O QUE TODA CATÓLICA DEVE SABER SOBRE O PIEDOSO USO DO VÉU NA SANTA MISSA

by - dezembro 31, 2017


7 motivos pouco mencionados e que são os mais importantes no uso do véu por mulheres católicas



Dentre os materiais disponíveis sobre o piedoso uso do véu, existem argumentos sempre citados e outros poucos trabalhos e explicados que, no entanto, são os mais importantes. Para que a temática seja clara e entendida e para que a vivência e a piedade sejam vividas de uma melhor forma você encontrará abaixo um estudo com os 7 motivos para usar o véu que são comentados minimamente mas são a razão central do seu uso.

Vale lembrar que o uso do véu é um desdobramento no caminho da vivência da virtude da modéstia, assim, não é possível vivenciar uma prática sem a outra ou ainda sem o entendimento real e verdadeiro do que é a modéstia, passando a praticá-la como uma virtude e não como uma moda. O uso piedoso do véu está unido a vivência da virtude da modéstia.

Caso você não tenha entendido o que é a virtude da modéstia ou tem a piegas idéia de que trata-se de usar saia e roupas com determinadas medidas, veja aqui uma catequese que te fará entender a razão da modéstia ser uma virtude tão importante atualmente.

Após esse lembrete passemos ao estudo sobre o piedoso uso do véu:
“Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu Senhor. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu Senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem. Com efeito, o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem; nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem. Por isso a mulher deve trazer o sinal da submissão sobre sua cabeça, por causa dos anjos. Com tudo isso, aos olhos do Senhor, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Pois a mulher foi tirada do homem, porém o homem nasce da mulher, e ambos vêm de Deus. Julgai vós mesmos: é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu?
A própria natureza não vos ensina que é uma desonra para o homem usar cabelo comprido? Ao passo que é glória para a mulher uma longa cabeleira, porque lhe foi dada como um véu. Se, no entanto, alguém quiser contestar, nós não temos tal costume e nem as igrejas de Deus. Fazendo-vos essas advertências, não vos posso louvar a respeito de vossas assembleias que causam mais prejuízo que proveito." (I Cor 11, 4-17)

Como vemos a discussão em relação ao uso do véu é antiga na Igreja. No entanto, devido a falta de catequese, muitas pessoas não entendem o que São Paulo está a explicar. 

Toda a explanação do santo se baseia na glória. O homem é a glória de Deus, a mulher a glória do homem. O homem é imagem de Deus e a mulher é reflexo do homem (imagem de Deus). Portanto São Paulo mostra o uso do véu como uma forma de mostrar externamente a hierarquia que Deus instituiu ao criar o homem e mulher. A mulher foi criado DO homem e PARA o homem, é um presente de Deus, é a glória do homem.

Glória quer dizer: honra, fama, beleza.

Portanto a mulher é:

- a honra do homem: a honra é o princípio que leva alguém a conduta virtuosa e corajosa;
- a fama do homem: a mulher esta ligada a reputação do homem;
- a beleza do homem: a mulher é fonte de admiração, contém em si a virtude do que é belo.



1- Honra, Fama e Beleza

Estes atributos da mulher são em si atributos divinos. Ou seja, a mulher contém em si, atributos que saíram de Deus e nela estão, pois Ele assim quis ao nos criar.

"A Beleza Suprema não podia senão criar a beleza. Neste cosmos tudo era apenas equilíbrio e simples reflexo da Beleza criadora. Quais olhares podiam descobrir o Belo? Os do homem e da mulher, criados a imagem de Deus, a quem Deus insuflou seu halito de vida, capazes de se maravilharem um diante do outro, num face a face que conduz ao olhar criador que faz o outro existir. Eis a obra primordial de Deus, seu primeiro olhar de amor: o homem elevado na beleza de Deus e, pelo homem, todas as criaturas, feitas para ele, e ele tendo parte comum com esse universo. Uma criação manando de mil graças." Cônego Constant Tonnellier
Assim o homem tem na mulher um canal de honra, fama e beleza, que vem de Deus. A mulher é o diadema da criação, criada para auxiliar o homem em sua união com Deus.

