5 RAZÕES PARA UMA MULHER DETESTAR O FEMINISMO

by - dezembro 01, 2017




Estamos numa rua que parece não ter saída. Desde a década de 60, com a revolução sexual, passamos a ter mulheres em luta e homens em fuga.

O começo

Tudo, na verdade, se iniciou com uma inquietação justificável. As mulheres da época estavam inquietas, vivendo uma vida que não parecia que lhes “cabia”, como alguém que veste uma roupa do tamanho errado. Digo que a inquietação se justificava, pelo fato da mulher receber uma rotulação de “fragilidade afetada”,um presente da burguesia que surgiu no fim da Idade Média, tal rótulo passa longe do que cada mulher sente dentro de si. Eis aí o motivo da inquietação.

Sobre isso vemos uma citação no Concilio Vaticano II, em 1965:

" A hora vem, é chegada a hora em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquiri na cidade uma influência, um brilho, um poder jamais atingidos até agora. Isto é porque, neste momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres impregnadas do espírito do evangelho podem ajudar muito a humanidade a não decair".

Movida por um desejo de exercer o poder que lhe é naturalmente dado. Acreditando realmente que não tinha nenhum poder ou ainda que este lhe havia sido roubado, entendeu que precisava ser empoderada. Este termo é interessante, pois nos leva a ideia de que a mulher precisa que alguém lhe conceda o poder, portanto, ela própria se coloca na posição de vítima e passa a ignorar de forma solenemente e consciente o poder que lhe foi dado. As mulheres, portanto, confundirão sinceridade com a Verdade.

Nem sempre ser sincera quer dizer que estamos guiadas para e pela Verdade. Isso é uma realidade para todos, mas na história da mulher isso gerou uma perda de identidade.

Não que antes fosse um paraíso, mas tínhamos menos empecilhos do que temos hoje. E aqui, algumas já devem estar sentindo uma inquietação. Pensando “ela é louca”. E é aqui que falo sobre o primeiro fator que diferencia o feminismo do feminino.

O feminismo é um movimento de caráter social, ou seja, se veste com a faixa: “ fazemos tudo para você e para o seu bem, mulher linda, poderosamente arrasadora”. Pela história do movimento podemos notar que os primeiros passos foi uma conquista política (que em si não é ruim, entenda), depois surgiu a necessidade - que nasceu da inquietação - de sair do lar e trabalhar “fora”, que em si também não é ruim, mas a mulher já trabalhava dentro, ou seja, nunca houve um período em que  mulher não trabalhou, no entanto, o estilo burguês da vida a deixava limitada, o que favoreceu a inquietação.

Até a Idade Média, tão negligenciada e tão modificada para se tornar um período negro como o coração de quem se dedica a fazer tal coisa, a mulher possui uma posição, cada família possuía um negócio, uma casa era ao mesmo tempo uma empresa familiar, todos, portanto se dedicavam a tarefas em relação a essa empresa doméstica. Eram comuns casas, para o fim da idade média com esboços vilas, com espaço para o labor (sapateiro, padaria, moleiro e etc) e um espaço para a casa, também era comum que a mulher se tornasse a responsável pela administração de tudo, ela administrava a casa e, portanto também o comércio. Antes disso, em propriedades rurais nos feudos ainda vigentes, as mulheres possuíam essa responsabilidade estendida a propriedade, ou seja, uma empresa maior. Em ambos os casos a casa, independente do tamanho, era um lar rentável e quem o administrava era a mulher.

Tendo em vista que a organização social era muito influenciada pela fé católica, é fundamental a compreensão do pensamento medieval. Faz parte da Santa Doutrina Católica a importante participação da Santíssima Virgem Maria nos planos do Criador para nos salvar. Nela, pela ação do Espírito Santo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez carne. Ela, portanto se tornou cuidadora, tesoureira do maior tesouro de Deus Pai, O Seu Único Filho. Por essa graça, de ser a Mãe de Deus, a Santa Virgem ganhou muitos privilégios, dentre eles o privilégio de gerenciar os tesouros de Seu Filho, pois tendo o Pai entregado Seu Filho a Ela, quis o Filho também entregar-lhe o que havia conquistado a preço do seu Precioso Sangue. Tornou-se Ela, portanto guardião e tesoureira das graças do Céu. Nessa convicção todo medievo se firmava em relação à mulher, cada uma possuía um traço da Santa Virgem e exercia na terra o que Ela faz no Céu.

