COMO SER MODESTA SEM SER "SEM GRAÇA"

by - junho 26, 2017



Hoje, quero falar sobre um tema que tem relação com a vida diária e vem incomodando algumas meninas e até rapazes.

Principalmente as meninas, ao exercitar a virtude da modéstia (sobre a virtude aqui e aqui), chegam a um período de "estou me sentindo sem graça, sem sal, sem açúcar". Aí eu pergunto, "o que você mais usa e quais as cores que você usa?", "já viu se combina com seu tom de pele?". A maioria nunca pensou nisso. Mas o fato é que mesmo sem a modéstia isso é importante para não nos sentirmos assim, mas quando mudamos gradativamente o guarda roupa, isso se torna mais visível. O fato é que, aparente inconscientemente, as moças passam a vestir cores sóbrias (azul, preto, marrom...), mas vou te dizer que isso pode enjoar, né? Ou por outro lado, passam a vestir uma saia preta e uma camiseta, o que pode ficar muito bom, se a saia estiver adequada ao biotipo e as cores ao tom de pele...mas muitas vezes não esta.



Já te falo que não estou querendo "ditar a cor" que se deve usar. Mas o fato é que existem tons que "ornam" conosco e outros não, uia!

Então, o que fazer? Ana eu nem sei ver essas coisas!

O primeiro passo esta em entender a divisão dessa área que se chama Colorismo, é uma técnica que os estilistas, maquiadores e publicitários usam para fazer aquela modelo ficar muito bem na foto, sabe? Ou seja, colocar nelas o tom que combina com a pele, cabelo e olhos. 

Muita gente acha isso inútil, que não importa, mas a modéstia não limita a beleza, ela realça a beleza. Não de uma forma sensual e sexual, mas de uma forma pura e celestial.

Sobre isso diz São Tomás de Aquino:

Ora, essa afeição desordenada pode manifestar seu exagero de três formas. Primeiro, quando se busca o prestígio social mediante um modo refinado de vestir-se e de enfeitar-se. Por isso, diz Gregório: ‘Julgam alguns que não é pecado usar um vestuário fino e precioso. Mas se não o fosse, jamais a palavra de Deus teria dito que o rico, atormentado no inferno, estivera vestido de linho fino e de púrpura, pois ninguém traja roupa preciosa, isto é, superior à sua condição, senão por vanglória’. – Outra manifestação dessa exagerada preocupação com a roupa acontece quando nisso se buscam os prazeres do corpo, vendo na roupa um atrativo para tais prazeres. – E a terceira manifestação seria a preocupação exagerada com a roupa, ainda que não interfira nenhuma finalidade má.
Olhando, agora, a questão pelo lado da deficiência, podem-se distinguir duas desordens segundo o afeto. A primeira, por negligência, quando não se tem cuidado nem diligência em se vestir corretamente. Por essa razão, o Filósofo diz que é relaxamento ‘deixar o manto arrastar-se pelo chão, sem nenhum empenho por levantá-lo’. – A segunda é a dos que se vangloriam dessa mesma falta de cuidado com a aparência. Por isso, Agostinho diz que ‘pode haver vaidade não só no brilho e no luxo dos ornatos do corpo, mas até numa apresentação negligente e degradante e tanto mais perigosa quanto procura nos enganar, a pretexto de serviço de Deus’. E o Filósofo diz que ‘tanto o excesso quanto a deficiência dizem respeito à jactância. (sobre jactância aqui)
Em relação aos adornos das mulheres, devem-se fazer as mesmas observações antes feitas, em geral, sobre a apresentação exterior, destacando, porém, algo especial, ou seja, que os adornos femininos despertam a lascívia nos homens, segundo o livro dos Provérbios: ‘Eis que essa mulher lhe vem ao encontro, trajada qual prostituta, toda insinuação’. No entanto, pode a mulher, licitamente, empenhar-se por agradar ao marido, para evitar que ele, desdenhando-a, venha a cair em adultério. Por essa razão, se diz na primeira Carta aos Coríntios: ‘A mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo: ela procura como agradar o marido’. Portanto, se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato (as consagradas), não podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens, para lhes excitar a concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem, porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será pecado mortal, mas às vezes venial. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens. Por isso, escreve Agostinho: ‘Sugiro-te que não te precipites em proibir enfeites de outro ou vestes preciosas, a não ser aos que, não sendo casados nem querendo sê-lo, deveriam pensar em como agradar a Deus.
Bom senso é bom, até nas cores, modéstia é moderação.

Baseado nisso, vamos ver que nessa técnica você terá tabelas de cores que se dividem exatamente de acordo com as estações do ano: Primavera e Outono, Verão e Inverno. 

A Primavera e o Outono possuem cores quentes e muitas vezes mais vivas.

O Verão e o Inverno possuem cores frias. 

Consideramos, não a temperatura, mas as cores que prevalecem em cada estação.

Mas como usar essa informação se não sabemos o tom da nossa pele?


Pois, também a nossa pele possuí tons quentes, frios e uma estação.

Para saber qual o seu tom, você deve olhar seu punho e ver a cor da suas veias.



Caso você seja neutra, você se dá bem com todos os tons, mas te lembro que sempre existe uma paleta que fica melhor, mesmo nesses casos.

Visto se você tem o subtom quente ou frio, devemos saber a estação.

Se você tem o subtom frio e é morena você esta na paleta do Inverno.



Se você tem o subtom frio e é loira ou tem cabelo caramelo esta na paleta do Verão.


Se você tem o subtom quente e é morena você esta na paleta do Outono.



Se você tem o subtom quente e é loira ou cabelo caramelo esta na paleta do Primavera.

Paz e bem.
Abraço!
Ana

Inspirado em Renata Meins

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