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Salus in Caritate







Este é um material de apoio do Projeto de Leitura Bíblica: Lendo a Bíblia, para baixar o calendário de leitura bíblica e os outros textos de apoio dos Doutores da Igreja , online e pdf, sobre cada livro da Bíblia, clique aqui.



Este projeto é um dos ramos de uma árvore de conteúdos planejados especificamente para o seu enriquecimento. Os projetos que compõem esta árvore são: Projeto de Leitura Bíblica com textos de apoio dos Doutores da Igreja (baixar gratuitamente aqui), Plano de Vida Espiritual (baixar gratuitamente aqui), o Clube Aberto de Leitura Conjunta Salus in Caritate, com resenha e materiais de apoio (para ver a lista de livros, materiais e os cupons de desconto 2020 clique aqui) e o Salus in Caritate Podcast (ouça em sua plataforma preferida aqui).



Livro de Malaquias



Malaquias é o último dos profetas menores, tendo sido escrito por volta do ano 430 a.C., sendo que o seu nome não é citado em mais nenhum livro da Bíblia.


O profeta Malaquias foi contemporâneo de Esdras e Neemias, no período após o exílio do povo judeu na Babilônia em que os muros de Jerusalém tinham sido já reconstruídos em 445 a.C., sendo necessário conduzir os israelitas da apatia religiosa aos princípios da lei mosaica (lei de Moisés).


Os temas tratados na obra seriam o amor de Deus, o pecado dos sacerdotes, o pecado do povo e a vinda do Senhor.


Nas últimas linhas deste livro do Antigo Testamento bíblico, vemos uma exortação de Deus às famílias: "converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos seus pais". No término do livro de Malaquias convida-se ao arrependimento da família como alicerce da sociedade.


Outro tema tratado no livro de Malaquias refere-se às ofertas e aos dízimos, nos versos de 7 a 12 do capítulo 3, passagem esta que é muito utilizada com o objetivo de se justificar com amparo bíblico a contribuição da suas primícias. Provérbios 3,9-10, a primeira parte da renda dos fiéis de uma organização religiosa.


Embora o dízimo tenha sido reconhecido desde a época de Moisés, nos dias de Malaquias os sacerdotes do templo recolhiam as ofertas e não repassavam para os levitas, para que eles pudessem utilizá-las para cuidar dos próprios levitas, dos órfãos, das viúvas e viajantes. E isso fez com que o profeta (Malaquias) iniciasse uma advertência a todos sobre o roubo do dízimo: "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda." (Malaquias 3,9)








Comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesetre, Lestrade, Vigouroux, Bossuet, etc. publicados pela Editora das Américas, 1950. 


Malaquias, o último dos doze profetas menores, cujo o nome significa enviado do Senhor, foi contemporâneo de Neemias: profetizou durante a estadia deste em Jerusalém, 32 anos depois de  Artaxerxes Longimano, cerca do ano 432 A.C. Mostrou-se defensor estremo as reformas de Neemias, protestando contra o casamento com mulheres pagãs (Esdras 13, 23-24); contra a oferenda de vítimas, indignas de Deus e contra a negligência no pagamento de dízimos. O templo já estava terminado e o culto recomeçado. 

A autenticação do livro de Malaquias não tem sofrido contestação séria. 

O estilo é em geral claro, conciso e regularmente elevado, sem que atinja a sublimidade de Isaías: é um espécie de diálogo entre Deus e povo ou os sacerdotes. 





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Livro de Neemias






Neemias, era filho de Hacalias (Neemias 2, 3), e provavelmente pertencia à Tribo de Judá; seus ancestrais residiam em Jerusalém antes de seu serviço na Pérsia.


Fez erigir os muros de Jerusalém e realizou importantes reformas religiosas exercendo papel fundamental na fixação da lei mosaica. O livro bíblico que traz seu nome, Livro de Neemias, redigido pouco antes do ano 400 a.C., juntamente com o Livro de Crônicas e o livro de Esdras, relata a obra de restauração de Neemias.


Viveu durante o período em que Judá era uma província do Império Aquemênida, e havia sido designado copeiro real no palácio de Susa; o rei, Artaxerxes I (Artaxerxes Longimanus), parece ter tido um bom relacionamento com seu funcionário, como evidência a longa licença que lhe foi concedida durante a restauração de Jerusalém.


Artaxerxes I Longímano, foi um rei do aquemênida, filho de Xerxes I e Améstris (que seriam Assuero e Vasti do Livro de Ester). Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C., ele assumiu o trono persa ao qual governaria até 424 a.C., sendo sucedido por seu filho Xerxes II. Os autores gregos lhe deram o sobrenome “Longímano”. Eles explicam o termo simbolicamente como “com grande alcance” ou de forma racionalizada, porque sua mão direita era mais longa que a esquerda.






Neemias permaneceu na Judéia por doze anos atuando como governador (Neemias 5, 14), realizando diversas reformas, apesar da oposição que encontrou (Neemias 13, 11). Construiu o Estado seguindo o que vinha sendo feito, "implementando e complementado a obra de Ezra", e fazendo todos os arranjos visando a segurança e o bom governo da cidade. Ao fim deste período importante de sua vida pública, retornou à Pérsia a serviço de seu senhor real em Susa (cidade citada no livro de Ester) ou Ecbátana (cidade cidade no livro de Tobias).


Alguns estudiosos acreditam que teria sido nessa época que Malaquias teria surgido, em meio ao povo, com palavras sisudas e solenes, de reprovação e alerta; e quando Neemias novamente retornou da Pérsia, após uma ausência de cerca de dois anos, sofreu profundamente com a degeneração moral que havia se instaurado enquanto estivera fora. Empenhou-se com vigor para retificar os abusos flagrantes que haviam surgido, e restaurou a administração ordenada dos cultos públicos e a observância externa da Lei de Moisés (Neemias 13, 6-31).