Por isso, é evidente que durante um rito a mulher deva cobrir-se, guardar-se para que somente a Honra e Beleza de Deus seja vista e louvada.


2- Usar o véu é obedecer a hierarquia estabelecida por Deus

Submissão

Deus é o Criador da Santa Ordem. Tudo que vem de Deus possuí uma hierarquia, uma ordem. E é justamente nesse argumento que São Paulo sustenta sua explicação: a Santa Ordem. Por isso ele se refere sucintamente "por causa dos anjos", os puros espíritos estão divididos em hierarquias, numa Santa Ordem diante de Deus e se alegram e até mesmo exigem que também vivamos e expressemos a ordem estabelecida por Deus entre nós. A obediência a essa Santa Ordem é determinante para a saúde espiritual pessoal e comunitária.

Como vimos a mulher foi criada DO homem e PARA o homem, é para ele um presente de honra, fama e beleza. 

Nesse contexto é que se baseia a submissão da mulher perante o homem.

A mulher como parte da criação deve ser submissa ao homem, mostrando e ensinando a docilidade que as criaturas e os homens devem ter diante de Deus e o homem, por sua vez, deve proteger, amar, cuidar e defender a mulher - sendo ela a fonte de admiração mais próxima da beleza e da graça - mostrando e ensinando que todos devemos amar, cuidar e defender o que é sagrado.

E justamente o entendimento da hierarquia estabelecida por Deus faz com que as relações humanas e afetivas sejam sadias.

Muitas mulheres se contrapõem ao uso do véu por asco da submissão e por adesão ao feminismo camuflado e os homem por adesão ao feminismo piegas - o que é espantoso. No entanto, nada dignifica e enaltece mais a mulher que a visão cristã da feminilidade, ou seja, a vivência da vida como Deus estabeleceu para nós.

3- Identidade Feminina

Seria Deus Pai capaz de rebaixar uma de suas filhas? 

Não!

Ele nos fez formadoras da sociedade e canal de beleza! Uma Mulher Forte é consciente dos olhos do Pai sobre ela, de quem ela é dentro da criação e não se deixa levar por discursos vitimizados que possuem o único objetivo de a rebaixar.

Nunca tivemos tantos discursos sobre o "poder feminino", mas também nunca tivemos tantas mulheres infelizes e com baixa auto estima. Nunca tivemos tantas mendigas afetivas, muitas delas com o discurso de "super mulher" na boca.

Mulheres que se esqueceram do fundamental. Nós somos a glória do homem! 

Sem mulheres que saibam quem são, temos homem que não sabem quem são e uma sociedade que não sabe quem é ou pra onde vai.

Pois então, a sociedade é reflexo da qualidade de suas mulheres. 

E sim, a responsabilidade é nossa mesmo. Chega desse discurso de coitadismo! Se queremos homens decentes temos que lutar e sermos como Deus quer e fazer o que devemos fazer.

E quando sabemos quem somos - honra, fama e beleza do homem - não temos qualquer repúdio em guardar nosso brilho para deixar brilhar o Senhor a quem servimos. E por resultado os homens voltarão a trilhar o caminho virtuoso.

Para que você possa entender muito mais sobre esse ponto, que é um dos mais profundos e importantes assista a catequese abaixo sobre a mulher como sinal da eternidade no efêmero.



Portanto, a mulher sinaliza a submissão da criação e da Igreja perante Deus.

