COMO A LITERATURA INFLUÊNCIA OS RELACIONAMENTOS

by - agosto 18, 2017

Hoje veremos alguns pontos sobre os livros de romance que hoje vemos livremente comercializados, inclusive, no que se refere a livros teen, new adult e adult.

Antes de prosseguir quero dizer que já li muitos romances, hoje leio somente os clássicos, trabalhei muitos anos em uma livraria, de modo que as categorias e estilos literários me são bem familiares, assim como a análise dos mesmos e digo, temos sempre uma sucessão interminável de "mais do mesmo". Portanto, o que listarei abaixo está, infelizmente, presente em 90% dos best seller de literatura atuais.


Relacionamento

Atualmente se glorifica a vivência de um relacionamento superficial e pouco saudável baseado "no nada", na atração, na carência, no sexo e na idealização absurda do outro e do próprio relacionamento. Relacionamentos que possuem como termômetro de sucesso o sexo, seu inicio no sexo e seu fim na falta do sexo. Essa é a profundidade dos relacionamentos abordados nos livros atualmente e olha que interessante, nos reais também, mesmo todos sabendo que é muito mais que isso. Também ocorre uma dependência obsessiva, com sonhos, visões e vozes do outro quando não esta presente. Acredita-se que isso é "ser romântico", é "amor", eu pergunto será? Será isso amor? Sexo e uma necessidade do outro a ponto de gerar uma abstinência. Vendo por esse lado vemos uma propagação de uma interpretação imatura do amor, uma visão completamente adolescente e superficial, pois, se baseia em sensações.

Aqui, você pode encontrar um texto sobre a dinâmica do Amor e da Paixão detalhada. Nesse texto explico que, atualmente, confundimos amor com paixão, a paixão são as respostas orgânicas que o estimulo da visão ou lembrança do outro causa no organismo. Também explico que isso não é ruim, é natural, é colocado por Deus para que haja atração entre homem e mulher, para que estes possam se unir e gerar frutos, justamente a execução da ordem de Deus no Gênesis. No entanto, quando isso se torna uma forma de extrair prazer individual, de uma forma egoísta, que menospreza a vivência disso para a formação de uma família a partir do matrimônio, temos um problema. Passamos a usar o que Deus fez para manter a atração entre marido e mulher, para usar do outro e se expor ao uso como um objeto. 


Mentira

Os livros fazem uma apologia a mentira. Mentir para a família, é normal nesses livros. Como se mentir "por amor" fosse bom. Nesse caso claro que não preciso me prolongar, afinal, quem mente, mente para si mesmo. E livros que fazem disso algo bom, são no minimo duvidosos.


Negligenciar a consciência


É impressionante, mas parece uma peste! Os personagens fazem sempre o inverso do que pensam! Pensam e refletem os perigos, os valores e fazem o inverso! Acho interessante que, atualmente, é comum encontrarmos pessoas que não escutam sua consciência, que foi nos dada por Deus para nos ajudar a andarmos no caminho certo. Esse fato somado ao anterior, temos uma geração de Pinóquios.

Relações abusivas


Não somente fisicamente, mas verbalmente e até psicologicamente. Ocorrendo tanto com mulheres como com homens. Essas relações são expressas como "normais conflitantes", quando há nada de normal pisar no outro para se sentir melhor, reproduzir um abuso por ter sido abusado ou ainda maltratar por ter sido maltratado. Não faz sentido propagar esse tipo de relação como "normal" nos livros e pedir para que as pessoas tenham auto estima, denunciem os abusos e busquem pessoas que lhes façam ser melhores a cada dia. Não faz sentido, logo vemos que muitos relacionamentos fracassam, pois, ao contrário do que muitos pensam, atualmente não temos nenhuma referência do que é bom ou mal. O príncipe dos livros é estranhamente também o vilão (vilão mesmo, não o Mr Darcy que foi vitima de um mal entendido), as atitudes que são ruins são descritas como boas e justificáveis...e é claro na vida real não é assim.



Virgindade

A virgindade nos livros perdeu seu valor e isso se propaga também na relação das meninas e meninos perante a virgindade. Além de ser tratada como algo angélico é tratada quase como uma enfermidade ou no minimo algo "anormal" ou ainda, algo sem importância. O que faz da relação sexual em si, também algo sem importância, um momento que não vale nada, passageiro, fazendo dele uma forma de exercer a manipulação de um objeto sexual, um objeto atraente, sem nenhuma sacralidade ou objetivos para posterioridade, comprometimento sacramentado, que é o amor, amor é comprometimento de vida, foi assim que Jesus mostrou seu amor. 

Amor e Luxúria


Os livros confundem amor e luxúria, que torna o outro objeto. E a luxúria mata o amor. Sem falar nas enxurradas de relatos que mostram masturbação, pornografia, outras práticas de luxúria que usam o outro. Por definição o amor procura dar e servir desinteressadamente mesmo quando é um sacrifício, enquanto a luxúria é egoísta e busca o prazer para si, mesmo à custa da utilização de uma outra pessoa. Uma alma que quer ser pura deve se atentar a não deixar entrar em si sujeiras.


Equívocos sobre o amor


Confundir dependência com amor. Como explico aqui, a relação sexual gera a liberação de neurotransmissores que fazem com que a relação com o outro se estreite e se torne mais forte. Num casamento isso é ótimo! Mas e quando se trata de uma relação imatura, sem sacralidade e muitas vezes abusiva? Pois, como essas são as relações narradas atualmente, vemos que essa dependência do outro, gerada pela relação sexual, ganhou o nome de "amor", na verdade, é uma descarga de neurotransmissores que fazem com que o laço entre o homem e a mulher se tornem fortes para que possam formar uma família. Novamente um uso equivocado de algo que Deus fez para formar e proteger a família aumentando a proximidade do casal. Mas o casal, não é um casal, isso é ruim pois essa dependência é similar ao de um dependente químico, ou seja, na prática trata-se de uma dependência de alguém que não se conhece, sem nenhum objetivo em comum e nenhum laço de comprometimento...obviamente isso não é bom.

Dignidade


Claro que com esse festival de atitudes e pensamentos equivocados, temos uma crise de identidade. Os homens e as mulheres perdem suas referências, os livros mais vendidos e lidos são "mais do mesmo", personagens superficiais, não há mais a construção de uma "pessoa". Assim criamos novamente uma discrepância do que é aceitável, afinal se livros influenciam as pessoas e estes estão completamente sem fundamentos sólidos, teremos pessoas sem fundamentos sólidos.

Assim, como vivo repetindo, mas relembrar é viver, devemos nos atentar com o que lemos. Como já disse, temos muito do mesmo, logo ficará fácil notar, se isso ainda não ocorre, a interminável repetição de padrões literários sem nenhum conteúdo. Também devo dizer que não sou contra a literatura de entretenimento e até romances, mas vale lembrar que a maioria esta seguindo esses padrões, pouquíssimos escritores conseguem fazer um texto sem sexo, o que só eleva ainda mais os autores clássicos, que escreviam muito mais em quantidade e qualidade.

Paz e bem.




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