Sobre sua história subsequente, pouco se sabe. Uma das especulações é de que teria permanecido em seu cargo de governador até sua morte, por volta de 413 a.C., já com idade avançada. O local de sua morte e de seu enterro é desconhecido.


Neemias foi o último dos governadores enviados pela corte persa à Judeia; logo depois a província foi anexada à satrapia de Cele-Síria, e passou a ser governado por um sumo sacerdote (kohen gadol) indicado pelos sírios. Ele também é indicado como autor do livro das Crônicas e finalizador do livro de Esdras.


O Livro de Neemias põe o registro histórico da missão de Neemias num contexto teológico. Sob um ponto de vista político, seus atos foram o resultado do desejo persa de aumentar a segurança do Levante, e ampliar o controle do império sobre a região.



Levante é um termo geográfico, a região se resume à Síria, à Jordânia, a Israel, à Palestina, ao Líbano e a Chipre. Outras fontes definem o Levante de uma maneira mais ampla, incluindo porções da Turquia, do Iraque, da Arábia Saudita e do Egito.











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Livro de Ester



Também conhecida como Hadassa bat Avihail, foi uma rainha persa cuja história é narrada no Livro de Ester. Ela foi esposa do rei persa Assuero (identificado como Xerxes I*).


Xerxes I, foi o xá aquemênida de 486 a.C. até a data do seu assassinato em 465 a.C. Era filho de Dario I e neto de Histaspes e de Ciro, o Grande. Seu nome, Xerxes, é uma transliteração para o grego de seu nome persa depois de sua ascensão, Jshāyār Shah, que significa "governante de heróis". Na Bíblia é mencionado como "Assuero". Mais tarde morreria assassinado por seu ministro Artabano, em 465 a.C. Retratado no rei persa do filme Os 300 de Esparta. 



Segundo o Livro de Ester, essa mulher originária da Judeia, chamava-se Hadassa, que significa mirta em hebraico. Quando ela entra para o harém real, recebe o nome de Ester, que possivelmente era a designação dada à mirta, pelos medos. A palavra é bastante próxima da raiz do termo que designa tanto "mirta" como "estrela", a forma da flor. 


Os judeus o chamam o Livro de Ester de Meghil-láth És-tér, ou simplesmente de o Meghil-láh, que significa "rolo", "rolo escrito", porque constitui para eles um rolo muito estimado, parte da seção dos "Escritos" (Ketuvim) da Bíblia hebraica. É um dos cinco megillot e é lido no feriado judaico do Purim (a festa da salvação do povo hebreu do plano de Hamã, narrado no Livro de Ester). A celebração deste feriado é uma forte evidência da autenticidade do livro. Diz-se que uma inscrição cuneiforme, evidentemente de Borsipa (cidade da Suméria, hoje Iraque), menciona um oficial persa de nome Mardukâ (Mordecai?), que estava em Susã no fim do reinado de Dario I ou no começo do reinado de Xerxes I.

O Livro de Ester está de pleno acordo com o restante das Escrituras e complementa os relatos de Esdras e de Neemias, contando o que aconteceu com o exilado povo de Deus na Pérsia.









Comentários e anotações segundo os consagrados trabalhos de Glaire, Knabenbauer, Lesetre, Lestrade, Poels, Vigouroux, Bossuet, etc. Editado pela Editora das Américas, 1950


Este livro é assim chamado porque contem a história de Ester, ilustre mulher da tribo de Benjamim, que logrou obter do rei da Pérsia a liberdade e  vida dos judeus, que por edito do mesmo tinham sido condenados à morte. 

O autor é desconhecido. O Talmude, Barbabathra, 15, a, 1, 4, 5, atribui-o à Sinagoga; Clemente de Alexandria, Aben Esra e outros, a Mardoqueu. O cap. 9, no versículo 20, parece confirmar esta opinião, mas o versículo 31 mostra que o final lhe não pode pertencer. Os críticos modernos, Glaire [em seu] Introducion à l'Escriture Sainte e Vigouroux [em seu] Manuel Biblique, e outros, sustentam que a maior parte desta história foi composta por Mardoqueu. 


Este livro, em que pese aos racionalistas; que consideram uma fábula, "Confictam esse universam parabolam"¹ (Semler), é um livro histórico. Para nos certificarmos basta que se apliquem as mais elementares regras da boa hermenêutica. Alude o autor à festa do Purim, Est 9, 28, que ainda hoje é celebrada nas sinagogas. O dia 13 de adar, véspera da festa, é um dia de jejum, em cuja a tarde se lê todo o livro de Ester. A história profana confirma a narração deste livro relativa aos usos e costumes dos persas. Nada há, pois, que não seja rigorosamente histórico. É certo que na parte chamada proto canônica do livro de Ester, se não encontra uma só vez o nome da Divindade, certamente por ter sido escrito entre pagãos; mas se não está o nome augusto de Deus expresso, está claramente indicada a ação eficaz e sobrenatural da Providência. 


O livro de Ester compreende o livro propriamente dito e uns apêndices, juntos por São Jerônimo, que constituem uma segunda parte deste livro. Conquanto não se conheça o texto original, é certo que se encontram nas mais antigas e autorizadas versões. De Rossi sustenta que existiu um original aramaico do livro de Ester, mais completo que o texto hebreu atual, contendo esses fragmentos apensos por São Jeronimo. "Spicimen variarum lectionum sacri textus et chaldaica Estheris additamenta"² (Tubingue, 1783). 


