"QUANTO MAIS EU REZO PIOR FICA"? Precisamos falar sobre Batalha Espiritual.

by - julho 12, 2017


Olá, 
Paz e Bem!

Hoje o tema foi escolhido por quem me acompanha lá no facebook, fiz uma enquete sobre alguns temas e em primeiro lugar foi escolhido Crescimento Espiritual X Ser visto como fanático (aqui) e em segundo lugar o que estas a ler agora.

Interessante que ambos tem relação com a oração.

No entanto, é importante lembrar que a oração é uma batalha, se todos tomassem consciência dessa realidade veriam a oração com outros olhos. Normalmente, essa sensação de que as coisas pioram quando se intensifica a oração ocorre justamente quando se esta com uma prática de oração baixa ou nula.

Como já dito a oração é uma batalha. Se estas batalhando pouco ou nada, obviamente que o adversário se vê em vantagem e realiza poucos contra ataques, afinal sua postura já o esta ajudando, ele não tem que desenvolver o trabalho de vencê-lo, não existe luta.

Pois bem, obviamente que quando a situação muda e digamos que começas a realizar uns golpes mais certeiros, começará enfim a batalha.

Vale também lembrar que juntamente com uma inércia na vida de oração existem as doenças espirituais. Cada doença espiritual é um pecado capital.

O pecado, mesmo perdoado, debilita a alma. Assim, esta se torna incapaz de realizar bons combates em oração, no entanto, interessante, uma das armas contra o pecado é a oração.



Os pecados atuais que cometemos, quer mortais, quer veniais, embora tenham sido perdoados, aumentaram-nos a concupiscência, a fraqueza, a inconstância e corrupção, deixando maus vestígios na nossa alma. ( São Luís de Montfort, T.V.D 79)

Mas é claro que existe a ação da graça de Deus, dada a nós em seus Sacramentos. E é justamente aí que esta todo o segredo.

A uns anos eu estava me reafirmando novamente espiritualmente, depois de um baque emocional muito grande, eu estava noiva, com casa e tudo e de repente não estava mais, parece estranho mais foi a poda mais difícil que Deus fez e a que me dá mais alegria de agradecer-Lhe. No entanto, naquela época, 9 anos atrás, eu não tinha noção disso. Sempre fui muito racional, no sentido de dar sentido as coisas, como não via sentido nessa situação, simplesmente era muito difícil me relacionar com Deus. Mas, estranhamente, não me afastei Dele estava lá... mas meio emburrada. 

Eu ia as Santas Missas, mas me lembro que fiquei algum tempo alienada, não estava feliz nem triste... eu ia a Missa e dizia "eu não queria estar aqui, mas estou...", me lembro que rezava assim muitas, muitas, muitas vezes.

Por isso, sempre insisto na importância de entender racionalmente os Sacramentos, haverá momentos que somente esse entendimento te levará a não apartar da fé. Foi o que aconteceu comigo. Eu não sentia nada, mas defendia a fé, os Sacramentos, Nossa Senhora... sei que pode parecer horrível nessa onda de espiritualidade mimi que estamos a viver, tudo depende do "quentinho no coração", mas a verdade é que a fé é uma decisão, assim como o amor, não deve depender das sensações. 

Comecei então a notar, em questão de três anos, bem gradativamente, algumas doenças espirituais. Também pela razão. Eu estudava Padres do Deserto desde os 17 anos, sabia os sinais, mas demorei para me lembrar do que sabia e enfim ver os que estavam em mim. Demorou mais enfim, clareou.

Me lembro que no começo de tudo, rezava muito o Santo Terço, era um sufrágio... mas durante esses primeiros três anos, não sei por qual razão, não rezava mais, até que um dia me lembrei do que já sabia, da importância do Santo Terço, me lembro que sempre me lembrava da frase de Nossa Senhora em Fátima "rezem o terço todos os dias". O que sempre me vinha à mente era a realidade de que não atendia ao pedido Dela.

E comecei então a rezar o Santo Terço... obviamente sempre acontecia alguma coisa, eu me dispersava, alguém me tirava do sério, barulho e tals e tals. É um consenso que o Santo Terço é uma "bomba atômica espiritual".

Foi num desses momentos que me lembrei novamente do que já sabia. Precisava me confessar mais. Novamente retomando e atualizando os remédios que Deus nos dá.

Se eu tinha doenças espirituais precisa tomar remédios espirituais. Portanto, ia lá me confessar semanalmente, com o mesmo senhor padre.

Interessante, que muitos dizem que são rechaçados pelo confessor... nunca aconteceu comigo até o momento... ele, talvez por graça divina e execução da sua missão, me escutava a confessar as mesmas coisas. 

Aliás, sempre rezo "Senhor, não permita que teu servo te envergonhe", toda vez que vejo um padre. 

E aí fui sarando...confessando e comungando e rezando.

Sabe... esta realidade se chama Vida Sacramental (aqui). Quando tomamos a resolução de guiar nossas vidas pelos e para os Sacramentos. Termos uma vida na graça de Deus ou seja na comunhão com Deus.

Por isso vale analisar, será que eu rezo e estou resolutamente vivendo uma vida sacramental, uma vida na graça? 

A vida sacramental é o que nos mantém em meio batalha espiritual.

Paz e Bem!

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