A Virtude da Modéstia e sua irmã a Virtude da Pobreza contra a Ditadura da Imagem

by - maio 14, 2021

A Virtude da Modéstia e sua irmã a Virtude da Pobreza contra a Ditadura da Imagem




Publicado em 2017 (Ano do Centenário de Nossa Senhora de Fátima)
Atualizado em 21/12/2019 (dia de São Pedro Canísio)
Segunda atualização 14/05/2121 (dia de São Matias)


Uma estilista me disse uma vez que Nossa Senhora tem a intenção de livrar suas filhas da escravidão da moda. E também que a primeira coisa que Ela nos ensina é a pobreza. 


Num mundo tão consumista, em que ter coisas está acima de ser e ainda significa que você é "de Deus", falar que a pobreza é nossa primeira lição soa estranho aos ouvidos pouco treinados a escutar a verdade. Mas sabemos que o caminho do desprendimento foi trilhado por todos os santos, cada um à sua forma e dentro do seu estado de vida.


A Virtude da Modéstia e a Virtude da Pobreza


Mas o que é a virtude da pobreza?

"Altos são os muros da pobreza"
Santa Clara de Assis


Para nós, católicos, a pobreza não é algo estranho, ao menos de vista, muitos religiosos tem voto de pobreza e nós como batizados temos também este chamado que visa não nos apegarmos às coisas do mundo e nem dar a elas uma importância que não possuem, nem possuirão.


Para viver um "materialismo cristão" como ensinava são Josemaria Escrivá, é preciso compreender bem o que é a Virtude da Pobreza. Santa Teresinha dizia: “O dinheiro é o esterco diabo, mas ele fornece um excelente adubo”. 


O Arcebispo de Manila, Cardeal Jaime Sin, nos ensina alguns pontos sobre essa relação cristã com os bens materiais: "O “materialismo cristão”, tal como o explicava Mons. Escrivá, é o modo mais eficaz de aproveitar para a glória de Deus esse bom “adubo”. A pobreza é uma virtude cristã porque Cristo, nosso Salvador, que é a própria riqueza, quis nascer pobre e viver como os pobres a sua vida terrena. Devemos dar-nos conta de que a pobreza cristã é uma virtude que todos aqueles que querem ser fiéis seguidores de Cristo devem praticar. Por várias vezes, ouvi aos membros do Opus Dei da minha arquidiocese que Mons. Escrivá lhes ensinou sempre que a santidade é para todos, e que ela se alcança mediante um esforço por viver todas as virtudes cristãs – em grau heroico, se necessário. Na nossa situação econômica atual, apresentam-se-nos muitas oportunidades de praticar com heroísmo a virtude cristã da pobreza. "

Cada um de nós tem o seu estado de vida, a sua posição, mas isso não isenta-nos de viver a Virtude da Pobreza heroicamente e São Josemaria Escrivá nos ensina como: “Procura viver de tal maneira que saibas privar-te voluntariamente da comodidade e bem-estar que acharias mal nos costumes de outro homem de Deus. Olha que és o grão de trigo de que nos fala o Evangelho. - Se não te enterras e morres, não haverá fruto.” (Caminho, n.938).


Nós estamos cercados por comodidades e somos constantemente influenciados a buscar o que nos é confortável. Quantas vezes se escuta frases como "estava desconfortável", "para que eu me sinta mais confortável", isso de cristãos que tem como Mestre o Senhor que fez tudo menos o pecado e "se sentir confortável". As comodidades são o veneno da santificação no ordinário, corroe absolutamente tudo e geram uma tendência mórbida por justificar os fracassos na vivência da virtude com frases sentimentais e anti-cristãs como essas. 

O cristianismo não é confortável, basta olhar a Santa Cruz, não é baseado no comodismo. Portanto, para viver a virtude evangélica é preciso mudar todo um conjunto de pensamentos debilitantes. E isso é sim, necessário a todos. Muitos dizem que a pobreza é algo somente para religiosos e ainda afirmam com frases como "nós não somos religiosos, nós somos leigos", o que é uma falta de percepção do caráter indelével que o Santo Batismo nos deu. 


"Todos somos chamados à santidade", essa frase é dita hoje com bastante frequência e bem pouca consciência, no entanto, santidade, como ensina São Josemaria Escrivá e também o CVII, é a busca determinada em viver todas as virtudes e se preciso em grau heroico, isso inclui a Virtude da Pobreza e a Modéstia.