Quanto ao Livro de Ester, não há dúvidas sobre a sua canonicidade... na segunda parte, isto é, com respeito aos adiantamentos que acima falamos, os protestantes não aceitam como divinamente inspirada ou autentica* . Josefo aceitou e citou como autenticas e inspiradas estas passagens. A tradição constante na Igreja, desde os primeiros tempos, reconheceu a autoridade destas passagens, da mesma maneira que a do livro de Ester. Nos Setenta, na versão de Tedocião e na Itália, como nas siríaca, árabe, etiópica, copta e armênia, encontram-se estes adiantamentos. O citado Rossi encontrou os manuscritos antigos aramaicos, um na biblioteca de Pio VI, outro na Vaticana, outro na Ambrosiana. 


* O texto se refere a parte do decreto do rei e a morte de vários persas. De fato existe uma vertente de comentários, agora não somente da linha protestante, que considera todo o texto uma ficção, mas principalmente, essa parte. 



1- "A história toda foi inventada"
2- "Um exemplo das várias leituras do texto sagrado e dos acréscimos caldeus de Ester"


Autores citados:


Jean-Baptiste Glaire nasceu em Bordeaux. Tendo concluído um curso de estudos sérios em Bordéus, foi para o seminário de Saint-Sulpice em Paris, cujos cursos frequentou simultaneamente com os de línguas orientais na Sorbonne. Após a ordenação sacerdotal, em 1822, começou a lecionar hebraico no seminário de Saint-Sulpice.

Em 1825, Glaire foi nomeado assistente do Abade Chaunac de Lanzac, professor de hebraico na Sorbonne, e o sucedeu como conferencista em 1831. Foi professor de Sagrada Escritura em 1836, tornou-se reitor da faculdade em 1841 e se aposentou em 1851. Morreu em Issy, perto de Paris.



Fulcran Grégoire Vigouroux nasceu em Nantes. Terminou sua educação em outubro de 1853. Ele foi ordenado em 21 de dezembro de 1861. Após a ordenação, ele se tornou membro da Sociedade de Saint-Sulpice. Entre 1862 e 1864 Vigouroux lecionou como professor de filosofia, primeiro no seminário de Autun e depois, de outubro de 1864 a 1868, no seminário de Issy. Em 1890, ele substituiu o abade Paul Martin no Institut Catholique de Paris como instrutor da Bíblia, particularmente do Antigo Testamento. Vigouroux se engajou na defesa da historicidade da Bíblia. Preocupado principalmente com questões apologéticas, Vigouroux tendia a ser conservador na exegese. 

Em 1903, Vigouroux foi chamado a Roma para se tornar o primeiro secretário da recém-formada Comissão Bíblica Pontifícia. Vigouroux se envolveu na obra de fundação do Pontificio Istituto Biblico. Ele morreu em Paris.

É autor de um Manuel Biblique (1880). Sua obra La Bible et les découvertes modernes en Égypte et en Assyrie teve seis edições entre 1877 e 1896. De acordo com esse trabalho, as descobertas arqueológicas modernas no Egito e na Assíria confirmavam a confiabilidade da Bíblia. Vigouroux também editou o Dictionnaire de la Bible (Dicionário da Bíblia), com orientação apologética, em cinco volumes (1891–1912). Suas obras têm caráter apologético. Vigouroux foi um dos polemistas de Ernest Renan.

Vigouroux foi considerado um dos maiores apologistas católicos de sua época.


Flávio Josefo, ou apenas Josefo, também conhecido pelo seu nome hebraico Yosef ben Mattityahu, "José, filho de Matias" [Matias é variante de Mateus]) e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo (latim: Titus Flavius Josephus), foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I.

Suas duas obras mais importantes são A Guerra dos Judeus (c. 75) e Antiguidades Judaicas (c. 94). O primeiro é fonte primária para o estudo da revolta judaica contra Roma (66-70), enquanto o segundo conta a história do mundo sob uma perspectiva judaica, também publicada como História dos Hebreus. Estas obras fornecem informações valiosas sobre a sociedade judaica da época, bem como sobre o período que viu a separação definitiva do cristianismo do judaísmo e as origens da dinastia flaviana, que reinou de 69 a 96.






 

Profeta Zacarias por Michelangelo, Capela Sistina, Vaticano



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Livro de Zacarias


Ele foi contemporâneo de Ageu (Esdras 5, 1). Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir (Esdras 6,14). Como filho de Baraquias, filho de Ido, ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos dos profetas do Antigo Testamento, dando referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.

Ele foi um profeta do Reino de Judá, e foi o décimo primeiro profeta dos doze profetas menores. Conforme Ezequiel, ele foi um profeta do exílio. Ele descreveu a si mesmo (Zacarias 1,1) como "o Filho de Baraquias." Em Esdras, foi chamado "o filho de Ido," que foi na realidade seu avô. Sua carreira profética iniciou-se no segundo ano de Dario I*, Rei do Império Aquemênida (520 a.C.), cerca de seis anos antes do primeiro grupo que retornou do exílio babilônico.

*Dario I, cognominado o Grande, foi o terceiro rei do Império Aquemênida. Governou o império durante o seu auge, quando ele compreendia boa parte da Ásia Ocidental, o Cáucaso, Ásia Central, partes dos Bálcãs (Bulgária-Romênia-Panônia), regiões do norte e nordeste da África, incluindo o Egito (Mudrâya), o leste da Líbia, o litoral do Sudão e a Eritreia, bem como a maior parte do Paquistão, as ilhas do mar Egeu e o norte da Grécia, a Trácia e a Macedônia.