Com a ascensão da burguesia a mulher passou a ter um papel um tanto fútil e débil na sociedade, principalmente na alta, mas ainda existia uma função para a mulher, ela se tornou como que tesoureira das virtudes, da beleza, da graça. Não estava tudo perdido, ainda era possível ver essa realidade administrativa, embora reduzida seja em espaço, seja em compreensão, mas os lares eram sempre, de certa forma ainda rentáveis. São dessa época muitos livros sobre a mulher e sua fortaleza e função da mulher.

Mas com o tempo e a revolução industrial, que uniu trabalhadores da mesma categoria para produzir produtos em larga escala, o lar deixou de ser rentável. As mulheres de classe mais baixa começaram a trabalhar como operárias ou outras funções já fora de casa. Quem ainda continuava em casa eram as mulheres burguesas e são justamente elas que se inquietam absurdamente com o passar dos anos com seu confinamento em uma casa cada vez menor e com uma função cada vez mais destituída de sentido, pois, ela própria não o buscava.  

Portanto, temos mulheres que não conhecem nem a si mesma e muito menos a história da mulher aumentando em largas escalas os resultados negativos que atitudes sem esse conhecimento prévio gera a sociedade.

Confundir defesa da mulher com luta de sexos

O primeiro resultado é algo que temos ainda hoje. O pensamento que para defender a mulher é preciso se voltar contra os homens e o inverso também ocorre. No entanto, não podemos nos esquecer de que somos todos humanos, devemos proteger uns aos outros, independente de um movimento. É o mínimo para a manutenção da existência de uma espécie. O homem precisa da mulher e a mulher do homem. Outro ponto que é propagado nessa luta de sexos é o fato da independência sexual: "posso ser power sem homens a minha volta". A ponto de renegar qualquer atitude masculina com agressividade acreditando que aquilo a inferioriza, o que psicologicamente só mostra insegurança e um esquecimento que para crescer na feminilidade é preciso ver e conviver com o masculino e o inverso também é verdadeiro.

Esse movimento social iniciou uma saga da “expansão sem medidas”. Crescer custe o que custar. Não se trata de um movimento que mostre as atitudes das mulheres rumo a sua felicidade, é um movimento que parece não ter nenhuma virtude humana. E é por essa razão que os resultados não são bons. Hoje, é interessante, não temos mulheres felizes, parece que existe um desejo de expansão ainda maior e por outro lado um desejo de abdicar das múltiplas funções que acumulou. Mulheres que se sentem divididas em mil partes, cada uma para uma “área” da vida e que logicamente se sentem incompletas e longe do que sabem ser o importante. Pesquisas recentes apontam que a maioria das mulheres, se pudesse, escolheria ficar em casa com os filhos, educá-los e acompanhá-los. Agora eu te pergunto que libertação feminina é essa que fez das mulheres escravas de empresas e de padrões de comportamento?

Por isso digo que temos uma dificuldade grande. Vivemos numa “matrix” que dizem que se tivermos mais direitos, mais salário, mais, mais, mais... seremos então respeitadas e felizes. Sendo que no íntimo as mulheres querem estar em um lar, ver os filhos crescerem ou ter a liberdade de simplesmente ser dona de casa sem ser flagelada com olhos pelas pessoas e por si mesma. Pois, a ferida é tão profunda que até mesmo ela, embora saiba que ali está sua alegria, se flagela por acreditar que esta colocando em si mesma o rótulo de “não faz nada”, mesmo sabendo que isso é mentira muitas mulheres não tomam essa decisão por não suportarem o seu próprio julgamento deturpado sobre isso.

Horror ao doméstico

E aqui entramos no segundo ponto. O “horror ao doméstico”. No século 19 escritoras como Charlotte Gilman, Margaret Fuller e Kate Chopin escreviam sobre o assunto numa mistura de asco e lamento. Continuando com Henry Ibsen e Virginia Woolf.  “Ficar em casa é errado, o lar é muito pouco.” Eis o lamento, que parece ecoar em todas nós. Uma marcha para matar o feminino que estava, segundo eles, soterrando as mulheres em seus lares. 

Eis que saímos. Dificilmente uma mãe consegue ficar em casa cuidando do filho sem receber um olhar estranho ou uma crítica, mesmo se esta de licença a maternidade. Eis a liberdade feminista, parcial. O lar não pode e os filhos também não, coisas domésticas então nem pensar.

