instagram
  • Home
  • Projetos Preceptora: Educação Católica
  • Cursos Educa-te
  • Login Educa-te

Salus in Caritate


Desde a narrativa da Torre de Babel, a linguagem aparece como força capaz de unir ou dispersar, criar ou destruir. O episódio bíblico mostra que o excesso de orgulho humano ao construir uma torre que chegasse ao céu, foi contido por Deus através da multiplicação das línguas.




No século XX, o estruturalismo e seus desdobramentos pós-estruturalistas insistiram em ver a linguagem como campo de luta ideológica. Vários autores mostraram que não há neutralidade nas palavras: elas carregam estruturas de poder, moldam consciências e podem ser revolucionárias. A “revolução da linguagem” é política. Mudar o discurso é alterar a realidade social.




Os Padres do Deserto falavam dos logismoi (pensamentos que se manifestam como palavras interiores) como portas de entrada para as tentações. Embora não utilizassem literalmente a expressão “demônios da linguagem”, descreviam como certas formas de fala ou pensamento verbalizado podiam ser inspiradas por forças malignas. O demônio da tagarelice, da vaidade verbal e da dispersão mental era visto como opositor da oração contínua. O silêncio, nesse contexto, era uma disciplina ascética, mas também uma forma de resistir e vencer a dispersão espiritual. Uma pequena anedota ilustra bem essa visão: um discípulo perguntou a seu abba por que o silêncio era tão importante. O monge respondeu: “Um homem tinha um jarro cheio de água pura. Cada palavra que dizia era como uma pedra lançada dentro do jarro. Logo a água se turvou, e ele já não podia beber dela. Assim é a alma: quando falamos demais, mesmo coisas boas se tornam confusas, e não resta clareza para ouvir a voz de Deus”.


Em outras culturas, encontramos imagens que passam ideias semelhantes. O chamado Quin Ling chinês, em algumas interpretações, é descrito como personagem que drena a vitalidade da pessoa através das palavras ditas e escritas. Ele só se dissipa quando o discurso se extingue; isso aponta metaforicamente a ideia de que a fala excessiva ou simplesmente falar por falar enfraquece a força interna. Também podemos ver algo similar, mas com outro prisma, no mito grego de Eco, a ninfa condenada a repetir apenas as últimas palavras que ouvia. Incapaz de criar um discurso próprio, sua vida se reduziu a ecos, uma vida desgastada pela repetição da fala de outros.


Na tradição judaica, também encontramos, como era de se esperar, advertências severas. A Torá (Pentateuco da Bíblia) apresenta a criação como ato de fala divina: “E Deus disse: haja luz”. A palavra é força criadora, mas o Midrash (coleções de comentários da Torá) alerta para o lashon hara, a língua má, considerada tão grave quanto o homicídio. Um conto midráshico reforça essa percepção: um rei pediu a seu servo que trouxesse do mercado a melhor coisa do mundo. O servo trouxe uma língua. No dia seguinte, o rei pediu a pior coisa do mundo. O servo trouxe novamente uma língua. “Com a língua podemos abençoar e curar, mas também amaldiçoar e destruir. Nada é tão bom, e nada é tão mau, quanto a palavra”, explicou. O Tânia, livro da tradição judaica hassídica, ensina que as palavras têm força espiritual e que o discurso vazio alimenta as forças do sitra achra, o “lado oposto”, associado ao mal. A linguagem é um canal de força que pode ser santificado ou corrompido.



No cristianismo, Nossa Senhora, em locuções interiores ao Padre Stefano Gobbi, reunidas no livro do Movimento Sacerdotal Mariano, advertiu que existe uma ação diabólica por meio da comunicação. Ela descreveu como o mal usa as palavras para confundir e enfraquecer a fé dos sacerdotes e fiéis. É importante lembrar que tais mensagens pertencem ao campo das revelações privadas, não ao magistério oficial da Igreja. Ainda assim, elas reforçam a percepção de que a comunicação pode ser instrumento de evangelização ou de destruição, dependendo da pureza do coração do orador. É claro que devemos lembrar, como tenho feito em vários artigos anteriores, que a imposição do silêncio e do fazer calar também pode ser uma atitude diabólica, em prol de uma união e paz falsa e de uma defesa autoritária da própria autoridade. Portanto, temos, é claro, um território que exige muita cautela. Aquele que deseja falar precisa ter pureza de coração para que as palavras tenham efeito. E nem sempre o silêncio é sinal de cultivo espiritual e prudência.




A questão, portanto, não se resume à linguística ou à gramática, como parece ser a principal preocupação atualmente. Trata-se de adquirir o claro entendimento de que a linguagem é um território espiritual em si mesma, tanto o território escrito quanto o falado.


Se olharmos para a Torre de Babel, para os logismoi dos Padres do Deserto e para o lashon hara do Midrash, vemos um fio comum: a linguagem pode dispersar, drenar ou desviar. O poder das palavras é tão grande que exige disciplina espiritual. Não por acaso, tradições distintas convergem na valorização do silêncio e da palavra justa, que é caminho da sabedoria.