Dario assumiu o trono após derrubar um usurpador chamado Bardia (Gaumata), supostamente um mago, com o auxílio de seis outras famílias nobres persas; foi coroado na manhã seguinte. O novo rei se deparou com revoltas por todo o reino, e conseguiu reprimi-los. Um dos grandes acontecimentos na vida de Dario foi a sua expedição para punir as cidades-estado de Atenas e Erétria por seu papel na Revolta Jônica, e subjugar a Grécia. Dario expandiu seu império após conquistar a Trácia e a Macedônia e invadir a Cítia, terra natal dos citas, uma tribo nômade que havia invadido a Média anteriormente e assassinado Ciro, o Grande.

Dario organizou o império, dividindo-o em províncias (satrapias), e colocando sátrapas para governá-las. Organizou um novo sistema monetário unificado, e fez do aramaico o idioma oficial do império. Também instituiu projetos de construção por todo o império, especialmente em Susa, Pasárgadas, Persépolis, Babilônia e no Egito — onde também foi responsável pela codificação das leis. Dario também é lembrado por ter gravado num penhasco a célebre Inscrição de Beistum, uma autobiografia de grande importância linguística. Entre os colossais projetos arquitetônicos pelos quais foi responsável, estão os magníficos palácios de Persépolis e Susa.

Seu sonho era conquistar a Grécia, criou as guerras médicas, mas na Batalha de Maratona fracassou, morreu de causas naturais e deixou o trono para seu filho Xerxes I (que é o rei da batalha contra os 300 de esparta e seria também o "Assuero" do livro de Ester). Dário contava com um exército altamente treinado, que se distribuía pelo império, dispondo mais de 100 mil homens em diferentes pontos do território.


Há indícios no Targum das Lamentações de que "Zacarias filho de Ido" teria sido morto no Templo, apesar de os estudiosos acreditarem ser esta uma referência para personalidade bíblica Zacarias filho de Jeoiada. Em Mateus 23, 35, O Senhor Jesus informa que Zacarias, filho de Baraquias, foi morto entre o santuário e o altar.


Segundo o Introdução Geral e Especial aos Livros do Antigo e do Novo Testamento dos professores de Exegese da Liga de Estudos Bíblicos de 1950:
 
O próprio Zacarias no início de sua profecia (I,I), como o fazem geralmente os profetas, esclarece-nos sobre a sua pessoa, apresentando-se como "filho de Baraquias e neto de Ado (ou Ido)". Esse Ado é provavelmente o mesmo que ocorreu nas listas de Neemias (12, 4-16): era um judeu, pertencente à hierarquia sacerdotal, que , atendendo ao edito de Ciro, voltou a Babilônia à sua pátria. Seu nome, aliás muito frequente entre personagens bíblicos significa "aquele que se lembra de Javé" ou "o lembrado de Javé". Em Mt 23, 35 lemos as palavras de Jesus Cristo sobre um Zacarias, filho de Baraquias, que foi "morto entre o templo e o altar". Era natural que se pretendesse aplicar estas palavra ao nosso profeta. Entretanto, como São Jerônimo atesta, num Evangelho aramaico, usado pelos Nazarenos, lia-se que esse Zacarias era filho de Jojadá. Daí em Mt 23, 35 atual deve haver um engano e devemos atribuí-lo ao profeta Zacarias citado em 2 Crônicas 24, 20, 23 que foi realmente morto nos átrios do templo.


Zacarias foi contemporâneo de Ageu. Esdras que os cita várias vezes nomeia Zacarias sempre depois de Ageu, indicando ser este mais velho. Como Ageu, também Zacarias data exatamente as suas profecias pelo reinado dos Persas, então senhores da Palestina. A sua primeira profecia foi feita no oitavo mês do segundo ano do reinado de Dario I (521-486) e a segunda no quanto ano do mesmo monarca. A sua época se caracterizava pela inúmeras dificuldades civis e religiosas com que os israelitas lutavam. A religião de Javé em particular, de um lado, florescia, já não havendo outros cultos prestados a ídolos entre o povo. De outro lado, porém, os israelitas mostravam-se remissos e negligentes, necessitando das exortações calorosas que Zacarias em nome de Deus lhes faz nestas profecias. 

São Jerônimo, no seu prologo, caracteriza de "obscuríssimo" o livro de Zacarias, epíteto este em parte merecido pelo seu estilo apocalíptico e pela má conservação do texto. 






Visão Geral: Livro de Ageu



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Livro de Ageu


Ageu, foi um profeta hebreu e contemporâneo de Esdras, Neemias e Zacarias. Sua mensagem foi de exortação e motivação a respeito da restauração de Jerusalém e seu Templo. Possui quatro principais mensagens do Senhor para os judeus que retornaram do exílio em Babilônia. São fortes repreensões devido ao descaso na reconstrução do Templo.

Escrito entre o final de agosto e meados de dezembro de 520 AC , cerca de 17 anos depois do retorno dos judeus do exílio, quando ainda não se completara a construção do Templo. O profeta Ageu, indicava que o povo estava se preocupando com as próprias vidas e esquecendo do principal - a casa de Deus. Este livro frisa a importância nas obras de Deus e que Ele deve estar sempre em primeiro lugar, na vida e nas obras das pessoas.

No ano 538 AC, quando os judeus voltaram do Exílio da Babilônia, a situação de Judá e de Jerusalém era deplorável: cada um procurando se defender sozinho, sem nenhum interesse em formar a unidade que lhes desse a característica de povo. Mesmo aqueles que voltaram do exílio estavam preocupados em construir a própria casa, plantar a sua roça, vender as suas mercadorias, mais do que restabelecer a dignidade nacional. Um leigo (Zorobabel) e um sacerdote (Josué) procuram reunir esse povo e reconstruir Jerusalém e o Templo, a fim de reestruturar o povo judeu.

