Para uma menina-mulher ou uma mulher-menina

by - julho 13, 2015


Querida, não sei sua idade, nem sua história...se já caiu e se levantou muitas vezes ou poucas...não sei seus pensamentos e sonhos, mas sei que você é no fundo uma menina-mulher ou uma mulher-menina. E isso basta para que eu possa lhe dizer alguma coisa, embora pouco, sobre essa graça de ser a face doce e amável do mundo.

Acredite, não há uma só de nós que não tenha sido criada com o propósito de dar ao mundo sua porção efetiva e particular de graça. Acredite, todas temos esse papel.

Aparentemente um papel pequeno e simples, alguns acreditam que seja pouco, no entanto, quero te lembrar que não há nada que siga nesse mundo, se não há uma dose de graça e amabilidade. Assim, esse papel que, parece pequeno, é essencial, é vital para o curso correto e harmônico do mundo.

Agora você deve se questionar porque me detenho nesse quesito. Me detenho por ser a base do que pretendo dizer-lhe. Preciso dizer-lhe que não perca essa capacidade, essa energia que há em você.

São muitos os infortúnios e temores que a vida nos oferece, mas também são muitas as oportunidades de colocar, por imposição, muitas vezes, a graça e a amabilidade.

Essa capacidade, da qual somos guardiãs precisa de nós para tornar-se real no mundo. Não há como fugir dessa responsabilidade, pois esse dom é como um equilibrador das relações humanas e assim do mundo. Entretanto, nota-se que, por alguma razão, esse dom não vem sendo bem executado ou não é se quer reconhecido.

Assim, quero dizer-lhe que não se esqueça desse ponto no plano da sua vida. Cada uma de nós temos sonhos e trajetos, rotas estabelecidas por nós ou por Deus, mas sempre temos a mesma responsabilidade, nenhum caminho é capaz de nos tirar esse papel.

Através da boa execução do papel de autoras da docilidade, da amabilidade femininas, nos tornamos o coração da sociedade, a emoção equilibrada do mundo. Mesmo que não reconheçamos esse papel, ele nos pertence, se nos desequilibramos ele também se desequilibra e assim toda a sociedade.

Não digo isso, por uma questão social, mas sim para nos resgatarmos umas as outras, somos fortes e corajosas para efetuar o papel que nos foi dado, fazer com que o coração da sociedade bata forte e corretamente, bombeando para todos, todo o bem e todo o amor que nós temos em nós mesmas.

Entretanto, só podemos dar o que temos e essa é a razão final que me leva a escrever. O que temos? Não há como não nos analisar depois desse questionamento. Temos novelas e romances? Temos piadas e futilidades? Temos virtudes? Caráter? Postura e moderação? Equilíbrio? Talentos? O que temos?

Acredito, que todos possuem um ponto de chegada, alguém que se espelham e querem adotar como exemplo, para tudo ou para algo em especifico. E isso é muito meritório, mas esse é uma pessoa que não é você! Você terá sua parcela a dar, diferente da pessoa na qual você se espelha. Assim, tenha também foco no ponto em que você quer chegar e o que quer passar aos outros durante o caminho.

Tudo o que você é, faz e pensa faz parte de você. E isso é passado para os outros. Mas afinal o que você é, faz e pensa? Ao menos o ser, fazer e pensar estão sendo executados de forma coerente? 

Esse é um tempo de mudança e de escolhas decisivas, escolhas que demonstram comprometimento e amor profundo ao que é correto. E por isso, desejo a você que pense em si mesma e sabendo o que é correto e aceitável nas atitudes femininas, atitudes que nos levam a pensar em damas elevadas, inteligentes, gentis, amáveis, leais, fortes, modestas, elegantes e refinadas, sabendo disso, busque de todo coração.

E assim seremos todas luzes lindas e perenes entre a escuridão, que não nos dá medo. 


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