A modernidade, ao insistir na revolução da linguagem, talvez tenha esquecido que toda revolução verbal implica riscos espirituais. Mudar palavras é mudar mundos, mas também pode abrir espaço para forças destrutivas.


A comunicação contemporânea, cheia de velocidade e envolta na multiplicação de discursos, torna ainda mais urgente essa reflexão por parte daqueles que manuseiam o poder das palavras. Se os monges do deserto já viam na tagarelice um perigo espiritual, o que dizer das redes sociais e da avalanche de palavras que nos cercam? A advertência de Nossa Senhora parece tomar forma muito definida. Há uma ação diabólica por meio da comunicação, e cabe aos cristãos purificar sua linguagem. No entanto, é preciso também salientar que nem toda palavra que divide é diabólica. Nosso Senhor, ao comunicar a instrução sagrada, muitas vezes usou ou se viu em situações com a mesma atitude externa, mas com sentidos diferentes.


Por exemplo, o fariseu e o publicano no templo: o fariseu, de pé, exaltava suas obras, enquanto o publicano, de longe, batia no peito e pedia misericórdia. O sinal externo, portanto, não era o problema; a questão estava no coração: um tinha o coração impuro em autoapreciação, e o outro puro em contrição.

O mesmo vale para a divisão. “Diabo” significa divisor; realmente, quem induz a divisão por interesses pessoais, egoístas, mesquinhos e por sede de poder não age segundo as Leis Divinas (infelizmente, isso não acontece somente no meio secular). No entanto, Nosso Senhor disse claramente: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada”. Essa espada é o Evangelho, que causa uma divisão necessária: separa a verdade da mentira, a luz das trevas. Cabe, portanto, compreender que a divisão ocorrerá, mas nem toda divisão é diabólica. 


A espada já está posta e a cortar.



Curiosamente, a própria Bíblia, como era de se esperar, nos dá o remédio: se em Babel ocorre a dispersão das línguas como punição ao orgulho humano, em Pentecostes é o reverso. O Espírito Santo faz com que os apóstolos falem línguas de povos diferentes, e todos compreendem a mesma mensagem. Daí a minha insistência em falar do Espírito Santo aos que manuseiam a palavra em ações seculares cristãs.


Além disso, é útil lembrar que existem textos hebraicos que afirmam que o mundo é sustentado pelas palavras da Torá (da Bíblia), ou seja, se o estudo da Torá cessasse por um instante, o universo inteiro se desfaria. Acredito que, com o tempo, ficará claro que as nossas palavras podem refletir a força vital contida nas Palavras Divinas que sustentam a realidade e o mundo em que vivemos. Na filosofia antiga, Platão via o logos como ponte entre o mundo sensível e o inteligível; no cristianismo, o Logos é uma pessoa: o Verbo encarnado, Jesus Cristo.



Com esse olhar atento e refinado, surge a acuidade para ler com outra mente:

“As palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida.” – João 6, 63





professora Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 






O luxo brasileiro, tantas vezes invisível aos próprios brasileiros, é valorizado no exterior. O mobiliário nacional é um exemplo: Sérgio Rodrigues, com sua poltrona Mole, tornou-se ícone do design moderno; Joaquim Tenreiro, pioneiro no uso da palhinha e da madeira tropical, é disputado em leilões internacionais; Lina Bo Bardi, com a Bowl Chair, figura em coleções de museus europeus. Essas peças, criadas com engenho e simplicidade, são vendidas como obras de arte em Nova Iorque e Paris, enquanto por aqui ainda são desconhecidas.

No campo dos tecidos, a seda brasileira está entre as melhores do mundo. Produzida principalmente no Paraná, em cidades como Ponta Grossa e Cascavel, onde se concentram as plantações de amoreira e a criação do bicho-da-seda. Essa fibra é exportada em larga escala. Estimativas recentes apontam para cerca de 2,2 mil toneladas de casulos por ano, embora a produção tenha diminuído em torno de 77% nas últimas duas décadas. Ainda assim, mais de 95% da seda nacional segue para o exterior, abastecendo grifes internacionais de alta costura. Há registros de que maisons como Hermès, Dior e Armani já incorporaram a seda brasileira em coleções específicas, atraídas pela qualidade. O comércio internacional movimenta cifras expressivas, reforçando uma tendência de vários setores no Brasil: exportamos o requinte e consumimos a imitação. Na grande dinâmica econômica do mundo, o Brasil é o fornecedor de ótima matéria-prima que nunca chega aos próprios brasileiros.






No universo da moda católica, observa-se uma busca por reproduzir designs europeus mais pesados que não se adaptam ao clima tropical. Assim, surgem roupas que atendem às diretrizes da virtude da modéstia no design, mas falham em ser compatíveis com o país em que vivemos. Não no design, veja bem, mas na escolha dos tecidos. Encontrar vestidos que atendam à modéstia em linho puro, algodão puro de qualidade ou seda nacional é tarefa difícil. O resultado é uma produção que ignora a riqueza de fibras locais e acaba um pouco sem identidade própria. No entanto, todos esses pontos são aceitáveis, uma vez que é um mercado novo, mas ainda assim causa certa preocupação a lentidão dos responsáveis em observar esses aspectos referentes aos tecidos 100% naturais, que sempre foram característica de roupas produzidas em regiões tropicais.