Esse caráter etério da mulher, esse aspecto misterioso da mulher é expressado no uso do véu. Assim, vemos no uso do véu a união da consciência da submissão e abnegação - entrega e doação que caracteriza o ser mulher - e o mistério da feminilidade - que é ser vaso e canal da graça de Deus. A recusa ou aversão ao uso do véu, no fundo demonstra uma aversão à submissão, abnegação  e da graça características da feminilidade. A sua adesão por outro lado demonstra exteriormente  o entendimento desse mistério que dá todo sentido a vocação feminina, ou ao menos, deveria ser assim.

4- Os Anjos

Para finalizar a questão sobre a Santa Ordem estabelecida por Deus e a submissão, São Paulo diz "por isso a mulher deve trazer o sinal da submissão sobre sua cabeça, por causa dos anjos."


Os anjos são criaturas, puros espíritos, que também foram criados de forma hierárquica. Existem três hierarquias e dentro delas coros diferentes entre si em glória e funções. Embora sejam todos puros espíritos, NÃO SÃO IGUAIS.

A mulher em sua missão, portanto, deve lembrar essa desigualdade estabelecida por Deus.

Sim! DESIGUALDADE! Que quer dizer "que não é igual". 

Não quer dizer "abaixo", "acima", simplesmente quer dizer que é diferente. 


Assim imitamos na terra o que acontece no Céu: Santa Ordem hierárquica de Deus. Nós seres humanos imitamos os seres celestes. 

Os anjos sendo puros espíritos se alegram quando uma alma quer imitá-los e ainda mais, quer purificar seu coração dos olhares externos e da admiração alheia, para que Deus seja mais amado, adorado e servido. Também se alegram por que essa atitude gera piedade e purificação em outras almas, que passam a se atentar para a solenidade que presenciam. 

Com tudo isso, aos olhos do Senhor, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Pois a mulher foi tirada do homem, porém o homem nasce da mulher, e ambos vêm de Deus. 

Após falar sobre os anjos, São Paulo volta a falar sobre a união entre homem e mulher na hierarquia, mostrando claramente que não se trata de um rebaixamento mais de um sinal de dignidade, ambos vêm de Deus, não podem viver um sem o outro, a mulher foi tirada do homem e o homem nasce da mulher. 

Julgai vós mesmos: é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu?

Se, no entanto, alguém quiser contestar, nós não temos tal costume ...Fazendo-vos essas advertências, não vos posso louvar a respeito de vossas assembleias que causam mais prejuízo que proveito.

Por fim, o santo termina dizendo que nós não temos o costume de contestar as orientações dos Apóstolos, mas que a comunidade de Corintios julgasse por si mesma, se era decente esse comportamento, baseado em tudo que ele havia explicado. 

Asim, desde o princípio a Igreja coloca como uma prática que nasce da reflexão e da meditação sobre a criação e a vontade de Deus, expressada em nossas obras e vestimenta. Nasce do amadurecimento e também da boa formação.  


5- Comportamento na Santa Missa

E por fim, São Paulo diz uma frase interessante "fazendo-vos essas advertências, não vos posso louvar a respeito de vossas assembleias", ou seja, a forma da realização do rito na Igreja não estava muito bom...

São Paulo explica a questão sobre "cobrir a cabeça" e logo começa a falar sobre o comportamento do povo na Igreja. As reuniões estavam causando "mais prejuízo que proveito".

"Em primeiro lugar, ouço dizer que, quando se reúne a vossa assembléia, há desarmonias entre vós. (E em parte eu acredito. É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos.)
Desse modo, quando vos reunis, já não é para comer a ceia do Senhor, porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo..."Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos." 
(ICorintios 11, 20-30)

Pelo texto da Carta de São Paulo à comunidade de Corintios, eles tinham se esquecido que estavam tomando o Corpo do SENHOR. Iam pra Missa como quem vai a um "banquete de festança" e se esqueciam do Corpo de CRISTO.

Te parece familiar?

"Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação."

As vezes, me pergunto se algumas pessoas sabem mesmo o que é a Missa.

Me pergunto quantos sacerdotes explicam aos fiéis o que é a Missa. 

