Resenha: Catarina de Siena - Biografia de uma santa por Sigrid Unset

by - julho 18, 2020



Resenha




Nome do livro: Catarina de Siena - Biografia de uma Santa
Autor: Sigrid Unset 
Data da leitura: julho de 2020
Editora: Minha Biblioteca Católica
Total de páginas: 368
Nível de dificuldade da leitura: "tranquilidade"





 Sobre a autora 




A história de uma conversão:

Sigrid Undset (Kalundborg, 20 de maio de 1882 — Lillehammer, 10 de junho de 1949) foi uma escritora norueguesa. Recebeu o Nobel de Literatura de 1928.

A falta de dinheiro da família viria a minar as suas possibilidades de estudos universitários. Trabalhou durante 10 anos como secretária, começando aos 16 anos de idade, após um curso de secretariado de um ano. Ganhou grande experiência como dactilógrafa, apesar de, por vezes, pensar estar a desperdiçar a juventude.

Começou a escrever. Aos 22 anos, tinha pronto o seu primeiro manuscrito. Um romance histórico, passado na Dinamarca medieval. Foi recusado pela editora, o que constituíu um golpe duro para ela. Dois anos mais tarde, tinha pronto um novo romance, mais curto, Fru Marta Aulie, com uma frase de abertura que chocou os leitores da época: "Fui infiel ao meu marido", as palavras da personagem principal. O livro não foi imediatamente aceito, mas após a intervenção de um escritor então famoso, acabou por ser publicado.

Em seguida, foi publicando uma série de romances desenrolados na Cristiânia contemporânea de então. Os anos que passara como secretária haviam-lhe dado experiência a observar pessoas que, como ela, lutavam por encontrar um pouco de felicidade. Não tinha muitos amigos. Era uma pessoa algo introvertida. Mas conseguia ver as pessoas com sagacidade. Uma das formas que tinha de quebrar a solidão eram grandes passeios a pé, pelas ruas de Cristiânia, ficando a conhecer a cidade como poucos.

Como os seus livros começaram a vender bem, recebeu uma bolsa de escritora e abandonou o escritório onde trabalhava. Começou uma viagem pela Europa. Passou pela Dinamarca e pela Alemanha, dirigindo-se, em seguida, para a Itália, onde permaneceu 9 meses. Seus pais tinham uma ligação forte com Roma, o que a fez, de certa forma, sentir-se em casa. Foi uma viagem muito significativa para ela. Conheceu pessoas novas, do círculo artístico escandinavo. Tornou-se mais disponível para o convívio e para a alegria. Conheceu Anders Castus Svarstad, um pintor norueguês, com quem casaria em 1912.

Regressou a Roma em 1913, onde nasceu o seu primeiro filho, que recebeu o nome de seu pai.

Teve mais dois filhos, que significavam muito para ela. A segunda filha era deficiente mental. Para além dos seus filhos, teve de cuidar ainda dos 3 filhos da relação anterior de seu marido, sendo um deles também deficiente. Foi um período complicado para a mulher, como escritora, mas continuou a escrever à noite.

Mudou-se para Lillehammer em 1919. O seu casamento ruiu nessa altura, quando teve o terceiro filho. Construiu uma bela casa, numa propriedade, encontrando um refúgio para as suas crianças e um local tranquilo para escrever.

Aí escreveu a sua obra mais famosa, Kristin Lavransdatter, uma trilogia modernista sobre a vida na Escandinávia na Idade Média. O livro desenrola-se na Noruega medieval e foi publicado entre 1920 e 1922. Retrata a vida de uma mulher, Kristin, filha de Lavrans, desde o seu nascimento até à sua morte. Sigrid Undset viria, mais tarde, em 1928, a receber o Nobel de Literatura devido a esta trilogia, assim como aos seus dois livros sobre Olav Audunssøn, publicados em 1925 e 1927.

Converteu-se ao catolicismo em 1924, portanto todos os romances foram escritos antes da conversão e as obras Kristin e Olav Audunssøn (não traduzidas em português), que lhe deu o prêmio, foram escritas durante o processo de conversão ou após. Ingressou na Ordem dos Pregadores, como leiga terceira, escrevendo regularmente artigos sobre a fé cristã. É autora de uma biografia sobre Santa Catarina de Sena, a quem ofereceu a sua medalha de prêmio Nobel.

Abandonou a Noruega em 1940, refugiando-se nos Estados Unidos, em oposição ao regime nazista que ocupara o seu país. Aí escreveu e discursou incansavelmente contra esse regime, que acabou por lhe levar o filho mais velho, morto em combate contra tropas alemãs. Regressou à Noruega após o fim da segunda guerra mundial, em 1945. Não conseguiu escrever mais uma palavra, após o seu regresso. Faleceu em 1949, em Lillehammer.