Se voltarmos às primeiras fotografias e filmagens feitas em São Paulo e Rio de Janeiro, já em meados de 1900, veremos homens em ternos de algodão e mulheres em vestidos igualmente de algodão, quase sempre em tons claros. O algodão permitia pudor sem sacrifício térmico. Isso mostra que já tivemos uma moda condizente com nosso clima, algo que se torna mais urgente se considerarmos as sobrecargas térmicas que estamos vivendo por conta do asfalto e do ar-condicionado, que geram uma massa de calor em regiões urbanas, somadas aos apartamentos e casas com pouca ventilação cruzada, paredes finas e layouts que também não são condizentes com o Brasil.

É nesse ponto que se abre uma reflexão sobre o próprio termo moda modesta, recentemente questionado de forma desnecessária. Do ponto de vista da língua portuguesa, trata-se de uma construção gramatical clara: “moda” é o substantivo que designa o campo do vestuário, enquanto “modesta” é o adjetivo que o qualifica, indicando um vestuário marcado pela sobriedade, pelo pudor e pela simplicidade. Essa formulação, além de correta, já aparece historicamente em textos ligados ao vestuário cristão, sobretudo no universo católico, para designar roupas que conciliam imagem e aparência ao recato. Na verdade, o entendimento do termo é bem simples.

Voltando ao tema, podemos desdobrar essa reflexão sobre o termo. Sendo o Brasil o maior país católico do mundo, haveria espaço para que essa moda modesta se desenvolvesse com identidade própria, nascida de nossa realidade tropical. Não se trata de romper com tradições, mas de, de forma realmente honesta, aplicá-las ao clima, ou seja, não mudando os tamanhos, as medidas de pudor e recato, mas sim mudando o tecido. Uma moda modesta brasileira, feita de tecidos naturais, poderia unir a nossa amada tradição ao frescor, ao pudor e ao conforto térmico. Vestidos em algodão, linho, ternos de linho, blusas e camisas femininas em seda nacional: peças que mostram a nossa história, brasileira e católica, feitas para o nosso clima, sem perder a reserva que a modéstia exige.





Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 










Transcrição da aula: A história da moda e a modéstia ministrada pela professora Ana Paula Barros em 29 de julho de 2017 e similar em 14 de junho de 2018. Sugerimos fortemente a leitura complementar do Livro Modéstia: Beleza e Santa Ordem e também do livro Graça e Beleza. 
Texto de transcrição atualizado e revisado em 2026.




É importante discutirmos este tema para estabelecer uma conexão entre a história da moda, as mudanças na vestimenta, principalmente feminina, que será o foco de hoje, e as transformações sociais e ideológicas. Também abordaremos a dessensibilização que a moda pode gerar ao nos adaptarmos e nos vestirmos de maneiras que podem estar ligadas a ideologias ou pensamentos implementados na sociedade ao longo dos anos.

Ao longo da história da moda, você perceberá pontos importantes. Falarei pouco, mas apresentarei muitas imagens, e talvez você chegue a conclusões claras sobre o impacto da moda na sociedade atual. Por fim, veremos as questões espirituais necessárias para compreender, em um nível mais profundo, a importância da modéstia em contraposição às mudanças e influências que a moda exerce.









A história da moda que vamos abordar começa nos anos 1920. Antes disso, as mudanças foram mínimas: o vestido feminino era sempre aquele típico das novelas e séries de época, com grandes saias, saiotes e corpetes. A partir da década de 1920, com a Primeira Guerra Mundial (28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918), iniciam-se transformações significativas.

Nos anos 1920, houve uma predileção pelo glamour, pelas joias e pela elegância, marcada pela ascensão de Coco Chanel, uma das estilistas mais aclamadas até hoje. Chanel revolucionou a forma de se vestir: os saiotes foram eliminados, as roupas ganharam caimento mais fluido, as cores tornaram-se mais escuras e ocorreu um aumento no uso de joias e brilhantes.

Na década de 1930, a elite artística buscou introduzir peças de alfaiataria no guarda-roupa feminino. Marlene Dietrich, por exemplo, popularizou o uso de calças de alfaiataria em fotos. Contudo, esse estilo não teve grande aceitação entre mulheres comuns, permanecendo restrito ao meio artístico. De modo geral, as roupas femininas ainda se assemelhavam às dos anos 1920, mas foram simplificadas pela escassez de tecidos durante a Segunda Guerra Mundial (1º de setembro de 1939 a 2 de setembro de 1945).

Nos anos 1940, o glamour retornou. As mulheres voltaram a ter acesso a uma variedade de tecidos, e as roupas ganharam detalhes em botões e acabamentos, embora ainda conservassem certa sobriedade. Já nos anos 1950, houve uma mudança significativa nas cores, refletindo inquietações sociais e comportamentais transmitidas pela moda.

