Modéstia: o caminho que eu tenho trilhado (parte 1 e 2)

by - sábado, janeiro 14, 2023






Parte 1 ( em vídeo aqui)


Parte 2 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Em dezembro de 2017 eu falei pela primeira vez sobre a minha vivência da modéstia, que iniciei no final de 2014. Agora, em 2023, seis anos depois, venho falar sobre essa mesma vivência. 


Em 2017 as pessoas estavam muito empolgadas com a virtude, muitas moças mudaram suas vestimentas e eu insistia na necessidade de conhecer a virtude, ler e estudar; para que fosse uma mudança duradoura. Bem, você, que está a ler, deve saber que não foi o que aconteceu. Parece que o tema "saiu de moda" e agora o tema é falar do "belo e da feminilidade" sem saber muito bem do se fala. 


Quanto a mim, eu tenho uma personalidade nada volúvel, como quem me acompanha já sabe. Portanto, acredite, eu não mudei de idéia sobre nenhum ponto que falei em meados de 2017 e 2018. A modéstia é uma necessidade radical na evangelização no Brasil. É acima de tudo um anseio. 


Desde 2017, eu venho estudando os pontos sobre a virtude e minha vivência se tornou ainda mais natural e serena, nada me é pesado ou alimentado pelo comparativo com outras realidades. Acho a vivência leve, bonita, a verdadeira elegância. 


Elegância vem da palavra eleger, ou seja, escolher. A modéstia é elegância, pois se trata de escolher bem. Escolher bem as vestes, as palavras, o modo de falar, os gestos, o porte, o que olhar e o limite de se deixar olhar. Escolher entre símbolos de rebelião e símbolos de obediência a Deus. Escolher entre falar da decadência do mundo, dos filme e séries ou se tornar a cada dia, concretamente, um símbolo vivo que sinaliza a ordem criada por Deus.


Acredito que refinei a minha percepção sobre a "cascata de virtudes" a partir da Modéstia. Esta virtude, que é anexa a virtude cardeal da Temperança, nos leva, como numa ponte, à Humildade e a Estudiosidade. Interessantemente, virtudes hoje muito citadas.


Externamente me tornei mais clássica, comecei a vestir roupas mais claras e a me preservar, ainda mais, nas redes sociais. Eu nunca fui de mostrar a minha vida, mas comecei a notar que poderia contribuir para a jornada dos que me permitem ajudar, sem compactuar com toda essa super exposição motivada por validação passageira.


Também passei a colocar um olhar atento sobre as minhas palavras e a forma de falar. No geral, sempre recebi elogios pela fala, mas notei que precisava me dedicar a polir e refinar essa área, principalmente porque o trabalho online costuma nos tirar o polimento básico como "bom dia, boa tarde, boa noite" ou ainda o devido falar ordenadamente e respeitosamente (um cala, enquanto o outro fala). Por graça, eu não perdi estas coisas, mas tenho me dedicado a melhorá-las.


Outro ponto que tenho me esforçado é na leveza, voltar a praticar exercícios com frequência tem me ajudado muito. No entanto, reitero que não fiz nenhuma concessão a respeito das calças ou qualquer outra coisa que tenha orientado nos últimos sete anos. Já que eu realmente as vivo.  Eu expliquei no meu livro os motivos para estas escolhas, e é claro que se as fiz e as oriento conscientemente, é porque acredito que são as melhores escolhas a se fazer a partir dos motivadores. Portanto, tudo que falo não é de um lugar relativista, do qual me esforço para me manter distante. Acredito, profundamente, que é possível a leveza e a beleza sem perder a firmeza, a constância e a perseverança nas escolhas. Continuo acreditando que é fácil viver algo quando todos estão empolgados, mas o teste vem quando ninguém mais está vivendo.


No mais, infelizmente, ainda não me dediquei a costurar, como era a minha intenção. Mas encontrei peças únicas em brechós, o que me ajudou muito. Mantive o cuidado com o consumismo, acho válido este apontamento, pois é possível cultivar um vício mesmo tentando seguir uma virtude. 


Quanto aos outros, fico feliz que depois de tantos anos, ao menos os que me cercam, parecem ter notado que essa é minha maneira de ser, eu escolhi assim. Acredito que foi o tempo, mas os olhares de estranheza cederam aos de algum agrado. O mesmo vale para o uso do véu. 


Mas ainda assim, seja embaixo de elogios ou olhares atravessados, se é para viver a virtude, vale a pena. 


Bem, acredito que este seja um bom resumo. 


Paz e Bem,
Ana

ps: como não faço nada sem referências, caso ainda não possa adquirir o meu livro, deixo aqui o texto "Guia sobre Modéstia sem relativismo", em que fiz um apanhado de mais de 30 escritos de papas, santos e membros ilustres da Igreja. Faço um convite para que os leia e aconselho a escutar o santos antes de seguir opiniões sem embasamento teológico em redes sociais. 
















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