 Qual o contexto histórico do livro? 



O que segue abaixo é um material de apoio, não se trata de spolier, pois são informações adicionais aos episódios do livro (levantadas por pesquisa independente), para melhor contextualiza-los: 

Na linha do tempo dos Santos estamos depois do tempo de São Domingos (faleceu em 1221), São Francisco de Assis (faleceu em 1226),  Santo Antônio de Pádua (faleceu em 1231). Sim , todos eles estavam nesta terra ao mesmo tempo. 

Catarina de Siena, nascida Caterina Benincasa (Siena, 25 de março de 1347 — Roma, 29 de abril de 1380, com 33 anos), foi uma terceira da Ordem dos Pregadores (dominicanos), filósofa escolástica e teóloga do século XIV. Lutou arduamente para trazer o papado de Gregório XI de volta para Roma durante o chamado "Cisma do Ocidente", um período de quase um século no qual se estabeleceu o papado de Avinhão, e também foi fundamental para a restauração da paz entre as cidades-estado italianas.

Quando a peste negra devastou a Itália e toda a Europa Santa Catarina tinha 1 ano de idade. Depois, mais tarde, no retorno da peste bubônica, ela estava em viagem cuidando das coisas da Igreja. E tentou o que foi possível para evitar o "Cisma do Ocidente". O Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou simplesmente Grande Cisma foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja entre os anos 1378 e 1417.

Entre 1309 e 1377, a residência do papado foi alterada de Roma para Avinhão, na França, pois o Papa Clemente V foi levado (sem possibilidade de debate) pelo rei francês para residir em Avinhão. Em 1378, o Papa Gregório XI voltaria para Roma, onde faleceria. A população italiana desejava que o papado fosse restabelecido em Roma. Foi então eleito Urbano VI, de origem italiana. No entanto, o papa decidira corrigir os comportamentos dentro do clero e ordenar (foi a época em que os votos de pobreza e castidade não eram respeitados por muitos do clero, como diz a própria Santa Catarina "de Roma já sentia o cheiro que vinha deste lugar"), de modo que uma quantidade considerável do Colégio dos Cardeais, se decidiu a anular a sua votação e foi realizado um novo conclave, sendo eleito Clemente VII, que passou a residir em Avinhão. Iniciara-se assim o Cisma, em que o Papa residia em Roma e o Antipapa residia em Avinhão, reclamando ambos para si o poder sobre a Igreja Católica. Posteriormente, surgiria outro Antipapa em Pisa. O cisma terminou no Concílio de Constança em 1417, quando o papado foi estabelecido definitivamente em Roma.

Santa Catarina, de certa forma, deu continuidade a missão iniciada por Santa Brigida da Suécia, elas nunca se conheceram, 3 anos antes da morte de Santa Brígida, por volta de 1370, Santa Catarina (com 26 anos) tinha o seu ano mais repleto de êxtases, união com o Senhor e uma vida em preparo da missão que desempenharia. 


Agora, se prepare para a parte emocionante: alguns Santos que viveram ao mesmo tempo que Santa Catarina (eles não se conheciam pessoalmente):

São Conrado de Placência (nasceu em Calendasco, 1290 , faleceu em 19 de fevereiro de 1351 ; Santa Catarina tinha 4 anos de idade) foi um santo eremita que viveu em Placência, na Itália, no século XIV. 

Conrado era casado em sua cidade natal e era homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas. Ele então fugiu, e a polícia prendeu um inocente, que não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado. 

Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu. Reduzido à pobreza e buscando penitência por sua covardia, Conrado e sua esposa viram a interferência divina no evento e, como resultado, eles concordaram em se separar. Conrado foi para um eremitério de franciscanos terciários perto de Placência, enquanto que a sua esposa se tornou uma freira clarissa. 

Ele rapidamente criou uma reputação por sua santidade e o fluxo de visitantes o impedia de buscar a solidão que tanto desejava. Ele então foi à Roma e, de lá, para um local isolado perto de Noto, na Sicília, onde ele se acomodou e viveu por trinta e seis anos, na mais austera e penitente solidão, realizando inúmeros milagres, até a sua morte em 19 de fevereiro de 1351. Ele morreu rezando, ajoelhado diante de um crucifixo.