Na década de 1960, houve uma intensificação no uso das cores e o período foi marcado pelo início do movimento feminista, que concentrou a inquietação feminina na primeira onda. O Concílio Vaticano II também discutiu o papel da mulher na sociedade, e essas transformações se refletiram na moda. Nos anos 1970, o movimento hippie trouxe saias longas, estampas florais e a filosofia do “paz e amor”.

Nos anos 1980, a moda sofreu uma grande virada: roupas brilhantes, paetês, dourado, maquiagens fortes e sobrancelhas marcadas, com traços animalescos, expressavam inquietação, desejo de liberdade e certa agressividade. Já nos anos 1990, surgiram estilos que ainda vemos hoje: minissaias, roupas justas ou muito largas, refletindo desleixo e descuido, mas também luxúria, sexualização e despudor. Até os anos 1950, medidas de pudor e decoro eram respeitadas; depois disso, a moda passou a expressar agressividade e promiscuidade, em sintonia com o movimento feminista.

Nos anos 2000, consolidou-se a tendência da moda de gênero fluido, com roupas femininas usadas por homens e vice-versa, sem adaptações. Nos desfiles, os modelos passaram a ser apresentados sem definição de sexo, algo incomum em décadas anteriores, quando havia separação clara entre moda masculina e feminina.

Assim, percebemos que a moda imprime ideias e ideologias, dessensibilizando a sociedade para determinados conceitos. A moda de gênero fluido, por exemplo, dessensibiliza para a ideologia de gênero em um momento em que essa discussão está cada vez mais acirrada.








Vamos entender como a moda funciona na prática. Em primeiro lugar, é importante lembrar que o termo moda se refere às coleções lançadas nas temporadas primavera-verão e outono-inverno. Os estilistas criam suas coleções e as apresentam em desfiles. Grandes estilistas e marcas de prestígio estreiam suas criações em eventos importantes, como a São Paulo Fashion Week ou outras semanas de moda ao redor do mundo. Essas coleções normalmente indicam as tendências para aquela temporada.

Hoje, temos uma gama enorme de estilistas, jornalistas e influenciadores digitais que atuam quase como militantes, defendendo ideologias nas quais eles e as marcas que representam acreditam. Essas ideologias são inseridas nas coleções, levadas às passarelas de grande prestígio e, posteriormente, reproduzidas por marcas menores, chegando ao mercado popular nas lojas.

O público, em geral, não percebe esse processo. Quem compra uma peça acredita que a tendência foi criada por um estilista que sabia exatamente o que estava fazendo. No entanto, é importante lembrar que essas tendências são planejadas com anos de antecedência. Por exemplo, marcas como a Nike já sabem qual será o modelo de tênis produzido daqui a cinco ou dez anos, porque isso já está programado. O mesmo ocorre com todas as grandes marcas: elas já têm a ideia, e talvez não a coleção completa, mas possuem uma direção definida para suas futuras criações.

Quando essas tendências chegam ao mercado popular, a maioria das pessoas não tem escolha diante do que é imposto nas prateleiras das lojas. Isso é o que chamamos de moda.

Depois, temos o modismo. O modismo surge, por exemplo, quando um ator ou personagem de novela ou série usa uma roupa específica que ganha prestígio e visibilidade por um tempo. A novela termina, o ator sai de cena e aquele prestígio desaparece, fazendo com que a moda do momento passe. Ao contrário do que muitos pensam, não são os atores, filmes ou séries que criam a moda. Na verdade, a moda é impressa neles, e eles são usados como massa de manobra para levar essas tendências ao grande público sem nenhum filtro, já que as pessoas não são treinadas para reconhecer essas influências.

Por último, temos o estilo. O estilo é algo que perdura ao longo do tempo, diferente da moda e do modismo. O estilo é para sempre. Você adota um estilo caracterizado por determinados tipos de peças usadas em algum período da história da moda e que refletem traços de personalidade, escolhas e atributos pessoais. Quando falamos sobre moda, o ideal é descobrir qual estilo mais combina com sua personalidade, para que você possa expressar quem realmente é.

A moda tem uma questão muito importante: desde a infância, a roupa ajuda na identificação e compreensão da própria identidade e das diferenças entre as escolhas pessoais e as dos outros. É uma forma de distinção de sexo, personalidade e comportamento, contribuindo para a integração social do indivíduo.

Entramos agora em outro ponto importante: a tentativa das ideologias de se infiltrarem no mercado da moda e moldarem nossa identidade. Nossa Senhora deseja que suas filhas sejam libertas da indústria da moda e de seu plano silencioso de escravidão. As pessoas não têm direito de escolha a menos que entendam como a moda funciona e saibam que podem decidir de maneira diferente.

A moda é uma forma de interação com grupos, criando uma identidade pessoal e social. Por isso, é uma ferramenta poderosa para as ideologias. Ao imprimir certas formas de vestir, elas criam grupos, formas de pensar e união em torno daquele pensamento refletido pela vestimenta. Isso facilita a dessensibilização para ideias contrárias às questões morais da sociedade, como a ideologia de gênero.

Esse é um trabalho de longo prazo. As pessoas que atuam com esse tipo de pensamento sabem que precisam criar rachaduras no muro da moral cristã na sociedade para que possamos receber essas ideias e ideologias de maneira mais eficaz. Uma das armas usadas para isso é a moda.








