Olhar perfeito| Meditação de São João da Cruz

by - junho 23, 2018


"Quais são os nossos olhares? Olhares de apropriação, destruição, sedução, incompreensão, reprovação? Talvez seja preciso começar mergulhando nossos olhares nos olhares do Filho, para ver de maneira diferente. Talvez seja preciso deixar crescer em nós o desejo intenso de conhecer o Filho, de modo a se parecer com Ele. Talvez seja preciso reconhecer todas as nossas cegueiras aceitando oferecer-nos à luz fulgurante de Cristo. Mas como se precisa de tempo para se adaptar, ou se readaptar a Deus."
Cônego Constant Tonnellier

Jesus é o exemplo de homem perfeito, olhava e não se apropriava ou julgava, mas sim livrava o outro do que o entravava. A qualidade de seu olhar era capaz de libertar, pois era livre de opressão ou qualquer tipo de censura.

O olhar de Jesus é o olhar que deveríamos ter, fomos criados por Deus com essa capacidade que foi convertida em olhar de destruição. 

Quais são as características do nosso olhar? 

Para ver diferente, talvez seja preciso olhar pelos olhos de Jesus e usá-lo como filtro, já que perdemos a capacidade de ver com clareza, já que somos cegos. E talvez seja ainda mais necessário que haja um anseio de com Ele se parecer. 

Mas assim como é difícil para um cego, que viveu na escuridão, se adaptar a luz, também é difícil esse adaptar-se ou readaptar-se a Deus. É necessário um tempo, uma oferta de luz gradual, uma abertura de olhos lenta e muitas vezes receosa, mas uma coisa é certa quem determina a quantidade de luz que enxerga são os olhos, que podem estar dispostos ou não a se abrirem, dispostos ou não a ver a luz. 

Afinal, temos a Luz que quer iluminar, Deus nunca cansa de se mostrar, temos o exemplo de Jesus do olhar perfeito para os outros e para o Pai. Falta-nos, então, abrir os olhos.





Paz e bem!


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