VOCÊ NÃO PRECISA SER VIRGEM PARA SER CASTO

by - abril 27, 2018




Em um comentário sobre um post que escrevi sobre castidade, um leitor escreveu uma nota desconcertante: “Não sou virgem, então acho que não posso praticar a castidade”. O comentário doeu em meu coração.

A pessoa que o escreveu dispensou a castidade como algo irrelevante em resposta à sua experiência sexual – sinal de uma concepção equivocada de castidade que não foi projetada para nenhum nós. Mas a castidade é uma virtude moral, que é adquirida, em parte, pelo “esforço humano”

A virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem. Permite à pessoa não somente praticar atos bons, mas dar o melhor de si mesma. A pessoa virtuosa tende para o bem com todas as suas forças sensíveis e espirituais; procura o bem e opta por ele em atos concretos. (CIC 1803)
As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade, que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam o nosso procedimento segundo a razão e a fé. Conferem facilidade, domínio e alegria para se levar uma vida moralmente boa. Homem virtuoso é aquele que livremente pratica o bem.
As virtudes morais são humanamente adquiridas. São os frutos e os germes de atos moralmente bons e dispõem todas as potencialidades do ser humano para comungar no amor divino. (CIC 1804)
Você não precisa ser virgem para praticar a castidade. E aqui vai "os porquês":

Porque a castidade não joga seu passado na sua cara.

A castidade é a integração bem-sucedida da sexualidade dentro da pessoa. É uma decisão tomada para viver o sexo como um sinal físico sagrado dos votos que marido e mulher fazem no altar, expressão da unidade alcançada pelo sacramento do matrimônio, o matrimônio é um sinal para os homens do amor que se doa pelo outro e gera vida, cooperando com obra do Criador. Mas a castidade pode também ser vivida como estado definitivo de vida, o celibato,  que possuí a intenção de também ofertar a sexualidade, mas como oferta de doação de um amor indiviso que será sinal para os homens do amor de Deus a cada um e da jornada rumo a vida eterna que cada um de nós esta a trilhar rumo ao encontro com o Amor Eterno. A virgindade não é um pré-requisito para nenhuma das duas decisões de amor. Na verdade, a castidade praticamente não tem pré-requisitos fora da decisão de praticá-la – e essa é uma decisão que qualquer pessoa pode fazer hoje.

Porque castidade não é somente para solteiros.

A castidade é para os solteiros, mas também para os casados. A abstinência deve acabar para uma pessoa que se casa, mas a castidade nunca deve acabar. Fora do casamento, a castidade implica abstinência sexual. No casamento, a castidade implica: em não usarmos e nem abusarmos uns dos outros; defender o sexo como um sinal físico sagrado - um ato de amor que se doa; ato que gera vida através do amor que se doa, assim implica a abertura aos filhos que são presentes de Deus e sinal da sua Bondade Providente. A castidade nos leva a ver o ato sexual entre os casados como uma forma de cooperarmos com a obra do Criador através do corpo, razão que torna-o algo que só pode acontecer entre pessoa que tomaram a decisão do amor que se doa pelo outro no matrimônio. A relação sexual fora do matrimônio, a fornicação, é pecado grave por dessacralizar esse sinal físico sagrado que gera vida, assim como o uso de contraceptivos ou sexo oral e anal (mesmo para casados é pecado), a masturbação, são pecados contra a castidade (CIC 2350 ss.)

Porque castidade é para amantes.

Segundo São João Paulo II, “somente o homem casto e a mulher casta são capazes de amar verdadeiramente”. A virtude da castidade nos capacita a amar com autenticidade. Ela requer, promove e reforça nossas habilidades para moderar nosso comportamento, para governar nossos apetites e para transcender o desejo de usar um ao outro – traços que tornam o amor possível. Nós somos chamados de cristãos para amar uns aos outros, como Cristo nos ama. Ele nos ama independentemente do nosso passado sexual, e somos convidados a sermos castos, começando agora, apesar da nossa história.

Texto traduzido do texto original escrito por Arleen Spenceley é a autora do livro Castidade é para os amantes: Solteira, Feliz e (ainda) Virgem para o Chastity Project. Adaptado por Ana Paula Barros.

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1 comentários

  1. Rodolfo Junqueira9 de maio de 2018 18:12

    Simplesmente maravilhoso. É uma luta e tanto, visto que a sensualidade abundante e a forma descompromissada e banalizada que a sexualidade é tratada, torna esse propósito dificílimo de ser alcançado. Mas é possível. E há de ser muito recompensador.

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