No ano 520 AC o profeta Ageu entra em cena para encorajar os compatriotas. Suas exortações têm como eixo o seguinte tema: se o Templo for reconstruído, tudo vai melhorar, pois Deus habitará de novo no meio deles e espalhará as suas bênçãos.


Segundo o Introdução Geral e Especial aos Livros do Antigo e do Novo Testamento dos professores de Exegese da Liga de Estudos Bíblicos de 1950: 

Ageu, tanto na sua profecia, como em Esdras é simplesmente designado como profeta, sem que se indique a sua filiação. O seu nome (Chaggai) significa "festivo" ou solene. A Ageu são atribuídos muitos salmos nas respectivas inscrições do saltério, sendo de notar todavia que essas indicações são de data posterior e que variam muito nas diversas traduções antigas como LXX, na siríaca e na Vulgata. É possível que esses salmos tenham sido introduzidos no culto por sua intervenção. 

Se pouco sabemos da pessoa de Ageu, estamos inteirados acuradamente sobre a data de suas profecias que foram feitas no segundo ano de Dario I* o qual reinou de 521-486. Existe a possibilidade que Ageu tenha nascido em Jerusalém antes do exílio, tendo sido deportado ainda jovem, no caso ele se inclui entre aqueles que tinham conhecido o Templo de Salomão e já teria então, quando profetizou, a idade de 80 a 90 anos. Mais provável é que tenha nascido na Babilônia. Em todo o caso, acompanhou um dos primeiro grupos de israelitas que, guiados por Zorobabel, voltaram à Palestina, depois do edito de Ciro (538) que permitia a reedificação do templo de Jerusalém e restituía aos judeus os vasos desse santuário. 

Aconteceu que os primeiros israelitas que tornaram à pátria, cheios de zelo, começaram logo a reconstrução do templo, mas sobrevieram muitas dificuldades tanto em consequência do estado precário em que viviam, como pela má vontade dos habitantes de Samaria e de outros lugares vizinhos. A consequência foi que caíram em lamentável desânimo e indolência. Quanto sabemos, Zorobabel, nomeado pelos persas, era o chefe civil do povo; ao seu lado exercia a função de sumo sacerdote um hebreu chamado Jesus. A estes dois é que tanto Ageu como Zacarias se dirigem, exortando-os, a eles e ao povo, a continuarem a construção do Templo. 


Sobre o caráter messiânico de 2, 6-9: a tradição dos Santos Padres assegura-nos que esse oráculo contem profundo sentido messiânico: a glória do reino universal e teocrático do Messias. Basta aliás compará-lo com os oráculos de tantos profetas antes do exílio e com Zacarias, para certificar-nos que Ageu ensina as mesmas esperanças a Israel: as nações de todo o orbe reconhecerão as prerrogativas do Messias, irão imolar no seu templo e fruirão de sua paz perfeita. 

Mas, questiona-se: Ageu nesse passo refere-se expressamente a pessoa do Messias? Na Vulgata e em muitas traduções que dela dependem lê-se (v. 7): "e virá do desejado (desideratus) de todas as nações". A palavra desuteratus corresponde ao grego (da Sentuaginta) ekletá que significa "as coisas escolhidas" ou as melhores coisas, as coisas desejáveis. Em hebraico o termo chemdat tem sentido de tesouros  e riquezas (ou o desejo). Os comentadores gregos viam nesse ekletá a conversão da elite das nações ao cristianismo. Compreende-se a tradução latina da Vulgata, atendendo-se ao processo assaz familiar a São Jeronimo de substituir uma forma abstrata por uma mais concreta, para assim acentuar o momento messiânico do texto. No caso é evidente que todo o contexto e o paralelismo exigem sentido primário do termo hebraico: riquezas. Conclusão: Ageu não menciona propriamente o Messias, mas refere-se a sua era.


*Dario I, cognominado o Grande, foi o terceiro rei do Império Aquemênida. Governou o império durante o seu auge, quando ele compreendia boa parte da Ásia Ocidental, o Cáucaso, Ásia Central, partes dos Bálcãs (Bulgária-Romênia-Panônia), regiões do norte e nordeste da África, incluindo o Egito (Mudrâya), o leste da Líbia, o litoral do Sudão e a Eritreia, bem como a maior parte do Paquistão, as ilhas do mar Egeu e o norte da Grécia, a Trácia e a Macedônia.

Dario assumiu o trono após derrubar um usurpador chamado Bardia (Gaumata), supostamente um mago, com o auxílio de seis outras famílias nobres persas; foi coroado na manhã seguinte. O novo rei se deparou com revoltas por todo o reino, e conseguiu reprimi-los. Um dos grandes acontecimentos na vida de Dario foi a sua expedição para punir as cidades-estado de Atenas e Erétria por seu papel na Revolta Jônica, e subjugar a Grécia. Dario expandiu seu império após conquistar a Trácia e a Macedônia e invadir a Cítia, terra natal dos citas, uma tribo nômade que havia invadido a Média anteriormente e assassinado Ciro, o Grande.

Dario organizou o império, dividindo-o em províncias (satrapias), e colocando sátrapas para governá-las. Organizou um novo sistema monetário unificado, e fez do aramaico o idioma oficial do império. Também instituiu projetos de construção por todo o império, especialmente em Susa, Pasárgadas, Persépolis, Babilônia e no Egito — onde também foi responsável pela codificação das leis. Dario também é lembrado por ter gravado num penhasco a célebre Inscrição de Beistum, uma autobiografia de grande importância linguística. Entre os colossais projetos arquitetônicos pelos quais foi responsável, estão os magníficos palácios de Persépolis e Susa.

