Sendo Católico: Quando satanás avança numa alma?

by - setembro 07, 2019

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"Vomitar-te-ei da minha boca" (Ap 3, 16).


Tempo de Leitura: 2 minutos

"Uma certa memorização das palavras de Jesus, de passagens bíblicas importantes, dos dez mandamentos, das fórmulas de profissão de fé, dos textos litúrgicos e das orações essenciais e de noções chaves da doutrina..., longe de ser contrária à dignidade dos jovens cristãos, ou de constituir para eles um obstáculo para o diálogo pessoal com o Senhor, é uma verdadeira necessidade... É preciso ser realista. As flores da fé e da piedade cristã, se assim se pode dizer, não crescem nos espaços ermos de uma catequese sem memória. O essencial é que os textos memorizados sejam ao mesmo tempo interiorizados, compreendidos pouco a pouco na sua profundidade, a fim de se tornarem fonte de vida cristã pessoal e comunitária" (Catechesi Tradendae, ponto 55, de São João Paulo II, 1979)


Catequese Essencial I: aqui


Catequese Essencial II: aqui


Catequese Essencial III: aqui


Catequese Essencial IV: aqui


Catequese Essencial V: aqui



Catequese Essencial VI: aqui



Catequese Essencial VII: aqui



Catequese Essencial VIII: aqui



Catequese Essencial IX: aqui


Catequese Essencial X: aqui




Quando satanás avança numa alma?


Satanás avança num alma quando consegue que ela viva sem preocupação no estado de tibieza, isto é, no torpor espiritual causado pela familiaridade com o pecado venial deliberado, pela diminuição do espírito de oração e de mortificação (Ap 3, 15-20).



1- A Palavra de Deus contra a tibieza (Ap 3, 15-20)


"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, vomitar-te-ei. Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito – e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro. Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo."



2- Os remédios contra a tibieza


São principalmente quatro:

1º - Recorrer a um prudente Diretor Espiritual! (e seguir seus conselhos com energia e constância).
2º - Voltar à pratica fervorosa dos exercícios de piedade.
3º - Praticar o tripé da penitência: penitência - sacramento da confissão; penitência interior - humildade; penitência exterior - mortificação.
4º - Meditar sobre a malícia  e os efeitos do pecado venial deliberado.



3- A malícia e os efeitos do pecado venial deliberado.



Malícia:

a) é uma ofensa a Deus, desobedecendo, em matéria leve, mas voluntariamente, sua lei (ou da Igreja).
b) é uma diminuição da glória extrínseca de Deus.


O que é a glória intrínseca de Deus? É aquilo que é próprio de Deus, é aquilo que Ele possui em si mesmo. Deus possui a glória intrínseca independente dos anjos ou dos homens, Ele não precisa de nenhuma ação angelical ou humana, pois a glória intrínseca de Deus esta na glória de sua natureza.

O ser humano é o agente divulgador das boas novas, este é o nosso lugar na glória de Deus, proclamadores das verdades insondáveis do Senhor. Deus nos constituiu como embaixadores, pregadores da sua glória intrínseca, mas através da nossa vida devemos glorificá-lo perante os olhos do mundo, fazemos parte, portanto, da glória explícita de Deus.

c) é uma abominável ingratidão.


Efeitos:


a) priva a alma de muitas graças (não há aumento da graça santificante e não se recebe graças atuais, vide catequese I e II)
b) diminui progressivamente o fervor (que se refere a intensidade, mas não unicamente emocional mas principalmente de reta intenção, pura devoção e fidelidade, coração capazes de adorar, a isso o Senhor se refere ao dizer "adoradores em espírito e em verdade").
c) predispõe a alma para o pecado mortal!
d) terrível expiação no Purgatório!


"A ruína da alma vem da multiplicação dos pecados veniais, que causam a diminuição das luzes e inspirações divinas, das graças e consolações interiores, do fervor e coragem para resistir aos ataques do inimigo - donde se segue a cegueira, a fraqueza, as quedas frequentes, o hábito, a insensibilidade; porque , uma vez contraída essa enfermidade, peca-se sem sentimento do próprio pecado"
(P. L. Lallemant, jesuíta)

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