Mas o fato é que o lar é o reino da mulher, não me espanta que as pesquisas apontem que a maioria quer voltar para ele. O lar é onde fica o que é importante, onde acontece o que realmente vale a pena viver, é uma monotonia que gera vida e que preenche a história das nossas vidas. Entenda que isso nada tem com trabalho. E aqui entro no terceiro ponto.

Confundir priorizar o lar com não poder trabalhar

Essa é a mentira que se incrustou em todos, até nos homens. Lar e trabalho não são amigos. Mas se voltarmos na história, como fizemos, nem sempre existiram empresas e indústrias, as pessoas trabalhavam em casa. E o mundo funcionou certinho e estamos aqui, só não sei se fazendo um trabalho tão bom quanto eles fizeram, mas estamos. Acredito que essa é chave de toda a questão. Juntamente com as pesquisas sobre a preferência das mulheres em ficar em casa - pela família - temos uma onda inversa acontecendo. Homens e mulheres estão voltando a trabalhar em casa. Principalmente as mulheres estão se movendo para conseguir a produtividade profissional em casa. Parece que mesmo com as diversas tentativas o lar tem chamado suas senhoras e parece que esta sendo respondido gradativamente. É possível trabalhar e fazer um lar rentável e já esta acontecendo.

O que me leva ao quarto ponto.

Família

Como disse acredito que o ponto anterior seja a chave justamente por aproximar os pais dos filhos, mas esse tópico tem muitos pormenores.

1- O feminino preserva a família e o feminismo acredita que a família é um empecilho. Essa ferida é uma chaga profunda, passamos a acreditar que os filhos são fardos que devem ser adiados até que não se torne um estorvo carregá-los. Assim temos juntamente com a falta de virtudes o crescimento do egoísmo.

2- Esse egoísmo somado aos valores em decadência gera uma relatividade sobre todos os temas, inclusive sobre sexualidade. Assim passamos a uma crise de gêneros, a mulher se perdeu, o homem se perdeu, a solução ofertada é que troquem de lugar literalmente e até cirurgicamente, mas nunca lhes são apontados as opções de encontrarem a si mesmos e encontrarem-se entre si.

3- As famílias não possuem o feminino e masculino verdadeiramente. O fato é que a melhor forma de acabar com algo é de dentro para fora, assim quando todos esse fatores entraram em nossas mentes – pela educação, mídia e afins - resultaram, também, numa “síndrome de ausência” a mulher esta ali, o homem também, as atitudes e comportamentos masculinos e femininos, não. E as crianças crescem vendo isso...

4- O feminismo entrou em tudo e tudo coloriu de rosa “em defesa da mulher”. Não podemos deixar de notar que em nome dessa “defesa”, as instituições, os comportamentos e até os ritos passaram a ter uma presença do feminino em exagero, com mulheres afetadas e débeis internamente, masculinizadas externamente. Que por sua vez gera uma presença masculina diminuta e também afetada externamente, sem virilidade internamente.

E por fim, o quinto ponto, que pertence ao quarto, mas merece um item especial.

A decadência do masculino

É claro que os homens não saíram ilesos. Desde a queda do patriarcado familiar – no sentido de autoridade familiar - ao comportamento afetado, eles receberam também a ressonância desse enredo. Hoje são orientados a “auxiliar em casa”, ser capaz de “deixar a mulher pagar a conta” (tudo bem até aí) e por fim procurar por uma mulher sensual e não mais a mãe dos seus filhos e a mulher da sua vida. Ou seja, tudo já se inicia mais próximo do animalesco do que do humano. Novamente alguns já devem estar sentindo aquele incomodo, mas devemos nos atentar ao que isso significa. Significa que o lar não tem uma figura masculina, um chefe, um norteador ou não terá. Que o fruto do trabalho desse homem não esta sendo gasto na família, em prol de um relacionamento ou algo que vale a pena. E tudo isso gera homens que não buscam uma mulher e uma famílias mas a saciar seu egoísmo, estes encontram mulheres feministas também guiadas pela egoísmo e por fim temos uma sociedade egoísta, incapaz de ver seus próprios erros.

Para finalizar Berdiaeff diz "a importância crescente da mulher para o tempo que vem chegando, nada tem em comum com o movimento de emancipação que visa torná-la igual ao homem - este movimento é anti hierárquico e nivelador - ... Não se trata de emancipar a mulher, no sentido masculino. O eterno feminino é que será importante".

E é isso que o feminismo, sendo a massa de manobra do comunismo, quer destruir usando o falso discurso de defesa das mulheres.

Sugiro que assista as formações abaixo, para aprofundar-se no tema:









Paz e Bem!
Abraços,
Ana

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