"E É FAAAALTA DE COMUNICAÇÃO": O milagre da comunicação

by - julho 12, 2017

Olá, Paz e Bem!

Como esta você? 

Percebeu como a liturgia de hoje é interessante? Para você que veio do futuro, estamos na sexta feira dia 10 de fevereiro de 2017 e a liturgia vem de encontro a uma realidade frequentemente difícil: comunicação.



Quem aqui já foi erroneamente entendido ou já entendeu algo equivocadamente? Quem já fez parte de um telefone sem fio que poderia receber o nome de "das trevas"? Quem já viu que muitas coisas acontecem porque ninguém se entende? Quem já se viu numa torre de Babel moderna?

Pois é, tudo isso tem uma origem e se chama "pecado original". 

Pois bem, nossos primeiros pais Adão e Eva nos deixaram essa herança (Gn 3, 1-8). Que sim foi remida por Jesus na Cruz e nos é atualizada no Sacramento do Batismo (por isso batizamos as crianças ainda pequenas), no entanto, temos as consequências desse pecado. Dentre elas temos a concupiscência dos sentidos e por fim o mal uso dos mesmos. Já reparou que o pecado é em sua cerne o desequilíbrio de um ou mais sentidos? Pois bem, consequências do pecado original.

No entanto, quando decidimos seguir uma caminho de santidade, rumo a comunhão com Deus, a Sétima Morada, a subida do Monte Carmelo, o Caminho da Perfeição, a Pequena Via, recebemos armas (os sacramentos e a oração), para então combatermos essas mazelas.

Muitas vezes percebemos que a comunicação ou a falta dela é a raiz de muitos dos pesadelos pessoais e mundiais. Interessante, que um dia Jesus estava na região da Decápole (Palestina) e lhe trouxeram um homem surdo e com dificuldade de falar (Mc 7, 31-37). Vale lembrar que existem muitas pessoas que possuem essa dificuldade sem possuírem nenhuma alteração física, simplesmente não estão abertas a escutar, outras não conseguem falar do que sentem, vivem ou a verdade e ainda ambas as situações numa mesma pessoa.

Pediram, então, que Jesus impusesse as mãos sobre o homem, mas Jesus afastou-se com o homem. Jesus saiu do meio da multidão e lá realizou o milagre de tocou os ouvidos daquele homem e colocou sua saliva na língua dele. 

Suspirou

E disse: "Abre-te" (Efatá)

Jesus toca, depois suspira. 

Quem me acompanha por aqui, sabe de uma coisa importante, os antigos patriarcas judeus diziam que o nome de Deus tem um som similar ao da respiração e que a cada ciclo respiratório é como se estivéssemos a cantar o nome de Deus, quando esse cantar cessa, morremos.

O sopro de vida que recebemos, o sopro que cantamos em vida, é também o sopro que abre nossos sentidos e os orienta. 

E os abre.

Jesus tocou (assim como tocou o barro que estava a modelar Adão) e suspirou (assim como soprou sobre Adão e lhe deu vida)

Outro conceito importante é que na tradição judaica os sentidos tem um papel de receptores da vida, "sentimos a vida" pelos sentidos, vivemos quando tocamos, degustamos, ouvimos, falamos, vemos, cheiramos. Não existe nada de ruim nisso, no entanto, os sentidos foram desequilibrados e até mesmo "fechados" (espiritualmente, me refiro aos que não são abertos a escutar, não conseguem se expressar de tanta angústia ou raiva, tem um olhar mal, enfim...).

Podemos hoje pedir a Jesus que realize em nós e nos outros, esse grande milagre, de nos entendermos uns com os outros.

Isso me leva a um outro ponto: os meios de comunicação. Você também deve ter notado que as informações veiculadas são deturpadas, falsas ou pela metade. Não?

