o princípio do aprendizado,
e sobre ela, muita coisa tendo sido escrita,
as três seguintes, de modo especial,
dizem respeito ao estudante:


A primeira é que não tenha como vil
nenhuma ciência e nenhuma escritura...



Tu, porém, meu filho,
aprende de todos de boa vontade
aquilo que desconheces.

Serás mais sábio do que todos,
se quiseres aprender de todos.


Nenhuma ciência, portanto, tenha como vil,
porque toda ciência é boa.

Nenhuma escritura, ou pelo menos,
nenhuma lei desprezes, se estiver à disposição.
Se nada lucrares, também nada terás perdido.

Diz, de fato, o Apóstolo:

"Omnia legentes,
quae bona sunt tenentes" (I Tes 5)


Concessão 25 - Exercícios Espirituais por ao menos 3 dias (indulgência plenária)

Alguns modelos estão disponíveis aqui, podem ser feitos em casa e sem sair completamente do cumprimento dos deveres de estado, embora isso seja encorajado. Nosso Senhor é o "primeiro livro de estudo". 



"O bom estudante deve ser
humilde e manso,
inteiramente alheio aos cuidados do mundo
e às tentações dos prazeres,
e solícito em aprender de boa vontade de todos.


Nunca presuma de sua ciência;
não queira parecer douto, mas sê-lo;
busque os ditos dos sábios,
e procure ardentemente ter sempre
os seus vultos diante dos olhos da mente,
como um espelho"


Concessão 55 - Fazer o Sinal da Cruz (indulgência parcial)

Um ato simples e muito eficaz, no começo e término do trabalho intelectual realizado. Existe uma frase que diz que "o doutor derrota o demônio" pela sua busca pela Verdade. Bem, parece correto usar um estandarte bem à vista para proteger a mente e o coração. Se as pessoas soubessem o empenho que satanás faz para influenciar a mente das pessoas, entenderiam melhor o trabalho dos estudiosos católicos.




"Aquele que diante de uma multidão
de livros não guarda o modo e a
ordem da leitura",


continua Hugo de São Vitor,

"como que andando em círculos no meio
de uma densa floresta, perde-se do reto caminho.
É de pessoas assim que a Sagrada Escritura diz
que estão sempre aprendendo, mas nunca
chegam ao conhecimento da verdade".

Didascalicon V, 5





Algumas práticas foram retiradas do Manual, como beijar a cruz, mas podem ser realizadas por piedade no começo ou durante o trabalho intelectual.

Talvez, com a tríade santa do silêncio, trabalho e contemplação realizada pelos monges católicos em seu trabalho de enriquecimento cultural e intelectual em prol da própria santificação e dos demais, possamos nos salvar das caixas acachapantes modernas e das visões deturpadas sobre o estudo e a piedade.


Para o filósofo cristão
o estudo deve ser uma exortação,

e não uma preocupação;
deve alimentar os bons desejos,
e não secá-los.
Como gostaria de mostrar
àqueles que se puseram ao estudo, por amor da virtude,
e não das letras,
o quanto é importante para eles
que o estudo não lhes seja ocasião de aflição,
mas de deleite.

Quem , de fato, estuda as Escrituras como preocupação
e, por assim dizer,
as estuda para aflição do espírito,
não é filósofo...

É necessário, porém,
e tarefa de grande importância,
prevenir aos eruditos... 
Nosso propósito deverá ser, portanto,
o de subir sempre.
Roguemos, pois, à sabedoria,
para que se digne resplandecer em nossos corações
e iluminar-nos em seus caminhos
para introduzir-nos naquele banquete
puro e sem animalidade".

Didascalicon V,8-9;VI,13


 






Dentre as virtudes agregadas à Virtude Cardeal da Justiça a mais importante depois da Virtude da Religião é a Virtude da Piedade. 


A virtude da piedade é a que tem por objeto honrar e venerar aos pais e a pátria pelo grande benefício de nos terem dado a vida, conjuntamente com tudo o mais que a conserva e completa. 


Estes deveres são especialmente sagrados e obrigatórios. 

Depois dos deveres para com Deus, não existe outros mais sagrados. 


A piedade para com os pais impõem as seguintes obrigações: respeitá-los, obedecer-lhes enquanto se vive debaixo de sua autoridade e socorrê-los em necessidades. 


Já a piedade para com a pátria impõem a obrigação de reverenciar àqueles que a personificam e representam, obedecer às suas leis e sacrificar, se necessário, a vida por ela na guerra justa. 