A Missa é o Santo Sacrifício do Altar. É um milagre! Deus se faz alimento sobrenatural em espécie natural.


“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.” (São Boaventura)

“Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade.” (Santa Matilde)

Não dá pra se comportar de forma "não solene". Pra quem SABE o que esta presenciando não dá, pra quem sabe que na Missa temos anjos, santos e o Senhor, NÃO DÁ.

"Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação."

"Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice."

São Paulo, novamente, nos chama a atenção. Depois de explicar que o pão e o vinho se tornam, realmente, Corpo e Sangue do Senhor, ele pede que cada uma exame sua postura e seu entendimento do que está a presenciar. 

“A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede.” Catecismo da Igreja Católica, 1387

“De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. [...] Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo. ( São João Paulo II, Mane Nobiscum Domine, 18)

“Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor.” (São José Maria Escrivá)

O uso do véu não é uma obrigatoriedade, mas auxilia na vivência da fé, no resgate da feminilidade e da masculinidade segundo a vontade de Deus, na vivência piedosa, zelosa, amorosa do Santo Sacrifício da Missa e por fim  é sinal visível da hierarquia da criação, da submissão, abnegação e mistério inerentes a vocação feminina. 


O Espírito Santo é “o Princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo”. Ele opera de múltiplas maneiras a edificação do Corpo inteiro na caridade: pela Palavra de Deus, “que tem o poder de edificar” (At 20,32); pelo Batismo, por meio do qual forma o Corpo de Cristo; pelos sacramentos, que proporcionam crescimento e cura aos membros de Cristo; pela “graça concedida aos apóstolos, que ocupa o primeiro lugar entre seus dons”; pelas virtudes, que fazem agir segundo o bem; e, enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas de “carismas”), por meio das quais “torna os fiéis aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja”. (CIC, 798).

Portanto, o véu está à disposição àquelas que sentem ardentemente no coração este chamado, que por se deixarem edificar, edificam também a Igreja, Corpo Místico de Cristo. Não é porque sois mais numerosos que todos os outros povos que o Senhor se uniu a vós e vos escolheu; ao contrário, sois o menor de todos (Dt 7,7). 

6- Aspecto Legal

“As mulheres, entretanto, têm que cobrir suas cabeças e vestir-se com modéstia, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor” (Mulieres autem, capite cooperto et modest vestitae, maxime cum ad mensam Domincam accedunt, Código de Direito Canônico de 1917, cân. 1262).

Como muitos alegam a questão da data, 1917, temos orientações gerais para as atualizações do Código Canônico, descritas ainda nos Códigos mais recentes:

"A lei posterior ab-roga ou derroga a anterior, se expressamente o declara, se lhe é diretamente contrária, ou se reordena inteiramente toda a matéria da lei anterior; a lei universal, porém, de nenhum modo derroga o direito particular ou especial, salvo determinação expressa em contrário no direito" (Código de Direito Canônico de 1983, cân. 20, destaques nossos).
"Salva a prescrição do cân. 5, o costume contra ou à margem da lei é revogado por um costume ou lei contrários; mas, se não fizer expressa menção deles, uma lei não revoga costumes centenários ou imemoriais, nem a lei universal, costumes particulares" (Ibid., cân. 28, destaques nossos).
“O costume é o melhor intérprete da lei” (Ibid., cân. 27).
O véu caiu em desuso após o Concilio Vaticano II, mas não foi proibido pela Santa Sé, é um costume centenário. Por 2000 as mulheres usaram véu na Igreja, assim como ensinavam os apóstolos, não por vaidade, falsa humildade ou rebaixamento, mas para honrar a presença do Senhor no Santíssimo Sacramento. Não por serem santas mas por Deus ser Santo. 

Não seria natural em uma alma piedosa, que ama o seu Senhor, querer honrá-lo e se apresentar de  uma forma digna e que mais Lhe agrada?


7- Sacramental 

A santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja. Pelos sacramentais os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida.” (CIC, 1667).