Seu sonho era conquistar a Grécia, criou as guerras médicas, mas na Batalha de Maratona fracassou, morreu de causas naturais e deixou o trono para seu filho Xerxes I (que é o rei da batalha contra os 300 de esparta e seria também o "Assuero" do livro de Ester). Dário contava com um exército altamente treinado, que se distribuía pelo império, dispondo mais de 100 mil homens em diferentes pontos do território.






Ana Paula Barros

Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025). 

visão geral livro de esdras





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Livro de Esdras




Esdras significa "Aquele que ajuda, Ajudador, Auxiliador) é um personagem da tradição judaico-cristã que liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram da Babilônia em 457 a.C. Descendente de Araão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés.

Seu nome é citado 30 vezes na Bíblia.

Ele recebeu ordem do rei Artaxerxes I para ir até Jerusalém. Ele levaria oferta para o templo, judeus que quisessem voltar com ele e pessoas para trabalhar no templo (levitas, servidores do templo, porteiros, cantores). O objetivo da missão dele era ver como estava à condição espiritual do povo judeu. Com as ofertas ele teria que comprar animais e outros produtos para serem utilizados nos sacrifícios. Esdras tinha também autoridade para nomear magistrados e juízes que julgassem o povo além do rio Eufrates.

Artaxerxes I Longímano (? — 424 a.C.) foi um rei do aquemênida, filho de Xerxes I e Améstris. Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C., ele assumiu o trono persa ao qual governaria até 424 a.C., sendo sucedido por seu filho Xerxes II. Os autores gregos lhe deram o sobrenome “Longímano”. Eles explicam o termo simbolicamente como “com grande alcance” ou de forma racionalizada, porque sua mão direita era mais longa que a esquerda.


Originalmente combinado com Neemias num único livro (Esdras-Neemias), os dois foram separados nos primeiros séculos da era cristã. O tema é o retorno a Sião depois do cativeiro na Babilônia e o livro está dividido em duas partes, a primeira contando a história do primeiro retorno dos exilados, do primeiro ano de Ciro, o Grande (538 a.C.) até a finalização e de dedicação do novo Templo de Jerusalém no sexto ano de Dario I (515 a.C.); a segunda contando a missão subsequente de Esdras a Jerusalém e sua luta para purificar os judeus do que o livro chama de "pecado do casamento com não-judeus". Juntamente com o Livro de Neemias, representa o capítulo final na narrativa histórica da Bíblia hebraica.


Ciro, o Grande, foi rei e fundador do Império Aquemênida, que reinou entre 559 e 530 a.C., ano em que morreu em batalha com os Masságetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II.

Ciro, o Grande foi um estadista e conquistador que expandiu seu império, conquistando enormes porções de território no Antigo Oriente Próximo, no Sudoeste Asiático e na Ásia Central. Ele anexou os impérios de Medos, Lídia e da Neobabilônia aos seus domínios. Ciro acabou criando o maior império que o mundo já tinha visto até aquele ponto, indo do Mar Mediterrâneo e do Helesponto até o Rio Indo. Ciro o Grande respeitava os costumes e religiões dos povos conquistados, com seu império se tornando um modelo de administração e centralização governamental, que levou a um período de prosperidade. Ele também é reconhecido por suas conquistas em direitos humanos, política e estratégia militar, bem como por sua influência nas civilizações oriental e ocidental.


Após a conquista de Babilônia, Ciro é citado num cilindro (o Cilindro de Ciro) dizendo:

“ Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei legítimo, rei de Babilônia, rei da Suméria e de Acade, rei das quatro extremidades [da terra], filho de Cambises, grande rei, rei de Anzã, neto de Ciro I, . . . descendente de Teíspes . . . de uma família [que] sempre [exerceu] a realeza". 





Dario I, cognominado o Grande, foi o terceiro rei do Império Aquemênida. Governou o império durante o seu auge, quando ele compreendia boa parte da Ásia Ocidental, o Cáucaso, Ásia Central, partes dos Bálcãs (Bulgária-Romênia-Panônia), regiões do norte e nordeste da África, incluindo o Egito (Mudrâya), o leste da Líbia, o litoral do Sudão e a Eritreia, bem como a maior parte do Paquistão, as ilhas do mar Egeu e o norte da Grécia, a Trácia e a Macedônia.

Dario assumiu o trono após derrubar um usurpador chamado Bardia (Gaumata), supostamente um mago, com o auxílio de seis outras famílias nobres persas; foi coroado na manhã seguinte. O novo rei se deparou com revoltas por todo o reino, e conseguiu reprimi-los. Um dos grandes acontecimentos na vida de Dario foi a sua expedição para punir as cidades-estado de Atenas e Erétria por seu papel na Revolta Jônica, e subjugar a Grécia. Dario expandiu seu império após conquistar a Trácia e a Macedônia e invadir a Cítia, terra natal dos citas, uma tribo nômade que havia invadido a Média anteriormente e assassinado Ciro, o Grande.

Dario organizou o império, dividindo-o em províncias (satrapias), e colocando sátrapas para governá-las. Organizou um novo sistema monetário unificado, e fez do aramaico o idioma oficial do império. Também instituiu projetos de construção por todo o império, especialmente em Susa, Pasárgadas, Persépolis, Babilônia e no Egito — onde também foi responsável pela codificação das leis. Dario também é lembrado por ter gravado num penhasco a célebre Inscrição de Beistum, uma autobiografia de grande importância linguística. Entre os colossais projetos arquitetônicos pelos quais foi responsável, estão os magníficos palácios de Persépolis e Susa.

Seu sonho era conquistar a Grécia, criou as guerras médicas, mas na Batalha de Maratona fracassou, morreu de causas naturais e deixou o trono para seu filho Xerxes I (que é o rei da batalha contra os 300 de esparta e seria também o "Assuero" do livro de Ester). Dário contava com um exército altamente treinado, que se distribuía pelo império, dispondo mais de 100 mil homens em diferentes pontos do território.