Vale, caro leitor, fazer uma breve citação da piedade filial demonstrada nos contos de fadas, hoje tão desajustados de seu real objetivo educacional por questões ideológicas. Por exemplo: a Bela (de a Bela e a Fera), aceitou ficar no lugar do pai, ainda que este, dependendo da história abordada, não seja bom moralmente. Ela não foi sequestrada, ela escolheu ficar no lugar do pai por piedade filial. O mesmo fez Mulan, ela foi para a guerra, não para fazer afronta aos homens e tomar o lugar deles, foi por devoção filial, no lugar do pai idoso que não tinha filhos homens para cumprir a devoção para com a pátria. 


A devoção filial é retratada em contos de fadas para mostrar aos pequenos que existe uma regra no mundo, existe um coisa que devemos nos lembrar, mesmo que trilhemos caminhos diferentes dos nossos pais, nós devemos honrar a nossa linhagem que, muitas vezes apesar de seus erros e desvios, são pessoas que disseram um sim à vida e possibilitaram que, numa linha que se perde na história do mundo, nós pudéssemos estar aqui, nós somos o resultado do sim dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos bisavós, dos nossos tataravós e assim sucessivamente até o primeiro de nossa linhagem. A devoção filial nos faz honrar a Vida expressa no sim à vida dado por nossos antepassados, perdidos no curso da história, mas presentes no Plano Perfeito do Senhor.

Sempre me lembro da família do Senhor... 

Vemos mulheres com marcas de atos reprováveis: Tamar, coabitou com o seu próprio sogro Judá e gerou dele dois filhos gêmeos Farés e Zara; Raabe era prostituta em Jericó; Rute era moabita e Bate-Seba, mãe de Salomão, adulterou com Davi. Talvez alguns não citariam pessoas assim de sua família, mas os textos sagrados mantiveram-nas para mostrar o poder da Redenção e da Misericórdia. 

Também vemos homens cuja vida foi marcada pela mentira. Os patriarcas mencionados, Abraão, Isaac e Jacó tiveram momentos de fraqueza na área da mentira. Eles não só se omitiram, mas esconderam a verdade e inverteram os fatos com medo de sofrerem com as consequências de seus atos. Esses atos não foram apagados de suas vidas pois o Senhor é poderoso para usar os instrumentos mais fracos e inúteis, pois isso, inclusive, serve para mostrar o Seu Poder e Misericórdia.


Além disso vemos homens cuja vida há marcas de violência. Davi, tinha as mãos cheias de sangue. Roboão governou Judá com truculência. O rei Acaz queimou seus filhos, perseguiu seu próprio povo e cerrou ao meio o profeta Isaías. Manassés foi muito violento, ele encheu Jerusalém de sangue. Poucos listariam entre seus parentes pessoas que cometeram crimes, não é mesmo? Mas desta linhagem marcada com sangue, saiu Aquele que deu todo o Seu Sangue por nós e que incitou a sermos violentos para entrarmos no Céu. Aprendemos com o Senhor a tornar as marcas históricas que "herdamos" em redenção e purificação para nós e para os outros. 


Outros ainda eram idolatras, ou seja, colocaram as coisas do mundo ou a si mesmos no lugar de Deus. Salomão, por causa de suas muitas mulheres, sucumbiu à idolatria. Roboão, fez um bezerro de ouro e construiu novos templos em Israel para desviar o povo de Deus. Acaz fechou a casa de Deus e encheu Jerusalém de ídolos abomináveis. Manassés foi astrólogo, idólatra e feiticeiro, levantou altares pagãos. Vemos assim exemplos de rebeldia na família do Senhor Jesus, pessoas desobedientes. Mas Ele veio como o Grande Obediente, Aquele que se responsabiliza pelos outros (a obediência não gera irresponsabilidade). 

Agora é a nossa chance de sermos sinais de obediência ao Pai Celestial em nossas famílias. 


Acredito que você tenha entendido a extensão do que desejo lhe dizer. Você pode ser descendente de pessoas ilustres, boas e até santas; mas pode, assim como eu, ter uma linhagem problemática. Talvez existam assassinos, ladrões, corruptos, rebeldes, mentirosos, violentos, viciados em sua família, talvez isso seja uma realidade bem próxima... talvez você tenha medo de replicar isso, talvez já tenha replicado. Mas a virtude da devoção filial nos faz viver melhor a verdade da redenção extensa e profunda, integral, como diz o Papa Bento XVI. Ele também tinha uma linhagem problemática... você já parou para pensar que em Belém a maioria era da família de Davi? Boa parte da cidade era parente de São José, parentes próximos, irmãos de sangue, primos... ninguém o recebeu, ninguém recebeu o primogênito da linhagem de Davi e o Seu Menino, que seria o Rei dos Reis.

