MODÉSTIA, DECÊNCIA E PUDOR - Bíblia, Catecismo e Artigos Científicos

by - junho 26, 2017




Tudo que torna fácil o encontro sexual promove ao mesmo tempo a sua queda no precipício da insignificância.Paul Ricour (1913-2005, filosofo francês)


A pureza do coração exige o pudor, que é paciência, modéstia e discrição. O pudor preserva a intimidade da pessoa (Catecismo, 2533)


A modéstia é uma tema que incomoda muita gente, se usarmos o termo decência e pudor incomoda muito mais. No entanto, é infinitamente importante abordar esse tema, pois, acredite, nossas vestes tem impacto na reação dos outros e principalmente do homem.

Primeiramente é interessante notar que a mulher dá o tom da sociedade, as alterações no comportamento feminino teve e tem impacto sobre toda a sociedade. Se entrarmos nesse contexto, é preciso dizer que, embora o feminismo tenha sido fundado com ideais nobres de proteção ao feminino, hoje e já a muitos anos não vem sendo um movimento de "socorro". Ainda digo que concordo com as almas corajosas que dizem que os direitos da mulher foram conquistados pela evolução social e dos direitos humanos, não pela ação de um grupo de mulheres - feministas. O feminismo se apoderou das vitórias relacionadas a mulher e fez disso uma muralha de proteção. Se tornou uma ideologia perigosa, até mesmo para a saúde da mulher.

Visto isso é preciso analisar a evolução da indústria da moda. É interessante notar como, o que é popular apela para um semi vulgar ou vulgar, esse estilo ganhou as lojas sem ao menos passar pelo filtro das mulheres, boa parte simplesmente aderiu. Além disso ouso dizer que as marcas de moda mas nobres são muito conservadoras no corte das peças, o que demonstra que a verdadeira elegância tem a luz do pudor.

A modéstia é uma expressão externa que começou no interior.


A modéstia é uma união de virtudes e transparece uma pureza de coração e isso é castidade,

Uma pessoa casta pode amar com um coração sincero e inteiro (Catecismo, 2520;2532).
Bem aventurados os puros de coração porque verão a Deus! Mt 5,8
O pudor protege o espaço íntimo da pessoa, isto é, o seu mistério, o que tem de mais próprio e interior, a sua dignidade; acima de tudo, defende a sua capacidade para o amor e a entrega erótica. Ele remete para aquilo que deve ser o amor (Catecismo 2521-2525, 2533)
O pudor não esconde uma coisa sem valor, mas protege algo valioso...Não tem nada a ver com beatice ou educação frustrada...Quem, mediante palavras, olhadelas, gestos e atos, fere o sentimento de pudor natural de uma outra pessoa, rouba-lhe a dignidade (YouCat, 464) 

Nós temos um pudor natural que deve ser respeitado para manter a dignidade e também a fidelidade a identidade de quem somos.

Os homens e as mulheres são seres humanos criados a imagem de Deus e filhos de Deus redimido por Jesus Cristo...Mesma dignidade e mesmos direitos não significam, porém, uniformidade (YouCat, 401).
Não há judeu nem grego, não há escravo ou livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus (Gl 3, 28).
A igualdade dos gêneros assim como a precedência de um dos gêneros contradiz a ideia criadora de Deus. Somos igualmente dignos, no entanto, diferentes mental, emocional e biologicamente.

Mas enfim porque estou explicando isso?


O que se costuma chamar permissividade dos costumes se apoia numa concepção errônea da liberdade humana; para se edificar, esta última tem necessidade de se deixar educar previamente pela lei moral. Convém exigir dos responsáveis pela educação que dêem à juventude um ensino respeitoso da verdade, das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem (Catecismo, 2526).
Existe um pudor dos sentimentos, como existe o do corpo. O pudor, por exemplo, protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia (como em certo tipo de publicidade), ou contra a solicitação de certos meios de comunicação ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes (Catecismo, 2523).
Porque para completar a série de Amor, Paixão e Cristianismo é preciso abordar a questão da imagem que passamos ao outro e que estimula áreas cerebrais e por fim gera uma reação ou ação.

Papa Bento XV em 1922 na sua Encíclica Sacra Propediem:


"Desde este ponto de vista não podemos deixar de condenar a cegueira de quantas mulheres de todas as idades e condições; feitas tontas pelo desejo de agradar, elas não vêem a que nível a indecência de suas vestes chocam a todo homem honesto, e ofendem a Deus. A maioria delas teriam, em outras épocas, se envergonhado com esses estilos por grave falta contra a modéstia Cristã; e já não é suficiente que elas se exibam na via pública; elas não têm medo de cruzar as portas da Igreja, a assistir o Santo Sacrifício da Missa, e até de levar a comida sedutora das suas paixões vergonhosas até o Altar da Eucaristia onde recebemos o Autor celeste da pureza. E nós nem estamos falando das exóticas e bárbaras danças recentemente importadas dos círculos fashion, cada uma mais chocante que a outra; não podemos imaginar nada mais apropriado para banir o que resta da modéstia."


Fontes:

Catecismo da Igreja Católica
YouCat
Universidade de Princiton - EUA






Paz e Bem!
Ana Paula Barros
Salus in Caritate



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