"Portanto, o véu é um sacramental. A diferença entre sacramento e sacramental é simples: Os sacramentos (Batismo, Crisma, Eucaristia, Confissão, Unção dos enfermos, Ordem, Matrimônio) foram instituídos por Jesus Cristo para dar a graça santificante às nossas almas. Por meio deles, obtemos a graça santificante que apaga o pecado ou, então, aumenta a graça que já possuímos. Já os sacramentais não conferem a graça em si, à maneira dos sacramentos, mas são caminhos que conduzem a ela, ajudando a santificar as diferentes circunstâncias da vida. Os sacramentais despertam nos cristãos sentimentos de amor e de fé. Assim como crucifixos, medalhas, terços, escapulários, imagens do Senhor, da Virgem e de santos são sacramentais, o véu também o é.

Sendo assim, o uso do véu é um caminho que conduz a exaltação da Santa Eucaristia e não a elevação de si mesmo. A finalidade está em santificar-se e louvar a Deus." (Piedoso uso do Véu, Caritas in Veritate).

Para saber mais sobre a Graça, matéria indispensável para todo católico, você deve assistir a catequese, abaixo, existe muito coisa que irá te surpreender:


Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna. (CIC, 1996)

Espero que possa ter lhe ajudado!

Paz e Bem,
Ana Paula Barros

"Enchi-me de zelo pela minha Mãe Imaculada e Ela me livrou de todas as tribulações"

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6 comentários

  1. Bastante importante sua colocação.Apesar do véu ter caído no desuso é de suma importância o zelo pela casa do Senhor e para com o Senhor, de modo cuidadoso com a modéstia. Obrigada por partilhar essa riqueza, Ana. Deus te bendiga hoje e sempre.

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    1. Amém!!! É uma perda absurda que as praticas de piedade sejam tão esquecidas e com elas o senso de sagrado.

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  2. Bom dia, Ana. Salve Maria.

    Acredita que o ambiente vivido nas missas propiciam o uso do véu? Há tanto que fazem as tais "equipes de liturgia" para deixar a Missa mais parecida com um show, e tão pouco que se recorre às Sagradas Escrituras, ao Missal e ao Catecismo. O que acha do Rito Romano Tradicional? É valido o uso, mas é tão desdenhado por tantos Bispos, sem razão alguma - ao menos justa razão - e o uso do véu na Missa (de uso Tradicional do Rito Romano) ocorre de maneira sempre tão piedosa.

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    1. Olá, Juliano. Eu acredito que a consciência se dá pelo contraste, se ninguém usar o véu, ajoelhar-se e tomar uma postura piedosa no rito Paulo VI nunca haverá uma verdadeira mudança na Igreja, é uma forma de evangelizar silenciosa mais que arrasta e leva, principalmente os padres a reflexão. É natural buscar abrigo no que é mais fácil, o Rito Pio V, mas a verdade é que os dois ritos são ritos da Igreja, um não é maior nem menor que o outro, o que falta é a consciência do povo que por sua vez gera virilidade nos padres, assim como o oposto é verdadeiro. O problema não esta no rito esta nas pessoas e não é de crer que seja aceitável esperar o ambiente ficar propício para se usar o véu, o uso do véu não é para o ambiente, é por que Deus esta presente. E o seu uso muda o ambiente, por que muda a percepção das pessoas diante do Sagrado, isso independe do rito e como a evangelização da mulher é sempre silenciosa ela deve ser feita nos locais que mais é preciso e não aonde é mais fácil.
      Paz e Bem!

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  3. Olá. Salve Maria Santíssima.
    Vou fazer minha consagração e vou fazer uso do véu gostaria de saber se tem um modelo específico ou posso escolher entre redondo ou retangular? Que acho mais bonito e fácil de usar.

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Olá, Paz e Bem! Que bom tê-lo por aqui! Agradeço por deixar sua partilha.