Talvez essa seja uma das grandes virtudes desse tempo, uma virtude que incorpora tudo que muitos desejam que já não exista mais.






A devoção filial se desdobra na devoção à pátria, à terra em que nascemos. Cada país tem uma vocação, que é demonstrada pelos seus traços históricos, cada país tem um papel no Plano Perfeito do Senhor, então se você nasceu brasileiro tenha certeza que Deus quis, para o nosso bem, que nascêssemos aqui. Este país é a nossa casa no mundo, a história deste país é também a nossa história, devemos lembrarmo-nos daqueles que por ela lutaram com fé e verdade. Nós temos uma responsabilidade radical de, enobrecendo e convertendo a nossa vida, fazer a nossa parcela no enobrecimento e conversão deste país. Nós nascemos para sermos santos e se nascemos aqui, nascemos para sermos santos brasileiros, para que através da nossa jornada ao Eterno aconteça os passos da santificação de uma nação. Para isso é importante não perdermos de vista a história verdadeira do nosso povo, a vocação católica deste país que é a terra da Vera Cruz. 


No entanto, vale um alerta. Nós podemos fazer uma ligação entre esta Virtude da Piedade e a mensagem de Nossa Senhora de Fátima dizendo que o território da última batalha será a família. Isso se torna cada dia mais visível. Entretanto, Ela não disse que a solução do problema está na família. Devemos tomar muito cuidado para não confundir o terreno da batalha com a solução da batalha. A solução da batalha é a Devoção ao meu Imaculado Coração. Nós podemos tomar medidas para impedir um avanço no terreno da família, mas não é sensato acreditar que restabelecer uma "ideia familiar" seja suficiente. Não será. Simplesmente porque já existem percepções de certa "devoção familiar" em alguns países. Na Ásia a devoção familiar é a única religião de algumas pessoas, nos EUA também, na África também; nem por isso estão isentos dos males diversos presentes nas ações culturais, políticas e espirituais contra a família. Antes estão mais expostos, porque não possuem um alicerce firme. Portanto, lembrem-se, não tomem o terreno como a solução. 




ORAÇÃO À SANTA TERESINHA PARA
ALCANÇAR A PAZ NA FAMÍLIA


Ó Santa Teresinha, anjo tutelar da família cristã, vós que fostes o raio de sol e o sorriso de vossa família, dignai-vos acolher debaixo de vossa proteção, a minha família que ardentemente recomendo à vossa Bondade. Que a paz, o sossego da família alegre também a minha com a reprodução de todo o bem e de todas as virtudes de que a vossa foi verdadeiro santuário. Que o nome de Deus seja adorado e bendito em minha casa; que a sua santa lei e os preceitos de sua Igreja sejam perfeitamente observados por todos e por cada um. Afastai de minha casa o pecado e o espírito de vaidade e de dissipação do mundo. Longe de minha casa seja a irreverência, a desconfiança, o ciúme, a inveja, o ódio, as desgraças, os males todos; só reine sobre nós a abundância do amor, da caridade, mútua compaixão e do bem. Ó milagrosa Santinha, delícia dos vossos pais, santo orgulho de toda a vossa família, pelo amor terníssimo que tivestes aos autores dos vossos dias e a todos os vossos queridos, abençoai a minha família; que o bom exemplo e a virtude desçam do céu sobre aqueles que são obrigados a obedecer, a fim de que se transformem em obediência e respeito para com aqueles que tem a responsabilidade do lar. Que na vossa proteção e na vossa devoção seja esta família uma no amor, no pensamento e na ação, para ser uma na felicidade da terra e na bem-aventurança eterna do céu. Assim seja!.



Consagração do Brasil e oração do voto nacional


Vimos a Vós, ó Coração Sagrado de Jesus, depois de nossa fraquezas e infidelidades; abri-nos os tesouros de Vossa Misericórdia infinita. O Sangue que correu de Vossas Chagas resgatou o mundo; permita que uma gota desse Sangue Divino, por seu poder expiatório, resgate  ainda uma vez este Brasil a que tantas provas de amor tendes dado, e que venha ele a reconhecer seus grandes erros, contando em cada um do seus filhos um verdadeiro cristão.

Esquecei nossas ingratidões, para lembrar-vos unicamente que Vossa Cruz foi o primeiro sinal de civilização e de possa plantado em nossa Pátria. 

Coração adorável de nosso Deus, em nome da nação brasileira Vos imploramos: concedei-lhe Vosso amor, Vossa benção e dignai-vos salvá-la. Amém. 

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"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




"Quem ama a disciplina, ama o conhecimento" - Provérbios 12, 1

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