São Nuno de Santa Maria ou simplesmente Nun'Álvares (nasceu em Paço do Bonjardim ou Flor da Rosa, 24 de junho de 1360 - Santa Catarina tinha 13 anos – Lisboa, faleceu em 1 de novembro de 1431), foi um nobre e general português do século XIV. Desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal defendeu a sua independência de Castela. Nuno Álvares Pereira foi também 2.º Condestável de Portugal, 38.º Mordomo-Mor do Reino, 7.º conde de Barcelos, 3.º conde de Ourém e 2.º conde de Arraiolos.Gravura da considerado o maior estratega, comandante e génio militar português de todos os tempos, comandou forças em número substancialmente inferior ao inimigo e venceu todas as batalhas que travou. É o patrono da Infantaria portuguesa. A sua forma de comandar, caracterizou-se fundamentalmente pelo exemplo e pelas inúmeras virtudes militares, junto dos seus homens.

Luís de Camões, em sentido literal ou alegórico, explícito ou implícito, faz referência ao Condestável nada menos que 14 vezes em "Os Lusíadas". O forte Nuno, como Camões o designa, aparece logo evocado na 12.ª estrofe do canto primeiro, "Por estes vos darei um Nuno fero, Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço," e no canto oitavo, estrofe 32: "Mas mais de Dom Nuno Álvares se arreia. Ditosa Pátria que tal filho teve!".


A sua lealdade e dedicação foi generosamente recompensada pelo rei pelos vários títulos que recebeu e propriedades, ficando dono de quase metade do país.



Depois da conquista de Ceuta em 1415, decidiu abraçar a vida religiosa em 1423, como irmão donato no convento do Carmo que tinha mandado construir.





São Gonçalo de Lagos (também nasceu em 1360 e morreu em 1422) é um beato português, venerado sobretudo pelos pescadores do Algarve em busca de proteção enquanto estão no mar. São Gonçalo viveu como Frade da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, tendo-se dedicado no seu tempo à pregação enquanto superior de alguns mosteiros da sua ordem. Em 1778 foi feito beato.



Brígida Birgersdotter (Santa Brígida); (Uplândia, Suécia, 15 de dezembro de 1303 - Roma, 23 de julho de 1373) foi uma religiosa sueca, escritora, teóloga, fundadora de ordem religiosa, padroeira da Suécia e copadroeira da Europa. Por intermédio de seus pais e de seu esposo, pertenceu aos círculos políticos mais influentes da Suécia medieval.

Com a idade de sete anos, afirmou ter tido uma visão de Nossa Senhora e, aos dez, como resultado de um sermão sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor, sonhou com Jesus Cristo, convertendo a Paixão de Cristo em centro de sua vida espiritual. Antes de completar quatorze anos, contraiu matrimônio com Ulf Gudmarsson , com quem teve vida feliz por vinte e oito anos, e com quem teve quatro filhos e quatro filhas, uma das quais é venerada com o nome da Santa Catarina da Suécia. Em 1355, foi chamada pela corte do rei Magno IV da Suécia para converter-se em dama de honra da rainha Branca de Namur.

Uma penosa doença deixou seu marido de cama por longo período. Após as orações de Brígida, ele recobrou a saúde, por isso ambos prometeram consagrar-se a Deus na vida religiosa. Conforme parece, Ulf morreu em 1344, no Convento Cisterciense de Alvastra, antes de pôr em obra seu propósito. Brígida, por sua vez, ficou quatro anos mais neste convento, dedicada à penitência e à oração.

As visões e revelações de Santa Brígida se referiam aos assuntos mais polêmicos de sua época e muitos reconhecem que, graças a essas visões, obtiveram alguns acordos de paz e estabeleceram relações políticas entre os estados, dentre outras coisas. Essas visões foram escritas em latim pelo prior do mosteiro, Pedro de Skninge, que foi o único a quem a Brígida confiava com exatidão suas visões divinas, em qualidade de confessor.

Segundo Brígida, por indicação divina, foi fundada em 1370 a Ordem de Santa Brígida (Den heliga Frälsarens orden), e, alguns anos mais tarde, em 1384 a abadia de Vadstena (Vadstena kloster) na cidade de Vadstena.

Em 23 de julho de 1373, Santa Brígida faleceu aos 71 anos, em mãos de seu fiel confessor (Santa Catarina de Siena tinha 26 anos). Foi canonizada a 7 de outubro de 1391 por Bonifácio IX. É venerada como a padroeira da Suécia. Sua festa litúrgica é comemorada em 23 de julho.



Santa Catarina da Suécia ou Catarina de Vadstena (1331 ou 1332 - Vadstena, 24 de Março de 1381) foi uma monja católica, que pertencia a uma família nobre ligada aos reis suecos. Sua mãe era Santa Brígida da Suécia. Ela levou uma vida absolutamente dedicada à fé cristã.

Formou-se na Abadia de Bisberg, permanecendo ali até se casar com um homem inválido.

E quando ficou viúva, como a sua crença em Deus era enorme, abriu-se a uma consagração total e foi viver junto de sua mãe em Roma, onde permaneceram por 23 anos. Com ela fez várias peregrinações.