Podemos viver a Pobreza, principalmente no lar. Alinhar o orçamento que possuímos e não cairmos no consumismo é matéria necessária para viver conforme a verdade que a realidade apresenta e a Verdade que o Evangelho apresenta. Isso nos faz olhar para as coisas terrenas mesmo entre coisas pequenas. Existem hábitos e frescuras no estilo de vida que não ficam bem a um cristão que possuí um Mestre que se fez tão penitente. A Virtude da Pobreza se refere, como todo cristão sabe, em não colocar o coração nas coisas terrenas e isso pode ser matéria de muita mortificação, já que, correlacionando com a Virtude da Modéstia e mais especificamente com as mulheres, vemos uma tendência profunda em dar valor às coisas terrenas, aos apegos em relação a própria imagem. 

Nós podemos dizer que vivemos na Ditadura da Imagem, as pessoas estão obcecadas com a própria imagem e adoecendo por conta dela. Uma nova espécie de narcisismo. Acontece que a Virtude da Modéstia e da Pobreza são moderadoras ferozes do "estilo de vida" e da imagem, a visão mundana sobre essas áreas é incompatível com essas virtudes. Enquanto a visão atual, travestida de "life style" é nada mais que uma adoração da própria imagem, que por vezes, pode, falsamente, ser entendido como auto conhecimento. A Virtude da Modéstia e da Pobreza nos fazem sair de nós mesmos e buscar viver segundo Cristo, que é a Imagem de Deus.


A Ditadura da Imagem nos leva a colocar o reflexo (com filtro do instagram) de nós mesmos no lugar de Cristo. Passamos a buscar imitar uma utopia de nós mesmos criada por nós mesmos com auxilio de um robô que tem feito as pessoas dançarem como tolos em busca de likes, ou seja, de aprovação social, de endeusamento da imagem. 


Quando nós diminuímos, de verdade, é que Cristo cresce. Mas estamos sendo constantemente influenciados a crescer: buscando o confortável, o agradável, o belo terrestre, regado de muito desperdício, consumismo, mal uso dos bens terrenos, marketing digital cristão descaradamente anti cristão, mundanização do comportamento para ser mais aceito, tudo isso nada mais é que a Ditadura da Imagem. 



A virtude da Pobreza nos faz sermos cuidadosos com o que temos, sem avareza. É como manter uma taça de prata sempre pronta para o uso, como ensina o Arcebispo de Manila. A virtude nos faz vivenciar o comedimento, dando a todos os nossos atos o espírito cristão que deve ter. Cuidar de tudo que utiliza, não ter mais do que precisa e buscar com que as coisas durem muito, muito tempo. Isso significa que você deve buscar comprar coisas duráveis e assim diminuir o consumismo, você não precisa ter muitas coisas e esse será um lindo aprendizado. Coisas bem cuidadas, escolhidas baseado na convicção da real vivência da virtude, na duração e na qualidade, e não na moda, é uma forma de exercitar a Virtude da Pobreza e da Modéstia.


Digo isso pois, embora seja bom que exista um mercado próprio para os produtos católicos, ainda estamos muito imbuídos do consumismo desregrado, me refiro aos consumidores e não às lojas, estas estão fazendo o trabalho de produzir - que é também um serviço necessário e pode gerar ótimos frutos se bem feito - mas quem consome não é obrigado a consumir tudo que é produzido ou se achar "pressionado" para isso. Essa maturidade financeira, que falta em nossa formação, acaba fazendo com que um ato bom se torne muito perigoso, já que pode se tornar um consumismo travestido de cristianismo e tudo o que é falseado possui em si um perigo maior. 


Dentro da temática da Virtude da Pobreza, surge com frequência a tendência em aplicar um pensamento revolucionário travestido de cristianismo singelo. Para me fazer compreender é preciso lembrar que cada pessoa tem uma posição social, cada pessoa tem uma capacidade financeira. A Virtude da Pobreza não poda as pessoas no sentido revolucionário que muitas vezes é empregada, ou seja, a pessoa pode e deve empregar esforços para melhorar a sua situação de vida e aquela que já tem mais não pode ser criticada por seus bens. Digo isso, pois é frequente que muitos confundam singeleza com nivelamento, ou seja, "se eu não posso comprar tal produto o fulano também não pode", "a modéstia virou um exibicionismo de status social"... é verdade que muitas pessoas exageram na exposição de suas vidas, no entanto, também é verdade que essas frases podem vir de uma incapacidade infantil de reconhecer que as pessoas tem status de vida diferentes e que a fulana que parece gastar muito num vestido poderia até comprar mais, mas aquilo para ela é o mínimo. Portanto, a vivência da Virtude da Pobreza dentro da Virtude da Modéstia não é embasado num sentimentalismo revolucionário que orienta que as pessoas podem a si mesmas ou podem as outras, para se sentirem confortáveis em relação aos seus bens materiais.