Precisamos lembrar como a modéstia se relaciona com o caminho da virtude. Em primeiro lugar, a virtude é para todo cristão. Não é apenas para um grupo específico, não é só para quem se consagrou a Nossa Senhora, nem para determinadas pessoas. A virtude é para todos os cristãos. Em segundo lugar, a virtude é uma prática. Não adianta dizer “eu vivo a virtude da paciência internamente” sem praticá-la externamente. É necessário demonstrar a paciência nas ações. O mesmo vale para a modéstia.

A ideia de viver a modéstia apenas internamente é falha, tanto em relação à virtude como um todo quanto, principalmente, à própria modéstia. É impossível que isso seja realidade. Devemos lembrar que a virtude é uma prática no bem, é um ato.

Quando falamos de uma virtude, falamos também de outras virtudes da mesma família. A modéstia tem uma família. A mãe da modéstia é a temperança. A temperança nos dá a capacidade de equilibrar as coisas internamente, harmonizando emoções e pensamentos. É uma virtude difícil, mas fundamental, que age como filtro para tudo o que existe dentro de nós.

A temperança, como virtude mãe, tem “filhos”. O primeiro é o pudor. O pudor se desdobra na modéstia, como se fossem virtudes gêmeas. Ele se relaciona com a expressão do que existe dentro de nós, funcionando como um véu que protege nosso interior das coisas externas e guarda o coração. Quando bem trabalhado, o pudor se desdobra na modéstia, que cuida da exposição do corpo. A modéstia se relaciona diretamente com a vestimenta e com o cuidado em se vestir de maneira que não exponha indevidamente o corpo. Portanto, a modéstia é exterior por natureza; não pode ser vivida apenas internamente.

A terceira filha da temperança é a castidade. A castidade age como guardiã da afetividade e da sexualidade. Temos a temperança governando o interior, o pudor velando pensamentos e sentimentos, a modéstia cuidando do corpo físico e a castidade cuidando da sexualidade e da afetividade, impedindo que sejam expostas inadequadamente.

Quando cultivamos uma virtude, puxamos outras junto. Quem busca viver a castidade precisa cultivar a modéstia, não expondo o corpo indevidamente, e também o pudor, guardando pensamentos e sentimentos. Isso nos leva ao entendimento de que precisamos viver todas as virtudes em harmonia.


Cada santo foi exemplar em uma virtude específica, mas não negligenciava as demais. O cultivo de uma virtude leva ao aprimoramento das outras. O mesmo acontece com a modéstia: ao praticá-la, percebemos a necessidade de cuidar do comportamento, das palavras e das ações.

O Catecismo ensina que o pudor leva à discrição, à modéstia e à paciência. São três aspectos importantes: discrição no comportamento, modéstia na vestimenta e paciência no trato com as pessoas. A proposta é exigente, mas o caminho das virtudes é recompensador.

É radical compreender como a modéstia se insere no caminho das virtudes. Quando percebemos que a modéstia é mais do que um modismo dentro da Igreja, isso se torna claro. Se fosse uma tendência, com todos se vestindo modestamente, seria benéfico, pois a prática da modéstia leva à colheita de bons frutos e desperta outras virtudes.






A modéstia está intimamente ligada ao grande número de consagrações feitas a Nossa Senhora. Muitas pessoas foram conduzidas por Ela à prática da modéstia, aprendendo formas de comportamento e vestimenta adequadas. Quando alguém se aproxima de Nossa Senhora, aprende sobre modéstia e sobre atitudes corretas. Por isso, a consagração a Nossa Senhora tem uma relação direta com a modéstia. O aumento das consagrações despertou grande interesse pela prática da modéstia, justamente em um tempo em que a ideologia de gênero e a moda da promiscuidade estão em alta, ambas ofensivas ao Coração de Jesus. Nossa Senhora não permitiria que seus filhos caíssem em tais práticas.








Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 





A moda, historicamente percebida como um campo voltado à estética (percepção pelos sentidos) e ao consumo, assume, na contemporaneidade, um papel de construção identitária e expressão psicossocial. Como fenômeno cultural, ela ultrapassa o vestuário e insere-se nas dinâmicas de poder, nas relações interpessoais e nos processos de individualidade. A moda opera como mecanismo de distinção social, ao mesmo tempo em que promove certa homogeneização do comportamento.

Neste contexto, produções audiovisuais como O Diabo Veste Prada (2006), o drama sul-coreano Agora Terminamos (2022) e a série Celebrity (2023) apresentam narrativas que exploram a moda como linguagem simbólica, não verbal, mediadora de conflitos internos, estratégia de ascensão social e reconstrução emocional e biográfica.

