10 SINAIS DA DEPENDÊNCIA AFETIVA| Treinamento Damas da Rainha 12

by - junho 20, 2017






Hoje aqui, falaremos sobre Dependência Afetiva, esse assunto faz parte do que falamos anteriormente sobre Carência. Vamos falar sobre 10 sinais que, normalmente caracterizam uma dependência afetiva. Dessa forma será mais fácil fazer uma auto análise da sua história atual ou passada.

Esse tema leva a aceitação e a superação. Lembrando que para solucionar qualquer um dos pontos abordados, é preciso ter consciência e depois se dedicar a exercícios espirituais.

No vídeo abaixo você encontrará os pontos e também algumas reflexões sobre comportamentos frequentes em nós mulheres que nos tornam iscas fáceis para uma Dependência Afetiva. Também sugiro que assista os outros vídeos sugeridos, que oferecem uma base sobre a identidade masculina e feminina, além das diferenças espirituais entre homem e mulher.


A Dependência Afetiva é uma consequência de uma falta de nutrição afetiva que, por sua vez gera o que todos chamam de "vazio".

Todos temos sede um amor incondicional e que suporte práticamente tudo, no entanto, quando buscamos esse tipo de amor nos outros e não o recebemos, então, encontramos a carência.

Primeiro

Essa busca pelo amor incondicional e por consequência a frustração de não encontrá-lo, gera o medo do abandono.

Assim temos uma relação de "amor" que busca suprir sua sede de amor total no outro, que por sua vez não corresponde, gerando aquele vazio, mesmo estando acompanhado. Um amor que tem medo de ser abandonado, o que não é em si amor, o medo é o oposto do amor.

Segundo

Doar-se ao outro não é perder-se de si mesma. A doação faz parte da vocação da mulher. A dependência afetiva possui essa característica interessante, ocorre uma deturpação da doação característica do ato de amar, a pessoa passa então a acreditar que esta se doando e o outro não esta correspondendo, mas o que esta a fazer é se perder de si mesma, na tentativa de amar. O que não acontece - o amor -, pois alguém que esta perdido de si mesmo não pode se encontrar com outro alguém e amá-lo e também não consegue receber amor. É como enviar uma carta para uma casa que não existe no endereço indicado, uma casa que sumiu.

Também é importante lembrar que a pessoa pode não estar a corresponder mais por que ela havia se apaixonado por uma pessoa e essa pessoa se perdeu, logo ela não encontra mais aquele alguém amado na carcaça de gente que esta a sua frente.

Essa carcaça é justamente o que sobra depois da dependência afetiva, a pessoa se perde tanto de si mesma que não mora mais em si mesma, nem se reconhece no que faz, fala ou escolhe para si - muitas só notam que se perderam depois de um bom tempo e até mesmo depois de se afastar.

Enfim, digamos que achou que estava amando e foi se perdendo ... o que não é de forma alguma amor. O ato de amar gera encontro com o outro e conosco.

Terceiro

Esse sinal eu chamo de "alma doída", tudo doí, tudo é ruim e a pessoa não consegue ver um ponto positivo na história daquela relação. Lembrando que isso pode acontecer em amizades, relacionamentos familiares e etc.

Qualquer coisa a pessoa espana! Ou chora ou fica irada ou para de falar com a pessoa ou se acha a última formiga do formigueiro de tão injustiçada e abandonada.

Quarto

Tem a vida baseada no exterior. Ou seja, o que importa é o que o outro pensa, acha, fala. O que é uma prisão horrível, um mini inferno interior. Basicamente as falas mais ditas são "fizeram comigo", "falaram de mim"...

Todos somos muito susceptíveis as opiniões alheias, mas tomar consciência disso e tentar encontrar a sua opinião, em meio tantas alheias já é um bom e trabalhoso caminho.

Quinto

Segurança Interior. Muitos acham que a insegurança é algo exterior, que pessoas inseguras ficam assim de acordo com o ambiente em que estão, mas não é bem assim... a insegurança é interior, muitos são inseguros dentro de si mesmos e de suas vidas, dentro do próprio corpo, como se morassem numa casa que não lhes pertence.

Sexto

Achar que a felicidade esta no outro. Esse ponto esta em todos os livros de auto ajuda do mundo, mas parece que não é muito fácil entender isso, não é mesmo? Entender que a felicidade não é  um cofrinho no fim do arco íris da relação humana. E que as pessoas não estão aqui para fazer com que encontremos esse cofrinho nelas, até porque elas também estão procurando o cofrinho. Assim, na verdade, a relação humana é uma busca pela felicidade. Uma ajuda mútua.

Sétimo

Auto responsabilidade. "No final a decisão é sempre nossa" como diz Santa Faustina, nós temos que tomar a decisão de nos responsabilizarmos pela nossa felicidade e sair desse vórtice atual e escravizante de vitimismo que todos estão mergulhados. Nessa onda do "fizeram comigo", a "a culpa é do fulano que fez isso...". Afinal a relação é feita por mais de uma pessoa, não é mesmo? E nós temos um presente lindo que se chama livre arbítrio e que deve ser usado com sabedoria.

Oitavo

Não programe seu dia a dia baseada em outra pessoa. Essa vai para as meninas e seus namorados, especialmente, meninas e mulheres carentes que fazem as coisas do dia baseado no querer do outro alguém.

Entenda!

- É importante fazer tudo junto?

- É

- É normal você não fazer coisas que gosta ou acha importante - principalmente em relação a religião ou crescimento pessoal - por que o outro não quer ir?

- Não.

O limiar entre o companheirismo e a dependência é bem tênue e pode estar presente em relações mil por esse mundo à fora, camufladas de "companheirismo". 

Não é correto colocar sua experiência consigo mesma ou com Deus à mercê de outra pessoa. Na verdade é aí que começa a série "perdida de mim".

Nono

Não idolatrar o companheiro. Nem o que é, nem o que será. Ou seja, nem o seu namorado, nem aquele José esperado.

Esse primeiro comportamento alimenta a carência e o segundo, para aquelas que estão esperando, alimenta a ilusão de que você não pode ser você mesma até que chegue o príncipe no cavalo branco.

Se lembre cada moça e mulher tem uma vocação feminina que deve ser desempenhada mesmo que você não esteja casada ou na vocação "externa" que Deus incutiu em você.

Décimo

Insegurança Emocional x Carência

A insegurança emocional é mais baseada nos olhos dos outros sobre você, o olhar do outro é importante para a nossa formação, mas pode também ser a origem do nosso afastamento de nós mesmas.

A carência é uma busca por preencher o vazio, citado anteriormente, que muitas vezes encontra uma parceira fiel na insegurança emocional, pois assim passa a nutrir-se com as opiniões dos outros.

Essa distinção que parece tão simples e pouco prática nos ajuda a observar nossos comportamentos, assim como nos possibilita melhorar pontos importantes nos relacionamentos buscando sempre mais usar os relacionamentos para o crescimento interior e não para a sua destruição.

Outras sugestões:










Ana Paula Barros

Abraços

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2 comentários

  1. Ótimo! Tema extremamente necessário em nossos dias, parabéns pelo tema... na caminhada espiritual é preciso ter formação nesses temas que tocam a dimensão humana, é na humanidade que a espiritualidade acontece... Parabéns mesmo Ana Paula!

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