Agora me recordo de uma conversa que tive recentemente com duas moças que diziam ter "deixado de seguir" pessoas que viviam uma vida diferente da delas, pois "elas se sentiam desconfortáveis", achei aquilo tão absurdo que não pude deixar de comentar "mas as pessoas tem situações de vida diferentes, não é melhor aproveitar ao menos algum conhecimento que possa vir da experiência dessas pessoas?". É assustador o ciclo que estamos vivenciando: estamos obcecados com a nossa própria imagem, as imagens das pessoas que tem o que não temos incomoda, o que nos faz viver sempre cercados daqueles que tem coisas parecidas conosco. Acontece que isso gera tudo, menos amadurecimento. E veja bem, não estou falando de valores radicais e inegociáveis, que de fato cabe uma santa intolerância, estou falando de situações baixas como "ele tem tais livros eu nunca terei", "eles viajam, que exibicionismo", "fico vendo as mesas cheias de coisas e me sinto desconfortável por não ter". Há alguns meses vi uma pessoa debatendo a estúpida idéia do incomodo gerado por ver que a flor da instagramer era linda e a dela não e que isso gerava opressão. Isso vindo de cristãos, que tem como Mestre, o Penitente! É uma falta de maturidade tão grande envolta num sentimentalismo tão piegas que chega a ser assustador. E o pior é que o ato de afastar-se das pessoas por esses motivos estupidos é tido como maturidade e o fato de não dizer que a moça com problemas com a flor pode estar com cobiça e inveja é tido como caridade. 


Não buscar a Virtude da Pobreza, dentro da honestidade diante do próprio estado de vida e posição, gera esses momentos absurdos em que as pessoas pedem para serem enganadas pelas imagens das outras pessoas e desistem de melhorar pois "se sentem incomodadas". Nós temos necessidade de buscar um ciclo de vozes que nos orientem, pessoas católicas, boas e sábias; mas criar um ciclo simplesmente embasado no incomodo e no: "o livro que o outro tem e eu não, me incomodo, adeus", "na vida que o outro tem e eu não, me incomodo, adeus", "a pessoa fala verdades, mas não quero viver isso, me incomodo, adeus", é bem infantil. 


Também devemos notar o quanto a Virtude da Pobreza nos leva a considerar importante a ordem, a limpeza e a aversão ao desleixo - já que devemos fazer com que as coisas durem e se mantenham em uso - ou seja, nos leva a disciplina. 


“Bem aventurados os pobres, porque deles é o Reino de Deus.” ou “Bem aventurados sois vós, pobres, porque vosso é o Reino de Deus.”



Assim é uma lição muito importante que aprendemos quando temos que escolher (por amor ao irmão, a Deus e a si mesma) as roupas que ficarão e as que irão embora. Elegância vem do latim "eleger", que significa escolher, fazer eleição. Na verdade, o que estou a fazer é escrever sobre esse ato que dá o tom da vida cristã verdadeira, o ato de eleição. Nos exercícios de Santo Inácio nós somos várias vezes expostos aos cenários em que temos que fazer uma escolha, isso é um espelho da vida cristã, cada ato é uma escolha, e é essa escolha que o torna parte do caminho para a Eternidade ou pedra de tropeço que nos afasta de Deus. 

Muitas de nós possuímos uma relação emocional e psicológica com as roupas e é justamente aí que acontece um milagre oculto, mas não menos grandioso.


Quais os passos para começar a viver a Virtude da Modéstia?

"Mas então, o que eu faço?"


Você já viu algumas dicas no texto anterior (aqui). Essa sensação de "não tenho roupas" é bem enriquecedora, nós sabemos pouco sobre nós mesmas e muitas vezes buscando trilhar esse caminho sozinhas podemos acreditar que é o auto conhecimento, mas sem a luz do Senhor esse caminho gera somente escuridão, nós somos um poço de fracassos, mazelas, defeitos e limitações. Se trilhamos o caminho do auto conhecimento sem buscar e perguntar ao Senhor quem nós somos, é essa escuridão e nada mais que encontraremos. Embora ela seja a verdade, nós fomos feitos para a Eternidade, nós somos Filhos de Deus e existe uma graça e responsabilidades nisso. Se não buscamos que Deus nos conte quem nós somos, provavelmente não seguiremos no caminho da virtude, ficaremos novamente escravizados pela ditadura da imagem, mas dessa vez da imagem limitada que descobrimos em nós mesmos, no entanto, nós estamos em construção, somos imitadores de Cristo, Ele é a Imagem que se imprime em nós, nós devemos ser como Cristo e isso não é pouca coisa, é isso que nos dá força no caminho da virtude e também nos livra da Ditadura da Imagem. 


Nós, porém temos o pensamento de Cristo.

1 Coríntios 2, 16


Esse processo de desprendimento é o que acontece na vivência da Virtude da Modéstia:


Peças são coisas, você que é a pessoa, quem tem que se adaptar são as suas roupas ao seu objetivo, que no caso é viver uma virtude, que é "dar o melhor de si, com todas as forças, sensíveis e espirituais" (CIC 1803). 