Tornou-se Abadessa na Abadia de Vadstena, onde permaneceu até a morte.

Escreveu um trabalho intitulado “Consolação da Alma” (Sielinna Troest).

Santa Catarina da Suécia e Santa Catarina de Siena se encontraram uma vez em Roma por conta de um situação em que talvez poderiam ir ter com a Rainha Joana (uma monarca bem pervertida), mas Santa Catarina da Suécia achou melhor não irem, pois a Rainha Joana numa outra ocasião havia beijado e se apaixonado pelo seu irmão (que era casado), o que deixou Santa Brigida com muita dor que o filho caísse em pecado, o moço adoeceu e morreu antes disso (nem todos os filhos de Santa Brigida eram como Catarina...) 

Embora houvesse quem tivesse feito esforços para isso, a canonização nunca ocorreu, mas, em 1484 o Papa Inocêncio VIII deu permissão para o seu culto como santa na Suécia e alguns de seus pertences foram preservadas como relíquias . Dentro da Igreja Católica, o seu dia de festa é 24 de Março, enquanto que na Suécia é 2 de Agosto. É protetora contra os abortos. 

 O que esse livro acrescentou na minha vida pessoal? 


Eu finalmente consegui iniciar o trabalho de listar alguns santos que viveram próximos ou ao mesmo tempo. Também me ajudou muito na vivencia do celibato no mundo, a vida dela é um farol de como reagir - para todos, mas principalmente para os leigos consagrados - diante das reviravoltas causadas pelo pensamento soberbo do coração humano. 



 Para quem você indicaria esse livro? 



Para quem tem vida consagrada no mundo, para os que se sentem um pouco amedrontados neste tempo que estamos a viver. Santos nascem na adversidade e no aparente caos do mundo, vendo suas vidas e ainda o número de santos vivendo ao mesmo tempo, temos diante dos olhos a história da família a qual pertencemos: a Igreja. E ainda a sua fortaleza, concedida por graça divina, apesar do meus e dos seus pecados à essa Barca de Pedro (como ensina Santa Catarina, todos nós temos parte no caos da Igreja, pois contribuímos para isso com os nossos pecados; todos temos parte na sua purificação através da purificação das nossas vidas).


 Citações favoritas 



"Toda a história da Igreja se constrói, desde o principio, sobre uma série interminável de conversões, algumas delas fabulosas".



"A despeito da crise da fé dos último século, multiplicaram-se os evangelizadores católicos convertidos das hostes protestantes: Cardeal Newman, G.K. Cherterton, Frederick Copleston, Dietrich Von Hildebrand, para citar apenas exemplos mais ilustres".



"...bastava um único exemplo fulgurante de que, sim, é possível ao ser humano sacrificar a vida pelo Bem e pela Verdade". 

"O Espírito Santo lhe havia ensinado como construir para si mesma uma cela interior, um local de refúgio onde ela pudesse rezar e agradecer a seu Amado e de onde ninguém pudesse retirá-la..."

"Mas reza por nós, para que possamos merecer o Noivo que escolhestes ainda tão jovem" (fala do pai de Santa Catarina ao saber de seu voto de que guardaria a castidade)

Sobre a penitência, Jesus diz a Santa Catarina: "O que peço de meus servos são a virtude e os esforços da alma, e não os deveres externos que tem apenas o corpo como instrumento. Estes são meios de progresso da virtude, mas não são as virtudes em si". (numa época como a nossa vale lembrar que Santa Catarina fez, ainda assim, todas as penitências, exceto a da sujeira - mostrada na biografia de Santo Antão - , ela usou todos os meios de progresso, portanto, não se deve usar a fala do Senhor para justificar não fazer, ao menos, alguma penitência e mortificação, sobre isso clique aqui).

E ainda Ele diz: "Filha sabes quem és e quem sou Eu? Se sabes essas duas coisas, serás muito feliz. Deves saber que és aquilo que não é, e que Eu sou Aquilo que é. Se tua alma estiver de posse desse conhecimento, o demônio jamais poderá trapacear-te, e fugirás de suas ciladas e de sua astúcia sem sofrimento. Jamais consentirás em nada oposto aos Meus Mandamentos. Sem dificuldade, obterás todos os dons da graça e as virtudes do amor". 


 O que você aprendeu sobre a Igreja com essa leitura? 


Depois de terminar as pesquisas para esta resenha, só tenho um pensamento em mente: a Graça de Deus vem em nosso socorro durante toda essa jornada. Nós somos, verdadeiramente, agraciados por sermos católicos. Você viu quantos santos vivendo ao mesmo tempo 😮?! (e eu tenho certeza que não coloquei todos!). 


Singelamente, Ana

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