11 DICAS PARA ENCONTRAR PAZ DEPOIS DE PECAR

by - agosto 18, 2017



Este artigo é uma tradução do Cathlic Link Americano, acréscimos em azul.

Se eu me permitir ser tocado pelo amor de Deus, meus defeitos podem se tornar uma fonte de misericórdia para os outros. Nossas falhas podem se tornar uma fonte de ternura e misericórdia para com os outros. Se eu caiu tão facilmente como posso me permitir julgar o meu irmão? Como posso deixar de ser misericordioso com ele, como o Senhor fez comigo?

Encontrar a paz interior e rejeitar a angústia é agradável ao Senhor


O que mais agrada a Deus? Ficar ferido e atormentado depois de uma queda ou quando dizemos: "Senhor, peço desculpas, eu pequei de novo, olha o que eu fiz comigo!"? Pois esta deve ser a nossa conversa com Deus: Eu me abandono com confiança porque sei que, um dia, o Senhor irá finalmente me curar. Enquanto isso, peço-Lhe que a experiência da minha miséria me faça mais humilde, mais gentil para com os outros, mais consciente de que eu não posso fazer nada por mim mesmo, mas eu tenho que esperar apenas em seu amor e em sua misericórdia.
O que agrada mais a Deus se atormentar ou se entregar a Sua Misericórdia notando nossa miséria? 

A ansiedade e o desânimo que sentimos sobre nossas faltas são sentimentos raramente puros.


A angústia, a tristeza e o desânimo que sentimos por nossos defeitos e falhas raramente são puros e poucas vezes vem da dor de ter ofendido a Deus, muitas vezes essas sensações estão cheias do nosso próprio orgulho. Estamos tristes e decepcionados, não tanto por ter ofendido a Deus, mas porque a imagem ideal que temos de nós mesmos foi brutalmente destruída. Muitas vezes a nossa dor é a do orgulho ferido! Esta dor excessiva é exatamente o sinal de ter esperança em nós mesmos e nos nossos atributos, e não em Deus.

A ansiedade e o desânimo que sentimos sobre as nossas faltas são sentimentos raramente puros


Estar atento às ciladas do diabo: o desânimo


Devemos saber que uma das armas que o demônio usa para atrapalhar o caminho das almas à Deus consiste precisamente em fazê-los perder a paz e desencorajá-los, tendo em conta os seus fracassos para alcançar a santidade. Se os sentimentos que experimentamos depois do pecado "nos causam angústia, se diminui o nosso espírito, e  nos torna preguiçosos, tímidos ou lentos no desempenho das nossas funções, acreditamos que eles são sugestões do inimigo e temos de continuar fazendo as coisas da maneira usual, sem se dignar a ouvi-los "(Combate Espiritual, Lorenzo Scupoli, capítulo 25)

Deus é capaz de colher os benefícios de nossas falhas


A razão pela qual a tristeza e o desânimo não são bons é porque não podemos ver nossos próprios defeitos como algo trágico, eles são esperados, somos seres humanos. Deus é capaz de fazer o bem usando desses defeitos ou do esforço que fazemos para vencê-los. Santa Teresa de Lisieux gostava desta frase de São João da Cruz: "o amor sabe como tirar proveito de tudo, o bom e o mal que está em mim, e transformar todas as coisas". Nossa confiança em Deus deve subir para aquelas alturas: a crença de que Ele é bom e poderoso o suficiente para tirar proveito de tudo, incluindo nossos defeitos e nossas infidelidades. Quando Santo Agostinho cita as palavras de São Paulo: "Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus," acrescenta "Etiam peccata" (pecados). É claro, devemos lutar vigorosamente contra o pecado e batalhar para corrigir nossas imperfeições. Mas não devemos fazer disso uma ladainha de lamentos, somos fracos e os fracos tem fraquezas, Deus que nos torna fortes.

Evitar a ilusão de querer apresentar-se ao Senhor somente quando estamos limpos e bonitos


Nessa atitude há muita presunção. Gostaríamos de não depender de Sua Misericórdia. No entanto, qual é a natureza dessa pseudo-santidade a que aspiramos, às vezes inconscientemente, que dispensaria Deus? Pelo contrário, a verdadeira santidade é reconhecer sempre que dependemos exclusivamente de Sua Misericórdia.

evitar a ilusão de querer apresentar-se ao Senhor somente quando estamos puros


Depois da confissão, não fique se perguntando se Deus vos perdoou


Neste hábito há muito orgulho e ilusão diabólica, que, através destas preocupações da alma, irá prejudica-lo e assombrá-lo. Assim, você deve deixar-se descansar na Sua misericórdia divina e continuar sua vida com tranquilidade, confiando na misericórdia de Deus, que perdoa nossas faltas pelo Sacramento da Confissão. 

Nossos pecados são um mau pretexto para nos manter longe de Cristo


Onde vamos encontrar a cura dos nossos defeitos, a não ser em Jesus? Nossos pecados são uma má desculpa para afastar-nos Dele; quanto mais  pecadores somos, mais nós precisamos estar perto Dele, que diz: " Não é os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes ... Eu vim chamar não os justos, mas pecadores. "(Mt 9, 12:13)

A alma em paz coopera melhor com a ajuda de Deus


Nós não vamos nos livrar do pecado por nossas próprias forças, somente a graça de Deus irá conseguir isso. Ao invés de se rebelar contra nós mesmos, seria mais eficaz ficarmos em paz após a confissão e deixar que Deus faça o seu trabalho.

O verdadeiro arrependimento 


Precisamos saber distinguir o verdadeiro arrependimento, o verdadeiro desejo de nos corrigir (que é sempre tranquilo e confiante), do falso arrependimento, de seus lamentos, que nos desencoraja e nos paralisa. Nem todas as críticas que vêm de nossa consciência são inspirados pelo Espírito Santo! Alguns vêm de nosso orgulho ou do diabo, e precisamos aprender a discernir-los. E a paz é um elemento essencial no discernimento. 

O humilde não recusa seus pecados


"Há a ilusão, muito comum, atribuído a um sentimento de virtude do medo e da vergonha que se faz sentir depois do pecado. Embora a preocupação por continuar a pecar seja sempre acompanhada por um pouco de dor, no fundo existe o orgulho. A presunção causado pelo excesso de confiança nas forças próprias, aí a pessoa se vê diante da triste experiência de suas quedas e nota que é tão frágil e pecadora como os outros, é surpreendido por um evento que não deveria ter acontecido, e privado do fraco apoio que ele tinha, é deixado para ser invadido pelo desgosto e desespero. Esta infelicidade nunca é o caso, dos que não possuem confiança em si mesmos, e só dependem de Deus, porque quando eles caem, não se surpreendem nem se perturbam, a luz da verdade que ilumina  e os faz ver que sua queda é um efeito da sua fraqueza e sua inconstância (Combate Espiritual, Lorenzo Scupoli, capítulo 4 e 5)

"Vai e não peques mais." Aqui esta toda a nossa orientação, não paralisar e se determinar, com a graça de Deus, a não pecar mais. 

Paz e bem,
Abraço,
Ana 

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2 comentários

  1. Muito, Muitoo bom mesmo!
    Seu blog está me ajudando espiritualmente, muitíssimo obrigado!

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Olá, Paz e Bem! Que bom tê-lo por aqui! Agradeço por deixar sua partilha.