Inspirados nessa definição é possível formular uma pergunta que podemos fazer até a morte e sempre encontrar algo para melhorar: " eu estou mesmo usando todas as minhas forças nessa virtude?", "eu estou mesmo fazendo o melhor que eu posso?". Como vimos o cristianismo não nos dá comodidades, mas uma longa lista de melhorias, uma lista de trabalhos e só consegue cumpri-la quem troca o fardo pesado pelo fardo leve do Senhor e faz honestamente o melhor, sem frescuras, sem desculpas, sem sentimentalismos que nos estacionam e enfraquecem. 




As flores que surgem no terreno trabalhado pela Pobreza e a Modéstia tornam o caminho verdadeiramente Belo, cheio de Paz e Alegria, a verdadeira Paz e Alegria. 





"Ó Santíssima Virgem Maria, Ó Santo Anjo da Guarda, fazei-nos fazer a Vontade de Deus".



Livros de formação sobre Modéstia:

Obs: se a leitura ficar muito difícil e você se sentir incomodada, inquieta ou revoltada, peça ajuda a Nossa Senhora; leia, reze e silencie. Ela lhe ajudará a fazer o melhor, pois a virtude é dar o máximo de si: "a virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem. Permite à pessoa não somente praticar atos bons, mas dar o melhor de si mesma. A pessoa virtuosa tende para o bem com todas as suas forças sensíveis e espirituaisprocura o bem e opta por ele em atos concretos." (Catecismo da Igreja Católica, ponto 1803)


- Bíblia Sagrada (aqui)
- Catecismo de São Pio X (aqui)
- Compêndio de Ascética e Mística (ponto 700 e seguintes, aqui)
- Modéstia o Caminho da Beleza e da Santa Ordem (aqui)
- Modéstia da Teoria à  Prática (aqui)
- Guia sobre Modéstia (sem relativismo) (aqui)
- Virtudes de Nossa Senhora (aqui)
- Privilégio de ser mulher (aqui)
- A calça e a emancipação feminina (aqui)


- Seleta sobre Modéstia On-line (textos dos Padres, Santos e membros ilustres da Igreja, basta clicar no título para ler):

Pronunciamentos Papais e da Sagrada Congregação do Concílio: 









Pronunciamento de Santos













Pronunciamento de Cardeais, Bispos, Monsenhores, Cônegos e Padres




4. Soldados da pureza, por Dom Tihamér Tóth




8. Maria - Modelo acabado do mundo feminino, pelo Padre Hardy Schilgen

9. Modéstia no vestir - Cuidado com a moda!, pelo Padre Hardy Schilgen


11. A modéstia: I - No porte e nos olhares / II - Nas conversas e recreios, pelo Padre F. Maucourant


13. Castidade / Modéstia / Castidade do coração, pelo Padre Gabriel de Santa Maria Madalena


15. Vestidas com o sol, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

16. Eu e minha toilette... Algemas da moda!, pelo Padre Geraldo Pires de Souza



19. Relatividade do pudor?, pelo Padre Geraldo Pires de Souza

20. Com teus vestidos, pelo Padre Geraldo Pires de Souza



23. Grandes tesouros para a donzela cristã: modéstia e humildade, pelo Padre J. Baetman



26. O coquetismo, pelo Padre J. Baetman


28. Vaidade feminina, pelo Padre Manuel Bernardes

29. Ambição e moda, pelo Padre Luis Chiavarino

30. Conversas, pelo Frade Frutuoso Hockenmaier






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1 comentários

  1. Bom dia! Em Porto Alegre agora 11ºC. Quando saí de casa mais cedo a temperatura era de 9ºC, com sensação térmica de 6ºC por causa do vengto. E eu feliz com minha saia. Sim, saia, mas por baixo tem meia calça fio 40, legging preta por baixo da meia, outra legging cinza por baixo da preta e 2 meias (além da meia calça). Sinto tanto frio (ou menos) do que se estivesse de calça. A saia ainda não é a do tecido mais adequado para o inverno, mas tudo vai se adaptando. Também preciso cuidar para a modéstia não virar uma vaidade. Não posso subverter a virtude em vício (pois não é a roupa em si que importa, o tipo de saia, o modelo, o tecido... Mas a pobreza, o desprendimento... ). Quando penso que não vou conseguir achar uma roupa adequada converso com a Mãe, exponho a dificuldade do momento e peço ajuda. Ela não tem falhado, muito pelo contrário. Nós sabemos que Nossa Senhora percebe os mínimos detalhes, como em Caná. E se importa com eles. E se importa conosco. Somos abençoados por tê-la como Mãe. Quem quiser viver a modéstia peça o auxílio dela pois, como sempre, ela não falha! Paz e Bem! : )

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Olá, Paz e Bem! Que bom tê-lo por aqui! Agradeço por deixar sua partilha.