A psicologia social contribui significativamente para esse debate, oferecendo subsídios teóricos para a análise dos processos de influência, representação e identidade. O conceito de enclothed cognition, desenvolvido por Adam e Galinsky (2012), sugere que as roupas que vestimos afetam não apenas a forma como os outros nos percebem, mas também a maneira como nos percebemos. Aliada à sociologia da moda e aos estudos culturais, essa abordagem permite compreender o papel da moda como artifício do sujeito, que vê nessa dinâmica a oportunidade de finalmente se alocar no mundo, funcionando como instrumento de autoconstrução. Vestir-se é um ato social que envolve negociações entre o corpo, o contexto e os códigos culturais vigentes. Esse ato pode, no entanto, desenrolar-se em uma conjuntura de banalização ou em vigências altamente falseadoras, o que compromete a veracidade da expressão.




A moda moderna é marcada pela efemeridade e pela individualização, funcionando como espelho das transformações sociais e individuais. Nesse sentido, a moda é usada para performar identidades, negociar pertencimento e exercer formas de resistência ou conformidade. Basta observar que, ao aderir a determinado conceito atrelado a um grupo, uma das primeiras atitudes tomadas é mudar as roupas, o que, dentro do terreno moral, muitas vezes é benéfico para a pessoa e para o mundo. No entanto, quando ocorre alguma ruptura com o grupo, a primeira coisa a ser desfeita são os pactos da linguagem não verbal manifestada pelas roupas; ou seja, a pessoa muda a forma de se vestir, o que também, em alguns casos, é um favor que faz a si mesma e ao mundo.

Isso posto, vale salientar que a moda opera como mecanismo não verbal de conformidade social, capaz de reforçar normas e expectativas coletivas. A escolha de determinadas peças, marcas ou estilos pode indicar o desejo de integração a um grupo ou a busca por distinção. Possuir uma marca é visto, nesse prisma, como possuir um lugar no mundo.

Devemos reconhecer o papel que a moda tem na mediação entre o indivíduo e o coletivo, entre o interno e o externo, entre o desejo e a norma. Vivemos entre muitas normas, inclusive mais vigentes que as religiosas, e diante delas existe um número enorme de pessoas que se curva sem reflexão. O mundo em que vivemos é cheio de normas não verbais.

A discussão sobre moda como linguagem psicossocial ganha amplitude e profundidade quando confrontada com a perspectiva da modéstia enquanto virtude, conforme apresentada no livro Modéstia: O Caminho da Beleza e da Santa Ordem (2018). No ensaio, é proposta uma abordagem em que o vestuário é visto como reflexo de valores éticos, espirituais e sociais. A modéstia no vestir é uma postura interior de respeito, equilíbrio e ordenação da beleza.


“A modéstia é a virtude que regula os atos exteriores conforme a dignidade da pessoa humana e a ordem natural das coisas” (Barros, 2018, p. 45).


Ao vestir-se com modéstia, o indivíduo comunica valores pessoais e participa de uma ética coletiva que valoriza a dignidade e a harmonia social. 







Análise fílmica e seriada: representações psicossociais da moda


A moda, enquanto linguagem simbólica e psicossocial, desempenha papel central nas narrativas de O Diabo Veste Prada (2006), Agora Terminamos (2022) e Celebrity (2023). Em cada obra, o vestuário torna-se expressão de conflitos internos e dinâmicas sociais.

Em O Diabo Veste Prada, a trajetória de Andrea Sachs, interpretada por Anne Hathaway, funciona como metáfora da jornada do herói. Inicialmente alheia ao universo da moda, Andrea ingressa na revista Runway como assistente da poderosa editora Miranda Priestly. A transformação da personagem acompanha sua evolução psicológica e social, mostrando fases de desequilíbrio, adaptação e ruptura.

O figurino sofisticado representa status e pertencimento, mas também guarda ligação com alienação e perda de autenticidade. Andrea enfrenta dilemas éticos ao se adaptar ao ambiente competitivo, questionando seus valores e identidade, até esquecê-los. Ao final, rompe com o sistema que a aprisionava e reorganiza sua relação com a moda. Há certa libertação na ligação e desligamento parcial da personagem com esse universo, e também um aprendizado durante o percurso, ainda que abandonado pela própria protagonista.

Já o drama sul-coreano Agora Terminamos acompanha Ha Young Eun, designer de moda que vivencia rupturas afetivas e profissionais. A aparência dos personagens reflete estados emocionais e processos de reconstrução, como é característico dos dramas asiáticos. O figurino de Young Eun transita entre sobriedade e sofisticação, mostrando dor, resiliência e renascimento. As mudanças no vestuário acompanham os ciclos de aproximação e afastamento entre os protagonistas, numa psicodinâmica dos vínculos. A série também evidencia os tipos de interação no meio da moda, incluindo certo afastamento emocional imposto como forma de proteção.

Por outro lado, Celebrity (2023) aborda criticamente o universo das influenciadoras digitais, expondo os mecanismos de validação social, narcisismo e ansiedade atrelados à imagem e à aparência, agora duplicados em uma presença virtual. A narrativa, perturbadora em alguns momentos, mostra com ironia o lado obscuro da humanidade por trás de máscaras lindamente apresentadas em público. O vestuário é utilizado como construção de persona, reforçando status e visibilidade nas redes. A protagonista Seo Ah Ri visita os bastidores tóxicos da indústria da imagem, inicialmente incrédula de que tal realidade existisse, e acaba por descobrir seu funcionamento. Há também uma análise interessante nas entrecenas sobre a distinção entre ricos e novos ricos.