O enorme dragão vermelho é o ateísmo marxista, que se apresenta com dez chifres, isto é, com a potência de seus meios de comunicação, para conduzir a humanidade a desobedecer aos dez mandamentos de Deus, e com sete cabeças, tendo sobre cada uma delas um diadema, sinal de poder e realeza. As cabeças coroadas indicam as nações nas quais o comunismo ateu se estabeleceu e domina com a força do seu poder ideológico, político e militar.
Nossa Senhora ao Pe. Stefano Gobbi. 14 de Maio de 1989, Santuário de Tindari, Sicília. Festa de Pentecostes. Mensagens de Nossa Senhora, aos Sacerdotes, Seus filhos predilectos, através do Pe. Stefano Gobbi (1992). Imprimatur do Cardeal Bernardino Echeverría Ruiz, Arcebispo de Guayaquil, Arcebispo Metropolitano de Pescara – Penne, D. Francesco Cuccarese, Cardeal Ignace Moussa Daoud, Patriarca emérito de Antioquia dos Sírios, e Perfeito da Congregação para as Igrejas Orientais.


Pois bem, Nossa Senhora já nos orienta sobre o tamanho do estrago que vem da brecha deixada pelo pecado original numa sociedade que se esqueceu do que é viver na graça, ou seja, numa vida guiada pelos sacramentos, que é o único remédio contra as consequências do pecado original, que nos possibilita uma vida de comunhão com Deus. No entanto, o oposto acontece, temos uma sociedade que vive a "cultura do pecado", todos os países compactuam dessa cultura global. 

 São Luís de Montfort, ensina no Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem:

Os pecados atuais que cometemos, quer mortais, quer veniais, embora tenham sido perdoados, aumentaram-nos a concupiscência, a fraqueza, a inconstância e corrupção, deixando maus vestígios na nossa alma. (T.V.D 79)

Com isso, temos dois pontos importantes: quando pecamos e confessamos, temos a culpa do pecado perdoada, no entanto, ainda nos resta a pena. Todo pecado que cometemos tem sua culpa e sua pena, a culpa é apagada no Sacramento da Confissão, a pena só pode ser apagada com Indulgência. Além desse ponto, temos uma realidade espiritual, o pecado aumenta em nós as consequências do pecado original, mesmo quando já confessamos e debilita a alma.

Aqui lembro da frase de Santa Tereza D'avilla que diz que no caminho da perfeição é preciso ter uma determina determinação de não retroceder, ou seja, de não pecar.

Nesse ponto sei que muitos já estão inquietos, alguns devem estar a dizer, "todos somos pecadores", "todos pecamos" e blá, blá, blá.

Entendamos uma coisa, guarde isso, pecador é aquele que ama o pecado, quem disse isso foi Santa Bernadete, a vidente de Nossa Senhora em Lourdes.

Portanto, não adianta se refugiar nessa máxima propagada por aí por vias duvidosas, todos podem pecar, mas nem todos amam pecar. Quem ama o pecado são os pecadores.

Como saber quem ama o pecado?


Pelas escolhas. 

Se entre a vida na graça, a comunhão com Deus, ou seja, se entre a vida que te permite receber os sacramentos e uma situação que te afasta dos sacramentos, tu prefere a última estará vivendo em pecado, pois escolheu o pecado no lugar de Deus, amou o pecado acima de Deus, esses são os pecadores.

Essa soma de fatores nos leva a situação atual, tudo no mundo leva a alma a se afastar de Deus e viver fora da comunhão com Ele. Toda essa incitação ao pecado, dá lugar a almas enfraquecidas, até mesmo dentro da Igreja.

No entanto, sempre podemos pedir pela graça de que Deus realize em nós, nas pessoas e no mundo o milagre relatado em Mc 7, 31-37, o milagre da comunicação e comunhão com Deus, que nossos sentidos se abram para receber a vida que vem de Deus, para que possamos ter uma sadia convivência usando nossos sentidos para edificação.

Paz e Bem!

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