Pelo Encorajamento da Ação Cultural e Social Católica
- A tão debatida Campanha da Fraternidade seria mais bem vivida no Tempo Comum, já que o Tempo Comum é o tempo em que recordamos o trabalho do Senhor entre nós. A Campanha da Fraternidade seria uma forma de articular formas católicas de atuação na vida comum. O tema sobre moradia, por exemplo, poderia ser melhor trabalhado no Tempo Comum, com uma semana de seminários, por exemplo, sobre o urbanismo, sobre a arquitetura das casas destoando do clima, sobre a opressão do mercado imobiliário, sobre patrimônio tombado que não é utilizado, sobre os patrimônios da Igreja que estão parados; enfim, poderíamos falar sobre muitas coisas. Já na Quaresma poderíamos falar da morada celeste e, ao entrar no Tempo Comum, estaríamos prontos para falar sobre a morada terrestre. Não é difícil.
- Os materiais produzidos pela CNBB melhoraram, não posso deixar de dizer, mas ainda valorizam pouco os artistas sacros da história da Igreja e falam muito pouco sobre a virtude. Os temas e os textos são bem genéricos, o que não enriquece, o que é uma pena, já que muitas das eminências são teólogos fantásticos, mas suas reflexões nunca chegam até o povo.
- Por fim, de modo geral, seria útil uma revisão e reafirmação de definições segundo a tradição e o Catecismo Católico, coisa perigosa de se fazer em alguns meios, mas necessária. A maioria das homilias vem com termos sem definição: amor, justiça, profecia... Percebemos claramente, como leigos, que essas palavras são usadas com outros significados; por isso, as homilias são fracas e ineficazes. Caberia, portanto, definir de forma católica esses termos, assim como acrescentar um glossário de termos aos textos produzidos usando a definição do catecismo.
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