A invasão das mulheres no Altar e o feminismo que entrou na Igreja
"O mundo não é um grande cabo de guerra, se não temos maturidade para ver alguns dos vários prismas da realidade, com serenidade e seriedade, como podemos ser a luz do mundo? "
1) Introdução: Histórico da participação da mulher na liturgia
2) Motivos para o incentivo da participação da mulher no serviço do altar
Quais os motivos que levaram a facilitar que as funções do altar fossem desempenhadas por mulheres:
a) O feminismo
b) Mulheres sacerdotisas e diaconisas
3) Motu Proprio Spiritus Domini
Algumas Assembleias do Sínodo dos Bispos realçaram a necessidade de aprofundar doutrinalmente este tema, de modo a responder à natureza dos mencionados carismas e às exigências dos tempos, oferecendo um apoio oportuno ao papel de evangelização que cabe à comunidade eclesial.Aceitando estas recomendações, nestes últimos anos alcançou-se um desenvolvimento doutrinal que evidenciou como determinados ministérios instituídos pela Igreja têm como fundamento a condição comum de batizado e o sacerdócio real recebido no Sacramento do Batismo; eles são essencialmente distintos do ministério ordenado, recebido com o Sacramento da Ordem. Com efeito, também uma prática consolidada na Igreja latina confirmou que tais ministérios laicais, baseando-se no Sacramento do Batismo, podem ser confiados a todos os fiéis que forem idóneos, de sexo masculino ou feminino, de acordo com quanto já é implicitamente previsto pelo cânone 230 § 2.Por conseguinte, depois de ter ouvido o parecer dos Dicastérios competentes, decidi prover à modificação do cânone 230 § 1 do Código de Direito Canónico . Portanto, disponho que no futuro o cânone 230 § 1 do Código de Direito Canónico seja assim redigido:«Os leigos que tiverem a idade e as aptidões determinadas com decreto pela Conferência Episcopal, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico estabelecido, nos ministérios de leitores e de acólitos; no entanto, tal concessão não lhes atribui o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja».
"Decreto promulgado pelo Pontífice institucionaliza uma prática realizada há décadas, mas não abre as portas ao sacerdócio feminino"."A revisão do velho documento promulgado por Paulo VI (1972), que especificava que apenas os homens podiam receber os ministérios do Leitorado e do Acolitado, representa a institucionalização de uma prática habitual. Mas não deixa de estabelecer um precedente importante. Para alguns, a medida é um avanço rumo à abertura do sacerdócio ou do diaconato feminino. Sobretudo considerando que, no caso das crianças, trata-se às vezes do primeiro degrau de uma carreira religiosa. Para outros, como Lucetta Scaraffia, especialista em história da relação entre a Igreja e a mulher, é uma armadilha para não dar mais passos à frente nesse sentido. “É a institucionalização de algo que as mulheres já fazem. É uma operação cosmética. Finge abrir a Igreja às mulheres, mas não há mudanças reais”, afirma."
4) O grande perigo da normalização da mulher no altar
Dai a mulher o que é da mulher e dai ao homem o que é do homem
Dai ao homem o que é do homem e dai a mulher o que é da mulher.
Dai aos leigos o que é dos leigos e aos padres o que é dos padres.
"Os símbolos são no visível a linguagem do invisível... a rejeição do véu tem um profundo simbolismo...o gesto exterior nunca é insignificante; emanando da substância da coisas, exprime-lhes a essência."
"O símbolo do véu atribuí à mulher, antes de tudo, o invisível: amor, bondade, piedade, solicitude, proteção, todos os valores cuja a substância se acha realmente escondida do mundo e , na maior parte do tempo, traída. Outrossim, as épocas em que as mulheres são afastadas da vida pública não são épocas que eliminam sua significação metafísica, são talvez ao contrário essas épocas que, sem se dar conta lançam o peso enorme da feminilidade na balança do mundo".
"O véu é, neste mundo, o símbolo do metafísico. É também o da feminilidade: todas as grandes circunstâncias da vida feminina nos mostram a figura da mulher sob um véu. Esse véu ajuda a compreender porque não é o homem e sim a mulher que prepara o mundo à introdução dos grandes mistérios do cristianismo"
"O abandono do véu implica sempre a destruição do mistério feminino... o "eterno feminino" (a Santíssima Virgem) não tendeu para cumes senão para dobrar os joelhos diante do Eterno Divino."

23 comments
Excelente Ana. Infelizmente na minha paróquia geográfica tem duas ministras extraordinárias e pra piorar elas ficam a missa toda sentadas AO LADO DO PADRE. Sabe onde devem ficar os co-celebrantes? Bem ali.A missa inteira. Depois não entendem pq a paróquia está vazia e o padre está tendo que demitir os funcionários da casa paroquial... Misericórdia, Senhor!
ResponderExcluirPois...
ExcluirPode mulher servir na liturgia da missa? Desculpa não entendi muito bem.
ResponderExcluirOlá, Paz e Bem! Não pode. Treine a leitura isso é muito importante nesse tempo.
ExcluirEu quis dizer leitura mas acho que dá no mesmo. Obrigada!😊
ExcluirAna, faço parte da liturgia, fazendo as leituras ou comentando, nesse caso também nao pode?? Se eu sair estarei deixando de servir a Deus?
ResponderExcluirOlá! Paz e Bem! Esta escrito no texto.
ExcluirAna, faço parte da liturgia, faço leituras e comentário, estou errada? Se eu sair estarei deixando de servir a Deus ?
ResponderExcluirObrigada, Ana! Dá vontade de enviar para a igreja que freqüento. Deus lhe abençoe.
