Santo Terço #1 | Oração repetitiva: Biblicamente e Cientificamente

by - maio 02, 2015


Trata-se uma oração meditativa e contemplativa.

Meditativa, pois, atende ao principio da meditação que é a presença no presente, a atenção plena e principalmente a capacidade de meditar sobre algo para se chegar a um fim.

Contemplativa, pois, através da imaginação é possível estar presente em cada mistério. Fazendo assim, uso da imaginação, para um bom fim, como orienta Santo Inácio de Loyola.

A composição do Rosário e do Terço (um terço do Santo Rosário) ocorreu aos poucos, claro no intuito de manter uma oração sem cessar.



Biblicamente (caso você tenha um pé atrás com o terço sua repetitividade):


Jesus orou repetidamenteMateus 26, 41-44

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 
 E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados.
E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

Davi orava repetidamente: Salmo 136

1 LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
2 Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
3 Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
4 Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
5 Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
6 Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.
7 Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre;
8 O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre;
9 A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;
10 O que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade dura para sempre;
11 E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre;
12 Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre;
13 Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre;
14 E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;
15 Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.
16 Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;
17 Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre;
18 E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre;
19 Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre;
20 E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre;
21 E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre;
22 E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre;
23 Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre;
24 E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre;
25 O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
26 Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
 Acima podemos ver dois exemplos bíblicos fortes, pois um é o próprio Deus e só isso já bastaria, mas também a oração de um dos instrumentos de Deus mas importantes do Antigo Testamento, Davi (antecessor de Jesus, interessante não? Oração repetitiva é uma tradição de família!). Então, se seu problema é base bíblica, esta aí o próprio Deus, Jesus, orava ao seu Pai com repetições.

Aqui convido você a entrar no mistério, Jesus é Deus, seus próprios pensamentos estão em comunhão com o Pai, mas a bíblia diz que "Jesus assumiu em tudo a condição humana, menos no pecado" (Hebreus 4, 15) e isso inclui o cérebro e seu funcionamento. Você deve saber, por experiência própria que a repetição nos faz compreender, entender e fazer daquilo parte de nós. Quando repetimos uma frase aquilo faz parte de nós e gera uma rede de sinapses que nos leva a uma outra forma de compreender e viver a vida. Assim também ocorre com as atitudes.

Quando queremos aprender algo repetimos até aprender, quando queremos nos convencer de algo repetimos até convencer - nos, quando queremos que alguém nos escute repetimos até que nos ouça, Jesus sabia disso e sabe, Ele sabe que o cérebro humano funciona por repetição, por isso rezava repetitivamente para entrar na Vontade de Deus ainda mais. E Davi compreendeu isso também, repetiu sobre a benignidade para mostrar a grandeza de Deus e de Sua Bondade e para se convencer dela e viver nela. 

O maior argumento contra a oração repetitiva é a frase "nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus", no entanto, com uma interpretação de texto básica é possível ver que Ele se refere bajuladores, pessoas que oram em público chamando ao Senhor e na vivência nadica de nada.  

Espero que tenha sido útil, até o próximo sobre a História do Santo Rosário.



















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