A obsessão por aparência e aprovação digital é retratada de forma explícita como fonte de sofrimento psíquico, alienação e perda de autenticidade. A moda é apresentada como instrumento de sobrevivência social, no sentido mais brutal e artificial possível. A série tensiona os limites entre realidade e espetáculo, mostrando os impactos da cultura da influência sobre a vida contemporânea. Em alguns momentos, lembra temas da peça O Veneno do Teatro, que aborda o efeito da interpretação e da artificialidade no ato do ator. Desde a primeira cena, entre um ator e um aristocrata, já se aponta o impacto da aparência sobre a percepção. Na montagem recente protagonizada por Osmar Prado e Maurício Machado, o aristocrata é inicialmente confundido com um copeiro, e o desrespeito do ator diante dessa imagem mostra como somos influenciados pelo que vemos. A peça condensa, de forma exemplar, nossa incapacidade de enxergar além das aparências e dos códigos de status.




Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 








“Marcela preferiu ser pobre com Cristo do que rica sem Ele. Desprezou os ornamentos do mundo e buscou apenas a glória de servir ao Senhor.” - São Jerônimo, Epístola 127




Santa Marcela de Roma, que viveu entre 325 e 410, é uma figura que permite compreender como a literatura católica se formou mantendo forte relação com as tramas dos movimentos culturais e espirituais de sua época. Inserida na Roma tardo‑antiga, em um momento de transição entre a herança clássica e a consolidação do cristianismo, sua vida se tornou um testemunho da tensão entre tradição pagã e renovação da fé. A cidade ainda respirava os valores da cultura greco‑romana, mas já se afirmava como centro da vida cristã, e nesse ambiente Santa Marcela se destacou como uma das primeiras mulheres a abraçar o ascetismo, influenciada diretamente por São Jerônimo, de quem foi discípula e interlocutora. Ela pertence ao grupo das chamadas matronas romanas. Assim como Santa Macrina, foi uma jovem viúva que abraçou o celibato por vontade própria. Segundo São Jerônimo, ela foi a primeira a viver os princípios do monaquismo entre as famílias nobres romanas.

As chamadas matronas romanas foram mulheres da aristocracia de Roma, entre os séculos IV e V, que abraçaram a vida cristã e se tornaram referências espirituais e culturais. O monaquismo cristão, que começou a se desenvolver no século IV, estabeleceu princípios fundamentais que moldaram a espiritualidade da Igreja e influenciaram figuras como Santa Marcela de Roma. Entre esses princípios estavam a renúncia ao mundo, o celibato, a obediência, a pobreza voluntária, a oração contínua e o trabalho manual, que juntos formavam um ideal de vida consagrada. No Oriente, esse movimento se consolidou com os Padres do Deserto, como Santo Antão e São Pacômio, que fundaram comunidades eremíticas (monges que vivem fora de comunidades mas se uniam em pequenos grupos esporadicamente) e cenobíticas (monges que vivem em comunidades estruturadas). No Ocidente, ainda em formação, o monaquismo encontrou expressão em práticas mais domésticas e urbanas, como as casas de oração e estudo organizadas pelas matronas romanas. Santa Marcela encarnou esses princípios de modo leigo e urbano, antecipando o que mais tarde se tornaria a vida monástica feminina institucionalizada.




Embora não tenha deixado uma obra autoral própria, Santa Marcela é citada em cartas de São Jerônimo, como na Epístola 43, dirigida a ela, e na Epístola 127, escrita após sua morte, onde o autor descreve sua vida e virtudes. Nessas correspondências, São Jerônimo testemunha sua erudição e sua dedicação ao estudo das Escrituras, destacando sua capacidade de discutir com profundidade os textos bíblicos. Sua casa (um castelo) no Aventino se transformou em espaço de estudo e oração, reunindo outras mulheres da aristocracia romana e criando um círculo intelectual e espiritual que contribuiu para a difusão da cultura cristã, atitude que lhe deu o título de matrona romana. Nesse sentido, sua presença literária se dá mais como mediadora e inspiradora do que como autora, mas ainda assim sua figura é importante para compreender o papel das mulheres na formação da tradição patrística.



“Ela conhecia as Escrituras tão bem que, se alguma dúvida surgia, recorria-se a Marcela como a uma mestra.” São Jerônimo, Epístola 127




O estilo de escrita que se associa a Santa Marcela, sobretudo nas cartas em que é mencionada, é marcado pelo rigor exegético e pela sensibilidade espiritual. Esse estilo se aproxima da retórica clássica, entendida como a arte de persuadir por meio da palavra, combinando lógica, ética e estética. A retórica, herança da tradição greco‑romana, fornecia aos escritores cristãos instrumentos para organizar o discurso, construir argumentos e transmitir valores espirituais de forma convincente. Santa Marcela, ao ser retratada por São Jerônimo, aparece como alguém que dominava essa linguagem, capaz de unir clareza didática e profundidade simbólica.