Esdras foi escrito para se encaixar no padrão esquemático no qual o Deus de Israel inspira um rei da Pérsia a nomear um líder da comunidade judaica para realizar uma missão; três líderes sucessivos realizam três destas missões: a primeira é reconstruir o Templo, a segunda, purificar a comunidade judaica e a terceira, selar a cidade sagrada de Jerusalém reconstruindo a sua muralha. O programa teológico do livro explica os muitos problemas em sua cronologia. A primeira versão do livro provavelmente apareceu por volta de 399 a.C. e o livro continuou a ser revisado e editado por muitos séculos até ser aceito como parte do cânone bíblico no início da era cristã.











Visão geral do Livro de Daniel



Este é um material de apoio do Projeto de Leitura Bíblica: Lendo a Bíblia, para baixar o calendário de leitura bíblica e os outros textos de apoio dos Doutores da Igreja , online e pdf, sobre cada livro da Bíblia, clique aqui.



Este projeto é um dos ramos de uma árvore de conteúdos planejados especificamente para o seu enriquecimento. Os projetos que compõem esta árvore são: Projeto de Leitura Bíblica com textos de apoio dos Doutores da Igreja (baixar gratuitamente aqui), Plano de Vida Espiritual (baixar gratuitamente aqui), o Clube Aberto de Leitura Conjunta Salus in Caritate, com resenha e materiais de apoio (para ver a lista de livros, materiais e os cupons de desconto 2020 clique aqui) e o Salus in Caritate Podcast (ouça em sua plataforma preferida aqui).



Livro de Daniel




Foi um jovem, talvez um príncipe judeu, levado como prisioneiro de guerra pelas tropas do Império Babilônico, em meio à Rebelião para Independência de Judá. Ele serviu ao rei Nabucodonosor II e seus sucessores com lealdade e competência até o momento em que a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, e através da sabedoria oriunda de seu Deus, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte da Babilônia.


Nabucodonosor, o Grande, foi o segundo e o maior rei do Império Neobabilônico, governando desde a morte de seu pai Nabopolassar em 605 a.C. até sua própria morte em 562 a.C. Nabucodonosor continua famoso por suas campanhas militares no Levante, por seus projetos de construção em sua capital, Babilônia, e pelo importante papel que desempenhou na história judaica. Governando por 43 anos, Nabucodonosor foi o rei da dinastia caldeia que teve reinado mais duradouro. Na época de sua morte, Nabucodonosor era o governante mais poderoso do mundo conhecido.


Ciro, o Grande, foi rei e fundador do Império Aquemênida, que reinou entre 559 e 530 a.C., ano em que morreu em batalha com os Masságetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II.

Ciro, o Grande foi um estadista e conquistador que expandiu seu império, conquistando enormes porções de território no Antigo Oriente Próximo, no Sudoeste Asiático e na Ásia Central. Ele anexou os impérios de Medos, Lídia e da Neobabilônia aos seus domínios. Ciro acabou criando o maior império que o mundo já tinha visto até aquele ponto, indo do Mar Mediterrâneo e do Helesponto até o Rio Indo. Ciro o Grande respeitava os costumes e religiões dos povos conquistados, com seu império se tornando um modelo de administração e centralização governamental, que levou a um período de prosperidade. Ele também é reconhecido por suas conquistas em direitos humanos, política e estratégia militar, bem como por sua influência nas civilizações oriental e ocidental.


Após a conquista de Babilônia, Ciro é citado num cilindro (o Cilindro de Ciro) dizendo:

“ Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei legítimo, rei de Babilônia, rei da Suméria e de Acade, rei das quatro extremidades [da terra], filho de Cambises, grande rei, rei de Anzã, neto de Ciro I, . . . descendente de Teíspes . . . de uma família [que] sempre [exerceu] a realeza". 


Daniel não é considerado um profeta no Judaísmo, mas os rabinos o consideravam o membro mais ilustre da diáspora babilônica, insuperável em piedade e boas ações, firme em sua adesão à Lei apesar de estar cercado por inimigos que procuravam sua ruína. Daniel é considerado um profeta no Cristianismo. 



As únicas informações sobre Daniel encontram-se no livro bíblico que leva seu nome, que pode ser complementado com os dados fornecidos por Flávio Josefo (um dos maiores historiadores dos judeus, autor do livro História dos Hebreus), cujas fontes são desconhecidas. Nenhuma menção é feita, entretanto, do local de nascimento ou da família de Daniel. Não se sabe se ele pertencia à família real judaica ou de uma família nobre do Reino de Judá. Josefo afirma que Daniel era parente do rei Sedecias; essa afirmação é apoiada pela tradição rabínica. Nada se sabe sobre os primeiros anos de sua vida, exceto que ele foi levado para a Babilônia na adolescência.


Sedecias (ou Zedequias ou Matanias) foi o 20° e último rei de Judá. Foi deposto e levado para o exílio em Babilônia. Era o terceiro filho de Josias e sua mãe era Hamutal. Quando foi constituído em rei vassalo, o rei babilônio Nabucodonosor II mudou-lhe o nome de Matanias para Zedequias. Segundo a Bíblia, durante os 11 anos do seu reinado, Sedecias "fazia o que era mau aos olhos do Senhor".