ResponderExcluirAna,a questão das leituras da Missa, percebo certa confusão... Pq muitos sites divulgam que a mulher não deve fazer as leituras, seria em caso de necessidade? Se não houver um leitor?
ResponderExcluirPaz e Bem! A leitura realmente, segundo os documentos, foi "liberada". O serviço direto do altar que não tinha sido.
ExcluirNossa,muito bom o texto! Tirou minhas dúvidas sobre essa questão.
ResponderExcluirPaz e Bem! Fico feliz!
ExcluirVocê usa véu?
ResponderExcluirPaz e e Bem! Sim, já há muitos anos
ExcluirPaz e Bem!
ResponderExcluirsim!
Falo sobre isso aqui: https://www.salusincaritate.com/2017/12/o-que-toda-catolica-deve-saber-sobre-o.html
Paz e Bem!
Salve Maria, nas citações bíblicas e documentos dos santos Papas, ao que se refere às mulheres, não se aplicaria também na vida pública quanto ao ensino da doutrina, ou seja, a mulher fica impedida de ensinar sobre doutrina? Grato pelo artigo.
ResponderExcluirPaz e Bem! O ensino da doutrina é da Igreja docente, dos padres, do bispos e do Papa. Cada leigo deve ensinar a doutrina àqueles que lhe foram confiados, dentro do seu ciclo de influência. No entanto, sempre como leigos, é uma ação fraternal e não paternal, como é a dos padres.
Excluir"São" João Paulo II? Por favor, João Paulo II foi um dos que ajudou a introduzir isso na Igreja com seu modernismo.
ResponderExcluirPaz e Bem! Sim, São João Paulo II. Não me cabe dizer quem a Igreja deve colocar nos altares ou não. A Igreja possui em sua história vários santos que podem ser sinalizados com propagadores de alguma corrente dentro da Igreja. São Vicente Ferrer e Santa Coleta apoiaram o anti papa Clemente, São Boaventura é assinalado por alguns por iniciar uma linha tida como panteísta na Igreja. Se eu for seguir cada uma das percepções da história da Igreja ou crio uma Igreja Triunfante segundo o meu gosto ou perco a sanidade; nenhum dos caminhos me parecem inteligentes. A Igreja é feita por uma série de acontecimentos e seus membros tentam fazer o que conseguem, as linhas de pensamento mais nobres podem ser pervertidas, inclusive a nossa tentativa de melhorar as coisas pode ser pervertida no futuro. Essa é a realidade das coisas, nós estamos no meio do caos, não acima do caos.
ExcluirComo dizia um padre: "Está confuso? Infelizmente vai piorar. Deus nos dê o conselho para saber como se manter dentro desse furacão... e agora com a sinodalidade e o laicato eufórico, crescendo em quantidade e prestígio, o que será? Vou jogar esse post no grupo de pastorais e sair correndo rsrsrsrs
ResponderExcluirUma questão genuína, acaso as cartas e os argumentos que você usou não são referentes ao serviço direto? Digo de Sacerdócio, e também o argumento de que nada embasa também não é "vazio"? Já que nada supostamente contraria?
ResponderExcluirPaz e Bem. Espero que eu tenha entendido bem a pergunta. O serviço direto do altar não se restringe à consagração; todas as coisas feitas no serviço do altar, no altar, são direitos exclusivos dos detentores dessas funções: os padres, os acólitos e diáconos. Os serviços indiretos incluem os leitores, por exemplo, os comentários, a sacristia, enfim. Com o tempo, essa função direta foi sendo distribuída não somente entre os detentores corretos, mas também aos leigos e, posteriormente, às mulheres.
ExcluirQuanto ao embasamento, acredito que a necessidade de cuidado em relação a isso está bem fundamentada. Se considerarmos o período histórico das orientações dos Papas em comunicados oficiais, foi no período imediato pós-conciliar que existiu um interesse em deturpar as diretrizes conciliares para permitir que as mulheres se tornassem sacerdotisas, assim como o casamento dos padres. Eu sei que, para quem lê isso em nossos tempos, talvez sem ter acesso aos documentos e artigos de jornal da época, pode parecer exagero, mas isso de fato estava (e está) acontecendo. Não se trata de ser contra um Concílio, mas da maturidade em perceber que existem influências políticas nas diretrizes clericais pela história e que isso se torna mais forte ou menos em cada época da história. O Espírito Santo corrige a direção, retificando essas influências, muitas vezes levando anos para tal.
Muitas dessas diretrizes são adotadas pelas pessoas sem nenhuma maldade ou conhecimento dessas influências. Minha reflexão não se refere ao ato de limitar a ação feminina, de forma alguma, mas em pontuar que essa participação incentivada em meados daquela época não visava valorizar a nossa participação, mas contribuir para objetivos específicos de algumas alas do clero, com uma teologia deturpada, uma linha chamada Liberalismo Teológico, que se ramificou e dissipou em vários seminários. Da mesma forma, as tentativas de ordens mais tradicionais de outras alas eclesiais e clericais também não favorecem uma verdadeira reflexão sobre este assunto, ao negar qualquer participação feminina. Nenhuma das duas reflete as orientações bíblicas e da tradição apostólica, assim como, a vida dos santos. A participação da mulher na Igreja pode ser exercida em muitas funções, como na sacristia, na educação e, certamente, na teologia sem sair do silêncio e da piedade apontadas no evangelho, mas "Ela abre a boca com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua." Provérbios 31, 26.
Olá, Paz e Bem! Que bom tê-lo por aqui! Agradeço por deixar sua partilha.