“Tu me interrogas não como discípula, mas como igual, e eu respondo não como mestre, mas como companheiro de estudo.” São Jerônimo para Santa Marcela, Epístola 43




Assim, ao lado de figuras como Sofrônia, Asélia (sua irmã), Principia, Marcelina com seus irmãos Ambrósio e Sátiro, Léa, Paula com suas filhas e a própria mãe, Albina, Santa Marcela compõe um círculo feminino que, mesmo sem produzir tratados próprios, deixou marcas profundas na literatura cristã por meio da recepção e interpretação das Escrituras em ciclos de estudos da época. 
Newer Posts
Older Posts

Visitas do mês

"A língua dos sábios cura" - Provérbios 12, 18

Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.

Totus Tuus, Maria (2015)




"Quem ama a disciplina, ama o conhecimento" - Provérbios 12, 1

Abas Úteis

  • Sobre Ana Paula Barros, Portifólio Criativo Salus e Contato Salus
  • Projetos Preceptora: Educação Católica
  • Educa-te: Paideia Cristã
  • Revista Salutaris
  • Salus in Caritate na Amazon
  • Comunidade Salutares: WhatsApp e Telegram Salus in Caritate
  • Livraria Salus in Caritate

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Temas Tratados

  • A Mulher Católica (82)
  • Arte & Literatura (67)
  • Biblioteca Digital Salus in Caritate (21)
  • Cartas & Crônicas & Reflexões & Poemas (69)
  • Celibato Leigo (7)
  • Cronogramas & Calendários & Planos (10)
  • Cultura & Cinema & Teatro (6)
  • Devoção e Piedade (124)
  • Devoção: Uma Virtude para cada Mês (11)
  • Educação e Filosofia (98)
  • Estudiosidade (38)
  • Estudos Literários Católicos (25)
  • Gotas de Tomismo (72)
  • Livraria Digital Salus (4)
  • Plano de Estudo A Tradição Católica (1)
  • Plano de Leitura Bíblica com os Doutores da Igreja (56)
  • Podcasts (1)
  • Salus & Viriditas (5)
  • Semiótica & Estudos Culturais (18)
  • Total Consagração a Jesus por Maria (21)
"Pois o preceito é lâmpada, e a instrução é luz, e é caminho de vida a exortação que disciplina" - Provérbios 6, 23

Arquivo da década

  • ▼  2026 (13)
    • ►  abril (2)
    • ▼  março (5)
      • A vida intelectual católica e os demônios da lingu...
      • Por uma moda modesta brasileira
      • A história da moda e a modéstia (transcrição de aula)
      • Representações psicossociais da moda
      • Literato Católico: Santa Marcela, Matrona Romana e...
    • ►  fevereiro (2)
    • ►  janeiro (4)
  • ►  2025 (51)
    • ►  novembro (24)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (2)
    • ►  agosto (2)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (4)
    • ►  março (1)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (6)
  • ►  2024 (37)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  novembro (4)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (3)
    • ►  julho (1)
    • ►  junho (1)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (3)
    • ►  fevereiro (3)
    • ►  janeiro (4)
  • ►  2023 (61)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (5)
    • ►  agosto (7)
    • ►  julho (7)
    • ►  junho (8)
    • ►  maio (5)
    • ►  abril (3)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (4)
    • ►  janeiro (6)
  • ►  2022 (41)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (5)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (12)
    • ►  junho (2)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (4)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2021 (104)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (5)
    • ►  outubro (16)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (11)
    • ►  julho (7)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (10)
    • ►  abril (11)
    • ►  março (7)
    • ►  fevereiro (13)
    • ►  janeiro (9)
  • ►  2020 (69)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  novembro (6)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (7)
    • ►  julho (8)
    • ►  junho (9)
    • ►  maio (6)
    • ►  abril (6)
    • ►  março (6)
    • ►  janeiro (5)
  • ►  2019 (96)
    • ►  dezembro (43)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (5)
    • ►  setembro (5)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (9)
    • ►  abril (3)
    • ►  março (14)
    • ►  fevereiro (3)
    • ►  janeiro (3)
  • ►  2018 (27)
    • ►  dezembro (3)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (7)
    • ►  junho (7)
    • ►  maio (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (2)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2017 (26)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  novembro (2)
    • ►  outubro (4)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (6)
    • ►  julho (3)
    • ►  junho (2)
    • ►  maio (2)
    • ►  abril (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2016 (11)
    • ►  dezembro (2)
    • ►  outubro (3)
    • ►  setembro (1)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  fevereiro (2)
  • ►  2015 (3)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  setembro (1)
    • ►  junho (1)
  • ►  2014 (3)
    • ►  novembro (2)
    • ►  agosto (1)
  • ►  2013 (1)
    • ►  julho (1)
  • ►  2012 (4)
    • ►  novembro (2)
    • ►  agosto (1)
    • ►  junho (1)

Ana Paula Barros| Salus in Caritate. Tecnologia do Blogger.

É uma alegria ter você por aqui!

Gostaria de convidá-lo(a) para a Comunidade Salutares: Literatura | Arte | Filosofia no WhatsApp e Telegram

Entrar

Ana Paula Barros SalusinCaritate | Distribuido por Projetos Culturais Católicos Salus in Caritate