Devocional 81: Do Dom correspondente à Virtude da Temperança

by - junho 21, 2021

 

Devocional Do Dom correspondente à Virtude da Temperança


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A Virtude da Temperança é responsável por moderar os prazeres e manter os apetites sujeitos aos ditames da razão. Existem espécies da Virtude da Temperança, por assim dizer, são elas: a abstinência (que combate a gula), a sobriedade (que combate a embriaguez) e a castidade (que combate a luxúria). Todas estas são formas de uma mesma virtude, a Virtude Cardeal (ou também chamada Moral) da Temperança. 


Também devemos lembrar que Moralidade, segundo São Tomás, são os atos e comportamentos que nos levam ao Sumo Bem, ou seja. Deus. Portanto, os atos que nos afastam de Deus são imorais e podemos afirmar que o caminho moral (atos e comportamentos), que nos leva a união como Senhor, é formado pelas pedras das virtudes. 


As Virtudes Morais (ou também chamadas Cardeais, sendo elas a Justiça, a Perseverança, a Fortaleza e a Temperança) não somente geram outras virtudes, mas também só podem ser vivenciadas conforme os nossos esforços, dependendo, portanto, da nossa disponibilidade e decisão para crescer. 


Ligadas às Virtudes Cardeais estão as Virtudes Anexas (que se referem a áreas especificas do comportamento e que são mais fáceis de se praticar; elas nos levam a prática da Virtude Cardeal a qual está ligada). 


As Virtudes Anexas ligadas à Temperança (e suas formas já citadas) são: a Continência (que combate a incontinência), a Mansidão e a Clemência (que combate a ira e a crueldade), a Modéstia (que combate o orgulho). 


Também estão anexas à Virtude da Temperança pelo influxo poderoso da Virtude da Modéstia outras três virtudes: a Humildade, a Estudiosidade e a Modéstia propriamente dita ( que se refere a veste e ao comportamento). 


Como se vê, bem florido é o jardim desta Virtude Cardeal. No entanto, também devemos apontar que, em socorro ao esforço que a alma faz para viver debaixo dessa cascata da Graça, Deus faz germinar e crescer um Dom do Espírito Santo já semeado na alma no Batismo, neste caso é o Dom do Temor. 


O Dom do Temor fortifica a alma e a eleva na vivência da Virtude Teologal da Esperança e também na Virtude Cardeal da Temperança. Sua ação ocorre da seguinte forma: enquanto se relaciona a Virtude da Esperança age na alma que reverencia a Deus e evita as ofensas em consideração à Sua Grandeza Infinita; já no que se refere a Virtude da Temperança o Dom inspira um grande respeito à Majestade Divina que a alma procura não incorrer nos pecados com que os homens ofendem a Deus com frequência, como acontece no abuso dos prazeres ( ou seja, o zelo inspirado pelo Dom do Temor faz com que alma busque fazer mais do que evitar somente as ofensas pessoais a Deus, mas também procura não incorrer nos pecados que a humanidade, em geral, O ofende com tanta liberalidade, neste ponto o ato toma uma nota de Reparação à Majestade Divina). 


Dado o objetivo bastaria a Virtude da Temperança (em sua formas e virtudes anexas) para o executar, no entanto, a eficiência é menor (pois, é movido pela razão e pela fé). Quando o ato é movido pelo Dom do Temor a alma recebe uma moção pessoal e onipotente do Espírito Santo que lhe permite manter refreados os impulsos da carne que a Virtude da Temperança combate (a saber a luxúria, a gula, a embriaguez, a incontinência, a ira, o orgulho, a curiosidade e também as ações exteriores desordenadas, desarmônicas e despudoradas - o mau comportamento, os gestos desmedidos, os maus modos e a vestimenta). 


Não devemos amar o Senhor somente com palavras mas também com ações. 





Reparação ao Coração do Senhor


Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravar-mos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, mas também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade não Vos querendo como pastor e guia, ou, faltando às promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei.

De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente dos costumes e imodéstias do vestir, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra Vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.

Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e pelos nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível.

Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até á morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.










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