Relembrando a história dos Reis de Judá: o rei Josias (pai de Sedecias) foi mortalmente ferido na tentativa de rechaçar em Megido as forças egípcias sob o Faraó Neco II , e o povo constituiu rei a Jeoacaz, irmão germano de Sedecias, em detrimento do filho mais velho de Josias, Jeoiaquim (Joaquim). O governo de Jeoacaz durou apenas três meses, porque o Faraó Neco não o aceitou como rei, substituindo-o por Eliaquim (a quem ele deu o novo nome de Jeoiaquim, já citado), meio-irmão de Jeoacaz e Sedecias. 


Após o fim do reinado de Jeoiaquim em 598 a.C. ou 597 a.C. por sendo preso ou morto pelos babilônios, passou a reinar o jovem filho dele, chamado Joaquim (ou Jeconias). Os exércitos babilônicos sob o Rei Nabucodonosor estavam sitiando Jerusalém. Depois de reinar por três meses e dez dias, Joaquim rendeu-se ao rei de Babilônia (617 a.C.) (2Rs 23,29-24,12; 2Cr 35,20-36,10). Nabucodonosor levou parte do tesouro do templo de Jerusalém e milhares de refens para o exílio babilônico, e colocou Sedecias no trono em Jerusalém e o fez jurar em nome de Javé. Este juramento obrigava Sedecias a ser leal como rei vassalo. Sedecias tinha 21 anos. Depois de ter governado nove anos quebrou o juramento e, contrário à palavra de Jeová por meio do profeta Jeremias, rebelou-se contra Nabucodonosor, encorajado pelo novo faraó egípcio Apriés, que organizava uma expedição militar contra a Babilônia (2Rs 24,20; 2Cr 36,13; Je 52,3; Ez 17,15). Isto fez com que os exércitos babilônicos sob Nabucodonosor voltassem para Jerusalém.


O sítio começou no início de 588 a.C. e demorou um ano e meio ou mais, interrompido porém temporariamente quando o faraó Apriés apareceu com o exército egípcio. Porém, Apriés não conseguiu manter-se em Judá e se retirou. O sítio de Jerusalém foi restabelecido. O profeta Jeremias repetiu, que a vontade de Deus fosse a rendição aos babilônicos, mas os nobres se revoltaram contra ele e preferiam as palavras de outros profetas mais favoráveis. Sedecias parece nisso indeciso e fraco, de um lado não aceita a profecia de Jeremias e o maltrata, ao outro lado salva a vida dele e o protege. - Je 38, 1-28.

"No décimo primeiro ano de Sedecias, no quarto mês, no nono dia do mês", abriu-se uma brecha em Jerusalém. Sedecias, suas família e seus seguidores passaram a fugir de noite. Alcançados nas planícies desérticas de Jericó, Sedecias foi levado a Nabucodonosor em Ribla. Depois de presenciar a morte dos filhos, Sedecias foi cegado, preso com grilhões de cobre e levado a Babilônia, onde morreu na casa de custódia. Junto com ele foram novamente levados milhares de outras pessoas para o exílio babilônico, deixando para trás um país destruido e bastante despovoado. Isso foi no ano 587 a.C. ou 586 a.C. - 2Rs 25,2-7; Je 39,2-7; 44,30; 52,6-11; compare isso com Je 24,8-10; Ez 12,11-16; 21,25-27.


Daniel estaria entre essas pessoas da família e nobres que foram deportados. 


Nabucodonosor conquistou a cidade e tomou os objetos de valor que havia no Templo de Jerusalém para que fossem conduzidos ao templo do seu deus, na sala do tesouro. Então Nabucodonosor, segundo o relato bíblico, chamou Aspenaz, o chefe dos seus eunucos, e ordenou que escolhesse entre os jovens prisioneiros israelitas das famílias que haviam liderado a rebelião judaica, ou seja, da família real e dos nobres.

Todos eles deviam ter boa aparência e não ter defeito físico; deviam ser cultos e instruídos. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios, a fim de prepará-los para o serviço governamental. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Eles moraram no palácio real, hoje identificado com o sítio arqueológico de Kasr, na margem ocidental do Eufrates. 

Após um treinamento de três anos, Daniel e seu companheiros foram apresentados a Nabucodonosor que, segundo o relato: “os achou dez vezes melhores do que todos os mágicos e astrólogos em seu reino.”


Segundo os Documentos da Liga de Estudos Bíblicos de 1950: 

Daniel era da tribo de Judá e segundo cap. 1, 3 de uma família nobre, até mesmo real. Em 605, no quarto ano do rei Joaquim, foi deportado em conjunto com milhares de judeus para a Babilônia. Teria ele então 14 anos e foi escolhido com seus três companheiros como pajens do rei Nabudoconodosor... Fiel as leis de sua religião, ele observou as prescrições sobre os alimentos e Deus lhe recompensou com robusteza de saúde e rara penetração de espírito. Ao fim de três anos ele consegui decifrar o sonho do rei. Por mais duas vezes Daniel decifrou sonhos... Na Caldeia os sonhos eram tidos em grande estima e assim Deus permitiu que, interpretando-os devidamente, o profeta conseguisse a posição social que lhe valeu o ensejo de poder beneficiar largamente os judeus. 

Da mesma forma que Ezequiel, exerceu seu ministério durante o período de exílio. 

Depois da conquista da Babilônia pelos Medos e Persas, ele tornou-se sob Dario, o Medo, um dos três Ministros. Também Ciro o tinha em grande estima. É curioso que, tendo sobrevivido até o edito de libertação deste monarca, concedendo aos judeus a permissão de voltar à Palestina (538), ele não se aproveitou da liberdade e se deixou ficar na terra do exílio, provavelmente em consequência de sua idade já avançada. 

O fim de sua vida é nos inteiramente desconhecido. Várias cidades como Susa e mesmo a Babilônia pretendiam a honra de possuir o seu túmulo. 









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Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e da Linha Editorial Practica. Autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).

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